Archive for the 'agenda' Category

Filmes no CCBB: de 8 a 80

Oitenta

O Festival do Rio acabou de acabar, mas a programação cinematográfica do CCBB continua a toda. Na primeira metade do mês, a mostra “Filme Fashion” tomou conta do centro cultural com uma extensa programação de filmes e documentários sobre moda escolhidos a dedo pela Alexandra Farah.

Mas os amantes da sétima arte não precisam se preocupar. Nesta quinta-feira começa a mostra “Filmes libertam a cabeça”, com uma retrospectiva do diretor alemão Rainer Werner Fassbinder. Celebrado pelos cinéfilos, Fassbinder integrou o movimento do “novo cinema alemão” nos anos 70 e realizou trabalhos audiovisuais como a série “Berlin Alexanderplatz” e os filmes “O direito do mais forte”, “A Liberdade”, “Despair” e “Roleta Chinesa”, que nunca saíram em DVD e serão exibidos nos cinemas 1 e 2.

O mais bacana é que a entrada para todas as sessões – que vão até o dia 1º de novembro – é franca. Basta chegar uma hora antes e retirar sua senha.

Oito

Desde o começo do mês, o Centro Cultural Banco do Brasil está realizando a mostra infantil “Cinema para crianças” sempre aos sábados e domingos, também com entrada franca – para os pequenos e para os marmanjos. Aliás, o filme deste fim de semana vai agradar em cheio aos pais e irmãos mais velhos. “Labirinto – a magia do tempo”, filme de 1986 estrelado por David “duende” Bowie e Jennifer “novinha” Connelly, com trilha sonora assinada pelo camaleão e feito por uma colaboração de Jim Henson com George Lucas. Se liga na sinopse:

Irritada com o choro do seu irmão Toby, a jovem Sarah  imagina que os duendes do seu livro favorito, Labirinto, aparecem para levá-lo embora. Quando sua fantasia se transforma em realidade, ela precisa entrar um reino habitado por criaturas místicas para resgatá-lo”.

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Nos dias 24 e 25, o filme da vez é “Os Muppets na ilha do tesouro”, personagens criados pelo mesmo Jim Henson ali de cima. No filme de 1996, Piggy, Caco e companhia contracenam com Tim Curry (sim, o de “Rocky horror picture show”), que vive o vilão Long John Silver e e mais um elenco todo de figurões.

Jim Hawkins herda de um pirata o mapa de um tesouro perdido e vai num barco comandado pelo Capitão Smollet (Caco, o sapo) em busca do ouro e enfrenta o terrível Long John Silver. Versão do clássico de Robert Stevenson com os personagens criados por Jim Henson”.

No último final de semana do mês das crianças, o dia das bruxas é comemorado com a animação “O halloween de Pooh e o elefante”, estrelada pelo fofíssimo ursinho da Disney.

A turma do Bosque dos Cem Acres vai se divertir pedindo doces com seu novo amigo, o Efalante, . mas Tigrão os avisa sobre o perigoso Gobloom, que transforma em abóboras todos aqueles que cruzam o seu caminho”.

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Você lê mais sobre a programação dos 20 anos do CCBB no blog e no Twitter oficial do centro cultural.

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Ronaldo Lemos na Casa do Saber

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O meu Twitter e o Ronaldo Lemos, foto do @bigdigo

Eu e minhas promessas… mas eu juro que esse blog não vai virar um Vale a Pena ver De Novo da minha vida (saca a aliteração), mas essa tem que ser compartilhada.

Fui convidada pelo Beto Largman pra fazer a cobertura via Twitter de uma das palestras do ciclo “Tecnologia: um manual para os novos tempos” que ele organizou na Casa do Saber. E ele me incumbiu de twittar justamente a palestra do Ronaldo Lemos (que avisou que nunca teve Twitter!), diretor do Creative Commons no Brasil e um dos criadores do Overmundo. Coincidentemente, também o cara que escreveu parte da bibliografia usada na amada monografia que me garantiu o diploma de Jornalismo.

