Archive for the 'cotidiano' Category

Sorteio: ‘O despertar da primavera’ em São Paulo

Vocês estão lembrados de quando me derreti em elogios para a montagem brasileira do musical “O despertar da primavera”? Pois é, a temporada carioca acabou e o fofo do Pierre Baitelli e companhia migraram para São Paulo e estão batendo ponto de sexta a domingo no Teatro Sérgio Cardoso. Ganhei cinco pares de ingressos para sortear entre meus leitores e seguidores do Twitter. As entradas valem para a sessão do próximo domingo, dia 18, às 18h. Para concorrer, você precisa ser de São Paulo (ou garantir que vai estar na cidade no fim de semana) e postar a seguinte frase no seu Twitter: “Quero ver @o_despertar em São Paulo, @livbrandao! http://migre.me/wcOz.

Vou sortear os ingressos na manhã da próxima sexta-feira através do Sorteie.me e aviso aos vencedores através do Twitter e nos comentários deste post. Preparados? Então twittem a frase com o link do migre.me que está junto dela para poder participar. Um, dois, três… valendo!

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Meu top 5 do Rei

Em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, fui incumbida pelo querido Alexandre Inagaki de fazer um top 5 com as minhas preferidas do Rei. Antes de ir ao que interessa, uma breve introdução: como muitos jovens fãs do Rei, comecei cedo na função graças a pai e mãe fãs de Jovem Guarda e minha ligação com a obra dele é totalmente emocional. Cresci cercada por vinis de Roberto e Erasmo, ouvindo aquelas canções que a dupla fez pra mim (ops). Pra se ter uma ideia, a “minha” música, aquela que marcou minha infância e me faz lacrimejar a cada audição é “Gatinha manhosa”, aquela do tremendão Amigo (ops!) que meu pai sempre tocava no violão. Entendeu o porquê deste post? Pois vamos às cinco faixas.

1. “Eu te darei o céu”

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O começo de tudo, quando o mundo era um lugar tranquilo a ser conquistado, a vida era uma sequência inspiradora de amores a serem explorados e o iêiêiê era a resposta para todo o mal. Ingênua, sim, mas vai direto ao ponto como as declarações de amor devem ser. “Você pode até gostar de outro rapaz que lhe dê amor carinho e muito mais, porém mais do que eu ninguém vai dar, até o infinito eu vou buscar…”

2. “Você não serve pra mim”

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Libertadora. Simples assim. Com aquela guitarrinha cruel, o Rei sintetizou o melhor fora de todos os tempos que lhe foi doado por Renato Barros, aquele dos Blue Caps.

3. “Não há dinheiro que pague”

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Ei, Rei, deixa eu te contar uma coisa, bicho: não há dinheiro no mundo que pague qualquer saudade. Uma da fase funky do Rei, cheia de groove, em mais uma letra do Renato Barros. Sofrendo ele aprendeu, galera, e a gente sabe que é no sofrimento que se cresce.

4. “As curvas da estrada de Santos”

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Roberto Carlos no auge de seus 26 anos, aprendendo a ser adulto, lamentando um amor perdido de forma politicamente incorreta com um papo de alta velocidade. Ah, saudade da época em que o rei não era só paz, amor e pregação sob um suspeitíssimo quepe de marinheiro. Mas tá melhorando, né? E ele pode fazer o que quiser da carreira. Depois de tantos anos de bons serviços prestados, o mínimo que a gente deve a ele é respeito. Pois então. Sempre adorei essa música e só depois de muito tempo eu, burrinha, me dei conta de que a estrada de Santos que dá título à música é a Rio-Santos, possivelmente a rodovia que mais atravessei na vida. E aí que tudo fez sentido quando ouvi essa música ao passar por lá, com o visual deslumbrante da Costa Verde do estado do Rio de Janeiro servindo de cenário pro videoclipe que se fez na minha cabeça. Experimentem fazer isso um dia, eu recomendo.

5. “O portão”

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Não, essa não se chama “Eu voltei”. Só a imagem do cachorro que sorri através do latido já vale a inclusão dessa música na minha lista. Quem nunca na vida voltou – ou desejou voltar – para as coisas que deixou? O Rei voltou. Porque ele pode.

