Monthly Archive for October, 2009

Nina Becker

ninabecker“Meu nome é Nina Becker, eu canto, eu toco xilofone, eu arranho um violão”. No palco, a moça só não faz sapatear, mas dança, faz careta, cumprimenta a plateia, se diverte. Mais conhecida como uma das crooners da Orquestra Imperial, Nina subiu ao palco do Teatro II do CCBB na última terça e fez questão de se apresentar ao público. Afinal, o show fazia parte do projeto “Pode apostar!”, uma série de shows com “talentos emergentes da música brasileira”, ainda desconhecidos de um grande público.

Na plateia tinha de tudo, gente nova, gente mais velha, velhos conhecidos, curiosos, um monte de gente que – parecia – já estava bem habituada com o som da moça. Dizem que é “nova MPB”, mas no fim das contas acaba sendo uma deliciosa mistura de samba, rock, bossa nova, mpb, tropicalismos… tudojuntoaomesmotempoagora. Tudo coroado pela voz linda que ela tem. No repertório, Nina vai desde suas próprias composições – mais calmas, “delicadas”, como a própria define – a Jorge Mautner, de Tom Jobim a Serge Gainsbourg.

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Toda terça-feira, o Pode Apostar! leva um novo nome para duas sessões no CCBB, sempre às 12h30 e 18h30. Além de Nina Becker, já passaram pelo palco os rapazes do Fino Coletivo e Rodrigo Maranhão. Nas próximas terças assumem o posto Mariana Aydar e Marina de La Riva. Quem fecha o projeto é a excêntrica Silvia Machete, a mesma moça que abriu a série de shows no dia do aniversário do CCBB.

Quem não é do Rio não precisa ficar de bode: a programação – com estes e outros nomes, como Curumin – também vai passar pelo CCBB São Paulo e pelo CCBB Brasília.

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Falando em CCBB, agora está mais fácil de achar a programação cultural do espaço na internet. Dá uma olhada: http://www.bb.com.br/cultura.

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Wine + records = love

dereksaraUm casal de roteiristas americanos. Ele, Derek, ama música e coleciona vinis. Ela, Sara, ama vinhos. O que eles fizeram? Um site que semanalmente sugere a “harmonização” de um disco da coleção do rapaz com um dos vinhos preferidos da moça (todos “populares”, de preço cabível em qualquer bolso, ela gosta de frisar). Bacana, né?

O “Vine-yl” (”The Bastard Love-Child of a Wine Geek and a Record Freak”) tem um visual super tosquinho, super caseiro e isso é que é bacana. Um exemplo, Derek escolheu o “Moonpix” da Cat Power e Sara sugeriu um Yves Cuilleron Syrah. Depois de cada um resenhar sua seleção, chegaram a uma conclusão: “enfumaçado, cheio de alma, subestimado e precis, com uma leve sugestão de doçura prolongada. Você está falando do vinho ou das letras da Chan Marshall?”.

Em outra ocasião, Derek escolheu o “The Early Beatles” e Sara foi de “Ipsum”, da vinícola espanhola Hermanos Del Villar. “Tem a sensação de que você é o único que não está jogando The Beatles Rockband nesse momento? Entre para o clube. Mas quer saber? É difícil segurar uma taça quando você está tocando guitarra”.

Para acompanhar a trilha de “A garota de rosa shocking”, do recém-falecido John Hughes, Sara homenageou o diretor justamente com um vinho rosé. “Por que ficar para sempre no ginásio se crescer significa beber vinhos como este? Nós sempre teremos os filmes, as memórias e as músicas. Um brinde às atitudes graciosas, obrigada pela convivência, John”.

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Para deixar a coisa toda mais literal ainda, cada post (eles atualizam toda quinta-feira), vem com um verso de música que cite vinhos. Afinal, jazz, rock, blues… tudo coisa de beberão.

