Archive for the 'gastronomia' Category

Dicas para cariocas* perdidos em São Paulo – parte I de III

*(ou mineiros, ou baianos, ou gaúchos ou mesmo paulistas…)

Ir para São Paulo e não fazer uma incursão pela gastronomia local é como ir para São Paulo e não ir a museus. Ou ir para São Paulo e não morrer de fazer compras. Ou mesmo ir para São Paulo e não sair para dançar. Não faz o menor sentido.

Por isso que, às vésperas de ir para lá, corri atrás de dicas de restaurantes em busca de um lugar que tivesse um clima romântico e servisse pratos que a gente não acha com facilidade por aí. Nessa brincadeira, os italianos e japoneses foram descartados de cara, sem preconceitos, mas sushi e macarrão são mais fáceis de acertar e achar bons por aí. Sobraram opções como o bistrô francês La Tartine e o vizinho Mestiço que, segundo o site, serve uma mistura de comida tailandesa com baiana. Ou seja: me-do.

mestico1Mas como medo instiga a curiosidade, lá fui eu escarafunchar o cardápio de pratos com nomes estranhos e ingredientes apetitosos. Depois de muito pensar, tava decidido. Do jeito mais carioca possível, partiu Mestiço. Em termos de comida, o restaurante lembra bastante o Miam Miam: aquela mistura doida de sabores de tudo que é canto que resultam na tão falada cozinha contemporânea.

Por isso deixei de lado o convencional e, de entrada, pedi uma porção de Krathong-Thong. Não só para ter a oportunidade de falar “Krathong-Thong”, mas porque todos as mesas em volta tinham pedido o mesmo e a mistura de cestinhas crocantes com frango super temperado e milho me pareceu uma boa. Boa, não, ótima.

Um Hua-Hin, um Vong e um flash estourado

Um Hua-Hin, um Vong e um flash estourado

Na hora do prato principal, fui de Hua-Hin, mais um nome estranho para designar uma delícia de comida. Frango com shiitake ao molho de gengibre ao estilo tailandês. Não parece ótimo? Pois é melhor que isso. Ele foi de Vong, salmão salteado com alho poró e bourbon. Excelente também, ainda mais com o arroz branco com jasmim que acompanhava os dois pratos.

A sobremesa a gente passou, porque as porções eram generosas e o espaço no HD estômago (perdão, reflexo do blablablá sobre a Campus Party) era pouco. Se algum carioca (ou mineiro, ou baiano, ou gaúcho ou paulista, ou…) se interessar, o Mestiço fica na rua Fernando Albuquerque, 277, quase na esquina com a Consolação.

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Preciso agradecer ao Diego, do This Blog is a Movie, pela indicação do restaurante.

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Para ler também:

:: Yogoberry

:: À procura do Hot Philadelphia perfeito

:: Boteco da Garrafa

:: Mexican Wine

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Yogoberry

"Não é sorvete, é Yogoberry"

No último verão senegalês carioca, eu e o Arnaldo Branco agradecíamos os favores e pagávamos as nossas apostas com Sorvete Itália. Devo ter adquirido alguns vários quilos a mais nessa brincadeira de “te compro um sorvete”. Até que enjoei. Como sempre, o calor se instalou no Rio ainda na primavera e já posso prever que o novo objeto de barganha da estação tem nome e endereço. O Yogoberry é uma lojinha em Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, entre Vinícius de Moraes e Joana Angélica) que se dedica a vender… iogurte natural.

Sim! Mais uma vez eu dou meu braço gastronômico a torcer e me pego apaixonada por uma iguaria da qual era impensável eu gostar. Eu de-tes-to iogurte natural. É, aquele puro, de potinho, que você compra quando quer emagrecer e ficar um pouquinho mais infeliz. A questão é que o Yogoberry trabalha com Frozen Iogurt, ou seja, sorvete de iogurte natural. E não é que assim a coisa funciona? Nas versões natural (duh!) e chá verde, você escolhe o tamanho do pote e o que quer usar de cobertura (que eles chamam de toppings): de lichia a morango, de sucrilhos a chocolate, passando por nozes e amêndoas. Caldas também são bem vindas. E o resultado é FANTÁSTICO, é leve e é gostoso mesmo, não é papo de louca por dieta, até porque, convenhamos, dieta infelizmente não é minha praia.