Na época em que eu estava às voltas com o Cultura Livre, de Lawrence Lessig, e todo aquele papo sobre direito autoral na era digital por causa do meu objeto de estudo (o lançamento do álbum “In rainbows”, do Radiohead, pela internet – falo mais sobre isso no fim do post), cheguei a conversar com o Ronaldo pra marcar uma entrevista, mas a agenda dele é tão complicada – e a minha também ficou uma loucura com os mil trabalhos e minha passagem pelo hospital – que o papo nunca rolou. Por isso, a oportunidade de estar cara a cara com o Ronaldo falando sobre um assunto que estudei com tanto carinho foi incrível.

Foram tantos replies, retwitts, perguntas e incentivos que resolvi compilar tudo o que enviei para o microblog durante a palestra para que o material – riquíssimo – não se perdesse na minha timeline. Aproveitei para desenvolver mais alguns tópicos, o que não deu pra fazer em 140 caracteres, para dar uma dimensão maior de tudo o que o Ronaldo falou. Foram mais de 90 twitts em duas horas – e mais de 200 replies e retwitts -, devo ter enchido o saco de muita gente, mas outras tantas se mostraram muito interessadas pelo assunto. Então vamos ao que interessa.

O ENCONTRO

OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO CULTURAL NA ERA DIGITAL
Este encontro irá apresentar as transformações na produção da cultura, da informação e do conhecimento nos últimos anos e como as tecnologias têm sido apropriadas pelas periferias com resultados cada vez mais surpreendentes. A conversa abrangerá ainda temas como a crise/reinvenção das mídias tradicionais, a dicotomia entre a internet colaborativa e a necessidade de geração de receitas, os problemas inerentes a direitos autorais, licenciamento através de Creative Commons, os novos modelos de negócio, o impacto cultural das “lan-houses” na produção cultural e a sociabilidade das populações jovens.

(O post ficou GIGANTESCO, clica aí embaixo pra ler tudo!)

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Bienal do Livro

Minha vida tem sido uma correria extrema. Eu sei, eu sei, eu sempre dou essa desculpa, mas o motivo é nobre: passei os últimos quatro dias correndo – literalmente, ou quase, acho que “andando rápido” é mais adequado – pelo Riocentro para fazer a cobertura da Bienal do Livro lá para o Prosa & Verso. E foi uma delícia. Já tinha trabalhado nos bastidores do evento em 2007 e visitado a feira em 2005 e 2003, então a afinidade ajudou.

Como o evento segue com programação intensa até o próximo domingo, achei por bem indicar em um momento self-jabá algumas das matérias que a equipe do O Globo fez, a maioria com dicas bem bacanas pra aproveitar o melhor – e fugir do pior – do Riocentro, além da cobertura das mesas que conferimos. Como eu sou muito gente boa e tô em falta com o pequeno – mas muito valioso e fiel – público deste blog, ainda dividi tudo organizadinho pra você se virar bem pelos links e fazer seu roteiro.

Programação cultural

# Trio de jovens escritores fecha o primeiro dia de Bienal

# Dash Shaw, Gabriel Bá, Fábio Moon e muitos fãs de HQs

# Multidão de adolescentes obriga Meg Cabot a fazer hora extra

# Mulher e Ponto: espaço aberto para discutir (muitas) relações

# Conversa de comadres inaugura espaço Mulher e Ponto

# Floresta que encanta crianças e adultos

# Meg Cabot autografa seus livros na Bienal

# Em meio a popstars, Cornwell atrai leitores fiéis

# Bienal: quem passou pelo primeiro dia

Autores

# Allan Sieber lança suas ‘quase-verdades’ na Bienal do Livro

# Os estandes de uma pessoa só

Leituras

# Bruno Gagliasso e Lilia Cabral agitam o Pavilhão Azul

# Tony Ramos e Paulo José leem Mário de Andrade

# Mateus Nachtergaele lê Graciliano Ramos e se emociona

Serviço

# Para comer na Bienal do Livro

# De Ziraldo a livros de arte, Bienal oferece bons preços

# Site Estante Virtual promove trocas reais no Riocentro

# Um balanço dos primeiros dias de Bienal do Livro

# Bienal do Livro: serviço completo

# Bienal do Livro: programação completa

# Bienal 2009 investe mais na programação cultural

# Bienal homenageia o editor José Olympio

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Durante minhas andanças, fiz vários registros de imagens bacanas com o celular. Várias delas eu postei no Twitpic, outras tantas são inéditas, dá uma olhada no álbum:

