Nas pistas de dança mais badaladas mundo afora, a palavra de ordem é o “mashup”. A técnica de mixagem que transforma duas músicas consagradas em uma só ganhou força a partir do lançamento do “Grey album”, de 2004, em que o produtor Danger Mouse misturou o “Black album”, do rapper Jay-Z com o “White album”, dos Beatles. Até os rapazes de Liverpool entraram na brincadeira: em novembro de 2006, foi lançado “Love”, um disco só de mashups de Beatles com Beatles produzido por ninguém menos que George Martin, considerado o quinto integrante da banda. De lá para cá, foram milhares (milhões?) de lançamentos e criações caseiras que misturam desde Mariah Carey com Faith no More a Lady Gaga com o brega da banda Calypso. É claro que a febre iria se espalhar e atingir a literatura. Livros clássicos como “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen, ganharam recentemente releituras moderninhas em que a Inglaterra do século XIX se vê devastada pelos personagens mais pop da atualidade: os zumbis.
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Peguei a introdução do textinho que escrevi para o blog da rede social O Livreiro (já criou seu perfil lá?) para falar justamente de “Orgulho e preconceito e zumbis”. Lançado mês passado pela Intrínseca, o livro mistura o clássico de Jane Austen com uma história de zumbis criadas por Seth Grahame-Smith. Quem? Pois é, um sujeito nova-iorquino de 33 anos que nunca tinha feito muita coisa além de publicar livros sobre a história da pornografia, um almanaque sobre o Homem-Aranha e um guia que ensina as melhores técnicas para sobreviver a um filme de terror.
Ao receber o convite para adicionar tripas e sangue e batalhas com mortos-vivos em um clássico absoluto é óbvio que ele topou na hora. E não é que o resultado deu certo? A versão de “Orgulho e preconceito” com zumbis ficou uma delícia. Claro que o que te prende à história é toda a narrativa irônica que Jane Austen faz da soberba, tradicional e formalíssima Inglaterra do século XIX, mas com a participação especial de sangue (de groselha, claro) e ensinamentos marciais chineses.
Para quem já curte histórias com mortos-vivos, os “não-mencionáveis” do livro, fica ainda mais divertido vê-los em um cenário antiguinho tendo que enfrentar golpes de mosquetes e adagas e chutes certeiros de botas de montaria em meio a carruagens reviradas. Não, não vou entrar no mérito da “maculação” da obra da Jane Austen porque sou a favor do movimento de mashup e mixagem. E, pelo visto, não só eu: na época de seu lançamento gringo, há um ano, o livro ficou em terceiro lugar na lista dos mais vendidos do jornal “New York Times”. Não é nada, não é nada, olha os zumbis invadindo a terra… dá mole só pra você ver.
A quem interessar possa, uma versão cinematográfica de “Orgulho e preconceito e zumbis” está sendo cogitada e, quem deve assumir papel da astuta (desculpem-me, fui influenciada pelo vocabulário empolado do livro) Elizabeth Bennet é ninguém menos que Natalie Portman. O filme está previsto para 2011.
E já que o assunto é zumbi, vamos contradizer o livro e mencioná-los mais uma vez. Em dezembro publiquei no site do Globo uma lista com dez filmes de zumbi que você não pode perder. O recente “Zombieland”, o clássico “A noite dos mortos-vivos”, o cool “Shaun of the dead”… enfim, confere lá.
Ah! E não sei se você já assistiu, mas recomendo fortemente a minissérie morta-vida “Dead set”. Tem post aqui.

Ocupar o posto de “maior mostra já feita sobre o Woody Allen” – no mundo – não é para qualquer um. O cara é um dos diretores mais workaholics de toda a Hollywood, ultimamente tem feito questão de lançar um filme por ano e lá se vão muitos anos desde “Um assaltante bem trapalhão”. Querido por muitos, odiado por outros tantos, Woody Allen é daqueles que não se pode ignorar. Não à toa inspirou 

Que fique claro: este não é um filme para corações partidos. É um filme que já se passou na vida de todo mundo, aquele papo de encontrar a pessoa perfeita, viver momentos perfeitos com ela e mesmo assim ela dispensar toda aquela perfeição. Podia ser eu, podia ser você, um irmão, a melhor amiga, a prima da vizinha da sua tia. Acontece. Mas se você tiver tomado um pé na bunda recentemente e ainda estiver inconformado com isso, aviso logo que a verdade vai doer em você.











