Monthly Archive for June, 2009

Cupcake (a loja!) no Rio

Não, não estou falando (de novo) dos bolinhos confeitados…

Se você, como eu, acompanha as produções que a Cris Guerra mostra diariamente no seu “Hoje vou assim”, já deve ter ouvido falar na loja Cupcake. Multimarcas de Belo Horizonte, a Cupcake sempre veste a Cris e elas deixam meninas do Brasil todo ba-ban-do nas roupas e acessórios. Pois as cariocas vão ter um motivo pra comemorar. A multimarcas vem só de passagem, mas já vai dar pra sentir um gostinho do que é que as mineiras têm.

Cris Guerra e suas roupas by Cupcake

No sábado, Renata Alamy aporta na La Cucaracha a partir das 13h promovendo um bazar só com peças em promoção e novidades que acabaram de chegar ao ateliê. Tem de tudo: camisetas, vestidos, carteiras, bolsa…. a vinda da Cupcake faz parte de um intercâmbio da loja do incansável Matias Maxx com a Mini Galeria, da capital mineira. No mesmo sábado, os mineiros apresentam a expo “Mini Coletivo”, com trabalhos de artistas como Angelina Camelo, Manuel Carvalho, Clara Valente, Paco Gennaro, Patricia Caetano, Binho Barreto, Denis Leroy, Onio, João Maciel, Daniel Shneider, além do bazar, é claro. Seguindo as tradições da lojinha da Teixeira de Melo, é claro que vai ter coquetel, a partir das 20h, com um monte de gente bacana espalhada pela calçada.

A estadia da Cupcake em terras cariocas não acaba aí. Do dia 28 de junho ao dia 3 de julho, Renata promove um atendimento especial com o mesmo clima do ateliê em Belo Horizonte. Para conhecer as peças vendidas pela marca, beber um prosecco e comer cupcakes no Jardim Botânico, tem que marcar hora pelo e-mail contato@lojacupcake.com.br.

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Para ler também: Cupcake mania

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Sobre jornalismo

Estava guardando (e aguardando ansiosamente) para daqui uma semana o momento de forte emoção em que tiraria o prefixo “proto” da frente do substantivo “jornalista” ali da descrição do blog e postaria sobre a satisfação (e o alívio!) de encerrar meu ciclo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, depois de quatro anos e meio cursando Comunicação Social. Alguns poucos que me acompanham nessa vida de blog há mais de sete anos viram todo o processo: desde o término do segundo grau até eu entrar na faculdade que eu queria, os estágios e até a minha contratação ainda com um semestre letivo inteiro pela frente.

Eis que uma semana antes do término das minhas aulas, o Supremo Tribunal Federal derruba a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Não vou dar o lead, porque o bafafá vocês devem ter acompanhado, mas resolvi abrir um espaço neste blog normalmente tão leve para falar de um assunto sério e dar minha opinião sobre essa polêmica toda.

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Perdi a conta de quantas vezes esse filme foi exibido na faculdade

Nunca vi essa gritaria toda por conta da regulamentação das profissões de designer e publicitário e o mercado é bem semelhante ao nosso, dos jornalistas. O que consigo concluir de todo esse bafafá é que muitas pessoas têm tratado o diploma como muleta, como se o canudo de papel fosse garantia de alguma coisa, sendo que, né, nunca foi.

Depois de quatro anos e meio de experiência acadêmica, posso afirmar que a faculdade de jornalismo ensina bastante coisa, sim, mas não tudo, e longe do essencial. Na metade do curso me dei conta de que num mundo ideal eu teria feito um curso técnico de dois anos e meio e me especializado em outra área, até mesmo poderia ter feito uma outra faculdade. Seria muito mais proveitoso e, acima de tudo, honesto. Mas o jogo não era assim e não será daqui pra frente, então joguemos como mandam as regras.