Além do tal frozen, eles servem os já badalados Smoothies, que são os milk-shakes de iogurte natural batidos com fruta. Como se não bastasse a iguaria ser uma delícia, a decoração da lojinha é uma graça: as cadeiras de acrílico, o ambiente branquinho, as luminárias verdes e até o painel em Comic Sans são muito fofos. Daqueles lugares que te dão prazer de se estar.

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Ah, e a alegria não é só de quem passa por Ipanema! Soube que abriu uma nova filial do Yogoberry no Barrashopping. Na hora em que abrir uma no Downtown, perto do *localdetrabalho*, serei uma pessoa assumidamente mais feliz. Se alguém de cima estiver lendo isso, favor atender às minhas preces. Amém.

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Enquanto escrevia esse post, as tags “moda” e “verão” ecoavam na minha cabeça, até que lembrei: ainda existem sorveterias a quilo, a febre dos anos 90, por aí?

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À procura do Hot Philadelphia perfeito

Eu confesso: sou uma novata na arte da degustação de comida japonesa. Se você, querido leitor, lê este humilde blog há mais de um ano, sabe que minha primeira experiência bem sucedida com a culinária oriental foi há pouco tempo. De lá pra cá, muitos reais foram gastos para alimentar o novo vício em peixe cru, cuja ausência chega a me causar tremedeiras.

Imagem meramente ilustrativa. Eu nem sempre ando com a minha câmera, droga!

Imagem meramente ilustrativa. Eu nem sempre ando com a minha câmera, droga!

Poréééém, desde que me iniciei neste fantástico mundo tenho uma questão: sempre me falaram que o Hot Philadelphia – o rolinho de alga, arroz, cream cheese e salmão empanado e frito – era a porta de entrada perfeita para este submundo de cores e sabores. Só que taí uma coisa que nunca me cativou. Devo ter desbravado mais de dez restaurantes diferentes que serviam comida japonesa e sempre dedicava um espacinho no estômago para testar o tal Hot Philadelphia, sempre meio cabreira. Já tinha virado uma questão de honra encontrar o rolinho frito perfeito.

E eu acho que, finalmente, cheguei a dois candidatos fortíssimos ao posto. Os dois vindo de restaurantes pequenininhos e mega charmosos, quase vizinhos em Ipanema.

O primeiro é o hot – para os íntimos – do Minimok, que, como diz o nome, é mini e fica escondidinho ali na Vinícius de Moraes, entre a Visconde de Pirajá e a Barão da Torre. O rolinho foge do tradicional ao ser empanado com arroz de bifum cortadinho, que deixa tudo muito, mega, ultra, hiper crocante.

Não dá vontade de parar de comer, ainda mais porque eles são enrolados bem fininhos, impedindo que você queime sua boca com o cream cheese quente. Vocês hão de convir que manusear os hashis já não é fácil, pegar uma peça gigantesca e ter que colocar ela inteira e pelando na boca só complica a situação.

O outro candidato é o Hot Philadelphia do Boo Dah Sushi Bar, que fica na Teixeira de Mello, em frente à La Cucaracha. O restaurante acabou de abrir e segue os moldes do vizinho Minimok. Pequeno, aconchegante e bem decorado, fazendo valer a máxima de que comida japonesa também é pra ser comida com os olhos. O hot de lá é empanado com uma massa diferente da habitual, sequinha e crocante e que eu, muito esperta, esqueci de perguntar como era feita (mil perdões!). Mas o importante são os fatores “sequinha” e “crocante”, porque ninguém merece ter o paladar insultado por um troço borrachudo e encharcado de óleo, certo?

