Monthly Archive for May, 2009

Bolinho de arroz

Hit do reaproveitamento das sobras caseiras, o bolinho de arroz está ganhando espaço nos cardápios dos bares e restaurantes do Rio. A iguaria, simples, esperta e gostosa, antes ficava restrita aos lares onde é comum a matriarca atarefada errar na conta do arroz e ficar com pena de jogar aquele montão que sobrou fora. Lavoisier explica: é mais ou menos a mesma lógica dos restaurantes a quilo que funcionam como pizarria rodízio à noite. A comida até se cria, mas o que sobra dela obviamente se transforma.

Ignorando a procedência ou mesmo a intenção por trás da receita, o popular bolinho de arroz pode fazer a festa de muitos glutões que, como eu, adoram uma comida com gostinho de casa. Por isso mesmo, andei provando vários exemplares por aí – aqui no Rio, no caso – para dar o meu aval. Dizem as boas línguas que o do Ritz, em São Paulo, é imbatível. Como ainda não pude degustar de tão não-nobre iguaria, espero que os cariocas trilhem o mesmo caminho.

Joaquina Bar: o bolinho de arroz temperado servido ao molho de tomate apimentado em porção com seis disputa a tapa (trocadilho gastronômico incluso) com a lula à dorê ao molho aiöli pela minha preferência entre os petiscos da casa.

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Joaquina

Boteco da Garrafa: é o super star da rede de bares do povo do Belmonte. Vendido à unidade de tamanho generoso, vem crocante por fora e cheio de queijo por dentro. I said cheeeese. Já vale, né?

Samoa Rio: até o mezzo-japa, mezzo-carioca se rendeu ao hype. Feita com arroz de sushi e peixe do dia, a porção com seis bolinhos vale muito a pena para abrir os trabalhos (justiça seja feita. Provei pela segunda vez depois de ter escrito esse post e achei que ele merecia mais algumas palavras: parece um bolinho de bacalhau, mas no lugar da batata você coloca o arroz. O tempero? Ótimo! Baita gostinho de páprica).

Meza Bar: mais arrumadinho, o papo aqui é bolinho de risoto de açafrão servido ao pesto de manjericão. Invecionice demais em cima do básico? Pode apostar que vale a pena. Quer ver? Dá uma olhada na receita que eles disponibilizaram no site do bar.

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Ingredientes

1kg de arroz arbório
200ml de vinho branco
1 cebola
40g de açafrão em pó
20g de queijo minas padrão
100g de queijo parmesão
1l de caldo de carne
100g de manteiga
50ml de óleo
Sal e pimenta a gosto
30ml de pesto de manjericão (N. da E.: é fácil de fazer, só bater as folhas de um maço bonito de manjericão com bastante azeite de qualidade e queijo parmesão. As medidas? Vai no olhômetro!)

Modo de fazer

Picar cebola, refogar na panela com óleo. Adicionar o arroz arbório e refogar na panela por 30 segundos sempre mexendo. Misturar o açafrão. Declacear com o vinho branco e deixar evaporar, adicionar caldo de carne até o arroz estar pronto. Adicionar manteiga e parmesão e mexer até que eles estejam incorporados ao risotto. Temperar com sal e pimenta. Adicionar gelo à panela para cortar o cozimento. Espalhar o risotto em uma assadeira e levar à geladeira para esfriar por, pelo menos, uma hora. Cortar o queijo em cubinhos de 1 cm. Enrolar as bolinhas de risotto com o queijo no meio e passar na farinha de panko, no ovo batido e então na farinha panko novamente. Fritar em óleo quente.

Gattopardo: o tradicional bar carioca serve porção com nove bolinhos de arroz (que estão mais para croquetes!) super simples, para se comer com Tabasco. A boa é acompanhar a entrada com um dos chopes artesanais feitos pela própria casa.

Boteco Vip: o bar, recomendadíssimo por esta que vos fala, também tem sua versão. O bolinho de arroz vem recheado com sardinha refogada e molho de páprica. Foi o único da lista que não provei, mas vindo de onde vem, não duvido que seja excelente.

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Boteco Vip

*** UPDATE! ***

Bazzar Café: o bistrô que vem acoplado em tudo quanto é Livraria da Travessa também incluiu o petisco no cardápio na forma de bolinho de risoto com gorgonzola e molho de damasco. Em formato de cigarrete, servido em uma torre de quatro bolinhos empilhados, dizem que é pra comer com garfo e faca, mas aí eu já achei exagero. Para quem curte muito gorgonzola, deve ser um prato (ou uma entrada) cheio. Para quem não é fã do queijo feito eu, quebra aquele galho na hora de tapear o estômago, mesmo com tanta frescura. Afinal, é arroz.

