Archive for the 'gastronomia' Category

Cupcake mania

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Você já cansou de ver os personagens dos seus filmes e seriados americanos favoritos debruçados sobre a pia da cozinha enfeitando bolinhos  e ficou babando em cima dessas delícias que eu sei. Pois a Cupcake Mania chegou ao Brasil, se liga:

:: Cupcakes! Matéria minha para o Bolsa de Mulher sobre a febre dos Cupcakes por aqui.

cupcakeshirt_1:: All Things Cupcake: um blog dedicado à beleza dos bolinhos, sejam os culinárias ou suas versões em jóias, estampas, sapatos, roupas, tatuagens… tem forma de cupcake? Então vale.

:: It’s Your Cupcake: grupo do Flickr cheio de fotografias deliciosas. Não recomendado para momentos de fome e/ou necessidade de açúcar.

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:: Cupcake Promo: os blogs Garotas Estúpidas, Agora Que Sou Rica e Just Lia estão fazendo uma promoção com as meninas da Love Cupcakes e a designer de jóias Paula Velloso. Uma leitora de cada blog será presenteada com uma caixa com 12 cupcakes e um colar com pingente no formato do bolinho. Para participar, tem que morar na cidade de São Paulo e correr: as promos em cada blog se encerram hoje, amanhã e domingo, respectivamente.

:: Dentro do forno: não é só cupcake, mas a Carla Ikeda faz uns mini-bolos decorados com pasta americana que são de chorar de emoção.  O trabalho dela é tão lindo e tão bem feito que me ressinto diariamente por não morar em São Paulo e não poder descobrir se os bolos são também gostosos. Dá uma olhada nesse cupcake decorado como um sleep walker do Yoshitomo Nara ou no bolo do Cheshire Cat na Muralha da China. Viu? Então olha o Flickr dela todo para achar os cupcakes.

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Das bobeiras deliciosas

Faz muuuuito tempo que não faço posts bobinhos, curtinhos, cheios de links aqui no Go to Heaven. A culpa é do Twitter: pra que fazer um post no blog se posso resolver repassando o link em 140 caracteres? Só que duas “homenagens” chegaram até mim no mesmo dia e seria um crime não registrar por aqui.

rubberduckzilla

Se eu gosto de patinhos de borracha? Dá uma olhada no layout desse blog e no meu Twitter!

A primeira é a campanha japonesa de uma bebida da Coca-Cola Company chamada Oasis (curti o nome). Uma coisa entre o isotônico e o suquinho “pra quem não gosta de água”. O garoto propaganda é um patinho de borracha gigante, o Rubberduckzilla. O bicho é meio estressadinho e, assim com o Godzilla, quer destruir Tóquio. Sabe filme trash japonês com monstros gigantes? Então, agora troca o monstro por um patão enfezado. Pronto, foi o suficiente pra enternecer meu coraçãozinho. E o site ainda tem joguinhos de realidade aumentada em que você pode assumir a persona do pato! Via @venetiglio.

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A segunda é uma garrafa de vodka ultra-premium, cheia das frescuras, batizada de LiV Vodka, produzida na região de Long Island.  Preciso urgentemente de uma dessas lá em casa.Via @raizabruscky.

livvodka

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Boteco Vip

Não se deixe enganar pelo nome. O que ele tem de ruim, a casa tem de ótima. Escondido na Conde de Irajá, no Humaitá, o tal Boteco Vip fica em um casarão antigo e enorme. Se a decoração é neutra o suficiente para passar batida, todo o resto chama atenção: o serviço atencioso, os pratos e petiscos caprichados e o chope artesanal, acompanhado de uma vasta carta de cachaças e cervejas.

Bolinho de tapioca recheado de queijo com molho de rapadura com mostarda. Coisa de louco

Bolinho de tapioca recheado de queijo com molho de rapadura com mostarda. Coisa de louco

Quem me apontou o tal boteco do nome ruim foi o meu amigo Pedro Fraga. Nada mais justo que parar lá numa noite de sábado com ele e com nossos respectivos. O Pedro quis conhecer o lugar por causa das cervejas especiais. Eu, gorda de alma, fiquei doida quando vi o cardápio de petiscos arrumadinhos no site.

