Já começo pedindo perdão pelo trocadilho cretino, mas achei o título adeqüado para um post que fala de um restaurante que se define como oriental, mas principalmente carioca. Desde que vim trabalhar no manoelcarliano bairro do Leblon, vivo um caso de amor com o tal do Samoa, mas não tinha postado nada até então por dois motivos. O primeiro é que ando falando demais de comida e fiquei receosa de parecer que só faço isso na vida. Segundo porque antes de falar qualquer coisa, quis experimentar o maior número possível de iguarias do (extenso) cardápio.
Depois de mandar as aparências às favas – adoro comer, ora! – e de me convencer que não vai ser possível nem tão cedo provar de um tudo por lá – porque as opções são muitas e porque já me apeguei a alguns pratos que acabo pedindo sempre – cá estou eu, discorrendo acerca do meu restaurante preferido do último mês.
Dos mesmos donos da fantástica rede Bibi de sucos e crepes e saladas e hambúrgueres, o Samoa traz muitas releituras de pratos japoneses, vietnamitas e chineses de uma maneira, digamos, carioca. Tudo em porções pequenas, para permitir o maior número de combinações, todas assinadas pelo chef Carlos Ohata, o mesmo por trás do Boo Dah, já comentado por aqui.
Para abrir os trabalhos, cogumelos shiitake ou shimeji naquele esquema clássico da trouxinha de alumínio ou mesmo a dupla de guiozas de porco grelhados que de tão bem preparados chegam a emocionar. Entre os populares rolinhos, misturas como salmão, salsa, shiitake, broto de bambu e alho, o Salmon Gulf, e frango ao curry com gengibre, acelga e alho, batizado de Frango Délhi. A apresentação dos pratos é tão cuidadosa quanto a decoração, sabe aqueles lugares que te dão prazer de se estar? Pois é, o Samoa é assim.
Em potinhos vêm as saladas variadas, legumes refogados no saquê e shoyu, sopas, porções de arroz wok – como o Bangwok, que leva camarão, cebola, pimentão vermelho e cebolinha – e massas, que vão do clássico Yakissoba (batizado de Miojin, né?, para mostrar que não sou a única a curtir um trocadilho) ao Muay Thai, com camarão, gengibre, alho, pimenta amarela, broto de feijão e mini-milho.
Acha muito? Pois ainda rola uma variedade de grelhados, espetinhos de toda sorte, temakis, porções de hossomakis e huramakis - o meu preferido é o Fiji, de atum apimentado – e sushis empanados, os Hot Tigers – aqui sempre vou de Samoa Cream, uma espécie de Hot Philadelphia feito com salmão, cream cheese, camarão e cebolinha.
Como todo restaurante mezzo japa que se preze, ainda dá pra pedir duplas de sushis, porções de sashimis e combinados variados. Mas entre o de sempre e os sanduíches feitos de hamburguer de salmão ou atum empanados, cogumelos shiitake ou shimeji e cream cheese ou cheddar servidos com batata frita, fico com a segunda opção.
O melhor de tudo é o preço, honesto para a qualidade dos pratos e, principalmente, se comparado aos preços praticados na Zona Sul do Rio. Vale muito a pena gastar o horário de almoço em um lugar super-agradável para comer comida gostosa e bem feita, sem precisar ter que lavar os pratos na hora de pagar a conta. Para quem ficou interessado, o Samoa fica na Rua Cupertino Durão, 79A, no Leblon.
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Para ler também:
:: Dicas para cariocas perdidos em São Paulo – parte I de III
:: Dicas para cariocas perdidos em São Paulo – parte II de III
:: Dicas para cariocas perdidos em São Paulo – parte III de III