*****

No fim das contas e de toda essa comilança, a conclusão a que eu consigo chegar é que não importa de quem sejam os restos, um bolinho de arroz bem feito dispensa até o conhecimento prévio de sua trajetória na cozinha. Quem quiser indicar bolinhos de arroz imperdíveis, os comentários são serventia da casa.

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Stand-up comedy

Já falei, já cantei, já gritei aos quatro ventos: eu não gosto de stand-up comedy. E antes que os órfãos de “Seinfeld” me joguem pedras, explico. A porcentagem de seres humanos que sabe contar piada é ínfima e se você não for o Costinha ou o Ary Toledo, é muito difícil que as pessoas achem suas divagações vazias proferidas entre crises de gagueira engraçadas.

É sério, tem muita gente que antes de subir em cima de um palco, se prostrar na frente de um microfone e discorrer seus textos mal decorados deveria colocar a mão na consciência e refletir se a sua mãe e seus amigos riem das suas pretensas piadas porque você é realmente engraçado ou fazem isso porque gostam de você. E a segunda opção é a que sempre rola.

Enquanto neguinho dá murro em ponta de faca insistindo em algo que não sabe fazer direito, tem gente abençoada por Deus, que entra ali naquela porcentagem mínima de gente naturalmente engraçada e com referências suficientes pra se fazer entender. Um deles é Wander Wildner, o homem, o mito, que além de muso absoluto do underground brasileiro, é engraçado para cara***lho Daqueles que podem contar a piada do pintinho sem cu mil vezes que ela jamais vai se exaurir.

A prova? Na semana santa, Wander fez mais um show no Rio. E como show do Wander Wildner nunca é ruim, lá fui eu conferir a 39567830958305920402ª apresentação do cara. Acústico, sozinho, ele mandou alguns de seus hits, mas reinou quando parou a música e desatou a contar histórias. Falando sobre como Humberto Gessinger subiu na vida e foi o primeiro a deixar Porto Alegre para trás, contando a história do tal cachorro Vênus ou sobre como é filho da puta por não pagar os amigos que tocam com ele, Wander é infinitamente superior que qualquer papinho mole sobre cigarros ou o constrangimento provocado por conversas de elevador *bocejos*.

Quer ver? Gravei um trecho do falatório de Mr. Wildner e as risadas ao fundo são mais auto-explicativas que qualquer claque. O cara é bom (mas sugiro ouvir com fone que a qualidade do áudio não tá lá essas coisas).

http://www.vimeo.com/4756490

Isto posto, lanço aqui uma campanha: além de tocar, Wander poderia muito bem sair em turnê de stand-up – ou, no caso, sit down. Volta, Wander!

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Cupcake mania

cupcake_header

Você já cansou de ver os personagens dos seus filmes e seriados americanos favoritos debruçados sobre a pia da cozinha enfeitando bolinhos  e ficou babando em cima dessas delícias que eu sei. Pois a Cupcake Mania chegou ao Brasil, se liga:

:: Cupcakes! Matéria minha para o Bolsa de Mulher sobre a febre dos Cupcakes por aqui.

cupcakeshirt_1:: All Things Cupcake: um blog dedicado à beleza dos bolinhos, sejam os culinárias ou suas versões em jóias, estampas, sapatos, roupas, tatuagens… tem forma de cupcake? Então vale.

:: It’s Your Cupcake: grupo do Flickr cheio de fotografias deliciosas. Não recomendado para momentos de fome e/ou necessidade de açúcar.

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:: Cupcake Promo: os blogs Garotas Estúpidas, Agora Que Sou Rica e Just Lia estão fazendo uma promoção com as meninas da Love Cupcakes e a designer de jóias Paula Velloso. Uma leitora de cada blog será presenteada com uma caixa com 12 cupcakes e um colar com pingente no formato do bolinho. Para participar, tem que morar na cidade de São Paulo e correr: as promos em cada blog se encerram hoje, amanhã e domingo, respectivamente.

:: Dentro do forno: não é só cupcake, mas a Carla Ikeda faz uns mini-bolos decorados com pasta americana que são de chorar de emoção.  O trabalho dela é tão lindo e tão bem feito que me ressinto diariamente por não morar em São Paulo e não poder descobrir se os bolos são também gostosos. Dá uma olhada nesse cupcake decorado como um sleep walker do Yoshitomo Nara ou no bolo do Cheshire Cat na Muralha da China. Viu? Então olha o Flickr dela todo para achar os cupcakes.