Para beber, fomos de chope Mistura Clássica Amber, chope Mistura Clássica Weiss e chope Röter Pilsen. Na garrafa, Colorado Indica e Colorado Appia. O que significa isso o Pedro explica, já que o entendido de cervejas é ele:

O Chopp Röter é um chopp pílsen não filtrado, puro malte (ou seja, nada de cereais como milho e arroz que muitas grandes cervejarias utilizam) e com 3 lúpulos importados, mas que tem baixo amargor e boa drinkability. Já o Mistura clássica Weiss é feito com malte de cevada e trigo, no estilo tipicamente alemão. O resultado é uma cerveja bem turva, com aroma de cravo e sabor condimentado e frutado. O Mistura Clássica Amber, o melhor dos três, é vermelho rubi, levemente amargo e com notas de caramelo e torrado no sabor.

A Colorado tem como proposta principal a utilização de alguns ingredientes bem brasileiros na elaboração das suas cervejas. A Indica, no estilo India Pale Ale, leva rapadura na composição e resulta numa cerveja vermelha encorpada com 7% de alcool e boa presença de lupulo tanto no aroma como no amargor. A Colorado Appia é uma cerveja de trigo que foge do sabor de banana e cravo comum no gênero, apresentando uma boa presença de mel, que é ingrediente adicionado na mesma”.

Apesar de os bebes serem um atrativo de peso (ainda mais porque não dão ressaca), o que realmente me fez correr para o Boteco Vip foram os comes, criações do chef Cesar Mattos. Para provar o máximo possível, pedimos o bolinho de tapioca recheado com queijo acompanhado de molho de mostarda com rapadura, cestinha de massa de pastel recheada com patê de bacon e coberta com castanha do Pará, além de eu ter me arriscado a comer uma iguaria da qual eu não sou fã, a carne seca com abóbora. Depois disso, tive que dar o braço a torcer. Apesar de ter me acostumado a dizer que não gosto, o bolinho de abóbora recheado com carne seca, acompanhado de molho barbecue de goiaba estava incrível.

Cestinhas de massa de pastel com patê de bacon e castanha

Cestinhas de massa de pastel com patê de bacon e castanha

Para arrematar, fomos chips de Cará fritos que, segundo o site do bar, é um “tubérculo do mesmo grupo da mandioca e do inhame. Tem casca marrom escura, coberta com fibras finas como cabelo, e polpa fibrosa branca ou amarelada. É muito consumido no Nordeste do Brasil”. Tudo muito gostoso, bem apresentado e bem servido (uma característica rara no Rio), a preços honestos para a qualidade de tudo. Ou seja, barato não foi, mas que valeu a pena, ah, valeu.

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Além do chope ser bom, ainda rola rodízio dos artesanais às segundas, terças e quintas, das 18h30 às 21h30 e aos domingos das 17h às 20h30. O preço? R$ 26 por pessoa. Divida por R$ 4 que te cobram por porcarias aguadas que te vendem por aí e faça as contas: vale muito a pena.

A partir do dia 6 de maio, a casa vai oferecer rodízio de espumante todas as quartas-feiras das 18h30 às 21h30. Por R$ 42,60, você pode escolher por espumante brut premium, moscatel premium, blush Premium rosé e prosecco premium. Todos da CasaValduga.

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Já que o assunto é comida (para variar), uma boa notícia para os cariocas: depois de babar na Restaurant Week de São Paulo, nós vamos ter nossa própria edição do festival gastronômico! De 4 a 17 de maio, vários restaurantes do Rio vão servir menus especialmente criados para o evento a preços fixos R$ 25 + R$ 1 no almoço e R$ 39 + R$ 1 no jantar. O R$ 1 cobrado a mais vai ser destinado a instituições de caridade. Ainda não saiu a lista dos restaurantes que vão participar, mas vamos torcer para rolar muita coisa boa.

