Archive for the 'vídeo' Category

Promoção: Inspire-se

Vocês devem ter ficado sabendo da ação “Eu já sabia”, que a Olympikus promoveu na semana passada. Assim que o Rio foi anunciado como cidade-sede das Olimpíadas de 2016, a marca disparou 40 kits para pessoas diversas, iguaizinhos a esse aqui. O meu chegou no meio da redação onde eu trabalho menos de uma hora depois da divulgação do resultado, em meio a uma euforia só. No começo não entendi nada, cubro cultura e não esportes e estranhei só eu ter recebido. Quando vi a camiseta com meu apelido, saquei qual era: a ação envolvia blogs.

Corta.

Pois a Olympikus está com outra ação – na verdade uma promoção -, que nada tem a ver com as Olimpíadas, mas que pode envolver você, querido leitor do blog com a cabeça cheia de ideias e uma câmera na mão. A marca esportiva está promovendo o festival online de vídeos Olympikus.mov e quer estimular você, que tem interesse por audiovisual, e quer uma ajudinha pra crescer e aparecer nessa área. Por isso mesmo, o prêmio é diferente de tudo o que você já viu: o vencedor vai ter, durante um ano, a inscrição de seu vídeo nos dez principais festivais de cinema e vídeo no país. Ou seja, se você ganhar, a marca vai bancar  teu vídeo por um ano, te fazer aparecer e ainda pagar hospedagem, passagem e alimentação. Já pensou em ter uma produtora-executiva do porte da Olympikus com uma mãozinha do pessoal do Curta o Curta? Pois é.

O conceito do concurso é “Inspire-se”. Para participar, você deve inscrever seu vídeo ligado ao tema – com duração de 1 a 5 minutos – no hotsite do festival (onde você também encontra todo o regulamento) até o dia 31 deste mês. E é aqui que esse blog entra, com um presentinho extra para um participante. Depois de fazer todo o processo e inscrever seu vídeo no site e no YouTube, você vai voltar aqui e deixar o link nos comentários deste post até o dia 28 de outubro.  Se o seu já estiver pronto, ótimo, linka ele aqui.

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Que tipo de inspiração coloca as pessoas em movimento? O desejo de ser mais saudável, mais bonito. A vontade de ser mais rápido, mais forte. O desejo de vencer os próprios limites, um adversário ou a vontade de se divertir, simplesmente. Com certeza tudo isso e muito mais.

Esse é o tema do Festival Online de Vídeo Olympikus.mov. Inspiração e esporte. Pensando em esporte como sinônimo de todo tipo de atividade física. Da musculação à dança de rua”

O melhor vídeo – na minha humilde opinião – vai faturar um kit de produtos da Olympikus com um tênis, uma mochila/mala e uma camiseta. O vídeo, além disso, vai ser divulgado aqui e no Mau Humor, do maridão Arnaldo Branco (a mesma promoção também está rolando por lá, são duas chances de ganhar – mas como moramos na mesma casa e faremos a seleção juntos, não há chance de a mesma pessoa ganhar aqui e lá), e nas nossas contas de Twitter. Qual a vantagem disso? Bem, um dos critérios que a Olympikus vai usar para escolher o vencedor é o apelo popular que ele tem: ou seja, o número de views.

Então é isso. Se você ainda não fez seu vídeo, corre pra fazer. Se você já fez, aproveita e posta o link aqui. Se você tem amigos aspirantes a cineastas, espalha logo a boa notícia e fala pros sujeitos se mexerem e se inspirarem!

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Michel Gondry chega ao Rio

Não sei se é efeito do Ano da França no Brasil, mas Michel Gondry está com passagem comprada para o Rio. Por conta da exposição “Rebobine, por favor”, em cartaz no CCBB carioca, o diretor vai participar de um debate em que vai falar do tal “Protocolo Gondry”, uma série de regras auto-impostas que permeiam todo o processo criativo do cara. E, pelo visto, a história vale a pena. Da cabeça desse francês maluco saiu o queridinho do mundo “Brilho Eterno de uma mente sem lembranças”, o meu queridinho “The Science of Sleep” e mais uma penca de clipes que marcou toda uma geração criada à base de muita MTV. Os dois filmes e alguns dos clipes serão exibidos durante o “Ciclo Gondry”, que faz parte da mostra.

