Archive for the 'ego' Category

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…

… 10, 15, 18, 22.

A dez dias de poder fazer comigo mesma a velha piada dos dois *patinhos* na lagoa, surto por não querer brincar de ser adulta. Ouço músicas de 2002, vejo fotos de 2003, releio antigos textos e meu coração aperta. Queria voltar àqueles lugares que, definitivamente, já não são os mesmos que voltei a freqüentar. Tio, posso voltar a ter 18?

Cadê aquelas pessoas? Cadê aqueles sentimentos? Cadê aquele entusiasmo? Cadê aquela Liv? Até as picuinhas, as pessoas chatas, os momentos irritantes me são saudosos. Tá, até aquela saudade me é saudosa. Vocês entendem? Não, né? Coisa de quem se acostumou a deixar a vida pra trás.

Perdi uma noite atarefada revendo fotos das poucas pessoas que resistiram de lá pra cá, pra sentir saudade até dos cortes de cabelos, das texturas das peles, dos óculos que usavam. Do que havia entre mim e cada um. Quatro anos se passaram desde aquela festa antológica e tudo o que eu desejo é voltar atrás. Pra quê? Nem sei, mas estar aqui agora não me parece o mais reconfortante.

Ando numa necessidade ébria de dizer a todos que são de direito de que meu amor por cada um (ou pelo que eles foram um dia) é puro e verdadeiro. E ainda existe, mesmo que não explicitado em palavras. Mesmo que adormecido. Mesmo que, ah, sei lá. Estou tentando me achar no meio de tanta confusão que tenho vivido nos últimos tempos. Confusão mental, acima de tudo. Enquanto não me acho, tento reencontrar vocês. Todos.

Queria mesmo que cada uma dessas pessoas se tocasse e mandasse um sinal. “É, pois é, eu sumi”. “Pois é, aquela Liv ainda existe em algum lugar”. “Sim, eu também sinto saudades”. No meio de tantos questionamentos internos, responder a perguntas mais que óbvias e cobranças merecidas me parece mais fácil do que tomar coragem pra dizer “ei, estou aqui”.

[Post chatérrimo, no melhor estilo AGCGTH circa 2002. Se é pra voltar no tempo, que seja com louvor]

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Liv na telinha

Só pra não dizer que não avisei: eu e Beto Largman estaremos ao vivo no programa Atitude.com, da TVE, a partir das 18h. O assunto? Blogs, é claro. Afinal, amanhã é BlogDay.

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Mini pack

Hoje vai ar a edição do programa Urbano, da Multishow, do qual eu participei. Se vocês querem ouvir minha dicção horrorosa na tevê, liguem seus aparelhos às 23h15. Se não der, tudo bem, tem reprise no sábado, às 17h e no domingo, às 9h. Três oportunidades pra você ver a Liv falando pelos cotovelos e voltar pra cá, pra me zoar.

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Ainda sobre o 1º Encontro BLS. Foi dito que, muitas vezes, o espaço para comentários de um blog rende melhores frutos que o post que deu origem. Dia desses, tive um exemplo prático disso. Quando perguntei sobre a estranheza da descoberta da habilidade para o salto com vara, meu querido Pedro Nunes me veio com a seguinte pérola:

O teste de talento para salto com vara é aplicado junto com o teste de talento para badminton, o teste de talento para esgrima e o teste de talento para ingrediente da bonguy.

Você solta uma criança, munida de um cabo de vassoura, em um quadrado com cerca de 2 metros de altura, na companhia de um rottwailer raivoso.

Se a criança utilizar o cabo de vassoura para pular a cerca, vai treinar salto com vara. Se esperar o ataque do cachorro e, brandindo o pedaço de pau, jogá-lo para o outro extremo do quadrado, nasceu para o badminton. Se estocar o cachorro e conseguir afastá-lo, é um esgrimista nato.

Se for dilacerado pelo bicho, nasceu mesmo pra ser parte integrante de ração canina. Os restos são recolhidos e enviados para uma fábrica nas proximidades, onde serão devidamente processados.

Mais alguma dúvida?