Pois então, a iguaria nipônica do Boo Dah é sequinha, crocante e com o must de levar uma dose a mais de cream cheese em cada peça depois de cortada. Ou seja, os hots chegam à mesa com um pinguinho extra de queijo pastoso que faz toda a diferença.

Apesar de ainda preferir me entupir de sashimis e sushis, vou continuar na busca por novos e incríveis Hot Philadelphias, mas com a certeza de que superar esses dois vai ser difícil.

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Uma das coisas que notei no Minimok foi a música ambiente: tava rolando um Minimal como o que andou na moda nas festas de música eletrônica por aí. Só concluí que o som funciona muito mais como trilha de jantar do que em pista de dança. Sabe como é, nada contra… mas quando eu tô dançando, sinto falta de refrão pra cantar junto.

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Como eu contei aqui, o local escolhido para a minha primeira incursão à culinária japonesa foi o tijucano Mitsuba. Lá, fui recebida pelo simpaticíssimo dono da casa que, entre mil histórias deliciosas, me contou que o Hot Philadelphia era uma licença poética brasileira. Um adendo carioca ao menu japonês, para falar a verdade. Ele contou que, durante os anos 90, o Rio sofreu com uma crise de intoxicação por peixes. Não tenho memórias do episódio, já que não morava aqui e não sei precisar bem o que aconteceu. Só consigo imaginar que os restaurantes japoneses, esses que servem peixe cru, devem ter perdido muitos clientes na época: quem é que vai se arriscar em meio a uma situação dessas? Por isso, os sushimen passaram a investir na criação de pratos quentes, empanaram o Philadelphia – que já era uma releitura por si só – e tascaram na frigideira. O resultado, se vocês não são frescos como eu fui, vocês já devem conhecer. :)

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Para ler também:

:: Boteco da Garrafa

:: Você é o que você come

:: Mexican Wine

:: Resenha junkie

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Boteco da Garrafa

São muitos os protestos contra a paulistanização dos botecos no Rio. Sem preconceitos, o fenômeno é real e é causado pelos bares arrumadinhos, de rede, que se espalham por aí com a velocidade de uma Ferrari passando pelo Aterro do Flamengo às 4h da manhã. Como eu tenho menos de 50 anos e tô pouco me lixando pra tradição, não reclamo. Se eu não posso vencê-los, acabo me juntando a eles.

E foi imbuída de um espírito desbravador que fui conhecer o recém inaugurado Boteco da Garrafa, na Rua Paul Redfern, em Ipanema. Na verdade, o tal “boteco” é a segunda filial da nova franquia da rede Belmonte, que infesta a cidade com a casa principal e com o tal do Antonio’s, que ninguém me convence de que seja algo além do que o Belmonte com um logo diferente e preços mais salgados.

Mas enfim… a terceira marca do grupo tem um atrativo maior que a empada aberta de camarão com catupiry. Sim, o Boteco da Garrafa faz jus ao nome e serve uma iguaria cada vez mais rara em botequins freqüentáveis no Rio: a mais que amada cerveja de garrafa. Com o cardápio baseado nas cervejas premium da Ambev – que patrocina a casa e a decoração meio over do ambiente – é muito bom saber que eu posso dispensar o chope Brahma de 300 ml a R$ 3,20, R$ 3,40 pra tomar uma garrafa de Serramalte (que, até então, só tinha achado em São Paulo), Brahma Extra e até importadas por menos do dobro do preço. Não é lindo?

Pois é, eu acho. Pra acompanhar as garrafas e mais garrafas, optamos por petiscos em vez de pedirmos uma porção só que nos encheria e daria uma visão menos, err, ampla da coisa toda. Os croquetes de camarão e carne da casa são honestos, mas como meu parâmetro pra croquete são as divindades servidas na Casa do Alemão, em Petrópolis, não fiquei nada impressionada. A próxima iguaria escolhida pelo casal foi o pastel de picanha que deveria vir acompanhado de molho barbecue, que até agora eu tô esperando. Pastel também justo, tranqüilo, mas ainda prefiro os do Bar do Adão.

