Monthly Archive for January, 2009

Tara McPherson no Rio

tara1Tara McPherson é americana, tem 32 anos, incontáveis tatuagens e largou a faculdade de Astrofísica para se dedicar ao que faz de melhor: a ilustração. O trabalho da californiana sitiada em Nova York mistura inocentes – ou nem tanto – personagens com rock’n'roll em desenhos fofamente desconcertantes.

Há quase três anos, falei sobre ela em uma matéria sobre cartazes de show de rock, esse item de colecionador tão bacana, mas tão raro por aqui. No ano passado o nome da Tara voltou para a roda depois que uma ilustração enorme da artista apareceu decorando o quarto da menina Juno, do filme homônimo, que também tinha um adesivo dela no armário do colégio. E não foi à toa: o trabalho de Tara tem tudo a ver com o universo menininha-cool-indie do filme.

A boa nova é que Tara resolveu começar 2009 com uma passagem pelo Brasil que inclui uma exposição na Galeria Choque Cultural, em São Paulo – ao lado dos conterrâneos Jim Houser, Adam Wallacavage e Doze Green – em cartaz até 27 de fevereiro e uma noite de autógrafos na La Cucaracha, nesta sexta-feira, dia 30.

Choque Cultural @ São Paulo

Tara McPherson @ Choque Cultural

Matias Maxx separou papéis de cartas, livros, gravuras, isqueiros e mais mimos com a arte de Tara para venda e vai brindar os convidados com cervejitas e rodadas de ceviche pelo chef Checho González. No Rio desde a semana passada, Tara já até pintou uma parede da loja. Imperdível!

Choque Cultural @ São Paulo

Tara McPherson @ Choque Cultural

Noite de Autógrafos com Tara McPherson
La Cucaracha
Sexta, 30, às 20h
Rua Teixeira de Melo 31, Loja H – Ipanema

Exposição Americana
Galeria Choque Cultural
Rua João Moura, 997 – São Paulo
Seg a sáb, das 12h às 19h
Até 27 de fevereiro

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Dicas para cariocas* perdidos em São Paulo – parte I de III

*(ou mineiros, ou baianos, ou gaúchos ou mesmo paulistas…)

Ir para São Paulo e não fazer uma incursão pela gastronomia local é como ir para São Paulo e não ir a museus. Ou ir para São Paulo e não morrer de fazer compras. Ou mesmo ir para São Paulo e não sair para dançar. Não faz o menor sentido.

Por isso que, às vésperas de ir para lá, corri atrás de dicas de restaurantes em busca de um lugar que tivesse um clima romântico e servisse pratos que a gente não acha com facilidade por aí. Nessa brincadeira, os italianos e japoneses foram descartados de cara, sem preconceitos, mas sushi e macarrão são mais fáceis de acertar e achar bons por aí. Sobraram opções como o bistrô francês La Tartine e o vizinho Mestiço que, segundo o site, serve uma mistura de comida tailandesa com baiana. Ou seja: me-do.

mestico1Mas como medo instiga a curiosidade, lá fui eu escarafunchar o cardápio de pratos com nomes estranhos e ingredientes apetitosos. Depois de muito pensar, tava decidido. Do jeito mais carioca possível, partiu Mestiço. Em termos de comida, o restaurante lembra bastante o Miam Miam: aquela mistura doida de sabores de tudo que é canto que resultam na tão falada cozinha contemporânea.

Por isso deixei de lado o convencional e, de entrada, pedi uma porção de Krathong-Thong. Não só para ter a oportunidade de falar “Krathong-Thong”, mas porque todos as mesas em volta tinham pedido o mesmo e a mistura de cestinhas crocantes com frango super temperado e milho me pareceu uma boa. Boa, não, ótima.

Um Hua-Hin, um Vong e um flash estourado

Um Hua-Hin, um Vong e um flash estourado

Na hora do prato principal, fui de Hua-Hin, mais um nome estranho para designar uma delícia de comida. Frango com shiitake ao molho de gengibre ao estilo tailandês. Não parece ótimo? Pois é melhor que isso. Ele foi de Vong, salmão salteado com alho poró e bourbon. Excelente também, ainda mais com o arroz branco com jasmim que acompanhava os dois pratos.