O debate rola nesse sábado, dia 20, das 12h às 14h na Sala de Cinema do CCBB. A entrada é gratuita, mas tem que retirar uma das 110 senhas uma hora antes lá na bilheteria do centro cultural. Para sacar melhor o que é a exposição “Rebobine, por favor”, dá uma olhada no meu post aqui e se o tempo estiver sobrando, aconselho a visita ao site do cara. Além de poder exercer o consumismo comprando até o que o Gondry escreve em papel higiênico (é sério), você pode pagar U$ 20 para mandar sua foto e ganhar um desenho inspirado nela feito pelo próprio. Os desenhos vão todos parar numa galeria no Flickr dele.

Se você tá interessado no que o cara tem pra falar, vale a pena fazer uma retrospectiva dos vídeos mais legais que ele dirigiu (para ver os que apresentarem a mensagem da “incorporação desabilitada”, é só clicar em cima do vídeo que você assiste direto na página do YouTube):

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Everlong, do Foo Fighters

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Knives Out, do Radiohead

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The Hardest Button to Button, do White Stripes

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Fell in love with a girl, também do White Stripes

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Dance Tonight, do Paul McCartney

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Let Forever Be, do Chemical Brothers

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Around the World, do Daft Punk

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Like a Rolling Stone, Rolling Stones

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Das bobeiras deliciosas

Faz muuuuito tempo que não faço posts bobinhos, curtinhos, cheios de links aqui no Go to Heaven. A culpa é do Twitter: pra que fazer um post no blog se posso resolver repassando o link em 140 caracteres? Só que duas “homenagens” chegaram até mim no mesmo dia e seria um crime não registrar por aqui.

rubberduckzilla

Se eu gosto de patinhos de borracha? Dá uma olhada no layout desse blog e no meu Twitter!

A primeira é a campanha japonesa de uma bebida da Coca-Cola Company chamada Oasis (curti o nome). Uma coisa entre o isotônico e o suquinho “pra quem não gosta de água”. O garoto propaganda é um patinho de borracha gigante, o Rubberduckzilla. O bicho é meio estressadinho e, assim com o Godzilla, quer destruir Tóquio. Sabe filme trash japonês com monstros gigantes? Então, agora troca o monstro por um patão enfezado. Pronto, foi o suficiente pra enternecer meu coraçãozinho. E o site ainda tem joguinhos de realidade aumentada em que você pode assumir a persona do pato! Via @venetiglio.

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A segunda é uma garrafa de vodka ultra-premium, cheia das frescuras, batizada de LiV Vodka, produzida na região de Long Island.  Preciso urgentemente de uma dessas lá em casa.Via @raizabruscky.

livvodka

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Lily Allen de cara nova

lily_remixed

Nah, aparentemente a desbocadinha do pop não retocou o rosto com botox e plástica, mas seu recém-lançado (e ótimo!) disco “It’s not me, it’s you” ganhou uma versão inteiramente repaginada. “Lily Allen Remixed” traz releituras feitas por Fritz Von Runte – ou simplesmente Doc Fritz -, que trocou o calor senegalês do Rio por Manchester. “The Fear” ganhou versão orquestrada e grandiosa, “Not Fair” tá mais lo-pro e agora você pode mandar um belo “Fuck You” pra quem quiser em ritmo de Bossa Nova (ou “Fossa Nova”, como ele chama. Até que faz sentido). Ainda tem levada dub, em EBM, House, Electro… para tudo quanto é gosto.

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O trabalho todo levou um mês para ficar pronto e, nesse meio tempo, Fritz deixou de fazer a barba e só saiu de casa quatro vezes. Para comprar comida. No site oficial do projeto, Doc Fritz disponibiliza o disco inteiro para download, junto com os vídeos também remixados, o link para a página para o Facebook e rola até uma promo pra galera oldschool ganhar o trabalho prensadinho em CD através do Twitter. Ah, o disco tem versões que ainda não foram lançadas na rede!

