Em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, fui incumbida pelo querido Alexandre Inagaki de fazer um top 5 com as minhas preferidas do Rei. Antes de ir ao que interessa, uma breve introdução: como muitos jovens fãs do Rei, comecei cedo na função graças a pai e mãe fãs de Jovem Guarda e minha ligação com a obra dele é totalmente emocional. Cresci cercada por vinis de Roberto e Erasmo, ouvindo aquelas canções que a dupla fez pra mim (ops). Pra se ter uma ideia, a “minha” música, aquela que marcou minha infância e me faz lacrimejar a cada audição é “Gatinha manhosa”, aquela do tremendão Amigo (ops!) que meu pai sempre tocava no violão. Entendeu o porquê deste post? Pois vamos às cinco faixas.
1. “Eu te darei o céu”
O começo de tudo, quando o mundo era um lugar tranquilo a ser conquistado, a vida era uma sequência inspiradora de amores a serem explorados e o iêiêiê era a resposta para todo o mal. Ingênua, sim, mas vai direto ao ponto como as declarações de amor devem ser. “Você pode até gostar de outro rapaz que lhe dê amor carinho e muito mais, porém mais do que eu ninguém vai dar, até o infinito eu vou buscar…”
2. “Você não serve pra mim”
Libertadora. Simples assim. Com aquela guitarrinha cruel, o Rei sintetizou o melhor fora de todos os tempos que lhe foi doado por Renato Barros, aquele dos Blue Caps.
3. “Não há dinheiro que pague”
Ei, Rei, deixa eu te contar uma coisa, bicho: não há dinheiro no mundo que pague qualquer saudade. Uma da fase funky do Rei, cheia de groove, em mais uma letra do Renato Barros. Sofrendo ele aprendeu, galera, e a gente sabe que é no sofrimento que se cresce.
4. “As curvas da estrada de Santos”
Roberto Carlos no auge de seus 26 anos, aprendendo a ser adulto, lamentando um amor perdido de forma politicamente incorreta com um papo de alta velocidade. Ah, saudade da época em que o rei não era só paz, amor e pregação sob um suspeitíssimo quepe de marinheiro. Mas tá melhorando, né? E ele pode fazer o que quiser da carreira. Depois de tantos anos de bons serviços prestados, o mínimo que a gente deve a ele é respeito. Pois então. Sempre adorei essa música e só depois de muito tempo eu, burrinha, me dei conta de que a estrada de Santos que dá título à música é a Rio-Santos, possivelmente a rodovia que mais atravessei na vida. E aí que tudo fez sentido quando ouvi essa música ao passar por lá, com o visual deslumbrante da Costa Verde do estado do Rio de Janeiro servindo de cenário pro videoclipe que se fez na minha cabeça. Experimentem fazer isso um dia, eu recomendo.
5. “O portão”
Não, essa não se chama “Eu voltei”. Só a imagem do cachorro que sorri através do latido já vale a inclusão dessa música na minha lista. Quem nunca na vida voltou – ou desejou voltar – para as coisas que deixou? O Rei voltou. Porque ele pode.










Taí um post que eu tinha que ter feito no ano passado: enrolei, enrolei e agora a novidade pode até estar velha, mas vale o registro. É só uma página de livro. Uma “mísera” página inicial que é uma das coisas mais interessantes que eu já li na vida (não li muito, mas também não li pouco não, viu). Sério, sabe quando você lê e fica meio embasbacado com o estilo, as palavras, tudo? Pois é. Fiquei assim.
Você já deve ter ouvido falar nos bentôs, espécie de marmitex japonês todo cheio das nove horas </vovó>. Inclusive, já deve ter esbarrado com