Agora me digam: é ou não é um gênio? Acho que vou doar meu blog pra ele…

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Forever in my heart

 

Woody, I will always love you.

 

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Galvão, filma eu!

Ai. Aiaiai. Aiaiaiaiaiaiaiai. Em cima, em baixo, puxa e vai!

Lembra quando eu disse que eu amava meu local de trabalho porque minha chefe me deu o Smile, do Brian Wilson, autografado pelo homem?

Pois é, ontem a outra chefe me deu dois ingressos para assistir ao jogo de vôlei da seleção daquele que deveria ser presidente desse país, Bernardinho, meu ídolo. Depois de um dia corrido pra cacete, lá fui eu pro Maracanãzinho de verde – sem amarelo porque, como vocês sabem, eu não uso – com um Nando à tiracolo, já que mamãe não quis me acompanhar.

Assistir ao vivo a um dos esportes mais bonitos de se jogar é inexplicável, ver aqueles pequenos seres de dois metros de altura pulando o que deve ser equivalente ao meu tamanho é meio assustador. Ver o time do Brasil ganhar de Cuba, então, nem se fala, felicidade pura. Ginásio bem cheio, gente animada, olas históricas, valeu pelo Pan Americano inteiro, mesmo com um mísero cachorro-quente do Bobs no estômago e com a serenidade de nosso querido técnico estressadinho. Ah, sim, tô meio rouca de tanto gritar impropérios para o time rival – de “salafrário” e “corno manso” a “filho da puta“, teve de tudo. “Giba gostoso!” foi só uma vez, pra confirmar minha paixonite adolescente pelo nosso astro gente boa e maconheiro e pra tomar uma bronca do marido. Heh.

Com esse ingresso, amenizei um pouco da frustração pela porcaria da Ticketronic não ter funcionado quando eu tentei comprar os convites para os jogos.

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Nomes Adequados

Depois que começou a fazer edições temáticas, a Trip só melhorou. Mas ainda bem que não acabaram com a seção ‘Nomes Adequados’, uma das mais divertidas da revista. Já perdi horas vasculhando a coleção de Trips antigas do Nando em busca de pessoas cujos nomes se relacionem com a função delas no planeta terra. Depois disso, comecei a reparar em tudo que era nome. Vai que ele se adeqüava, né.

No início do ano, fui assistir à peça Mademoiselle Chanel, com a Marília Pêra, no Teatro Maison de France e ao ler o programa, estavá lá: Elisa Maria Conforto, camareira da montagem. Não pensei duas vezes. Mandamos.

E não é que publicaram? Pode ir lá conferir na edição #154, de abril deste ano, com o Dilbert ou uma pelada na capa (para variar). Elisa Maria Conforto é um nome adequado. E eu ganhei um ano de assinatura da Trip por conta da minha percepção aguçada.

Ah, sim. Ainda dá tempo de comprar a edição de Julho, capa do Hermano Vianna, um guru, na edição sobre educação. Tá do caralho.

* Valeu, , pela foto

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Mamãe, quero ser indie

Hoje começa o Indie Rock Festival, o ungooglable festival, segundo o Felipe, por conta do nome bem, errr, genérico. Hoje, sobem ao palco Lucas Sant’Anna, o ótimo Hurtmold e os fofos do Magic Numbers. Vô. Amanhã é a vez dos chatinhos do Rakes. Num vô.

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Falando em “vô” e “num vô”, os animadores de torcida do jogo ficaram fazendo a dança do siri e a dança dos políticos. Alguém viu se os hits do Pânico passaram na Globo?

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Mãe, tô na Globo!

Pra encerrar o pacotão de hoje, last, but not least, amanhã vou participar da estréia do chat do programa Urbano, nova atração da Multishow. Comandado pela fofa da Renata Simões, o programa realiza reuniões de pauta semanais via web sobre um determinado tema, com três convidados a cada edição.

A partir disso, a Renata vai pra rua desvendar as urbanidades discutidas, tudo é editado e vai ao ar no canal da Globosat. O onipresente Cardoso e o blogueiro Bruno Natal já gravaram suas participações.