Podem me chamar de ingênua, mas não vejo, sinceramente, mal nenhum na decisão do Supremo. Acho até uma pena isso ter acontecido só agora, depois que eu meus pais gastei gastaram uma grana preta pagando meus estudos porque, de outro jeito, teria feito somente as matérias que prestavam, com os professores que me acrescentaram alguma coisa. Sim, eles existiram, foram verdadeiros mestres, que foram muito importantes para a minha evolução, mais do que as ementas podem prever. Mesmo assim, deixaria de lado as matérias obrigatórias de religião, a antropologia-para-fingir-que-tem, a sociologia-de-boteco e cadeiras semelhantes em que reina o pacto de mediocridade: os professores fingem ter sua importância e os alunos fingem que aprendem alguma coisa.  Se o diploma de jornalismo nunca tivesse sido obrigatório – vale lembrar que há até relativamente pouco tempo não existia faculdade de comunicação – eu teria puxado mais matérias de outros cursos. Deixei de fazer muita coisa de Desenho Industrial, Publicidade e Cinema porque aumentava muito a mensalidade e sobrecarregava a carga horária. Trabalho desde o segundo período, buscando melhorar meu preparo profissional (e pra pagar a cervejinha do fim de semana porque eu não sou de ferro) e não me sobrou muito tempo para me dedicar a cadeiras não-curriculares.

Pelo que eu entendi do mercado nesse pouco tempo que faço parte dele (e, principalmente, observando a trajetória dos meus amigos e colegas com quem trabalhei), os empregadores querem ver o trabalho que você tem para apresentar e não onde você se formou. Já notei que gente boa e que corre atrás (não adianta muito ser um sem o outro) não fica desempregada por muito tempo e não vai ser a não-obrigatoriedade do diploma que vai mudar isso. Só acredito que gente competente que não teve como se formar por circunstâncias da vida vai poder exercer o mesmo trabalho que eu sem nenhum ônus para mim ou para minha “dignidade profissional”. Um dos melhores exemplos para justificar isso é o Ricardo Schott, do saudoso Discoteca Básica, que, sendo psicólogo, é um dos jornalistas musicais que mais admiro. Certo de que psicologia não era o caminho, ele preferiu trabalhar a voltar para a faculdade. Acho o trabalho do Schott como jornalista tão incrível que me recuso a ficar ofendidinha só porque ele não tem o mesmo diploma que eu. Quer dizer, não tinha: por causa da obrigatoriedade, quando ele já trabalhava na área, o Schott teve que entrar para uma faculdade de jornalismo e só agora, aos 30 e alguns anos, ele está se formando.

Por isso tudo, acho uma tremenda besteira o argumento de quem acha que estudou quatro anos pra nada, parece mais discurso de quem comprou um título em vez de querer se especializar e, como disse lá em cima, esse título nem vale de nada, a não ser para quem almeja a vida acadêmica (duh) ou os concursos públicos. Aproveito até para fazer uma pesquisa: quantos jornalistas formados e bem colocados no mercado tiveram que apresentar o tal pedaço de papel na hora da entrevista? Sinceramente, o que vale mais? A sua formação ou a sua produção? O meio ou o fim?

Daqui pra frente, que a faculdade valha como um complemento pra formação. Quem quiser faz, quem achar que não precisa, ok. Se é bom ou não, o mercado vai dizer.

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E como o Go to Heaven não se faz de hard-news, o outro post de hoje é sobre a vinda do diretor Michel Gondry ao Rio.

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Michel Gondry chega ao Rio

Não sei se é efeito do Ano da França no Brasil, mas Michel Gondry está com passagem comprada para o Rio. Por conta da exposição “Rebobine, por favor”, em cartaz no CCBB carioca, o diretor vai participar de um debate em que vai falar do tal “Protocolo Gondry”, uma série de regras auto-impostas que permeiam todo o processo criativo do cara. E, pelo visto, a história vale a pena. Da cabeça desse francês maluco saiu o queridinho do mundo “Brilho Eterno de uma mente sem lembranças”, o meu queridinho “The Science of Sleep” e mais uma penca de clipes que marcou toda uma geração criada à base de muita MTV. Os dois filmes e alguns dos clipes serão exibidos durante o “Ciclo Gondry”, que faz parte da mostra.

O debate rola nesse sábado, dia 20, das 12h às 14h na Sala de Cinema do CCBB. A entrada é gratuita, mas tem que retirar uma das 110 senhas uma hora antes lá na bilheteria do centro cultural. Para sacar melhor o que é a exposição “Rebobine, por favor”, dá uma olhada no meu post aqui e se o tempo estiver sobrando, aconselho a visita ao site do cara. Além de poder exercer o consumismo comprando até o que o Gondry escreve em papel higiênico (é sério), você pode pagar U$ 20 para mandar sua foto e ganhar um desenho inspirado nela feito pelo próprio. Os desenhos vão todos parar numa galeria no Flickr dele.