“It’s like trying to drink whiskey from a bottle of wine…” - Elton John, “Honky Cats”

“…little girl, showing them what laughter’s all about. Where did all the wine go?”Danger Mouse & Sparklehorse, “Little Girl”

“We always stuck with white wine, we stayed away from red”Loudon Wainwright III, “White Winos”

“To try and forget you, I’ve turned to the wine…”The Byrds, “You’re Still On My Mind”

“She keeps Moet et Chandon in a pretty cabinet…”
- Queen, “Killer Queen”

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Como não são bobos, nem nada, Derek e Sara abriram uma lojinha na Amazon.com onde listam todos os discos que resenham (e que estão disponíveis em CD, obviamente). Para quem curte uma experiência real (leia-se, quem gosta de garimpar sebos mundo afora atrás de suas próprias raridades), eles ainda indicam uma penca de lojas nos Estados Unidos e Europa. Loja de disco, essa coisa tão antiga… com os vinhos é a mesma coisa: Sara listou seus empórios preferidos.

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Além do site, o casal mantém um blog sobre filmes, séries, livros, shows e outros assuntos correlatos ao do site-mãe. Pra quem quiser ficar por dentro das atualizações, basta seguir o Twitter do projeto. A dica do site veio do Adoro Brechó.

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A laranja é azul…

… e todo o resto é branco, asséptico. Assim como os jalecos que cada um que vai assistir à peça “Laranja azul”, em cartaz no CCBB, recebe antes de entrar no teatro e se sentar na plateia/arquibancada forrada de branco. O cenário é incrível. Nós, os espectadores, nos dividimos em dois e nos sentamos em volta da “sala”, um espaço montado no meio do palco, fechado, todo de vidro, onde se passa a ação. Lá fica sala dos psiquiatras de uma clínica. É lá que eles discutem a situação de um interno, um esquizofrênico negro, vindo da periferia. Eles lá, como ratos de laboratórios. E nós de fora, apenas observando.

laranjaazulUm dos médicos é Dr. Foster (Rogério Fróes), diretor da clínica. Um senhor. Anos de trabalho nas costas. O outro, Dr. Greg (Pedro Brício), o típico residente idealista. Eles divergem sobre o diagnóstico de um paciente, Christian (Rocco Pitanga) e, conforme as discussões vão se acirrando, vemos que há muito mais por trás disso do que apenas a causa médica: política, dinheiro, preconceito racial, preconceito de classes, preconceito com a situação mental do paciente, realização pessoal. Cada um defende o seu, enquanto Christian fica de um lado pro outro, sem saber qual caminho seguir.

A peça é ágil (e rápida, tem apenas uma hora de duração) e coloca todo mundo pra pensar no quanto os interesses de cada um podem se sobrepor ao bem de outrem. Sabe soco no estômago? É o tipo de coisa que todo mundo evita pensar, mas ao encarar a realidade, fica em choque.

O texto, inédito por aqui e premiadíssimo lá fora, é do inglês Joe Penhall e o material virou um prato cheio da mão do ator-diretor Guilherme Leme. Estive na estreia na última quintae a temporada vai de quarta a domingo, sempre às 20h, até o dia 3 de janeiro. Para saber mais, visite o site do CCBB RJ.

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Dramaturgias no CCBB

Desde junho, o CCBB do Rio de Janeiro está desenvolvendo o projeto “Dramaturgias”. Uma vez por mês, um grupo de atores se reúne para fazer a leitura de uma peça de autores contemporâneos russos, argentinos, uruguaios e franceses. Sem cenário, sem figurinos, sem objetos, sem marcação de cena, sem cortina vermelha. Apenas os atores, suas vozes e suas interpretações de textos pouco conhecidos no Brasil.

Para outubro, mês que o CCBB completa 20 anos de história, estava marcado “Concerto de aniversário”, do argentino Eduardo Rovner, até então inédito nos teatros brasileiros. Uma peça curta, de apenas 35 minutos, mas instigante do começo ao fim.

Quatro anciãos, músicos que compõe um quarteto de cordas, se preparam para executar um concerto de Beethoven na televisão. Falam sobre arte enquanto ensaiam para a apresentação, com um preciosismo que beira a histeria.

A perfeição na execução da obra é sua única meta, e todos os obstáculos que se interpõem em seu caminho devem ser removidos - mesmo que isso custe vidas humanas. A dramaturgia do autor argentino desenha um universo de contradições, nos colocando diante de questões incontornáveis”.