A sobremesa a gente passou, porque as porções eram generosas e o espaço no HD estômago (perdão, reflexo do blablablá sobre a Campus Party) era pouco. Se algum carioca (ou mineiro, ou baiano, ou gaúcho ou paulista, ou…) se interessar, o Mestiço fica na rua Fernando Albuquerque, 277, quase na esquina com a Consolação.

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Preciso agradecer ao Diego, do This Blog is a Movie, pela indicação do restaurante.

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Para ler também:

:: Yogoberry

:: À procura do Hot Philadelphia perfeito

:: Boteco da Garrafa

:: Mexican Wine

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A volta do Bonecão do Posto

Bonecão do posto
Tá maluco, tá doidão
Balança a cabeça
Os braços e o popozão”

Personagem que embalou um dos hits da Furacão 2000 no começo de século, o Bonecão do Posto andou murchinho, caído e sem graça nesses tempos em que a febre do funk carioca deu uma acalmada. Depois do ostracismo e da baixa dos postos de gasolina, o Bonecão voltou a ter lugar de destaque no meio artístico.

Que o diga a dona Katy Perry que, depois da cerimônia quase-falida de casamento no clipe de “Hot’n'Cold” dança toda toda em frente a um bonecão amarelo e tremulante.

YouTube Preview Image

Outro que se amarrou em contracenar com os bonecões foi o ex-Led Zeppelin Robert Plant e sua colega Alison Krauss. Os dois aparecem no clipe de “Gone Gone Gone (Done Moved On)” contracenando com vários bonecões de todas as cores e tamanhos. Clique e espere 37 segundos para conferir.

Mas o mais legal é perceber que os simpáticos enfeites ganharam espaço na arte de rua. Pelo menos foi o que relatou a Cecília Giannetti, que deu de cara com um Bonecão do Posto gigante em frente ao Palácio da República, aqui no Rio. Para celebrar a alma do ex-presidente Getúlio Vargas, que ali meteu um tiro no peito, algum insano instalou um Bonecão de proporções absurdas na calçada em frente ao prédio no Catete.

O boneco em questão vestia uma réplica do pijama presidencial que Getúlio estava usando naquela fatídica noite do mês de agosto de 1954. Como se não bastasse usar pijama, o Bonecão-homenagem-póstuma ainda ostentava uma marca de sangue no peito, onde o tiro atingiu o então presidente.

Bonecão sem noção

Bonecão sem noção

O Bonecão, de novo em alta, recebia os visitantes de uma exposição sobre o presidente suicida em sua antiga residência. Boa sacada, não? Por mais que a febre tenha passado, é reconfortante ver que os bonecões ainda têm seu espaço.

UPDATE: A Nanda Obregon manda avisar que Scarlett Johansson também dá respaldo à volta dos bonecões, como aparece por volta de 1 minuto do clipe de “Falling Down”, cover de Tom Waits.

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Tem coleção nova da Melissa

Antes de mais nada, meninos, eu sei que isso aqui anda mulherzinha demais, mas prometo dar um jeito nisso em breve! :P

:: Na semana da São Paulo Fashion Week, a Melissa apresentou os modelos de sapatos e sapatilhas que estarão no próximo inverno da marca. Como disse lá pelo meio do ano, participei de um encontro com outras meninas que se encaixavam no perfil do público-alvo da marca para conferir os protótipos da coleção e… nossa, muita coisa mudou. Muita coisa mudou do que foi apresentado na ocasião, mas com relação às coleções passadas, tudo parece mais do mesmo. São poucos os modelos novos e nada muito inspirado. Senti falta de vários de que tinha gostado na ocasião, será que ainda saem?

:: A inspiração, é, na real, a África e os novos modelos ganharam nomes como “Ashanti“, “Numa” e “Adanna” (minha preferida), que mais parecem nomes de guerra dessas cantoras gostosas gritalhonas de R&B que sempre andam com um rapper a tiracolo. Preguicei.

