Archive for the 'rio' Category

Ronaldo Lemos na Casa do Saber

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O meu Twitter e o Ronaldo Lemos, foto do @bigdigo

Eu e minhas promessas… mas eu juro que esse blog não vai virar um Vale a Pena ver De Novo da minha vida (saca a aliteração), mas essa tem que ser compartilhada.

Fui convidada pelo Beto Largman pra fazer a cobertura via Twitter de uma das palestras do ciclo “Tecnologia: um manual para os novos tempos” que ele organizou na Casa do Saber. E ele me incumbiu de twittar justamente a palestra do Ronaldo Lemos (que avisou que nunca teve Twitter!), diretor do Creative Commons no Brasil e um dos criadores do Overmundo. Coincidentemente, também o cara que escreveu parte da bibliografia usada na amada monografia que me garantiu o diploma de Jornalismo.

Na época em que eu estava às voltas com o Cultura Livre, de Lawrence Lessig, e todo aquele papo sobre direito autoral na era digital por causa do meu objeto de estudo (o lançamento do álbum “In rainbows”, do Radiohead, pela internet – falo mais sobre isso no fim do post), cheguei a conversar com o Ronaldo pra marcar uma entrevista, mas a agenda dele é tão complicada – e a minha também ficou uma loucura com os mil trabalhos e minha passagem pelo hospital – que o papo nunca rolou. Por isso, a oportunidade de estar cara a cara com o Ronaldo falando sobre um assunto que estudei com tanto carinho foi incrível.

Foram tantos replies, retwitts, perguntas e incentivos que resolvi compilar tudo o que enviei para o microblog durante a palestra para que o material – riquíssimo – não se perdesse na minha timeline. Aproveitei para desenvolver mais alguns tópicos, o que não deu pra fazer em 140 caracteres, para dar uma dimensão maior de tudo o que o Ronaldo falou. Foram mais de 90 twitts em duas horas – e mais de 200 replies e retwitts -, devo ter enchido o saco de muita gente, mas outras tantas se mostraram muito interessadas pelo assunto. Então vamos ao que interessa.

O ENCONTRO

OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO CULTURAL NA ERA DIGITAL
Este encontro irá apresentar as transformações na produção da cultura, da informação e do conhecimento nos últimos anos e como as tecnologias têm sido apropriadas pelas periferias com resultados cada vez mais surpreendentes. A conversa abrangerá ainda temas como a crise/reinvenção das mídias tradicionais, a dicotomia entre a internet colaborativa e a necessidade de geração de receitas, os problemas inerentes a direitos autorais, licenciamento através de Creative Commons, os novos modelos de negócio, o impacto cultural das “lan-houses” na produção cultural e a sociabilidade das populações jovens.

(O post ficou GIGANTESCO, clica aí embaixo pra ler tudo!)

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Bienal do Livro

Minha vida tem sido uma correria extrema. Eu sei, eu sei, eu sempre dou essa desculpa, mas o motivo é nobre: passei os últimos quatro dias correndo – literalmente, ou quase, acho que “andando rápido” é mais adequado – pelo Riocentro para fazer a cobertura da Bienal do Livro lá para o Prosa & Verso. E foi uma delícia. Já tinha trabalhado nos bastidores do evento em 2007 e visitado a feira em 2005 e 2003, então a afinidade ajudou.

Como o evento segue com programação intensa até o próximo domingo, achei por bem indicar em um momento self-jabá algumas das matérias que a equipe do O Globo fez, a maioria com dicas bem bacanas pra aproveitar o melhor – e fugir do pior – do Riocentro, além da cobertura das mesas que conferimos. Como eu sou muito gente boa e tô em falta com o pequeno – mas muito valioso e fiel – público deste blog, ainda dividi tudo organizadinho pra você se virar bem pelos links e fazer seu roteiro.