Dirigida por Felipe Vidal, a leitura tinha como elenco programado os experientes Otávio Augusto, Nelson Xavier, Nildo Parente e Regina Gutman. No fim das contas, só ela compareceu e leu o texto ao lado dos desconhecidos (por mim) – mas excelentes – Afonso Henrique Soares, José Karini, Lucas Gouvêa e Victor Nalin. Mesmo com a economia de gestos comum a uma leitura,  quase uma rádionovela, o grupo me fez entrar na história daqueles quatro velhinhos tão cegamente apaixonados por Beethoven que, por isso, se dão o direito a várias atitudes nonsense. Assassinato, tortura, indiferença e até zoofilia: cabe tudo naquela metáfora à ditadura Argentina, já decrépita como os tais velhos, quando o texto foi encenado pela primeira vez, em 1983. Humor negro puro. Para quem perdeu a história, mas quer ler o roteiro, ele está disponível em inglês no site oficial de Rovner.

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A última edição de “Dramaturgias” é no dia 18 de novembro. Sob direção de Henrique Tavares, Isaac Bernat e Glaucio Gomes leem “Dizer sim”, da também argentina Griselda Gambaro.

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O blog CCBB 20 anos continua sendo atualizado pelas coleguinhas Marina Santa Helena, de São Paulo, e Lu Monte, de Brasília.

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Eyeko lovers

Disclaimer: meninos, vão ali dar uma voltinha enquanto eu bato um papinho com suas irmãs, amigas e namoradas. É sério, esse post contém MUITO rosa e muita fofurice. Pode ser prejudicial pra vocês.

eyeko_vip_setInfluenciada pela Lia, resolvi dar uma olhada atenta no site da Eyeko, marca inglesa de cosméticos com aquela pegada kawaii-japa. Por olhada atenta, entenda fazer a conversão de preço de libra para reais, comparar preços com produtos brasileiros e sair feito uma desesperada procurando testes por aí. E não é que os resultados eram incríveis?

Pois aproveitei uma promoção de 25% de desconto sobre todos os produtos da loja – que só existe virtualmente e entrega para o Brasil sem cobrar o envio – para comprar o Kit Vip. Por Kit Vip entenda uma seleção dos produtos mais vendidos da linha: corretivo, iluminador, rímel, esmaltes, gloss, lip balm e delineador que vêm acompanhado uma shopping-bag prateada e  um kit de buttons de brinde. Ao todo, oito produtos por US$ 41 (ou R$ 70), o que dá uma média de R$ 8,75 para cada pecinha de pura alegria consumista. Vamos combinar que nem naquela farmácia da esquina você acha maquiagem por esse preço, né?

Por isso mesmo resolvi arriscar, mas nem foi um teste cego. Já tinha ouvido maravilhas sobre os produtos e estava louca para testá-los. Pois meu Kit chegou na semana passada e – meu Deus! – já estou querendo comprar mais uma leva pra mim. É tudo lindo, é tudo cheiroso, é tudo beeem bacana. Dá uma olhada nas impressões alheias (linkadas) e nas minhas:

Iluminador: confesso que pra alguém com coloração de fantasminha camarada, o iluminador sempre me foi um mistério: os que testei simplesmente não faziam efeito algum sobre minha pele demasiadamente branca. O da Eyeko vem em forma de caneta, é meio complicado de aplicar, mas não é que funciona comigo? Preciso testar numa maquiagem “pra valer”, mas numa passada descompromissada ele se saiu incrivelmente bem.

Gloss: sem perceber, notei que estava juntando uma verdadeira coleção de gloss.  O do Kit Vip da Eyeko é cheiroso, tem gostinho bom e deixa uma cor beeem natural. Sem contar que a embalagem é o máximo.

Máscara: eu sofro do mal dos cílios caídos, ralos, curtos e claros. Pra dar um jeito neles e fazer os pêlinhos aparecerem tem que ser um rímel muito cascudo. E o da Eyeko é. Vem em uma embalagem linda, com uma baita escovona e faz milagres.

Lip balm: esse balm mais clarinho que vem no kit é a coisa MAIS LINDA. Gosto bom, cor ótima, dá um ar de garotinha inocente.

Delineador: eu geralmente odeioglittercomtodasasforças, odeio qualquer maquiagem que tenha o rótulo de cintilante, mas não é que achei esse delineador cheio de purpurina divertido?