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Wine + records = love

dereksaraUm casal de roteiristas americanos. Ele, Derek, ama música e coleciona vinis. Ela, Sara, ama vinhos. O que eles fizeram? Um site que semanalmente sugere a “harmonização” de um disco da coleção do rapaz com um dos vinhos preferidos da moça (todos “populares”, de preço cabível em qualquer bolso, ela gosta de frisar). Bacana, né?

O “Vine-yl” (”The Bastard Love-Child of a Wine Geek and a Record Freak”) tem um visual super tosquinho, super caseiro e isso é que é bacana. Um exemplo, Derek escolheu o “Moonpix” da Cat Power e Sara sugeriu um Yves Cuilleron Syrah. Depois de cada um resenhar sua seleção, chegaram a uma conclusão: “enfumaçado, cheio de alma, subestimado e precis, com uma leve sugestão de doçura prolongada. Você está falando do vinho ou das letras da Chan Marshall?”.

Em outra ocasião, Derek escolheu o “The Early Beatles” e Sara foi de “Ipsum”, da vinícola espanhola Hermanos Del Villar. “Tem a sensação de que você é o único que não está jogando The Beatles Rockband nesse momento? Entre para o clube. Mas quer saber? É difícil segurar uma taça quando você está tocando guitarra”.

Para acompanhar a trilha de “A garota de rosa shocking”, do recém-falecido John Hughes, Sara homenageou o diretor justamente com um vinho rosé. “Por que ficar para sempre no ginásio se crescer significa beber vinhos como este? Nós sempre teremos os filmes, as memórias e as músicas. Um brinde às atitudes graciosas, obrigada pela convivência, John”.

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Para deixar a coisa toda mais literal ainda, cada post (eles atualizam toda quinta-feira), vem com um verso de música que cite vinhos. Afinal, jazz, rock, blues… tudo coisa de beberão.

“It’s like trying to drink whiskey from a bottle of wine…” - Elton John, “Honky Cats”

“…little girl, showing them what laughter’s all about. Where did all the wine go?”Danger Mouse & Sparklehorse, “Little Girl”

“We always stuck with white wine, we stayed away from red”Loudon Wainwright III, “White Winos”

“To try and forget you, I’ve turned to the wine…”The Byrds, “You’re Still On My Mind”

“She keeps Moet et Chandon in a pretty cabinet…”
- Queen, “Killer Queen”

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Como não são bobos, nem nada, Derek e Sara abriram uma lojinha na Amazon.com onde listam todos os discos que resenham (e que estão disponíveis em CD, obviamente). Para quem curte uma experiência real (leia-se, quem gosta de garimpar sebos mundo afora atrás de suas próprias raridades), eles ainda indicam uma penca de lojas nos Estados Unidos e Europa. Loja de disco, essa coisa tão antiga… com os vinhos é a mesma coisa: Sara listou seus empórios preferidos.

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Além do site, o casal mantém um blog sobre filmes, séries, livros, shows e outros assuntos correlatos ao do site-mãe. Pra quem quiser ficar por dentro das atualizações, basta seguir o Twitter do projeto. A dica do site veio do Adoro Brechó.

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Frenesi polissilábico

(ATENÇÃO: as palavras abaixo foram escritas em 29 de abril de 2009)

Não adianta: mesmo com uma fila imensa de livros pra ler, os do Nick Hornby sempre serão passados pra frente. Até parece que eu só leio isso, mas com a escassez de tempo livre da vida moderna, temos que estabelecer prioridades.

“Frenesi Polissilábico: o diário de um autor que perde as estribeiras, mas nunca perde a esperança”

Sei que muita gente torce o nariz pro trabalho do cara pós-“Alta Fidelidade”, mas tendo sempre a achar que é má vontade. Até porque não gostei tanto assim do hit dele. Quer dizer, gostei muito, mas na mesma época li “Nirvana Nunca Mais”, do americano Mark Lindquist, e gostei bem mais. O porquê da comparação? Bom, digamos que o “Nirvana Nunca Mais” é tipo o “Alta Fidelidade”, só que o cenário é Seattle e a época é a do nascimento do grunge. Tudo bem que esse ranking está – e muito – influenciado pelo momento em que li os dois. E lá se vão sete anos.