:: A coleção Afromania tem cara de globalizada, além de ter nome pronunciado em inglês, segundo recomendação do próprio site, traz as Melissas londrinas da Vivienne Westwood e os modelos orientais do verão passado. Além de ter um farfalle (sabe o macarrão gravatinha?) enfeitando um dos modelos. Mas hein? Tô na Itália?

Cor de macarrão e um farfalle enfeitando: WTF?!

Cor de macarrão e um farfalle enfeitando: WTF?!

:: No encontro que apresentou a coleção, uma das estampas do forro das Melissas me remeteu a algo étnico mesmo, mas achei que pareciam mitogramas e que viria mais América Latina por aí. Passei perto, mas nem tanto.

Mais ankle boots, dessa vez em versão plástico. Bocejos.

Mais ankle boots, dessa vez em versão plástico. Bocejos.

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Fashion Rio :: Inverno 2009

Nesta edição do Fashion Rio, minha participação se resumiu apenas aos desfiles da mineira Printing e do primeiro dia de Rio Moda Hype, graças ao meu trabalho, que não tem muito a ver com o assunto, e à gentileza da Julia Valle, que me convidou para ver suas criações tão elogiadas por aqui na passarela.

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Apesar do nome que remete a uma marca mais jovem, a marca de roupas de festa Printing saiu de Belorizonte para sua primeira incursão nas passarelas cariocas. Em pleno calor de meio-dia, a grife de desfilou suas finas roupas de noite.

Os anos em que vivi na terra do pão de queijo me fizeram crer que só por lá, onde as pessoas prezam – e muito! – pelo cuidado com o visual. Ir até a padaria requer uma arrumação especial, que dirá ir para um evento de gala. Por isso, chega a ser curioso uma cidade que prima pela informalidade e pela falta do dress code apresentar um desfile cheio de glamour.

Elegante, a Printing fez um desfile com cara de anos 20, nos chapéus, nas bolsas com cara de antiguinhas e na silhueta, fininha, fininha. O bacana é que eles subverteram a regra não declarada de que ocasiões festivas pedem vestidos longos. As peças não passam do joelho e ganham companhia de cintos, bolsas de mão, colares de murano super volumosos (será que pesa?).

As calças também têm vez: soltinhas, ajustadas, em terninhos, combinadas com vestidos e blusas com brilhos. Pedraria, texturas e brilhos adornando? Tem, sim, senhor.

Se eu fosse participar da minha cerimônia de formatura – que, por sinal, é neste final de semana – a minha escolha seria o modelito da foto abaixo: elegante, marcante e foge do lugar comum do vestido longo de crepe/cetim/insira aqui seu tecido caretão.

A elegância da Printing / foto do Chic.com.br

A elegância da Printing / foto do Chic.com.br

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No dia seguinte, foi a vez de conferir na calorentíssima Marina da Glória os desfiles que os novos talentos selecionados pelo prêmio do Rio Moda Hype prepararam.

Quem abriu foi Fernanda Yamamoto, de São Paulo, com a coleção Sport Chic. Com cores claras, Fernanda misturou a inspiração nos esportes radicais com tecidos e cortes mais arrumadinhos. A mistura de referências ficou clara na combinação de materiais.

O conforto chique em tons clarinhos de Fernanda Yamamoto

O conforto chique em tons clarinhos de Fernanda Yamamoto

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Em seguida, foi a vez de Martins Paulo, do Piauí, que usou a obra de Cecília Meirelles para pintar a passarela branca de cores mais que alegres. Só que, em vez de peças lúdicas, que remetem ao universo infantil, é como se a autora de “Ou isto, ou aquilo” tivesse ido dar uma voltinha por Seattle em um milagroso dia de sol. A trilha sonora com uma cover incrível a cover incrível  de Lithium, do Nirvana, pelo Polyphonic Spree os xadrezes, as modelagens e os boots sobre meias coloridas não me deixaram outra impressão. Amei!