Parece que a Lily já baixou a sua cópia, mas até agora não deu pinta sobre o que achou do trabalho no próprio Twitter. Mas, do jeito que a sujeita é linguaruda, já já ela fala alguma coisa.

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O “Lily Allen Remixed” foi mais um entre os vários projetos musicais de Doc Fritz, também conhecido por Pete Zarustica. Como Pete, ele assinou o bombadíssimo “The Beatles Hate” (sim, aquele que você e outras 16 milhões de pessoas baixaram), o “The Beatles Hell”, o “Renegade Boys – Beastie Sound Wave” e ainda a gigantesca coleção de mashups Lycantropii, que começou como uma espécie de protesto contra a invasão dos Estados Unidos ao Iraque (é, pois é) e acabou virando uma série de coletâneas natalinas lançadas em 2003, 2004 e 2005. Pode apostar que você já ouviu uma das 60 faixas nas festinhas por aí.

Todos esse projetos foram lançados sob o selo Marshall Records.

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Casa do Big Brother é invadida por zumbis

Imagine aquela casa no Projac sendo invadida por zumbis...

Imagine aquela casa no Projac toda suja de sangue e tripas

Pode parar de torcer o narizinho elitista: a nona edição do Big Brother Brasil acabou de acabar e, como acontece há quase uma década, é praticamente impossível escapar imune de informações sobre a tal casa mais vigiada do Brasil. Aquelas pessoas com quem o país inteiro convive por três meses e de quem todo mundo acaba esquecendo antes da próxima edição são assunto no ônibus, na portaria, no bar, no Twitter e nos blogs por aí.

Se o peitinho que Fulana paga ou o barraco do Beltrano repecutem tanto, imagine o bafafá que não daria se a casa fosse invadida por zumbis. É, zumbis. Aqueles seres mortos-vivos que se alimentam de vísceras humanas e não fazem nada da vida (ou da morte) além de parasitar os que ainda não caíram em desgraça – ok, a rotina não é muito diferente da de um Big Brother.

Para quem tem crises de abstinência do vício de xeretar a vida alheia em reality shows e curte um programa trash, uma boa saída é a minissérie inglesa “Dead Set”. Mas nem se apegue muito: ela dura apenas 5 episódios de vinte minutos cada.

Agora continuaremos com a 2ª Parte de Dead Set, que contém linguagem forte e cenas horríveis de violência, perturbadoras para alguns. Este filme será mais bem assistido em widescreen e em alto e bom som e deve ser visto num quarto escuro.

Na história, exibida na TV britânica no final de 2008, enquanto os confinados estão na reta final do Big Brother, a população humana da Inglaterra – e do mundo! – está sendo devorada por zumbis. Dentro da casa, obviamente, ninguém sabe de nada.

Uma das cenas mais incríveis do seriado – e aquela que vai te fazer assistir a tudo até o fim – é a que mostra os participantes dançando “Grace Kelly”, do Mika. Todos estão melancólicos em uma festa depois da eliminações de um dos seus best friends forever da última semana. Enquanto o hit toca dentro da casa, do lado de fora o que se vê é uma verdadeira carnificina promovida por zumbis (sim, eles estão mortos, mas têm fôlego de atletas).

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Para ver o vídeo, clique aqui

Os confinados só se dão conta do que está acontecendo com o mundo real quando um zumbi espertinho invade a casa e é assassinado por uma mocinha que trabalha nos bastidores do programa, Kelly, a única que sabia de tudo. No começo, eles achavam que era alguma pegadinha da produção – alô, Boninho! – para fazê-los apertar o tal botão vermelho e sair da casa, mas vendo o estado em que uma coleguinha ficou depois de ser mordida pela criatura estranha, o plano de cada um ali muda drasticamente. Da sanha em ser celebridade instantânea do momento, todo mundo passa a ser preocupar em salvar sua pele.