Programação cultural

# Trio de jovens escritores fecha o primeiro dia de Bienal

# Dash Shaw, Gabriel Bá, Fábio Moon e muitos fãs de HQs

# Multidão de adolescentes obriga Meg Cabot a fazer hora extra

# Mulher e Ponto: espaço aberto para discutir (muitas) relações

# Conversa de comadres inaugura espaço Mulher e Ponto

# Floresta que encanta crianças e adultos

# Meg Cabot autografa seus livros na Bienal

# Em meio a popstars, Cornwell atrai leitores fiéis

# Bienal: quem passou pelo primeiro dia

Autores

# Allan Sieber lança suas ‘quase-verdades’ na Bienal do Livro

# Os estandes de uma pessoa só

Leituras

# Bruno Gagliasso e Lilia Cabral agitam o Pavilhão Azul

# Tony Ramos e Paulo José leem Mário de Andrade

# Mateus Nachtergaele lê Graciliano Ramos e se emociona

Serviço

# Para comer na Bienal do Livro

# De Ziraldo a livros de arte, Bienal oferece bons preços

# Site Estante Virtual promove trocas reais no Riocentro

# Um balanço dos primeiros dias de Bienal do Livro

# Bienal do Livro: serviço completo

# Bienal do Livro: programação completa

# Bienal 2009 investe mais na programação cultural

# Bienal homenageia o editor José Olympio

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Durante minhas andanças, fiz vários registros de imagens bacanas com o celular. Várias delas eu postei no Twitpic, outras tantas são inéditas, dá uma olhada no álbum:

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Primavera chegou

Eu poderia começar este post explicando – mais uma vez – que dancei a vida inteira, que minha formação de jazz tinha como base o estilo americano, aquele da Broadway, que em um momento da minha adolescência eu cheguei a pensar em chutar o balde, pegar minha trouxa e me mandar daqui atrás de audições para musicais. Poderia, claro, mas assisti à montagem do musical “O despertar da primavera” na última quinta-feira e tudo é tão bom, tão bem feito, tão bem cuidado, que a introdução “souloucapormusicais” chega a ser desnecessária. Quem não é “loucopormusicais” certamente vai se encantar com o que encontra sobre o palco do Teatro Villa-Lobos.

Contém spoilers

A adaptação que a dupla Möeller & Botelho (como eu disse no Twitter, praticamente um Sullivan & Massadas dos palcos: só tem hit!) fez do musical de Duncan Sheik e Steven Sater (que, por sua vez, adaptaram a peça de 1891 escrita pelo alemão Frank Wedekind) é deliciosa. “O despertar da primavera” conta a história de um grupo de adolescentes do final do século XIX e retrata as mudanças de fase, o crescimento, o despertar da sexualidade, os amores, as dúvidas, as crises.

Poderia muito bem ser um “High School Musical” com pessoas do século passado retrasado, mas não é. Ou melhor, pode ser um “High School Musical” do mundo bizarro, sem sainhas curtas, mas com figurinos de época. Sem beijinho na bochecha, risadinha tímida de canto de boca e protagonistas certinhos. Pelo contrário: para situar o mundo daqueles adolescentes e tudo aquilo que é retratado, o musical fala e canta a opressão, incesto, onanismo, suicídio, religião, sexo, sexo e muito sexo. Tem ainda beijo gay, espancamentos, fuga de casa, drogas e até fura-olhismo. Temas polêmicos que ganham peso quando saídos da boca de um talentoso elenco tão jovem quantos seus personagens.

O mocinho, Melchior, um contestador ateu que peita família, escola e igreja, está longe de ser um Troy, o perfeitinho interpretado por Zac Efron na produção teen americana. A mocinha, Wendla, deixa a recatada Gabriella no chinelo: já faz a mãe corar ao perguntar de onde vêm os bebês e se vê enrolada por uma explicação nada verossímil que vai complicar a sua vidinha mais pra frente. Nem as fotos de Vanessa Hudgens pagando peitinho se comparam a tudo o que os personagens passam.