O item do cardápio que conquistou meu coração pra valer foi o ícone máximo da lei de Lavoisier: o famigerado bolinho de arroz. E não faz essa cara feia, porque se você for implicar com os cortes de picanha que se transformam em pastéis e no arroz de hoje que vira o bolinho de amanhã, você simplesmente vai ter que parar de comer fora de casa. E todas os rodízios de pizza iriam à falência, ó a maldade.

Como o que não mata engorda, com orgulho e felicidade vos digo: o Bolinho de Arroz com Parmesão (sim, com caixa alta porque ele merece) do Boteco da Garrafa é fan-tás-ti-co. De barriga cheia e com cervejas suficientes pra dentro, deixamos a casa com a certeza de que vamos voltar. E não só pela comida, bebida ou pelo ambiente – que fica naquela indecisão entre ser um bar brega-arrumadinho e preservar elementos
típicos de botecos true e acaba virando um samba do Crioulo Doido – mas trocar aquele chope mais ou menos por uma boa cerveja faz a conta bancária dar suspiros de alívio e deixa todo mundo na mesa mais alegre.

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Você é o que você come

Tá rolando por aí um link do site alemão Pundo3000.com, em que a equipe fez comparações fotográficas entre as imagens que aparecem nas embalagens de produtos alimentícios e o que realmente vem dentro da embalagem.

Óbvio que o resultado das cem fotos é decepcionante, se alguém esperava algo diferente disso, tá precisando assistir a Um Dia de Fúria, com o Michael Douglas. Mais especificamente aquela cena em que ele pede um hamburguer igual ao da foto do cardápio da rede de fast food e, claro, isso não acontece.

Enfim, de novidade na história toda a gente percebe que alemão tem talento pra enlatar/congelar as coisas mais esdrúxulas possíveis. As combinações mais improváveis que a feijoada pronta da Sadia – que também é de embrulhar o estômago – estão por toda parte. É por isso mesmo que eu não fiquei nem um pouco surpresa com o resultado da pesquisa. Alguém em algum momento achou que poderia sair algo de bom de uma embalagem que contém um troço parecido com uma barra de cereais recheada com uma LINGUIÇA?

‘Bora combinar que quem acha maneira a idéia de consumir salsichão congelado que vem na mesma caixa que uma espécie de creme de vegetal não-identificado e batatas cozidas tem mais é que ser passado pra trás mesmo. Mais que indignada com a propaganda enganosa, eu fiquei foi com nojinho.

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Mexican Wine*

Se tem uma coisa que eu jamais nego é aquela pilha pra comer num mexicano. Mais até que em restaurante japonês. É sério, eu tenho verdadeira paixão por chili con carne, tortilla, sour cream e a bagaceirice apimentada com cara esquisita que me aparecer pela frente (exceto aquela com nome que mais parece disfunção intestinal que mistura abacate – eca – com cebola – eca² – e outros temperos).

Como eu gosto de me aventurar na cozinha, fazer comida mexicana é pura diversão. Só que vai fazer tortilla em casa pra acompanhar o chili, vai. Tenta fazer aquele troço ficar fininho e sequinho e crocante que eu quero ver só. IMPOSSÍVEL. Eu não tenho a manha. Fora que Casa Fiesta é caro, né, gente? Eu acho. Caro demais pro pouquinho que vem. A solução? Comprar pacotes de 110g de Doritos sabor Queijo Nacho, sacudir pra tirar o máximo daquele tempero horroroso e estragar o gosto da comida que eu acabei de me esfalfar pra fazer. *insira aqui o joinha do MSN*

Aí, pilha errada por pilha errada, resolvi que ia lançar uma campanha na Internet pra tentar mobilizar o povo da Elma Chips a colocar o Doritos Original de volta no mercado. Enrolei, enrolei, enrolei e quando tava me mexendo pra botar a coisa toda em prática, eis que me apresentam o Doritos Dippas. Que nada mais é que o Doritos sem sabor em pacotes generosos com molhinhos pra acompanhar, caso você esteja com preguiça de encarar o fogão. Ou seja, ouviram minhas preces antes mesmo de eu fazê-las! Quer dizer, em partes, porque segundo o site, a iguaria só está disponível no endinheirado interior de São Paulo.