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Trapiche Gamboa

Minha mãe pariu dois filhos: um nasceu no mesmo dia em que o Noel Rosa. Outra – no caso, eu – comemora aniversário junto com o Cartola. Ou seja, ninguém naquela casa nasceu indie. Criada em uma família que sempre ouviu Beatles e Jovem Guarda, mas que curte um Emílio Santiago, um Raça Negra e muito samba “de raiz” nos tradicionais churrascos dominicais, me acostumei a ouvir de tudo.

Ainda mais depois da adolescência vivida em uma cidadela no interior de Minas Gerais, onde opção de lazer era coisa rara e a gente era obrigado a ir a shows de cantores sertanejos e bizarrices como KLB, Kelly Key e Copacabana Beat caso quisesse se divertir. Ou seja, eu transito por qualquer lugar.

Por isso caí na pilha antiiiiga de um amigo e fui parar no samba de quarta-feira do Trapiche Gamboa. “A Liv num samba???”, posso ouvir alguns de vocês questionando. Pois voltem duas casas e releiam os parágrafos iniciais deste post. Leu? Isso explica? Pois vamos ao que interessa.

Perdão pela péssima qualidade da foto

Perdão pela péssima qualidade da foto

O Trapiche obviamente fica na Gamboa, zona portuária do Rio, considerada o berço do samba carioca, e está instalado num casarão enorme de 1867 com paredes de blocos  de pedra de mais de 70 cm de largura, vigas de pau-brasil pé direito altíssimo, piso de ladrilho hidráulico e lindos lustres. Ou seja, o lugar é encantador.

Lá, a bagunça começa cedo e termina cedo. Às 19h30 o samba tem início para acabar antes da meia noite. Perfeito para os dias de semana. O grupo encarregado pela música na última quarta era o Samba de Fato, que tocou clássicos das rodas como “Só chora quem ama”, do Nei Lopes e Wilson Moreira, “Pode Guardar as panelas”, do Paulinho da Viola e “Deixa”, do Cartola.

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Música que dá nome ao grupo que toca no Trapiche todas as quartas. O upload é cortesia de Arnaldo Branco

A cerveja – de garrafa, como não poderia deixar de ser – é Original (R$ 6, não é lá muito pechincha, é verdade), a casa serve caipirinhas feitas com as frutas default, além de frutas mais diferentinhas como pitanga ou tamarindo e outros drinques. Para beliscar, a boa são os croquetinhos de carne ao funghi com chutney de frutas da estação que são uma coisa de louco de tão gostosos (R$ 12,50 a porção com cinco) e os rolinhos de frango ao curry com molho thay de pitanga. Deliciosos, mega-apimentados e acho que o preço é o mesmo.

O clima do lugar é ótimo, mas faltou mais pés-de-valsa pra deixar o salão ainda mais bonito. Faltou molejo aos engravatados e colegas que saem do centro da cidade para curtir o happy hour ali pertinho. De resto, foi uma noite em um local atípico, mas onde eu me senti em casa.

O Trapiche Gamboa fica na Rua Sacadura Cabral, 155, na esquina com a Rua Camerino, ali na Praça Mauá. O telefone é 2516-0868 e a casa fica aberta de terça à sexta, a partir das 18h30 e no sábado a partir das 20h30.

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A boa é o Samoa

Já começo pedindo perdão pelo trocadilho cretino, mas achei o título adeqüado para um post que fala de um restaurante que se define como oriental, mas principalmente carioca. Desde que vim trabalhar no manoelcarliano bairro do Leblon, vivo um caso de amor com o tal do Samoa, mas não tinha postado nada até então por dois motivos. O primeiro é que ando falando demais de comida e fiquei receosa de parecer que só faço isso na vida. Segundo porque antes de falar qualquer coisa, quis experimentar o maior número possível de iguarias do (extenso) cardápio.

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As fotos são do site oficial, as que tirei foram embora junto com o meu finado celular

Depois de mandar as aparências às favas – adoro comer, ora! – e de me convencer que não vai ser possível nem tão cedo provar de um tudo por lá – porque as opções são muitas e porque já me apeguei a alguns pratos que acabo pedindo sempre – cá estou eu, discorrendo acerca do meu restaurante preferido do último mês.

