Archive for the 'cinema' Category

Cinema + Música II - A Missão

Como já adiantei aqui aos pulos de alegria, o Open Air está de volta, com novo nome, mas com a excelente programação de sempre. Não é à toa que conheço zilhões de pessoas que são eram órfãs do evento e agora têm motivo para comemorar. Este ano, o Claro Cine rola apenas no Rio de Janeiro, no bom e velho Jóquei Club - ufa, tava cansada de ir lá só para apostar nos cavalos, gastar em bazares de moda e ir em festinhas meia-boca - de 18 de novembro a 7 de dezembro.

Quase três semanas de bons filmes em um telão gigante ao ar livre emendados com festas e shows pra coroar a noite. Melhor só ficaria se o ingresso não custasse a exorbitância de R$ 36 (ou metade disso pra estudantes), mas como economizei com a falta de atrações internacionais interessantes, que geralmente recheiam o calendário do segundo semestre, dá para fazer uma vaquinha e ir em todos os filmes e festas que eu quero conferir.

Se liga na minha programação. Ah, sim, e antes que me chamem de contraditória por ter criticado os freaks pelo festival do Rio, aviso logo que com um filme escolhido a dedo por dia é mais fácil de se achar do que com uma programação gigantesca cheia de filme ruim. Mas enfim, digressiono…

:: No segundo dia do evento (e o primeiro aberto ao público), 19 de novembro, o filme é “Max Paine”, com Mark Whalberg e Mila Kunis (a Jackie de “That 70’s Show”). Mas o que me interessa meeeeesmo é o show que o Nação Zumbi vai dar em seguida. Preciso reparar a mancada de ter dormido - sim, de sonhar - no único show deles que eu fui. Como eu consegui dormir no meio daquela barulheira toda, só o cansaço explica.

:: No dia 22 de novembro, um sábado, a maratona começa cedo com o fofíssimo “Wall.E” (quem viu o filme nos cinemas deve imaginar o quão fantástico deve ser conferir a animação em um telão ainda maior, muito maior). Para melhorar o que já tava bom, o filme que vai passar mais tarde é “Be Kind, Rewind” (ou “Rebobine, por favor”), do Michel Gondry, com Jack Black no elenco. Como esse eu perdi no Festival (há!), não vou dar o mole de deixar passar. A atração musical do dia é a Moo, festa dedicada à música eletrônica capitaneada pelos DJs Diogo Reis e Eduardo Cristoph. Já fui em algumas edições na mansão das Casas Franklin do centro da cidade, e até que curti. E olha que eu não sou muito chegada a festa com música sem refrão pra cantar junto…

:: No domingo, 23, rola “Planeta Terror”, metade do Robert Rodriguez em sua joint venture com Quentin Tarantino (que, pelo visto, nunca vai ser exibida no Brasil. Pena!). Boa oportunidade pra dar uma nova chance ao filme de zumbis com muita violência e sangue de groselha que parei de ver na metade porque tava meio chato. E quem me conhece sabe que eu não costumo achar filmes de zumbis chatos, pelo contrário.

:: No dia 28 de novembro, portanto uma sexta, a boa é pegar o after com a festa Calzone, do esquemoso Bruno Natal com a participação do João Brasil e seus mashups cada vez mais incríveis. Tá acompanhando no MySpace? Não dá pra dar mole, o cara não quer deixar ninguém parado. Quer a prova? Vai ouvir “Big Lambada” e experimenta contar quantos clássicos diferentes você encontra em um só remix. Mais divertido que a série “Onde Está o Wally?”.

:: No dia seguinte, 29, como no sábado anterior são dois os filmes: e dessa vez é para assistir com a família. A animação “Ratatouille” abre o evento seguida pelo fresquinho “Mamma Mia!”. Esse vale pelo consumo irônico da coisa. Depois disso, Alexandre Matias - outra parte de O Esquema - volta ao Rio de Janeiro com sua excelente Gente Bonita, Clima de Paquera. Sem dúvidas, a melhor festa em que fui em 2008. Não parei de dançar um minuto! Quer dizer, só um, mas a culpa nem foi dos DJs ;)

:: Nos dias 2 e 3 de dezembro, reserve um espaço nas cadeiras do jóquei para deixar seu queixo cair no chão. O telão de 288 metros quadrados vai passar o já clássico “Sin City”, na terça, e “Batman - O Cavaleiro das Trevas”, na quarta. Tem dúvidas de que a experiência vai ser sensacional?

