Archive for the 'reflexão' Category

Doce vida proletária

Amiguinho me pediu um Top5 de coisas pra fazer no payday. Segundo ele, uma coisa meio assim “recebi, to cheio da grana, o que faço?”. Pra que ele queria isso eu não sei, mas eis minhas sinceras respostas:

1. Pagar as dívidas
2.
Torrar tudo
3.
Torrar tudo pagando dívidas
4.
Entrar no cheque especial depois de torrar tudo pagando dívidas achando que eu mereço um jantar num restaurante decente (leia-se: “caro”)
5.
Comprar uma roupa nova pra ir pro tal jantar, afinal, a ocasião pede.

É, minha vida é dura. E a de vocês?

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Os meus amigos não-jornalistas ficam DE CARA quando descobrem como é feito o serviço dos filmes, peças de teatro, restaurantes, museus, casas de show – etc etc etc – dos jornais. Sabe aquele monte de letrinhas que se acumulam nos cadernos de programação? Então. Pois eu vos digo, caros leitores, os chamados TIJOLINHOS são feitos na MUNHECA. Pois é. Chega lá o pobre repórter entubado ou o estagiário fodido e pega o título, descrição, dias da semana, horários, preços, endereço, telefone e o que mais se fizer necessário e lá vai ele formatar pra ficar no padrão do jornal em questã. E faz isso DUZENTAS vezes por semana, por aí.

O que eu não entendo é POR QUE nenhuma das redações dessa cidade – pelo menos até onde eu sei – não colocaram suas equipes de TI pra desenvolverem um software que faça pelo menos a metade do trabalho do repórter. Seria uma coisa simples: o funcionário cadastra os detalhes do evento e o programa gera o tijolinho pronto, já formatado. Continuaria dando um trabalho de corno, mas facilitaria (e seria bem mais fácil se as assessorias DE MERDA mandassem o serviço decentemente) a vida.

A idéia é tão simples e, aparentemente, tão prática. Alguém de tecnologia não tá a fim de colocar isso adiante e ficar rico, não?

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Aos poucos vou terminando de arrumar a casa. Vai vendo!

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Pra não dizer que não falei de flores

Cenas do dia (das mães):

Take 1: Boteco pé-imundo em Vila Isabel, família de quatro pessoas sentada à mesa, na calçada. Os primeiros pingos de chuva – chuva fina, coisa boba – começavam a cair. Uma das integrantes do clã não titubeou. Sacou um guarda-chuva da bolsa e abriu, ainda sentada, visando proteger os cabelos lisos e aloirados da água que caía.

Take 2: Essa é da série “coisa de pobre”, sempre alertada pelo Elesbão. Mas tem coisa mais chulé que fazer a mãe enfrentar fila quilométrican na Parmê pra almoçar no Dia das Mães? Progenitora nenhuma merece, se ainda fosse num lugar melhorzinho…

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O maior mal dos homens é achar que, por convivência, eles entendem mais do universo feminino do que nós, mulheres. Ledo engano provocado pela ingenuidade masculina.

- É impressão minha ou Fulana tá te dando mole?
Você pergunta, retoricamente.

- Não, imagina, nada a ver. Ele retruca, ignorando a resposta afirmativa implícita em sua pergunta.

Passadas algumas horas, outra evidência clara de “macaxeragem”, “flow”, “flerte”, “insiraaquisuagíriaparaQUERPEGAR”, só que agora, a pulga já estava comodamente instalada atrás da orelha do mocinho. De repente, brota na sua caixa-postal um singelo “é, você tinha razão, Fulana tá me dando mole“. Elementar, meu caro Watson. Como dizem por aí “iguais reconhecem iguais” e somos todas portadoras de cromossomos XX.

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Pra quem reclama que ando sumida deste blog, aviso que tem pelo menos mais três a caminho. Agora vai ter Liv pra todo mundo! O primeiro e mais low-profile é um blog pra guardar trechos de livros que nem sempre minha memória armazena, mas que me pegam de jeito no momento da leitura. Os meus livros eu tenho costume de rabiscar, fazer anotações e recorrer sempre que dá vontade, mas nos livros dos outros eu nem me meto. Então, pra não perder esses pequenos pensamentos alheios que me tocam e também pra não cometer o ato egoísta de deixá-los guardados em um documento de Word, criei um blog em conjunto com Natália e Tatiana com quem sempre troco esse tipo de figurinha. A iniciativa foi totalmente inspirada pelo Trechos Sublinhados, blog paralelo do Bruno Galera. Quando estiver tudo certinho, eu linko. Segura as pontas aí.