A vantagem de poder mandar na lata essas impressões comparativas o próprio Nick me mostrou em “Frenesi Polissilábico”: assim como todos os mortais, ele dificilmente relembra de um livro que leu há muito tempo. Sabe aquela situação em que a gente recomenda fortemente um livro que amou pra um amigo e quando ele pergunta por que da indicação a gente SIMPLESMENTE não consegue enumerar motivos tirados da trama? Pois é, acontece com todo mundo, até com o Nick Hornby.

(Flashforward para os dias de hoje)

“Frenesi Polissilábico” é a compilação das colunas que Hornby publica mensalmente na revista inglesa “Believer” e as colunas são justamente sobre literatura. Não só sobre o conteúdo dos livros comprados e lidos – que Hornby lista todo santo mês no topo de cada texto – mas sobre o ato de ler. Na maioria das páginas, o autor discorre sobre sua relação com os livros, o que o faz gostar de um, não gostar de outro, querer acabar um terceiro logo, seja para se livrar ou porque a história está incrível.

Uma das coisas que mais me chamaram atenção nos escritos de Hornby é o destaque que ele dá ao momento em que você está lendo um livro e como isso influencia diretamente na leitura. Comecei a ler o “Frenesi Polissilábico” na viagem para o Recife que fiz em maio. O que deveria ser um fim de semana prolongado de diversão com meus queridos amigos pernambucanos virou um doloroso pesadelo ao descobrir, lá, que eu estava com uma infecção renal que me tirou do ar por 20 dias e me deixou em um hospital para tratamento.

Cheguei a levar comigo o “Frenesi” pro quarto, mas não toquei nele uma vez sequer durante os sete dias em que fiquei internada. Quer dizer, cheguei a pegar o livro para ler, mas não conseguia, peguei nojinho, largava para lá. Meses depois, já recuperada da doença e – principalmente – do susto que é ficar doente fora de casa, retomei a leitura e comecei a rir. Lembrei que Nick batia repetidamente na tecla de que o momento pelo qual o leitor está passando interfere diretamente nas impressões que ele tira de um livro. Ironicamente - ou não -, eu tinha confirmado essa teoria justamente lendo o “Frenesi”. Por isso mesmo este post só saiu agora, que eu finalmente consegui encontrar um momento melhor para dedicar ao meu autor favorito.

Isto posto, só posso dizer que nas duas fases em que li o “Frenesi” achei o livro divertidíssimo. Tanto que várias passagens engraçadas foram devidamente sublinhadas, marcadas, apontadas. Tudo a caneta, sem dó e, muito menos, piedade. Porque eu não desfaço dos meus livros, ao menos não dos bons, e por isso mesmo não vejo o menor mal em rabiscar as páginas e fazer anotações neles. São meus, eu cuido deles, eu faço com eles o que eu quiser, hmpf  (sim, o Nick Hornby também comenta esse tópico). Ah, sim, e com as indicações e contra-indicações, minha listinha de leitura aumentou consideravelmente. E o foda de as indicações virem do seu escritor favorito, é que não dá nem para ignorar ou fingir que não valem a pena, método que ele mesmo ensinou: “já estou por aqui de livros para ler, de forma que minha primeira reação quando alguém sugere que eu leia algo é descobrir um jeito de duvidar de suas credenciais”. É, não deu.

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E por favor, pelo amor de Deus, parem de fazer pouco caso daqueles que estão lendo e curtindo um livro – O código Da Vinci, por exemplo. Para início de conversa, ninguém sabe que tipo de esforço isso representa para o leitor. Pode ser o primeiro romance adulto que a pessoa esteja lendo na íntegra; pode ser o livro que finalmente revele o propósito e a alegria de ler para alguém que até então estava confuso pela atração que os livros exercem sobre os outros. E, de qualquer forma, ler por diversão é o que todos nós deveríamos fazer. Não quero dizer que todos deveríamos estar lendo romances água-com-açúcar ou suspenses baratos (embora, caso seja essa a sua praia, por mim tudo bem, pois vou lhe contar um segredo: nada de mau lhe acontecerá se você não ler os clássicos ou os romances que ganharam o Booker Prize deste ano; e, mais importante, nada de bom lhe acontecerá caso você os leia); estou simplesmente dizendo que virar páginas não deve ser como caminhar num pântano com lama até a cintura. Os livros são para ser lidos, e se você achar que não dá pé, provavelmente a culpa não é da sua incapacidade: às vezes, os “bons” livros podem ser bem ruinzinhos”