Embalando a linguagem do final do século retrasado e contrastando com os (ótimos) figurinos de época, as músicas são executadas ao vivo por uma banda de rock. Arranjos cheios de guitarras (e violino e violoncelo,  vá lá) e letras espertinhas com direito a ode à punheta ou a sonoros “vai se fuder” . As coreografias são bem sacadas: simples, mas que exploram todo o palco e o cenário mega-versátil, cheio de possibilidades para aquele grupo de adolescentes comandado pelos veteranos Débora Olivieri e Carlos Gregório, nos papéis de todos os adultos do musical.

Eu poderia ficar horas descrevendo tudo o que me encantou no musical. Poderia, mas não vou. São duas horas e meia de peça e muita coisa acontecendo, muito detalhe para se prestar atenção, muita revelação a se descobrir. O melhor é recomendar a ida ao Villa-Lobos: o serviço (e muito mais informações sobre o musical), você encontra no (completíssimo!) site da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho.

* Esta que vos fala assistiu ao espetáculo a convite da Agência Frog.

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Comida di Buteco

Diz o popular que “antes tarde do que nunca” e só ele pra justificar da maneira mais cara de pau possível meu total descaso com a segunda edição carioca do Comida di Buteco. Até agora. A quinze dias do fim do melhor concurso dedicado à baixa-gastronomia, resolvi tomar coragem e dar uma olhada nas iguarias participantes. Meu. Deus. Do. Céu. A tentativa de me manter longe da tentação se mostrou vã na primeira olhadela na lista de bares e suas receitas.

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Mas como resistir a simples idéia do purê de baroa com camarão do sempre-delícia Aconchego Carioca? E a mesma mistura na variação bolinho, lá do Salvação? Ou o kibe de peixe do Bar Urca? A barquete de salmão do Bracarense… o croquete de milho com camarão e cheddar do Gracioso ou mesmo o croquete de queijo empanado passado na farinha de torresmo, queijo parmesão e flocos de milho do Petit Paulette. Pelo bem da minha silhueta, quis passar longe, mas como minha gula é muito maior que minha força de vontade… não vai dar pra resistir.

Poderia discorrer por horas e horas acerca dos tira-gostos, mas… já estou 15 dias atrasada, vou preferir comer a falar. Você, que tá aí de bobeira pelo Rio, faça-se o favor de fazer o mesmo. Corre lá na lista de botecos, faça seu roteiro e prepare-se para a comilança.

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Para ler também:

:: O melhor de Botafogo

:: Bolinho de Arroz

:: Boteco Vip

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Botafogo ferve

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Oke, eu assumo: a-do-ro um guia. Guia de lugares que oferecem brindes aos aniversariantes (pauta minha na época d’O Dia), guia de lugares com banheiros bacanas (pauta vetada no mesmo jornal), guia de bolinhos de arroz de responsa… guia de tudo quanto é coisa. Me divirto fazendo – seja pra trabalho, pro blog ou pra amigos turistas no Rio – e me divirto lendo, é só diversão. Pois eis que recebo o release do bacaníssimo “O Melhor de Botafogo”. E não falo do time de futebol que só me traz desilusão, e sim do bairro carioca recheado de opções de tudo que você possa imaginar.

O site - criado para promover um empreendimento imobiliário da região – lista boates, cinemas, museus, teatros, restaurantes e bares do bairro. E são muitos. E são bacanas. Só faltou listar padaria, esse tipo de comércio cada vez mais raro, mas tão importante na vida do cidadão médio que curte um pão com manteiga na chapa e uma média pra alegrar o dia.

Como a história não fica só no entretenimento, há ainda uma lista de serviços que conta com academias, agências bancárias e dos correios, clínicas médicas, postos de gasolina… Tudo apontado com mapinha do Google (indicando a distância do tal condomínio, que no caso dos não-pretensos-moradores é só ignorar) e, dependendo do caso, vem com mini-resenha sobre o lugar, além do contato.