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Das bobeiras deliciosas

Faz muuuuito tempo que não faço posts bobinhos, curtinhos, cheios de links aqui no Go to Heaven. A culpa é do Twitter: pra que fazer um post no blog se posso resolver repassando o link em 140 caracteres? Só que duas “homenagens” chegaram até mim no mesmo dia e seria um crime não registrar por aqui.

rubberduckzilla

Se eu gosto de patinhos de borracha? Dá uma olhada no layout desse blog e no meu Twitter!

A primeira é a campanha japonesa de uma bebida da Coca-Cola Company chamada Oasis (curti o nome). Uma coisa entre o isotônico e o suquinho “pra quem não gosta de água”. O garoto propaganda é um patinho de borracha gigante, o Rubberduckzilla. O bicho é meio estressadinho e, assim com o Godzilla, quer destruir Tóquio. Sabe filme trash japonês com monstros gigantes? Então, agora troca o monstro por um patão enfezado. Pronto, foi o suficiente pra enternecer meu coraçãozinho. E o site ainda tem joguinhos de realidade aumentada em que você pode assumir a persona do pato! Via @venetiglio.

YouTube Preview Image

A segunda é uma garrafa de vodka ultra-premium, cheia das frescuras, batizada de LiV Vodka, produzida na região de Long Island.  Preciso urgentemente de uma dessas lá em casa.Via @raizabruscky.

livvodka

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Para os pés

Passei uma vida inteira sofrendo pra comprar sapatos. A despeito de ter sido bailarina e de ter encarado uma sapatilha de ponta por anos a fio, todo o resto me machucava horrores. Sapato fechado, sandália, tênis, sapatilha… todos tinham o dom de me arrancar pedaços dos pés, sem dó e muito menos piedade.

Pois a vida adulta me trouxe descobertas incríveis no campo do conforto e finalmente pude exercer o vício intrinsecamente feminino por sapatos. A coisa está num nível tão periclitante que precisei prometer pra mim mesma que não ia comprar mais nenhum par nos próximos meses por falta de espaço físico para acomodá-los em meu humilde quarto e sala.

Uma das minhas lojas preferidas quando o assunto são pisantes é a Imporium. A lojinha – sim, lojinha, super pequenininha – me persegue: já morei perto de uma das filiais, trabalhei do lado da outra e moro perto da terceira. Tudo conspira contra minhas promessas e, principalmente, contra a saúde da minha conta bancária.

Pois agora a Imporium tem um site e, além de me tentar quando passo na frente das vitrines, eles vão me tentar cada vez que eu esbarrar acidentalmente – ou não – no link. Pra entender a histeria com a loja, sente o meu drama:

Primeiro, tive um chilique por causa do Oxford… não dá para ver pela foto, mas a abertura no peito do pé tem forma de coração. Por último, a crise foi por conta das sapatilhas com bonequinhas ilustradas pelo Mark Ryden. Conclusão? O primeiro eu comprei e as segundas eu acabei ganhando.

*****

Tudo bem que eu já disse que detesto site com trilha, um mal que assola a humanidade vive dando sustos no pobre coitado do internauta que está navegando desprevenido. Mas ando simpatizando com trilhas sonoras caprichadas que me apresentam artistas bacanas, como é o caso do site da Imporium. Pena que não tem o crédito das músicas pra eu procurar por aqui, mas reconheci uma Lily Allen aqui, um Peter, Bjorn and John ali e uma cover ótima de “All My Loving”, dos Beatles. Se vocês me contarem de quem é nos comentários, vão me fazer muito feliz :P

*****

O site ainda está em fase de construção e ajustes, mas adianto aqui em primeira mão algumas das fotos do editorial que o pessoal do Modices fez para a nova coleção. As fotos têm climinha retrô que tem tudo a ver com a marca.

Créditos: Modices

Foto: Victor Fernandes
Assistente de fotografia: Fabricio Pimentel
Styling: Carla Lemos
Assistente de produção: Nicole Rocha
Maquiagem: Dani Kobert

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Ensaboa, mulata, ensaboa

Apesar de um probleminha de saúde que me deixou fora do ar por duas semanas, continuo por aqui, por ali, acolá e continuo trabalhando horrores. Sério mesmo, o próximo que reclamar que fico muito tempo sem postar ganha um pescotapa! Duas materinhas sobre decoração pro Bolsa de Mulher.

farmhome

Linha Home: É tendência! Grifes de moda investem em linha de decoração para a casa.

Cole por aí: Adesivos de parede ganham versões reduzidas e enfeitam a casa toda.

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