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Isso era para ser novidade quando comecei a escrever este post, mas ainda tá valendo: aí embaixo a capa de “Juliet Naked”, novo livro do careca inglês. O livro foi lançado lá fora no último dia 4 e eu já tô aqui contando os dias pra botar minhas mãozinhas sobre ele. Mais um livro do Nick Hornby para furar fila na lista de leituras. Típico…

UPDATE: O Lucio Ribeiro traduziu e publicou o trecho inicial do livro, clica pra ler.

julietnaked1

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Das bobeiras deliciosas

Faz muuuuito tempo que não faço posts bobinhos, curtinhos, cheios de links aqui no Go to Heaven. A culpa é do Twitter: pra que fazer um post no blog se posso resolver repassando o link em 140 caracteres? Só que duas “homenagens” chegaram até mim no mesmo dia e seria um crime não registrar por aqui.

rubberduckzilla

Se eu gosto de patinhos de borracha? Dá uma olhada no layout desse blog e no meu Twitter!

A primeira é a campanha japonesa de uma bebida da Coca-Cola Company chamada Oasis (curti o nome). Uma coisa entre o isotônico e o suquinho “pra quem não gosta de água”. O garoto propaganda é um patinho de borracha gigante, o Rubberduckzilla. O bicho é meio estressadinho e, assim com o Godzilla, quer destruir Tóquio. Sabe filme trash japonês com monstros gigantes? Então, agora troca o monstro por um patão enfezado. Pronto, foi o suficiente pra enternecer meu coraçãozinho. E o site ainda tem joguinhos de realidade aumentada em que você pode assumir a persona do pato! Via @venetiglio.

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A segunda é uma garrafa de vodka ultra-premium, cheia das frescuras, batizada de LiV Vodka, produzida na região de Long Island.  Preciso urgentemente de uma dessas lá em casa.Via @raizabruscky.

livvodka

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Yogoberry

"Não é sorvete, é Yogoberry"

No último verão senegalês carioca, eu e o Arnaldo Branco agradecíamos os favores e pagávamos as nossas apostas com Sorvete Itália. Devo ter adquirido alguns vários quilos a mais nessa brincadeira de “te compro um sorvete”. Até que enjoei. Como sempre, o calor se instalou no Rio ainda na primavera e já posso prever que o novo objeto de barganha da estação tem nome e endereço. O Yogoberry é uma lojinha em Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, entre Vinícius de Moraes e Joana Angélica) que se dedica a vender… iogurte natural.

Sim! Mais uma vez eu dou meu braço gastronômico a torcer e me pego apaixonada por uma iguaria da qual era impensável eu gostar. Eu de-tes-to iogurte natural. É, aquele puro, de potinho, que você compra quando quer emagrecer e ficar um pouquinho mais infeliz. A questão é que o Yogoberry trabalha com Frozen Iogurt, ou seja, sorvete de iogurte natural. E não é que assim a coisa funciona? Nas versões natural (duh!) e chá verde, você escolhe o tamanho do pote e o que quer usar de cobertura (que eles chamam de toppings): de lichia a morango, de sucrilhos a chocolate, passando por nozes e amêndoas. Caldas também são bem vindas. E o resultado é FANTÁSTICO, é leve e é gostoso mesmo, não é papo de louca por dieta, até porque, convenhamos, dieta infelizmente não é minha praia.

Além do tal frozen, eles servem os já badalados Smoothies, que são os milk-shakes de iogurte natural batidos com fruta. Como se não bastasse a iguaria ser uma delícia, a decoração da lojinha é uma graça: as cadeiras de acrílico, o ambiente branquinho, as luminárias verdes e até o painel em Comic Sans são muito fofos. Daqueles lugares que te dão prazer de se estar.