:: A sessão nostalgia ficou pro dia 4 de dezembro na sensacional dobradinha entre “Em Ritmo de Aventura”, com o rei, e o show do Lafayette e Os Tremendões. Com essa escalação, quem tremeu na base aqui fui eu.

:: O dia seguinte é da galera com um pouco mais de malícia. “Shine a Light”, documentário sobre os Rolling Stones dirigido por Martin Scorsese, abre a noite. A seqüência fica por conta da já tradicional Phunk!

Curtiu? Pois tem mais! Para ver a programação completa - que é bem maior que isso - clique aqui.

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Para ler também:

:: Moda + Cinema = Música

:: Nick Hornby for Kids

:: Cry Baby Cry

:: Mais um pouco sobre tudo

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Go to Heaven is back…

… e um dos eventos mais legais do Rio também! Depois de anos e anos fora do circuito carioca, o Open Air está de volta. Dessa vez com novo patrocínio - de empresa de telefonia, como sempre - e batizado de Claro Cine. De 19 de novembro a 7 de dezembro o mega-telão de 282 metros quadrados volta a ser montado no Jockey Club e a programação inclui 20 filmes e atrações musicais, entre DJs e bandas nacionais e internacionais. Tudo ao ar livre.

Até agora, pouco se sabe sobre o conteúdo da programação - entre os shows confirmados, o ídolo João Brasil e o hypado Vanguart - mas só de pensar que o festival que trouxe o Nouvelle Vague pela primeira vez ao Brasil e exibiu a lindeza que é Kill Bill num telão enooooooooooooorme ao ar livre está de volta, já dá para se animar.

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Aos leitores desta bagaça: perdoem a ausência de mais de mês, é que me disseram que postar durante o inferno astral dá azar e eu usei isso como desculpa esfarrapada pra sumir. ;)

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Rock & Totem

Nessa época do ano começa o fogo no rabo dos cinéfilos cariocas. O motivo? A aproximação do Festival do Rio. Sim, o badalado festival de cinema que faz a galerinha roer as unhas de ansiedade enquanto lê as sinopses dos trocentos filmes que serão exibidos na cidade. Aí todo mundo faz suas enormes listas, madruga pra enfrentar as enormes filas e comprar zilhares de ingressos na esperança de que assistir a mais de 50 filmes em duas semanas vá mudar suas vidas pra sempre.

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Em seis anos de Rio, conto nos dedos os filmes que peguei no festival: um. Na edição do ano passado tomei coragem pra descer 12 andares de escada num dia sem luz no meu prédio e debaixo de chuva fui até o quase-extinto Palácio para ver Science of Sleep, do francês Michel Gondry (ou MAIQUEL GÔNDREI, como ouvi uma anglicista falando). Dei sorte… segui minha intuição de que o filme não seria exibido no circuito comercial e acertei. O filme é maravilhoso.

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E já que o assunto é cinema, o que me deixou bem interessadinha foi a segunda edição da mostra de cinema Rock & Totem. Como eu já disse antes, não bastava fazer cada coleção mais incrível que a outra sempre inspiradas em movimentos musicais, o simpático Fred D’Orey, criador da Totem, ainda toma iniciativas como essa. De quarta a domingo, o espaço do Senac de Copacabana exibe gratuitamente (ou em troca de um livro infantil, como queira) 11 filmes sobre música com show bônus do Vulgo Qinho e os Cara (que me provam que banda brasileira não sabe escolher nome) na abertura.

“All My Loving”, “Groupies” e “Born to Boogie” já estão na minha lista. A programação completa você confere no site oficial do evento.