Dos mesmos donos da fantástica rede Bibi de sucos e crepes e saladas e hambúrgueres, o Samoa traz muitas releituras de pratos japoneses, vietnamitas e chineses de uma maneira, digamos, carioca. Tudo em porções pequenas, para permitir o maior número de combinações, todas assinadas pelo chef Carlos Ohata, o mesmo por trás do Boo Dah, já comentado por aqui.

Para abrir os trabalhos, cogumelos shiitake ou shimeji naquele esquema clássico da trouxinha de alumínio ou mesmo a dupla de guiozas de porco grelhados que de tão bem preparados chegam a emocionar. Entre os populares rolinhos, misturas como salmão, salsa, shiitake, broto de bambu e alho, o Salmon Gulf, e frango ao curry com gengibre, acelga e alho, batizado de Frango Délhi. A apresentação dos pratos é tão cuidadosa quanto a decoração, sabe aqueles lugares que te dão prazer de se estar? Pois é, o Samoa é assim.

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Detalhe das luminárias total "eu quero!" do restaurante

Em potinhos vêm as saladas variadas, legumes refogados no saquê e shoyu, sopas, porções de arroz wok – como o Bangwok, que leva camarão, cebola, pimentão vermelho e cebolinha – e massas, que vão do clássico Yakissoba (batizado de Miojin, né?, para mostrar que não sou a única a curtir um trocadilho) ao Muay Thai, com camarão, gengibre, alho, pimenta amarela, broto de feijão e mini-milho.

Acha muito? Pois ainda rola uma variedade de grelhados, espetinhos de toda sorte, temakis, porções de hossomakis e huramakis - o meu preferido é o Fiji, de atum apimentado – e sushis empanados, os Hot Tigers – aqui sempre vou de Samoa Cream, uma espécie de Hot Philadelphia feito com salmão, cream cheese, camarão e cebolinha.

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:)

Como todo restaurante mezzo japa que se preze, ainda dá pra pedir duplas de sushis, porções de sashimis e combinados variados. Mas entre o de sempre e os sanduíches feitos de hamburguer de salmão ou atum empanados, cogumelos shiitake ou shimeji e cream cheese ou cheddar servidos com batata frita, fico com a segunda opção.

O melhor de tudo é o preço, honesto para a qualidade dos pratos e, principalmente, se comparado aos preços praticados na Zona Sul do Rio. Vale muito a pena gastar o horário de almoço em um lugar super-agradável para comer comida gostosa e bem feita, sem precisar ter que lavar os pratos na hora de pagar a conta. Para quem ficou interessado, o Samoa fica na Rua Cupertino Durão, 79A, no Leblon.

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Para ler também:

:: Dicas para cariocas perdidos em São Paulo – parte I de III

:: Dicas para cariocas perdidos em São Paulo – parte II de III

:: Dicas para cariocas perdidos em São Paulo – parte III de III

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Dicas para cariocas* perdidos em São Paulo – parte III de III

*(ou sergipanos, ou catarinenses, ou amazonenses ou mesmo paulistas…)

Control-freak do jeito que eu sou, tento sempre planejar cada passo das minhas viagens. Mas assim como aconteceu com o bar O Torcedor, fui parar por acaso no Salve Jorge. Depois de contratempos que nos levaram a desmarcar nosso almoço, Ian ligou sugerindo o lugar próximo ao metrô São Bento e não pensamos duas vezes. Quer dizer, meu fantástico mundo de Bobby particular fez logo a ligação entre o nome do bar e o quase-Santo padroeiro de tudo que é favela carioca. Como esquecer os foguetórios e os tiroteios de madrugada em homenagem ao cara do Dragão que tomam conta do Rio todo dia 23 de abril?