Nesse caso, o foco muda e o apelo é outro: Elma Chips, nacionaliza o Doritos Dippas! Os consumidores do resto do Brasil também querem “dippar” (nada como se aproveitar de slogans idiotas pra ganhar o coração de megacorporações)!

Você, amado leitor que se solidariza com essa causa, ajude a espalhar a palavra, comente, repasse o link, mande e-mails, ligue para o SAC (0800-703-4444), perca seu tempo com essa babaquice tão saborosa. É sério. Senão corremos o risco de jamais vermos um saquinho de Doritos Dippas nas prateleiras mais próximas, como aconteceu com o Nescafé Ice, provável delícia que jamais saiu da região Sul do Brasil.

* Só pra não perder uma chance de citar a bela canção do Fountains of Wayne que começa com os melhores versos do mundo: “he was killed by a cellular phone explosion / They scattered his ashes across the ocean / The water was used to make baby lotion / The wheels of promotion were set into motion / But the sun still shines in the summer time / I’ll be yours if you’ll be mine / I tried to change, but I changed my mind / Think I’ll have another glass of Mexican wine”

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Mil coisinhas

Depois de mais de 15 anos sem ver minha pele descascar por conta de abusos solares, me pergunto se puxar casquinha é tão, mais ou menos divertido que estourar plástico bolha.

Descobrirei nos próximos dias e conto pra vocês. Ou não.

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Acho que foram os 21 anos sem comer comida japonesa, mas a compulsão tá complicada. Semanalmente venho tendo sérias crises de abstinência de peixe cru. Convites são bem-vindos.

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Juno

“I bought another Sonic Youth album and it sucked. It’s just noise!”

É por essas e outras sacadas geniais que Juno MacGuff conquistou meu coração, mais que a Olive de Pequena Miss Sunshine. Ainda mais falando mal de Sonic Youth, defendendo All The Young Dudes com tanta veemência e tendo uma ilustração gigantesca da Tara McPherson na parede do quarto. Menina de bom gosto.

Mal acabou o primeiro mês do ano e eu já duvido que outro filme me cative tanto em 2008, até porque andaram dizendo por aí que a Juno é uma versão minha. “Mais legal, mais bonita e mais esperta”, eu completei.

E todo mundo já falou sobre isso, mas não custa reforçar que a trilha sonora chuta bundas. Kinks, Buddy Holly, Velvet Underground, Belle & Sebastian, Cat Power e Mott the Hoople juntos? Dá vontade de deixar em loop. Fora que as musiquinhas da tal da Kimya Dawson também me cativaram.

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A falta do que fazer me leva a descobrir as maiores idiotices do planeta. Fui catar no iMDb o que cada ator do This Is Spinal Tap fez depois do filme, que é de 1984, e descobri que o Derek Smalls, o baixista bigodudo, é interpretado pelo mesmo cara que dubla a voz do Ned Flanders desde que Os Simpsons é Os Simpsons. Mudou sua vida? Não? Nem a minha, mas achei curioso.

Derek Smalls

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Da série: “blogs idiotas que amamos”

Fail Blog e I Can Haz Cheezburger. De tanto ler essas porcarias, concluí que a linguagem viada do Te Dou um Dado? é a versão brasileira da linguagem Lolcat.

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De onde eu tirei tanta bobeira? Carnaval chuvoso, minha gente. Carnaval chuvoso.

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