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Coincidentemente, a Lilian indicou um blog de downloads de filmes underground que tem um acervo sensacional de filmes de música. Rock, folk, blues, punk, cinebiografias… tá tudo lá, no Arapa Rock Motor.


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Muitas coisas em uma

E aí que o Cabaret foi tocar ao vivo no Programa do Jô e a corujice é tanta, mas tanta, que mesmo caindo de sono eu esperei até duas da manhã pra ver os meninos fazerem uma bela performance de Copacabana Full-Time. Se você não viu, já tá no YouTube, ó, confere só:

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Os incansáveis Matias Maxx e Vanessonic mandam avisar que o sabadão carioca é dia de Mercado Cucaracha. A dupla invade o Circo Voador com estandes de moda, design, decoração, toy art, hair design, acessórios etc etc etc, além de campeonato de Guitar Hero, Live Paiting e Laser Tag, oficina de intervenção urbana, discotecagem de Matias Maxx, Juca, Saens Peña (Festa Phunk) e MPC (Digital Dubs), shows da Mallu Magalhães (ê, vou conferir Tchubaruba ao vivo!) e Supercordas, exibição dos badalados vídeos de moda do GemaTV, exposição do trabalho sensacional do ilustrador curitibano Rafael Silveira, que mistura fotografias com intervenções à tinta óleo (e o resultado é de babar, como você pode ver no flyer ao lado) e - como diriam os comerciais de TV - MUITO MAIS!

A brincadeira começa cedo pra quem quiser curtir a bombante night carioca [/ironia] depois disso: os portões do Circo Voador abrem às 16h e a entrada custa R$20 (ou R$10 estudante ou com o flyer) até às 20h e R$30 (R$15 estudante) depois disso.

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Todo mundo já avisou que Wall-e é lindo, então nem vou me alongar sobre o filme. O que quase ninguém comentou foi a animação da Pixar que é exibida antes do filme começar: Presto é HILÁRIO, recomendo fortemente. Mas enfim, só introduzi o assunto do filme pra avisar que ganhei o álbum de figurinhas do Wall-e no cinema e num surto infantilóide resolvi começar a colecionar. Se você está na mesma situação que eu, é favor avisar. Já tenho figurinhas repetidas e quero fazer trocas. Roubar pedindo as que faltam pra editora é muito, muito, muito loser.

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O cartunista argentino Ricardo Liniers é gênio, não canso de repetir. Tirinhas da vez:

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Pra terminar: aproveitando que o fim de semana tá aí e todo mundo quer se arrumar na vida, uma excelente indicação de canastrice é o Vai que Cola, site de compilação de cantadas. Visita, escolha as suas e tenta a sorte. Se der certo, volta lá pra contar.

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Mil coisinhas

Depois de mais de 15 anos sem ver minha pele descascar por conta de abusos solares, me pergunto se puxar casquinha é tão, mais ou menos divertido que estourar plástico bolha.

Descobrirei nos próximos dias e conto pra vocês. Ou não.

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Acho que foram os 21 anos sem comer comida japonesa, mas a compulsão tá complicada. Semanalmente venho tendo sérias crises de abstinência de peixe cru. Convites são bem-vindos.

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Juno

“I bought another Sonic Youth album and it sucked. It’s just noise!”

É por essas e outras sacadas geniais que Juno MacGuff conquistou meu coração, mais que a Olive de Pequena Miss Sunshine. Ainda mais falando mal de Sonic Youth, defendendo All The Young Dudes com tanta veemência e tendo uma ilustração gigantesca da Tara McPherson na parede do quarto. Menina de bom gosto.

Mal acabou o primeiro mês do ano e eu já duvido que outro filme me cative tanto em 2008, até porque andaram dizendo por aí que a Juno é uma versão minha. “Mais legal, mais bonita e mais esperta”, eu completei.

E todo mundo já falou sobre isso, mas não custa reforçar que a trilha sonora chuta bundas. Kinks, Buddy Holly, Velvet Underground, Belle & Sebastian, Cat Power e Mott the Hoople juntos? Dá vontade de deixar em loop. Fora que as musiquinhas da tal da Kimya Dawson também me cativaram.