Corretivo: não achei nenhuma resenha decente, mas… quando passei o corretivo (que vem em caneta-pincel, como o iluminador da marca), fiquei em pânico. Parecia ser MUITO mais escuro que minha pele. Mas quando passei na dita cuja da olheira percebi que ele é fininho, bem líquido, fácil de espalhar e ficou bem natural no meu rosto. A cobertura é beeem boa.

Esmaltes: no kit, eles mandam duas cores da linha de esmaltes: a “Punk polish”, um rosa chiclete lindão, e a “Vamp polish” que, apesar de parecer preto, é um azul marinho bem fechado. Ainda não testei nenhum dos dois e confesso que estava querendo mesmo o “Pastel polish”, mas os comentários do link me deixaram bem desanimada.

Curti muito a marca, o preço, a qualidade dos produtos e a entrega, rapidinha, rapidinha.  Pro caso de um novo surto descontrol de consumismo, já coloquei na lista o Magic Liquid Eyeliner (que transforma qualquer sombra em delineador e eu ando amando sair por aí de delineador azul-turquesa improvisado toscamente com pincel e água, blé).

O único porém foi na hora da compra. Como sou ajuizada e não tenho um cartão de crédito internacional, pedi para um amigo comprar o kit com o desconto para mim. Na hora de fechar a conta, ele se esqueceu de colocar o código que abatia 25% do valor total e me pediu para cancelar o pedido junto à Eyeko para que ele pudesse comprar de novo. Na mesma hora (e era de manhã cedo), mandei um email para o SAC explicando a situação e fui informada por uma representante brasileira de que a promoção tinha acabado no dia anterior e que mesmo que eu tivesse fornecido o código do desconto, não o teria. O que era uma inverdade porque o flyer que anunciava que a promoção ainda estava valendo. Retruquei com a informação e a imagem do flyer promocional, insistindo para que o pedido fosse cancelado para, assim, ser refeito e não obtive mais resposta. Essa só chegou no dia seguinte, quando aí sim o desconto não valia mais, informando que era tarde para trocar o meu pedido. Fiquei bem desapontada com a tática, por ter sido ignorada por um dia inteiro e por ter pago mais de US$ 10 a mais pelo conjunto. Como prêmio de consolação, ganhei mais uma latinha de gloss, mas mesmo assim, né? Fica a dica: se forem comprar por lá, façam tudo atentamente para não ter dor de cabeça depois.

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Filmes no CCBB: de 8 a 80

Oitenta

O Festival do Rio acabou de acabar, mas a programação cinematográfica do CCBB continua a toda. Na primeira metade do mês, a mostra “Filme Fashion” tomou conta do centro cultural com uma extensa programação de filmes e documentários sobre moda escolhidos a dedo pela Alexandra Farah.

Mas os amantes da sétima arte não precisam se preocupar. Nesta quinta-feira começa a mostra “Filmes libertam a cabeça”, com uma retrospectiva do diretor alemão Rainer Werner Fassbinder. Celebrado pelos cinéfilos, Fassbinder integrou o movimento do “novo cinema alemão” nos anos 70 e realizou trabalhos audiovisuais como a série “Berlin Alexanderplatz” e os filmes “O direito do mais forte”, “A Liberdade”, “Despair” e “Roleta Chinesa”, que nunca saíram em DVD e serão exibidos nos cinemas 1 e 2.

O mais bacana é que a entrada para todas as sessões – que vão até o dia 1º de novembro – é franca. Basta chegar uma hora antes e retirar sua senha.

Oito

Desde o começo do mês, o Centro Cultural Banco do Brasil está realizando a mostra infantil “Cinema para crianças” sempre aos sábados e domingos, também com entrada franca – para os pequenos e para os marmanjos. Aliás, o filme deste fim de semana vai agradar em cheio aos pais e irmãos mais velhos. “Labirinto – a magia do tempo”, filme de 1986 estrelado por David “duende” Bowie e Jennifer “novinha” Connelly, com trilha sonora assinada pelo camaleão e feito por uma colaboração de Jim Henson com George Lucas. Se liga na sinopse:

Irritada com o choro do seu irmão Toby, a jovem Sarah  imagina que os duendes do seu livro favorito, Labirinto, aparecem para levá-lo embora. Quando sua fantasia se transforma em realidade, ela precisa entrar um reino habitado por criaturas místicas para resgatá-lo”.