A seleção foi feita através de pesquisas por Botafogo e, por se tratar de uma ação de marketing, não se sabe se o site será atualizado conforme as mudanças do bairro. A idéia é tão bacana, que deveria, sim, ir à frente. Mas enquanto ele estiver com cheiro de novo, vale muito a visita para desbravar virtualmente Botafogo antes de sair batendo perna por lá. Aliás, bem que alguém poderia se aventurar a listar outros bairros da cidade, né? Os curiosos agradecem.

BlogBlogs.Com.Br

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Bolinho de arroz

Hit do reaproveitamento das sobras caseiras, o bolinho de arroz está ganhando espaço nos cardápios dos bares e restaurantes do Rio. A iguaria, simples, esperta e gostosa, antes ficava restrita aos lares onde é comum a matriarca atarefada errar na conta do arroz e ficar com pena de jogar aquele montão que sobrou fora. Lavoisier explica: é mais ou menos a mesma lógica dos restaurantes a quilo que funcionam como pizarria rodízio à noite. A comida até se cria, mas o que sobra dela obviamente se transforma.

Ignorando a procedência ou mesmo a intenção por trás da receita, o popular bolinho de arroz pode fazer a festa de muitos glutões que, como eu, adoram uma comida com gostinho de casa. Por isso mesmo, andei provando vários exemplares por aí – aqui no Rio, no caso – para dar o meu aval. Dizem as boas línguas que o do Ritz, em São Paulo, é imbatível. Como ainda não pude degustar de tão não-nobre iguaria, espero que os cariocas trilhem o mesmo caminho.

Joaquina Bar: o bolinho de arroz temperado servido ao molho de tomate apimentado em porção com seis disputa a tapa (trocadilho gastronômico incluso) com a lula à dorê ao molho aiöli pela minha preferência entre os petiscos da casa.

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Joaquina

Boteco da Garrafa: é o super star da rede de bares do povo do Belmonte. Vendido à unidade de tamanho generoso, vem crocante por fora e cheio de queijo por dentro. I said cheeeese. Já vale, né?

Samoa Rio: até o mezzo-japa, mezzo-carioca se rendeu ao hype. Feita com arroz de sushi e peixe do dia, a porção com seis bolinhos vale muito a pena para abrir os trabalhos (justiça seja feita. Provei pela segunda vez depois de ter escrito esse post e achei que ele merecia mais algumas palavras: parece um bolinho de bacalhau, mas no lugar da batata você coloca o arroz. O tempero? Ótimo! Baita gostinho de páprica).

Meza Bar: mais arrumadinho, o papo aqui é bolinho de risoto de açafrão servido ao pesto de manjericão. Invecionice demais em cima do básico? Pode apostar que vale a pena. Quer ver? Dá uma olhada na receita que eles disponibilizaram no site do bar.

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Ingredientes

1kg de arroz arbório
200ml de vinho branco
1 cebola
40g de açafrão em pó
20g de queijo minas padrão
100g de queijo parmesão
1l de caldo de carne
100g de manteiga
50ml de óleo
Sal e pimenta a gosto
30ml de pesto de manjericão (N. da E.: é fácil de fazer, só bater as folhas de um maço bonito de manjericão com bastante azeite de qualidade e queijo parmesão. As medidas? Vai no olhômetro!)

Modo de fazer

Picar cebola, refogar na panela com óleo. Adicionar o arroz arbório e refogar na panela por 30 segundos sempre mexendo. Misturar o açafrão. Declacear com o vinho branco e deixar evaporar, adicionar caldo de carne até o arroz estar pronto. Adicionar manteiga e parmesão e mexer até que eles estejam incorporados ao risotto. Temperar com sal e pimenta. Adicionar gelo à panela para cortar o cozimento. Espalhar o risotto em uma assadeira e levar à geladeira para esfriar por, pelo menos, uma hora. Cortar o queijo em cubinhos de 1 cm. Enrolar as bolinhas de risotto com o queijo no meio e passar na farinha de panko, no ovo batido e então na farinha panko novamente. Fritar em óleo quente.