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Primavera chegou

Eu poderia começar este post explicando – mais uma vez – que dancei a vida inteira, que minha formação de jazz tinha como base o estilo americano, aquele da Broadway, que em um momento da minha adolescência eu cheguei a pensar em chutar o balde, pegar minha trouxa e me mandar daqui atrás de audições para musicais. Poderia, claro, mas assisti à montagem do musical “O despertar da primavera” na última quinta-feira e tudo é tão bom, tão bem feito, tão bem cuidado, que a introdução “souloucapormusicais” chega a ser desnecessária. Quem não é “loucopormusicais” certamente vai se encantar com o que encontra sobre o palco do Teatro Villa-Lobos.

Contém spoilers

A adaptação que a dupla Möeller & Botelho (como eu disse no Twitter, praticamente um Sullivan & Massadas dos palcos: só tem hit!) fez do musical de Duncan Sheik e Steven Sater (que, por sua vez, adaptaram a peça de 1891 escrita pelo alemão Frank Wedekind) é deliciosa. “O despertar da primavera” conta a história de um grupo de adolescentes do final do século XIX e retrata as mudanças de fase, o crescimento, o despertar da sexualidade, os amores, as dúvidas, as crises.

Poderia muito bem ser um “High School Musical” com pessoas do século passado retrasado, mas não é. Ou melhor, pode ser um “High School Musical” do mundo bizarro, sem sainhas curtas, mas com figurinos de época. Sem beijinho na bochecha, risadinha tímida de canto de boca e protagonistas certinhos. Pelo contrário: para situar o mundo daqueles adolescentes e tudo aquilo que é retratado, o musical fala e canta a opressão, incesto, onanismo, suicídio, religião, sexo, sexo e muito sexo. Tem ainda beijo gay, espancamentos, fuga de casa, drogas e até fura-olhismo. Temas polêmicos que ganham peso quando saídos da boca de um talentoso elenco tão jovem quantos seus personagens.

O mocinho, Melchior, um contestador ateu que peita família, escola e igreja, está longe de ser um Troy, o perfeitinho interpretado por Zac Efron na produção teen americana. A mocinha, Wendla, deixa a recatada Gabriella no chinelo: já faz a mãe corar ao perguntar de onde vêm os bebês e se vê enrolada por uma explicação nada verossímil que vai complicar a sua vidinha mais pra frente. Nem as fotos de Vanessa Hudgens pagando peitinho se comparam a tudo o que os personagens passam.

Embalando a linguagem do final do século retrasado e contrastando com os (ótimos) figurinos de época, as músicas são executadas ao vivo por uma banda de rock. Arranjos cheios de guitarras (e violino e violoncelo,  vá lá) e letras espertinhas com direito a ode à punheta ou a sonoros “vai se fuder” . As coreografias são bem sacadas: simples, mas que exploram todo o palco e o cenário mega-versátil, cheio de possibilidades para aquele grupo de adolescentes comandado pelos veteranos Débora Olivieri e Carlos Gregório, nos papéis de todos os adultos do musical.

Eu poderia ficar horas descrevendo tudo o que me encantou no musical. Poderia, mas não vou. São duas horas e meia de peça e muita coisa acontecendo, muito detalhe para se prestar atenção, muita revelação a se descobrir. O melhor é recomendar a ida ao Villa-Lobos: o serviço (e muito mais informações sobre o musical), você encontra no (completíssimo!) site da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho.

* Esta que vos fala assistiu ao espetáculo a convite da Agência Frog.

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Cupcake (a loja!) no Rio

Não, não estou falando (de novo) dos bolinhos confeitados…

Se você, como eu, acompanha as produções que a Cris Guerra mostra diariamente no seu “Hoje vou assim”, já deve ter ouvido falar na loja Cupcake. Multimarcas de Belo Horizonte, a Cupcake sempre veste a Cris e elas deixam meninas do Brasil todo ba-ban-do nas roupas e acessórios. Pois as cariocas vão ter um motivo pra comemorar. A multimarcas vem só de passagem, mas já vai dar pra sentir um gostinho do que é que as mineiras têm.