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Seqüela

Tá explicado o porquê de eu não fumar maconha: passei a tarde toda me remoendo pra lembrar o raio do nome do meu ex-vizinho em Caxambu e não conseguia de jeito nenhum. Até concluir que o filho dele, grande amigo meu, se chama Vanderlei. Júnior. Heh.

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Como eu sou totalmente a favor do compartilhamento de música boa, repasso o aviso do Pedrin sobre o vazamento do primeiro álbum do Gutter Twins, projetinho ishperto do Greg Dulli (Afghan Whigs te diz alguma coisa?) com o Mark Lanegan (MARK LANEGAN te diz alguma coisa?). Música com colhões (pescou?), enough said. Pra baixar, clicaqui.

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A vida numa caixa. Ou quase isso. Tô apaixonada pelo Casulo, módulo que vem numa caixa e que se transforma na mobília completa de um quarto bem equipado com cama, estante, armário, gaveteiros, bancada, banquinhos e organizadores. Falando nem tem tanta graça, mas se liga no vídeo.

 YouTube Preview Image

Babei. Dica da Nina.

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Das frases sensacionais

“Ser Botafoguense é ter a desculpa perfeita pra não se importar com futebol”, Jaime Biaggio, the boss.

“Sei não, hein, mas sinto nele uma vibe de quem curte facas, frutas, objetos pontiagudos e animais de pequeno porte”, Tatiana Contreiras, minha mentora espiritual.

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Mil coisinhas

Depois de mais de 15 anos sem ver minha pele descascar por conta de abusos solares, me pergunto se puxar casquinha é tão, mais ou menos divertido que estourar plástico bolha.

Descobrirei nos próximos dias e conto pra vocês. Ou não.

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Acho que foram os 21 anos sem comer comida japonesa, mas a compulsão tá complicada. Semanalmente venho tendo sérias crises de abstinência de peixe cru. Convites são bem-vindos.

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Juno

“I bought another Sonic Youth album and it sucked. It’s just noise!”

É por essas e outras sacadas geniais que Juno MacGuff conquistou meu coração, mais que a Olive de Pequena Miss Sunshine. Ainda mais falando mal de Sonic Youth, defendendo All The Young Dudes com tanta veemência e tendo uma ilustração gigantesca da Tara McPherson na parede do quarto. Menina de bom gosto.

Mal acabou o primeiro mês do ano e eu já duvido que outro filme me cative tanto em 2008, até porque andaram dizendo por aí que a Juno é uma versão minha. “Mais legal, mais bonita e mais esperta”, eu completei.

E todo mundo já falou sobre isso, mas não custa reforçar que a trilha sonora chuta bundas. Kinks, Buddy Holly, Velvet Underground, Belle & Sebastian, Cat Power e Mott the Hoople juntos? Dá vontade de deixar em loop. Fora que as musiquinhas da tal da Kimya Dawson também me cativaram.

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A falta do que fazer me leva a descobrir as maiores idiotices do planeta. Fui catar no iMDb o que cada ator do This Is Spinal Tap fez depois do filme, que é de 1984, e descobri que o Derek Smalls, o baixista bigodudo, é interpretado pelo mesmo cara que dubla a voz do Ned Flanders desde que Os Simpsons é Os Simpsons. Mudou sua vida? Não? Nem a minha, mas achei curioso.

Derek Smalls

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Da série: “blogs idiotas que amamos”

Fail Blog e I Can Haz Cheezburger. De tanto ler essas porcarias, concluí que a linguagem viada do Te Dou um Dado? é a versão brasileira da linguagem Lolcat.

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De onde eu tirei tanta bobeira? Carnaval chuvoso, minha gente. Carnaval chuvoso.

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Perguntar não ofende

Sempre que eu ouço alguém falando isso, imaginando um maluco perguntando pro outro: “e sua mãe, cobra quanto pra dar o cu?!” ou alguma grosseria do tipo. Não ofende mesmo? Heh.

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Três

Três anos não são três dias“, ele disse.

Não, não são. Pois há 1095 dias, um domingo chuvoso começou bem parecido com hoje. Na PUC. Numa PUC que nem me abrigava como aluna, ainda. Pra ver como o tempo passa, né? De lá, mãos dadas rumamos à Praia Vermelha. Do lado de onde estou agora. E eu sequer imaginava… mudamos.

E é com essa proximidade de tantos fatos, tantos atos, tantos lugares e tantas memórias que eu não me furto em dizer que o dia 28 de novembro de 2007 deve ser comemorado, mesmo com o fim de um ciclo.

Comemorado sim, como o marco de um dia tão especial, que será lembrado para sempre. Um dia especial que deu o pontapé inicial a tantos outros que se seguiram. Um dia especial que marcou uma pessoa na minha vida pelos últimos 1095 dias e que me deu a certeza de que ela ficará aqui pra sempre.

Feliz três anos, Nando.

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