Se você tá interessado no que o cara tem pra falar, vale a pena fazer uma retrospectiva dos vídeos mais legais que ele dirigiu (para ver os que apresentarem a mensagem da “incorporação desabilitada”, é só clicar em cima do vídeo que você assiste direto na página do YouTube):

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Everlong, do Foo Fighters

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Knives Out, do Radiohead

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The Hardest Button to Button, do White Stripes

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Fell in love with a girl, também do White Stripes

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Dance Tonight, do Paul McCartney

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Let Forever Be, do Chemical Brothers

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Around the World, do Daft Punk

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Like a Rolling Stone, Rolling Stones

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Comida di Buteco

Diz o popular que “antes tarde do que nunca” e só ele pra justificar da maneira mais cara de pau possível meu total descaso com a segunda edição carioca do Comida di Buteco. Até agora. A quinze dias do fim do melhor concurso dedicado à baixa-gastronomia, resolvi tomar coragem e dar uma olhada nas iguarias participantes. Meu. Deus. Do. Céu. A tentativa de me manter longe da tentação se mostrou vã na primeira olhadela na lista de bares e suas receitas.

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Mas como resistir a simples idéia do purê de baroa com camarão do sempre-delícia Aconchego Carioca? E a mesma mistura na variação bolinho, lá do Salvação? Ou o kibe de peixe do Bar Urca? A barquete de salmão do Bracarense… o croquete de milho com camarão e cheddar do Gracioso ou mesmo o croquete de queijo empanado passado na farinha de torresmo, queijo parmesão e flocos de milho do Petit Paulette. Pelo bem da minha silhueta, quis passar longe, mas como minha gula é muito maior que minha força de vontade… não vai dar pra resistir.

Poderia discorrer por horas e horas acerca dos tira-gostos, mas… já estou 15 dias atrasada, vou preferir comer a falar. Você, que tá aí de bobeira pelo Rio, faça-se o favor de fazer o mesmo. Corre lá na lista de botecos, faça seu roteiro e prepare-se para a comilança.

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Para ler também:

:: O melhor de Botafogo

:: Bolinho de Arroz

:: Boteco Vip

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Botafogo ferve

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Oke, eu assumo: a-do-ro um guia. Guia de lugares que oferecem brindes aos aniversariantes (pauta minha na época d’O Dia), guia de lugares com banheiros bacanas (pauta vetada no mesmo jornal), guia de bolinhos de arroz de responsa… guia de tudo quanto é coisa. Me divirto fazendo – seja pra trabalho, pro blog ou pra amigos turistas no Rio – e me divirto lendo, é só diversão. Pois eis que recebo o release do bacaníssimo “O Melhor de Botafogo”. E não falo do time de futebol que só me traz desilusão, e sim do bairro carioca recheado de opções de tudo que você possa imaginar.

O site - criado para promover um empreendimento imobiliário da região – lista boates, cinemas, museus, teatros, restaurantes e bares do bairro. E são muitos. E são bacanas. Só faltou listar padaria, esse tipo de comércio cada vez mais raro, mas tão importante na vida do cidadão médio que curte um pão com manteiga na chapa e uma média pra alegrar o dia.

Como a história não fica só no entretenimento, há ainda uma lista de serviços que conta com academias, agências bancárias e dos correios, clínicas médicas, postos de gasolina… Tudo apontado com mapinha do Google (indicando a distância do tal condomínio, que no caso dos não-pretensos-moradores é só ignorar) e, dependendo do caso, vem com mini-resenha sobre o lugar, além do contato.

A seleção foi feita através de pesquisas por Botafogo e, por se tratar de uma ação de marketing, não se sabe se o site será atualizado conforme as mudanças do bairro. A idéia é tão bacana, que deveria, sim, ir à frente. Mas enquanto ele estiver com cheiro de novo, vale muito a visita para desbravar virtualmente Botafogo antes de sair batendo perna por lá. Aliás, bem que alguém poderia se aventurar a listar outros bairros da cidade, né? Os curiosos agradecem.

BlogBlogs.Com.Br

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