Cris Guerra e suas roupas by Cupcake

No sábado, Renata Alamy aporta na La Cucaracha a partir das 13h promovendo um bazar só com peças em promoção e novidades que acabaram de chegar ao ateliê. Tem de tudo: camisetas, vestidos, carteiras, bolsa…. a vinda da Cupcake faz parte de um intercâmbio da loja do incansável Matias Maxx com a Mini Galeria, da capital mineira. No mesmo sábado, os mineiros apresentam a expo “Mini Coletivo”, com trabalhos de artistas como Angelina Camelo, Manuel Carvalho, Clara Valente, Paco Gennaro, Patricia Caetano, Binho Barreto, Denis Leroy, Onio, João Maciel, Daniel Shneider, além do bazar, é claro. Seguindo as tradições da lojinha da Teixeira de Melo, é claro que vai ter coquetel, a partir das 20h, com um monte de gente bacana espalhada pela calçada.

A estadia da Cupcake em terras cariocas não acaba aí. Do dia 28 de junho ao dia 3 de julho, Renata promove um atendimento especial com o mesmo clima do ateliê em Belo Horizonte. Para conhecer as peças vendidas pela marca, beber um prosecco e comer cupcakes no Jardim Botânico, tem que marcar hora pelo e-mail contato@lojacupcake.com.br.

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Para ler também: Cupcake mania

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Michel Gondry chega ao Rio

Não sei se é efeito do Ano da França no Brasil, mas Michel Gondry está com passagem comprada para o Rio. Por conta da exposição “Rebobine, por favor”, em cartaz no CCBB carioca, o diretor vai participar de um debate em que vai falar do tal “Protocolo Gondry”, uma série de regras auto-impostas que permeiam todo o processo criativo do cara. E, pelo visto, a história vale a pena. Da cabeça desse francês maluco saiu o queridinho do mundo “Brilho Eterno de uma mente sem lembranças”, o meu queridinho “The Science of Sleep” e mais uma penca de clipes que marcou toda uma geração criada à base de muita MTV. Os dois filmes e alguns dos clipes serão exibidos durante o “Ciclo Gondry”, que faz parte da mostra.

O debate rola nesse sábado, dia 20, das 12h às 14h na Sala de Cinema do CCBB. A entrada é gratuita, mas tem que retirar uma das 110 senhas uma hora antes lá na bilheteria do centro cultural. Para sacar melhor o que é a exposição “Rebobine, por favor”, dá uma olhada no meu post aqui e se o tempo estiver sobrando, aconselho a visita ao site do cara. Além de poder exercer o consumismo comprando até o que o Gondry escreve em papel higiênico (é sério), você pode pagar U$ 20 para mandar sua foto e ganhar um desenho inspirado nela feito pelo próprio. Os desenhos vão todos parar numa galeria no Flickr dele.

Se você tá interessado no que o cara tem pra falar, vale a pena fazer uma retrospectiva dos vídeos mais legais que ele dirigiu (para ver os que apresentarem a mensagem da “incorporação desabilitada”, é só clicar em cima do vídeo que você assiste direto na página do YouTube):

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Everlong, do Foo Fighters

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Knives Out, do Radiohead

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The Hardest Button to Button, do White Stripes

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Fell in love with a girl, também do White Stripes

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Dance Tonight, do Paul McCartney

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Let Forever Be, do Chemical Brothers

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Around the World, do Daft Punk

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Like a Rolling Stone, Rolling Stones

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Boteco Vip

Não se deixe enganar pelo nome. O que ele tem de ruim, a casa tem de ótima. Escondido na Conde de Irajá, no Humaitá, o tal Boteco Vip fica em um casarão antigo e enorme. Se a decoração é neutra o suficiente para passar batida, todo o resto chama atenção: o serviço atencioso, os pratos e petiscos caprichados e o chope artesanal, acompanhado de uma vasta carta de cachaças e cervejas.