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A falta do que fazer me leva a descobrir as maiores idiotices do planeta. Fui catar no iMDb o que cada ator do This Is Spinal Tap fez depois do filme, que é de 1984, e descobri que o Derek Smalls, o baixista bigodudo, é interpretado pelo mesmo cara que dubla a voz do Ned Flanders desde que Os Simpsons é Os Simpsons. Mudou sua vida? Não? Nem a minha, mas achei curioso.

Derek Smalls

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Da série: “blogs idiotas que amamos”

Fail Blog e I Can Haz Cheezburger. De tanto ler essas porcarias, concluí que a linguagem viada do Te Dou um Dado? é a versão brasileira da linguagem Lolcat.

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De onde eu tirei tanta bobeira? Carnaval chuvoso, minha gente. Carnaval chuvoso.

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Southland Tales

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Quem se importa com o bigodinho do Brandon Flowers quando se tem Justin Timberlake cantando uma das poucas músicas boas do Killers, com uma cicatriz na cara, fazendo cara de safado e regado a cerveja? Quem?!

Quem quer ver esse filme levanta a mão! _o/

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Rapidinhas

Azar é: a luz acaba no momento em que eu estava saindo de casa. Sim, desci 12 andares de escada. No escuro.

Mais azar ainda: seis horas depois, quando voltei pra casa, a luz ainda não tinha voltado. 12 andares pra subir. No escuro.

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Só não fiquei mais puta porque me movi de casa por uma boa causa. Assistir ao Science of Sleep, ou Sonhando Acordado, filme doidão do Michel Gondry (ou MAICOL, como disseram umas esquisitinhas na porta do cinema. Alô, ele é francês!), foi a boa da noite fria de segunda-feira.

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Nos primeiros minutos de filme, a constatação: toda mulher merece um Gael García Bernal falando em francês. Toda.

O filme, sobre o delírio de um rapaz mexicano que vai encontrar com a mãe na França depois da morte do pai e se confunde todo porque nunca sabe se está sonhando ou se está vivendo a realidade, é um pout-pourri de efeitos e sacadinhas geniais que o Gondry usou em vááááários clipes antológicos.

Lembra das mãos enormes de Dave Grohl em Everlong? Gael ganha um par dessas durante um sonho louco. Fora as referências a vários outros clipes do portfólio do Monsieur Gondry, de Björk a White Stripes. Tá tudo ali.

Ah, a história é linda, emocionante, cheia de piadas divertidas. Não vou contar, não.

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Menção honrosa para a versão de After Hours, do Velvet Underground, que Stepháne e amigos - todos vestidos de bichinhos - tocam durante um sonho. Vou catar o vídeo e ponho aqui.

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Comentário escrotinho: como é que pode a filha da Jane Birkin sair daquele jeito? A Charlotte é foda, o disco dela é maravilhoso, mas a bichinha não tem um terço da beleza da mãe, hein? Tudo bem que metade dos genes dela vieram do pai, que de bonita só tinha a voz, mas é sacanagem, né, não?

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E essa foi minha primeira - e talvez única - incursão ao Festival do Rio desde que vim morar na cidade maravilhosa. Mas só porque foi no Palácio, a sala é enorme e era tranqüilo comprar ingresso via Internet, do conforto do meu lar. Tenho preguicinha dessa mobilização toda, sabe?

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Mudando completamente de assunto.

A loja Vírus é uma PERDIÇÃO pra quem gosta de All Star (Kelly não conta), mas eu adoraria que o sistema de busca deles fosse feito através de tags.

Exemplo? Estou atrás de um All Star de cano médio. Vermelho, de preferência. Queria poder visualizar todas as opções de modelos do site dentro desses pré-requisitos, o que não é possível. Se rolasse busca por tags, tudo seria mais fácil. Tô mal acostumada com esse papo de Web 2.0.

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E por hoje é só, pessoal.

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