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Nos dias 24 e 25, o filme da vez é “Os Muppets na ilha do tesouro”, personagens criados pelo mesmo Jim Henson ali de cima. No filme de 1996, Piggy, Caco e companhia contracenam com Tim Curry (sim, o de “Rocky horror picture show”), que vive o vilão Long John Silver e e mais um elenco todo de figurões.

Jim Hawkins herda de um pirata o mapa de um tesouro perdido e vai num barco comandado pelo Capitão Smollet (Caco, o sapo) em busca do ouro e enfrenta o terrível Long John Silver. Versão do clássico de Robert Stevenson com os personagens criados por Jim Henson”.

No último final de semana do mês das crianças, o dia das bruxas é comemorado com a animação “O halloween de Pooh e o elefante”, estrelada pelo fofíssimo ursinho da Disney.

A turma do Bosque dos Cem Acres vai se divertir pedindo doces com seu novo amigo, o Efalante, . mas Tigrão os avisa sobre o perigoso Gobloom, que transforma em abóboras todos aqueles que cruzam o seu caminho”.

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Você lê mais sobre a programação dos 20 anos do CCBB no blog e no Twitter oficial do centro cultural.

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Toda nudez será castigada

O CCBB Rio completou 20 anos ontem, um dia depois de eu chegar aos meus 24. E se eu me dei de presente um fim de semana inteiro de comemorações, um dos centros culturais mais bacanas da cidade também mereceu sua festinha. Entre as muitas atividades programados para a matriz carioca durante o mês de outubro estava o projeto “CCBB no teatro: 20 anos de companhias”, que remontou vários espetáculos consagrados de algumas das mais importantes companhias de teatro do país.

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Da programação, escolhi rever “Toda nudez será castigada”, em montagem da Armazém Companhia de Teatro. E foram vários os motivos que me levaram a isso. Eu gosto muito de teatro, muito mesmo. Acho até que sou negligente com algo que me diverte tanto. Igualmente, gosto de Nelson Rodrigues, por quem fui me interessar de verdade por causa de uma amiga de faculdade. Uma amiga atriz, que logo nos primeiros períodos me convidou para assistir a uma peça em que ela estava atuando. Era justamente “Toda nudez será castigada”, que eu já tinha lido e que por isso mesmo queria ver montada, em cima de um palco, atuada como foi escrita pra ser.

A amiga em questão era Liliana Castro, uma menina linda, linda, linda e talentosíssima, que na época estava substituindo Patricia Selonk no papel de Geni. Patrícia, que tinha acabado de ser indicada ao prêmio Shell justamente por sua interpretação de Geni, tinha ido viajar, coisa assim. Liliana assumiu o papel – magistralmente, diga-se -, fui assistir à montagem e voltei de lá boquiaberta.

Além da indicação de Patrícia ao Shell daquele ano, o diretor Paulo Moraes foi premiado ao lado de Maneco Quinderé, que assinou a iluminação do espetáculo, que casava tão bem com o cenário – também indicado! A combinação só podia ter dado muito certo. E deu. Fiquei com essa montagem na cabeça e também com a curiosidade de ver Patrícia no papel principal.

Geni e as tias

Geni e as tias

Pois no dia do aniversário do CCBB eu me dei de presente uma segunda sessão da peça, alguns anos depois. E não me arrependi. A sensação de maravilhamento por conta do cenário, da iluminação, dos figurinos, das atuações e até do texto foi comparável à da primeira vez que vi, ouvi, que li. Coisa de louco, eu parecia estar vendo tudo aquilo ali como uma grande novidade.  Ou melhor, como uma encenação digna da obra de Nelsão. E mais uma vez saí de lá boquiaberta, encantada com tudo.

Fica o registro e a dica para aqueles que estiverem por onde a Armazém passar. A montagem de “Toda nudez” deles é imperdível (assim como a de “Alice através do espelho”, mas isso é papo pra outra hora).

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Durante um mês, vou colaborar com o blog CCBB 20 anos, uma iniciativa do centro cultural para comemorar tantos anos de uma programação de qualidade. Por isso mesmo, os posts daqui sobre a programação cultural do espaço serão replicados lá. Prestigiem!

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