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Ah, e a alegria não é só de quem passa por Ipanema! Soube que abriu uma nova filial do Yogoberry no Barrashopping. Na hora em que abrir uma no Downtown, perto do *localdetrabalho*, serei uma pessoa assumidamente mais feliz. Se alguém de cima estiver lendo isso, favor atender às minhas preces. Amém.

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Enquanto escrevia esse post, as tags “moda” e “verão” ecoavam na minha cabeça, até que lembrei: ainda existem sorveterias a quilo, a febre dos anos 90, por aí?

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Ganheeei!

Avental Brastemp by Ronaldo Fraga

Avental Brastemp by Ronaldo Fraga

Eu sempre tive AVERSÃO a concursos culturais. Preferia ficar a mercê de sorteios a ter que testar minha capacidade de dar respostas engraçadinhas/espertinhas para ganhar alguma coisa. Por outro lado, sempre AMEI ganhar brindes como qualquer ser humano, diga-se. E movida pela chance de ganhar este avental ma-ra-vi-lho-so e exclusivo do não menos maravilhoso Ronaldo Fraga, lá fui eu queimar a mufa pra pensar em algo decente para responder à pergunta: “Qual o primeiro prato que você cozinharia na estréia do seu avental Brastemp by Ronaldo Fraga?”

O mimo da cozinha fashion estava sendo oferecido pelo projeto Brastemp Host Club, que convocou os maiores festeiros da alta sociedade do Recife para provarem quem é que dá a melhor recepção. E, mesmo que eu não levasse fé no meu jeito para a coisa, resolvi arriscar, caprichei na cara de pau e mandei um tosquinho: “Prêt-a-porter”: com esse autêntico Ronaldo Fraga, qualquer prato estaria pronto-para-servir. Horrível, eu sei, mas era um avental liiindo do Ronaldo Fraga, pô, tá valendo.

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Minha esperança de faturar o tal avental só aumentou quando vi respostas de gente que, erm, não pegou o espírito da coisa. Teve jogral, teve poesia, teve rima, teve informação demais… quer ver só?

:: De entrada “Modernidade” com pitadas generosas de “Classe”. O prato principal será “Beleza” ao molho de “Ego”, acompanhado de um bom vinho de “felicidade”.Tudo isso para combinar com o Avental Brastemp by Ronaldo Fraga!
:: Um Strogonoff de Esperança servido com batatas gratinadas ao tempero de carinho.

:: Faria um prato de yakssoba a base de de ingredientes que faria minha esposa ter apetite sesual como amendoins, assim ela morreria de desejo deme ver só de avental.

:: Viveria um momento nostálgico em homenagem ao meu primeiro triunfo culinário. Com direito a convidados, poema e muita emoção: Prepararia um magnífico ovinho frito, que em tantas madrugadas foi a minha salvação. Deliciosa presença, capaz de transformar qualquer gororoba em saborosa refeição. Deixando registrado o meu agradecimento e afeto, ao querido bife do olhão.


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Depois disso, nem preciso dizer que – mesmo com a falta de GRAÇA na minha resposta – faturei o exclusivo Ronaldo Fraga e que meus dias de Amélia na cozinha serão muito mais divertidos. Valeu, Brastemp! Pra quem nunca ganhou nem uma mariola mordida em concursos, sorteios e jogos de azar isso é o equivalente a um cofre do Tio Patinhas lotado de moedas de ouro. :)

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E só depois de enviada a resposta e divulgado o resultado descobri que a própria Brastemp tem um produto chamado “Prêt-a-porter”, um desodorizador que serve para tirar o fedor de cigarro e afins das roupas. Eu, que sempre fui uma militante contra o fumo em locais fechados, adorei a idéia. Mas em se tratando do Rio e de suas casas noturnas, acho que eu ia precisar era de um desodorizador humano, pra entrar nele e sair menos fedida graças ao cigarro alheio.

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Para ler também:

:: Para calçar, para vestir, para ler

:: Você é o que você come

:: Separadas no nascimento

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