Eu fui convidada para estar na estréia do chat ao vivo. A partir das 20h de amanhã, vocês podem conferir toda minha sagacidade, esperteza e beleza estonteante no site da Multishow, em companhia do Gustavo Mini, o publicitário-indie do Walverdes e do 1mpar, VJ belorizontino. Falaremos sobre tecnologia, Internet, gadgets e toda a geekness em geral.

Horas depois, às 23h15, o canal exibe a estréia do primeiro programa gravado, com com reprise no sábado, às 17h e no domingo, às 9h. Daqui a duas semanas, o programa do qual eu vou participar vai ao ar. Podexá que eu aviso.

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Por hoje é só, pessoal!

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Ai, meu caralho

Sabe aquelas fases em que sua maior ambição na vida são 100 gramas de pão de queijo quentinho?

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Depois de tantas reviravoltas em tão pouco tempo, tudo o que eu queria era ficar quietinha no meu canto. Até porque meu canto é confortável, eu estou feliz, as pessoas estão mais que satisfeitas, tá dando tudo super certo. Ninguém precisa de fortes emoções e grandes desafios o tempo todo, né? Eu não gosto. A necessidade constante de ser genial-descolada-fodona-inteligente-prodígio-o-máximo o também cansa, sabe? E eu estava levando tudo numa boa.

Aí, quando estava tudo certo pra eu pegar meu pão de queijo, bingo, as pessoas me obrigam a ter que tomar decisões. E mais uma vez eu tenho que ser genial-descolada-fodona-inteligente-prodígio-o-máximo.

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E o pior de tudo é que isso é maravilhoso. O problema é que dá trabalho. Mais trabalho. E sabe quando você não tá com disposição?

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Ah, e ainda tem aquela outra proposta. Aquela com erro de timing, que me dói o coração só de lembrar. Esse sim, um desafio que me faria me jogar de cabeça, mas não posso. Racionalidade e foco. Não posso.

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Queria ser igual ao Knut. Me esconder num cantinho e todo mundo achar fofo. Não ter que ser colocada contra a parede. Mesmo que seja por uma coisa ótima, isso não é legal.

Oi, meu nome é Lívia Brandão e eu odeio tomar decisões. Qualquer uma. Mesmo que seja entre coisa ótima e coisa melhor ainda. Odeio, pronto, falei, tô aflita.

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Enquanto isso, no 571…

Dia desses, estava eu voltando para casa com uma dor de cabeça do cão. E sabe como é, dor de cabeça e transporte público sacolejante são duas coisas que não combinam muito. Na altura do Escada Shopping, ali na praia de Botafogo, sobem dois rapazes no ônibus. Um carregava um violão. O outro portava um violino. Um ponto depois, os dois – que não tinham passado pela catraca – desceram e entraram pela porta de trás. De repente, o primeiro acorde. “Putaquemepariu”, pensei. A última coisa que uma pessoa com a cabeça estourando de dor quer é aturar cantoria no ouvido, certo? Errado. Com o passar do tempo, a música se tornou deveras agradável. Quer dizer, eu achei. Algumas pessoas riram. Outras fizeram cara de espanto. A patricinha que estava sentada lá na frente colocou os fones. E eles continuaram tocando. “Vão pedir dinheiro”, pensei. Estava errada de novo. Mal a primeira música acabou e eles emendaram outra, entre curvas e tentativas de segurar os instrumentos estando em pé. Era um ônibus, afinal. Desci no fim da terceira canção. Quem estava de fora, não entendeu nada.

Eu continuei com a dor de cabeça, mas menos mal humorada.

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Eu poderia fazer um blog temático só pra contar meus causos de ônibus, mas chega, né? Aliás, a onda de blogs temáticos tem rendido coisas bem boas. Dia desses esbarrei com o ótimo Não Indico, sobre programas culturais furados. Pena que só rola em São Paulo. Fica a dica pros cariocas.

Se alguém tiver mais dicas de blogs temáticos, a caixa de comentários está às ordens.

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Ah, sim. Eu também tenho minha versão Simpson. Igualzinha, diz aí.

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