O Pedro Bial do BBB deles acabou sendo atacado

O Pedro Bial do BBB deles acabou sendo atacado

A fotografia é sombria, os diálogos são pontuados por referências da cultura pop e imaginar como seria o Pedro Bial caso fosse atacado por zumbis pode render boas imagens mentais. Fora reconhecer na ficção aqueles estereótipos da realidade tendo que enfrentar situações típicas de filmes de terror B. Ou seja, você já sabe o que vai acontecer nos próximos segundos e tudo colabora para que você fique tenso. É como se “Madrugada dos Mortos” encontrasse “Ensaio sobre a Cegueira”, já que os únicos vivos que sobram acabam perdendo o senso de humanidade.

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Quer conhecer os personagens? Tem a produtora-mocinha, o travesti, o fortão, o rapper, o indiano – sempre vai ter um personagem indiano em qualquer produção inglesa -, o produtor carrasco, a loira burra, a gostosona, o velho babão… o site oficial tem a ficha completa de todos eles, incluindo os perfis no Facebook, troca de e-mails e até clipping das matérias fictícias “publicadas” sobre os participantes.

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Apesar de restrições orçamentárias, a minissérie foi super-hiper bem produzida. A cena da eliminação de Pippa logo no primeiro episódio foi realmente gravada nos estúdios do Big Brother inglês, usando como figurantes o público que foi participar do paredão que eliminou a candidata Belinda Harris-Reid.

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Sei que é meio óbvio, mas é bom avisar que a série é desaconselhada para quem tem aversão e nojinho a seres comendo tripas humanas. Se mesmo assim você quiser ver, é só procurar em qualquer Torrent da vida, mas tenha certeza de que a versão que você baixou sincroniza com as legendas, que não são tantas assim.

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Para ler também:

:: Nick Hornby for kids

:: Seen on TV

:: Quando as cópias são bem-vindas

:: Astigmatismo

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Mulherzice

Diz mamãe que, se eu demorasse mais cinco minutos pra nascer, ela teria tido outro menino. Pois é, por trás dessa aparência frágil e da vida de bailarina, eu sou desbocada, hiperbólica, escandalosa, tenho voz grossa, já cansei de ganhar do meu irmão nos concursos de arroto da adolescência e só fui pegar gosto por saias, maquiagens, roupas e acessórios de menina lá pelo fim dela. Hoje eu adoro uma mulherzice. A-do-ro. Tenho até uma categoria com esse nome pra arquivar os posts deste blog nessa linha. E foi essa palavra inexistente, a tal da Mulherzice, que me inspirou na hora de criar uma coletânea* de músicas para um amigo-oculto que eu nem conhecia. E por Mulherzice, pensei num tema que juntasse duas coisas que eu amo: covers e vozes femininas. O resultado ficou tão bacana, que eu resolvi deixar aqui algumas das músicas escolhidas. A coletânea inteira você baixa aqui, já tá prontinha e devidamente taggeada – com capinha e tudo – para você subir pro seu iPod. Divirta-se!

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Adele lasciva em “Last Night”, dos Strokes

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Katy Perry arrasa em “Use Your Love” (aqueeeela), do Outfields (quem?)

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Kate Nash e sua versão com sotaque brit de “Baby Love”, das Supremes

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De novo a Kate Nash. Com essa cover de “Fluorescent Adolescent” ela me fez gostar de alguma coisa do Arctic Monkeys

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Lily Allen e sua versão cool/lo-pro de “Womanizer”, da diva do meu <3 Britney Spears

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Emmy The Great homenageia os Pixies em uma versão incrível de “Where’s My Mind?”

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A produção da versão de “Betty Davis Eyes” da Leighton “Blair” Meester é meio over, mas a malvadinha de “Gossip Girl” canta bem

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Eu não gosto muito da Duffy e nem de Hot Chip, mas não é ela cantando o hit deles ficou ótimo?

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Eu já acho esse tecladinho do Au Revoir Simone o máximo, nessa versão de Bowie, então…

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Os fofinhos do Magic Numbers encontram a gostosona da Beyoncé e sai isso aqui. Ah, tem homem no meio? E quem se importa?

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Outra roubadinha pro lado masculino, mas o coro me redime: Polyphonic Spree meets Nirvana em “Lithium”

* Agradecimentos ao Felipe Venetiglio pela ajuda com as músicas.