Gattopardo: o tradicional bar carioca serve porção com nove bolinhos de arroz (que estão mais para croquetes!) super simples, para se comer com Tabasco. A boa é acompanhar a entrada com um dos chopes artesanais feitos pela própria casa.

Boteco Vip: o bar, recomendadíssimo por esta que vos fala, também tem sua versão. O bolinho de arroz vem recheado com sardinha refogada e molho de páprica. Foi o único da lista que não provei, mas vindo de onde vem, não duvido que seja excelente.

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Boteco Vip

*** UPDATE! ***

Bazzar Café: o bistrô que vem acoplado em tudo quanto é Livraria da Travessa também incluiu o petisco no cardápio na forma de bolinho de risoto com gorgonzola e molho de damasco. Em formato de cigarrete, servido em uma torre de quatro bolinhos empilhados, dizem que é pra comer com garfo e faca, mas aí eu já achei exagero. Para quem curte muito gorgonzola, deve ser um prato (ou uma entrada) cheio. Para quem não é fã do queijo feito eu, quebra aquele galho na hora de tapear o estômago, mesmo com tanta frescura. Afinal, é arroz.

*****

No fim das contas e de toda essa comilança, a conclusão a que eu consigo chegar é que não importa de quem sejam os restos, um bolinho de arroz bem feito dispensa até o conhecimento prévio de sua trajetória na cozinha. Quem quiser indicar bolinhos de arroz imperdíveis, os comentários são serventia da casa.

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Para os pés

Passei uma vida inteira sofrendo pra comprar sapatos. A despeito de ter sido bailarina e de ter encarado uma sapatilha de ponta por anos a fio, todo o resto me machucava horrores. Sapato fechado, sandália, tênis, sapatilha… todos tinham o dom de me arrancar pedaços dos pés, sem dó e muito menos piedade.

Pois a vida adulta me trouxe descobertas incríveis no campo do conforto e finalmente pude exercer o vício intrinsecamente feminino por sapatos. A coisa está num nível tão periclitante que precisei prometer pra mim mesma que não ia comprar mais nenhum par nos próximos meses por falta de espaço físico para acomodá-los em meu humilde quarto e sala.

Uma das minhas lojas preferidas quando o assunto são pisantes é a Imporium. A lojinha – sim, lojinha, super pequenininha – me persegue: já morei perto de uma das filiais, trabalhei do lado da outra e moro perto da terceira. Tudo conspira contra minhas promessas e, principalmente, contra a saúde da minha conta bancária.

Pois agora a Imporium tem um site e, além de me tentar quando passo na frente das vitrines, eles vão me tentar cada vez que eu esbarrar acidentalmente – ou não – no link. Pra entender a histeria com a loja, sente o meu drama:

Primeiro, tive um chilique por causa do Oxford… não dá para ver pela foto, mas a abertura no peito do pé tem forma de coração. Por último, a crise foi por conta das sapatilhas com bonequinhas ilustradas pelo Mark Ryden. Conclusão? O primeiro eu comprei e as segundas eu acabei ganhando.

*****

Tudo bem que eu já disse que detesto site com trilha, um mal que assola a humanidade vive dando sustos no pobre coitado do internauta que está navegando desprevenido. Mas ando simpatizando com trilhas sonoras caprichadas que me apresentam artistas bacanas, como é o caso do site da Imporium. Pena que não tem o crédito das músicas pra eu procurar por aqui, mas reconheci uma Lily Allen aqui, um Peter, Bjorn and John ali e uma cover ótima de “All My Loving”, dos Beatles. Se vocês me contarem de quem é nos comentários, vão me fazer muito feliz :P

*****

O site ainda está em fase de construção e ajustes, mas adianto aqui em primeira mão algumas das fotos do editorial que o pessoal do Modices fez para a nova coleção. As fotos têm climinha retrô que tem tudo a ver com a marca.

Créditos: Modices

Foto: Victor Fernandes
Assistente de fotografia: Fabricio Pimentel
Styling: Carla Lemos
Assistente de produção: Nicole Rocha
Maquiagem: Dani Kobert

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