Enfim, as más vibrações foram apagadas pelo momento em que cheguei na frente do bar. Era aniversário de São Paulo e o coreto da pracinha abrigava um show de chorinho! Me senti em casa, mas sem a parte desagradável dos tiros e coisa e tal. Lá dentro, a reação foi melhor ainda. A decoração do bar é ótima, arrumadinha, com cara de boteco antigo – daquelas que os meus conterrâneos chamariam de “bar de paulista”, heh – e só melhora quando você vai percebendo os detalhes que homenageiam tantos Jorges por aí. Ben, Clooney, Aragão, Seu, Constanza, Michael, Luis Borges… é Jorge para ninguém botar defeito!

O chorinho da praça em frente ao Salve Jorge. Não tem foto no bar porque a cerveja causou tremedeiras e borrões.=

O chorinho da praça em frente ao Salve Jorge. Não tem foto no bar porque a cerveja causou tremedeiras e borrões.=

A cerveja – de garrafa, graças! – é gelada, mas o atendimento foi mais complicado do que precisávamos. O bar estava lotado por conta das comemorações da cidade e até o prefeito Kassab (com quem tirei uma foto-bêbada que não será divulgada) e a Lilian Pacce apareceram. A dificuldade em conseguir ser atendida por um garçom – nessas horas eu sempre me pergunto porque não aprendi a laçar boi naquela oficina da escola mineira – foi superada pelo fan-tás-ti-co bolinho de batata com calabresa apimentada. A massa, crocante por fora e macia por dentro, tinha aquele quê de caldo de carne, aquele gostinho de salgadinho de festa de criança, sabe? O recheio era exatamente de calabresa moída beeeeeem apimentada. Di-li-ça.

Confesso que diante destes quitutes, não me sobrou muito espírito para desbravar o resto do cardápio, mas as opções me pareceram incríveis. Me contentei em degustar tão deliciosa iguaria, tomar uma cervejinha gelada e desfrutar da companhia de uma pá de gente legal que apareceu lá pra encontrar com a gente. O Salve Jorge do centro fica na Praça Antônio Prado, 33 e o telefone é (11) 3107-0118.

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Dicas para cariocas* perdidos em São Paulo – parte II de III

*(ou pernambucanos, ou paranaenses, ou capixabas ou mesmo paulistas…)

E aí que você não conhece muita coisa de São Paulo, vai parar no Museu do Futebol no Estádio do Pacaembu e percebe que ele fica enfiado, basicamente, no meio do nada. Só que, na saída, você precisa comer às pressas para estar do ooooooutro lado da cidade em menos de uma hora.

Quando você, sonolenta, já estava perdendo as esperanças de comer alguma coisa que não fosse um sanduíche – e triste lembra do almoço improvisado no McDonalds no dia anterior – você ultrapassa a lojinha anexa ao museu e chega até O Torcedor.

Sabe quando um oásis salva a pátria o deserto? Pois foi mais ou menos essa a minha sensação quando percebi que não precisaria me contentar com um sanduíche qualquer ou com uma coxinha. Decorado – óbvio! – com temas futebolísticos, a especialidade da casa são os crepes e hamburgueres, apesar de naquele sábado eles estarem servindo feijoada (?!) também.

Para não arriscar fui de Pedalada (já falei que o bar é temático, né?) e ele foi de Lençol. O meu crepe, feito com costelinha de porco desfiada com molho barbecue e gratinada com molho branco e mussarela de búfala estava espetacular. O dele, de iscas de picanha acompanhadas de mix de cogumelos gratinado com catupiry prometeu mais do que cumpriu. Era bom, claro, mas o meu era muito melhor, há! Ah, e os dois vinham com saladinha de rúcula com mussarela de búfala e tomate cereja, perfeita pra uma nada-natureba feito a Livzinha aqui. Esse é o máximo de verde que me permito comer.

Museu do Futebol @ São Paulo

Olha, mãe, tô comendo salada!

A comida é gostosinha, o ambiente é divertido e o atendimento é ótimo. Como nunca tinha ouvido ninguém falar do tal bar e das 32 (?!) tevês passando jogos o tempo todo, vale o registro. Até porque ele fica no meio de um estádio de futebol, que não é lá aquele ambiente que se frequenta sempre, mas vale o esforcinho.

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