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Para ler também:

:: Seen on TV

:: Fashion Rio / Inverno 2009

:: Emmy The Great: sim, ela é ótima

:: Clap your hands if you want some more

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O importante é que emoções eu vivi

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Registros do querido Vitor Leite, que estava perto do local onde fiquei

Os comentários começaram baixinho, com a notícia se espalhando feito um telefone sem fio, com muito amor e carinho. Amigos que estiveram no ensaio na semana anterior proclamaram que a boa deste carnaval seria a estréia* do Exalta Rei, bloco que prometia desfilar pelas ruas da Urca uma homenagem a Roberto Carlos e sua obra em ritmo de ziriguidum.

De repente, como as ondas do mar, só se falava que o bloco de segunda era papo firme. O problema eram os horários conflitantes das informações que vinham de todos os lados: a imprensa anunciava o cair da tarde, o povo repassava pelo boca a boca que o Exalta Rei se concentraria às 15h. Por via das dúvidas, vesti a roupa de marinheira, meu bem, peguei minha rosa de pelúcia e esperei mais notícias sobre a saída. De última hora, confirmou-se o rumor popular e quem rumou para a Urca fui eu, seguida por amigos, namoradinhas de amigos meus, conhecidos que mais e mais iam abarrotando a estreita rua da mureta.

O relógio marcou as 15h, mas nada do bloco aparecer. O novo motivo de boataria era o local da saída. Uns diziam que ia, outros diziam que vinha. Só sei que segui o som e às três e tanta peguei a bateria – mínima – começando a ensaiar umas canções que Ele fez para nós e, confesso, deu medo. O pessoal parecia meio perdido com a meia dúzia de músicas que tocavam – Jesus Cristo, Caminhoneiro, Amigo, Nossa Senhora, Eu Sou Terrível - e o mestre (ou seja lá o que fosse aquele cara) resolveu tirar todo mundo do esconderijo já não tão secreto porque todos já estavam chegando atrás da folia, seguindo o som que vazava.

Temendo o fiasco, já fula da vida com a desorganização e o atraso, parei num bar pra esperar a banda passar (ops, esse é outro!) e, uma boa meia hora depois das 16h, o Exalta Rei desceu a ladeira tal qual uma força estranha, arrastando quem estava no caminho – e tinha muuuuita gente – rumo à casa do Rei. Gente jovem reunida que se acostumou a ouvir Roberto Carlos desde o comecinho da vida, lembranças dos pais que cultuavam o Rei desde a época em que ele tinha um calhambeque. O número de músicas diminuiu, o som ganhou força com o coro desafinado e embromador da multidão que não sabia as letras – me incluam nessa. Alguém aí sabe cantar Todos Estão Surdos? – e a bateria fez o recuo em frente a casa de Roberto Carlos para mostrarmos como é grande nosso amor por ele.

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Crente que o Rei vivia em um palácio, só acreditei que ali era sua morada depois que os funcionários da mansão real apareceram na varanda e ele acenou para a plebe que àquela altura já não cantava mais nada, só urrava de alegria. O problema é que, mulher pequena que sou, não consegui ver a primeira aparição.

Até que Roberto Carlos, o próprio, em pessoa, vestindo seu tradicional traje azul e branco, surpreendeu a todos, mostrou que sabe brincar e desceu para o play para encarar seus súditos mais de perto, agradecer o carinho desafinado, segurar o estandarte e arriscar uma sambadinha.

Em volta, muita gente emocionada, mas tão emocionada, que o bloco deu aquela dispersada. Alguns seguiram em frente, além do horizonte, mas achei melhor parar. Para que seguir em frente se tantos momentos bonitos já tinham acontecido? Voltamos para ligar para nossos pais – e mamãe sabendo de minhas lágrimas nos olhos ficou toda emocionada – comentar as recordações com os amigos e nos recuperar do choque.

Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo. Sim, porque no próximo ano a Urca vai ser pequena para tanta gente que vai aparecer atrás do belo momento que vivemos naquela jovem tarde de segunda.

* Com acento porque este blog é apegado à velha ortografia e só vai abandoná-la quando sua editoria for ameaçada de prisão por desrespeitar as regras.

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