O mês de aniversário do CCBB RJ chegou ao fim (o que significa que eu completei 24 anos e um mês, heh), mas a programação do centro cultural mais charmoso da cidade (e falo isso com toda a sinceridade do mundo, sou e sempre fui apaixonada por aquele prédio) continua bom-ban-te. Quer ver só?
:: A temporada da ótima peça “Laranja azul” vai até o dia 3 de janeiro, sempre de quarta a domingo, sempre às 20h. Se você não leu meu post sobre a peça, só vou te lembrar que ela é encenada por Rogério Fróes, Rocco Pitanga e Pedro Brício e dirigida pelo Guilherme Leme. A história do inglês Joe Penhall passada em um hospital psiquiátrico é sensacional.
:: O projeto “Dramaturgias” tem sua edição no próximo dia 18 (quarta-feira). Os atores Isaac Bernat e Glaucio Gomes vão protagonizar uma leitura da peça “Dizer sim”, da autora argentina Griselda Gambaro sob direção de Henrique Tavares. Saiba como foi a última edição clicando aqui.
:: Pelo quarto ano consecutivo, a “Mostra Estudantil de Teatro” ocupa os teatros do CCBB RJ com uma extensa programação que vai de Brecht a Nelson Rodrigues adaptada por jovens talentos vindos da CAL, do Nós do Morro, do Tablado, da UNIRIO… as sessões vão até o dia 27 de novembro.
:: “Theatro Musical Brazileiro”: a releitura do premiadíssimo espetáculo de Luiz Antonio Martinez Correa também segue pelo CCBB até o início do ano que vem. Vale lembrar que o espetáculo marcou o início de toda uma produção de musicais na década de 80. Este relembra justamente a era de ouro dos musicais, entre 1860 e 1945. A supervisão é da Bibi Ferreira e a direção é de Fábio Pillar.
:: A delicinha de evento que é o “Pode apostar!” termina já na semana que vem, com um show da excêntrica Silvia Machete que pro-me-te (ops, rimou). Reza a lenda que ela até vai tocar aquela versão in-crí-vel de “Sweet child o’mine” (sim, essa mesma), que você ouve aqui, no MySpace da moça. Ela sobe ao palco duas vezes no dia 17, às 12h30 e às 18h30. Não dá pra perder. Eu não pretendo. Não esquece que o evento rola em São Paulo e Brasília também.
:: Se você faz o estilo clássico, sugiro a série “Villa-Lobos: Serestas, Choros e Crianças – 50 anos de saudade”, que começa no próximo dia 24. Morto em 1959, o compositor brasileiro é homenageado em quatro concertos que vão do violão ao choro passando pela apresentação de crianças e jovens e a ponte entre o popular e o erudito. Todos com elenco de peso. Pra ver quem toca o quê e quando, clica aqui.
:: Woody Allen continua reinando no CCBB até o final do mês. Eu já disse que “A elegância de Woody Allen” é a maior mostra em homenagem ao diretor já feita no mundo, né? E disse também que ela vai exibir to-dos os filmes dirigidos, roteirizados ou mesmo atuados por ele? E que os filmes são (e serão) exibidos em película? Disse, né? Então confere a programação aqui, as sinopses aqui e monta sua agenda.
:: Outro que merece respeito e vai ganhar uma retrospectiva é o diretor Pedro Almodóvar. Todo o drama, o calor, o exagero, o suingue, a obsessão e as maluquices do espanhol vão estar lá, na mostra “Planeta Almodóvar” a partir do dia 24 de novembro – e com entrada franca. A programação completa vai ser divulgada em breve, mas já dá pra imaginar que a coisa vai ser boa.
:: O francês Jean Vigo morreu cedo, aos 29, fez poucos filmes e mesmo assim merece ser lembrado. Em “A propósito de Jean Vigo”, os quatro filmes dirigidos por ele serão exibidos no CCBB. Vale lembrar que os filmes foram produzidos na década de 30 e, portanto, não são nada fáceis de se achar por aí. Olha a oportunidade batendo à porta. A mostra começou no dia 10 e vai até o dia 15. Corre.
Exposições
:: Os muitos trabalhos inspirados nas sombras de Regina Silveira continuam em exposição até o dia 3 de janeiro. Mas se você ainda não viu nem a mostra “Argentina hoy”, com o melhor da produção artística contemporânea dos nossos hermanos ou a bela retrospectiva das esculturas de Abelardo da Hora, sugiro não perder mais tempo: a primeira vai até o dia 22 e a segunda se encerra no dia 29.
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A programação do CCBB é extensa, dinâmica e sempre aparecem coisas bacanas que valem a visita ao centro. Pra ficar por dentro, acesse o novo site, agora com endereço fácil de guardar: http://www.bb.com.br/cultura. Vale pro Rio, São Paulo e Brasília.

Ocupar o posto de “maior mostra já feita sobre o Woody Allen” – no mundo – não é para qualquer um. O cara é um dos diretores mais workaholics de toda a Hollywood, ultimamente tem feito questão de lançar um filme por ano e lá se vão muitos anos desde “Um assaltante bem trapalhão”. Querido por muitos, odiado por outros tantos, Woody Allen é daqueles que não se pode ignorar. Não à toa inspirou 

Que fique claro: este não é um filme para corações partidos. É um filme que já se passou na vida de todo mundo, aquele papo de encontrar a pessoa perfeita, viver momentos perfeitos com ela e mesmo assim ela dispensar toda aquela perfeição. Podia ser eu, podia ser você, um irmão, a melhor amiga, a prima da vizinha da sua tia. Acontece. Mas se você tiver tomado um pé na bunda recentemente e ainda estiver inconformado com isso, aviso logo que a verdade vai doer em você.