Bolinho de tapioca recheado de queijo com molho de rapadura com mostarda. Coisa de louco

Bolinho de tapioca recheado de queijo com molho de rapadura com mostarda. Coisa de louco

Quem me apontou o tal boteco do nome ruim foi o meu amigo Pedro Fraga. Nada mais justo que parar lá numa noite de sábado com ele e com nossos respectivos. O Pedro quis conhecer o lugar por causa das cervejas especiais. Eu, gorda de alma, fiquei doida quando vi o cardápio de petiscos arrumadinhos no site.

Para beber, fomos de chope Mistura Clássica Amber, chope Mistura Clássica Weiss e chope Röter Pilsen. Na garrafa, Colorado Indica e Colorado Appia. O que significa isso o Pedro explica, já que o entendido de cervejas é ele:

O Chopp Röter é um chopp pílsen não filtrado, puro malte (ou seja, nada de cereais como milho e arroz que muitas grandes cervejarias utilizam) e com 3 lúpulos importados, mas que tem baixo amargor e boa drinkability. Já o Mistura clássica Weiss é feito com malte de cevada e trigo, no estilo tipicamente alemão. O resultado é uma cerveja bem turva, com aroma de cravo e sabor condimentado e frutado. O Mistura Clássica Amber, o melhor dos três, é vermelho rubi, levemente amargo e com notas de caramelo e torrado no sabor.

A Colorado tem como proposta principal a utilização de alguns ingredientes bem brasileiros na elaboração das suas cervejas. A Indica, no estilo India Pale Ale, leva rapadura na composição e resulta numa cerveja vermelha encorpada com 7% de alcool e boa presença de lupulo tanto no aroma como no amargor. A Colorado Appia é uma cerveja de trigo que foge do sabor de banana e cravo comum no gênero, apresentando uma boa presença de mel, que é ingrediente adicionado na mesma”.

Apesar de os bebes serem um atrativo de peso (ainda mais porque não dão ressaca), o que realmente me fez correr para o Boteco Vip foram os comes, criações do chef Cesar Mattos. Para provar o máximo possível, pedimos o bolinho de tapioca recheado com queijo acompanhado de molho de mostarda com rapadura, cestinha de massa de pastel recheada com patê de bacon e coberta com castanha do Pará, além de eu ter me arriscado a comer uma iguaria da qual eu não sou fã, a carne seca com abóbora. Depois disso, tive que dar o braço a torcer. Apesar de ter me acostumado a dizer que não gosto, o bolinho de abóbora recheado com carne seca, acompanhado de molho barbecue de goiaba estava incrível.

Cestinhas de massa de pastel com patê de bacon e castanha

Cestinhas de massa de pastel com patê de bacon e castanha

Para arrematar, fomos chips de Cará fritos que, segundo o site do bar, é um “tubérculo do mesmo grupo da mandioca e do inhame. Tem casca marrom escura, coberta com fibras finas como cabelo, e polpa fibrosa branca ou amarelada. É muito consumido no Nordeste do Brasil”. Tudo muito gostoso, bem apresentado e bem servido (uma característica rara no Rio), a preços honestos para a qualidade de tudo. Ou seja, barato não foi, mas que valeu a pena, ah, valeu.

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Além do chope ser bom, ainda rola rodízio dos artesanais às segundas, terças e quintas, das 18h30 às 21h30 e aos domingos das 17h às 20h30. O preço? R$ 26 por pessoa. Divida por R$ 4 que te cobram por porcarias aguadas que te vendem por aí e faça as contas: vale muito a pena.

A partir do dia 6 de maio, a casa vai oferecer rodízio de espumante todas as quartas-feiras das 18h30 às 21h30. Por R$ 42,60, você pode escolher por espumante brut premium, moscatel premium, blush Premium rosé e prosecco premium. Todos da CasaValduga.

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Já que o assunto é comida (para variar), uma boa notícia para os cariocas: depois de babar na Restaurant Week de São Paulo, nós vamos ter nossa própria edição do festival gastronômico! De 4 a 17 de maio, vários restaurantes do Rio vão servir menus especialmente criados para o evento a preços fixos R$ 25 + R$ 1 no almoço e R$ 39 + R$ 1 no jantar. O R$ 1 cobrado a mais vai ser destinado a instituições de caridade. Ainda não saiu a lista dos restaurantes que vão participar, mas vamos torcer para rolar muita coisa boa.

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