O estilista piauiense quebrou os tons sisudos de inverno com um desfile supercolorido @ Chic e Ego

O estilista piauiense quebrou os tons sisudos de inverno com um desfile supercolorido @ Chic e Ego

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O terceiro desfile ficou por conta da moda masculina de Alisson Rodrigues, do Paraná, que trouxe de volta o tempo chuvoso para a Marina. Os homens de Alisson usam capuzes, cachecóis soltos ou amarrados livremente, jeans escuros, estampas de placas, botas pesadas e leds (sim, luzes!) para viver em meio a metrópole. Não foi à toa que a coleção ganhou o nome de Urbanidades.

A urbanidade de Alisson Martins @ Ego

A urbanidade de Alisson Martins @ Ego

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A mineira Julia Valle, que já tinha apresentado a coleção da Printing – da qual é estilista – no dia anterior, voltou à passarela com sua coleção Generator. Em parceria com um programa desenvolvido especialmente para a coleção, Julia criou via computador formas que ganharam deformações e então foram retrabalhadas por ela para tornarem-se peças utilizáveis. O resultado é uma coleção superfeminina e novamente elegante, em que as tais deformações acrescentam movimento e leveza, em peças que acabam ganhando um charme a mais.

As descontruções da coleção Generator, de Julia Valle @ Ego

As descontruções da coleção Generator, de Julia Valle @ Ego

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Renata Veras, única anfitriã carioca da bateria de desfiles, usou a inspiração no movimento londrino Guerrila Gardening - que prevê a invasão de espaços para a implantação de pequenos jardins urbanos – para trazer à passarela peças que misturavam tons sóbrios com cores fortes e que valorizam o corpo feminino – mas que já enjoaram – como legging, maiôs e calças super justas. Outra sensação incômoda de deja vu foi o uso de scarpins de salto com polainas…

Renata Veras foi a única carioca a desfilar no primeiro dia de RMH @ Ego

Renata Veras foi a única carioca a desfilar no primeiro dia de RMH @ Ego

Entre as modelos que sustentaram as criações de Renata, estava Marianna Henud, uma das participantes da última edição do reality show “Brazil’s Next Top Model”, que fez mimimi e reclamou que o programa só serviu para queimar o filme dela.

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Quem fechou a tarde foi a Frame, de São Paulo, com um jeitão de “viagem pela América Latina em grayscale”. Como assim? Pois é, apesar da inspiração em artistas como Marcel Duchamp, em que pretendiam transformar elementos do cotidiano em moda, o desfile ficou com uma baita cara de coleção para mochilão pelos países próximos, mas sem as cores fortes que sempre marcam a latinidad.

Os vestidões soltos, cheios de babados, as mega-maxi-ultra-mochilas e bolsas e as sandálias rasteiras me deram uma impressão totalmente diferente da que foi conceituada pelas estilistas Patrícia Brite e Lívia de Paula.

frame_rmh

A coleção com cara de mochilão da Frame @ Ego

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Considerações finais:

:: Gustavo MM, DJ responsável pela trilha do RMH, deve ser um baita fã de videogame, já que a vinheta que abriu cinco dos seis desfiles é a música de abertura do We Love Katamari, possivelmente o jogo mais legal já inventado por um japonês surtado.

:: Infelizmente, as ankle boots apareceram bastante nos desfiles desta edição. Infelizmente, sim, porque aquilo ali só fica bem em mulheres altas e muito magras, o que não é o caso da cidadã comum que chafurda nos docinhos.

:: Algumas das frequentadoras do Fashion Rio não seguiram as valiosas lições de Blair Waldorf e ignoraram que TIGHTS ARE NOT PANTS. Meiacalça vem por baixo da roupa e não é uma parte dela, pelamordedeus.

:: Eu não vi o desfile ao vivo, mas cês notaram que a carioca R. Groove usou e abusou dos acessórios feitos em Lego, como foi tendência lá fora umas estações lá atrás?

Pixel Art: os corações de Lego da R. Groove @ Ego

Pixel Art: os corações de Lego da R. Groove @ Ego

:: Também não tive tempo para conferir os outros desfiles e fazer comentários. Mas isso vocês acham na ótima e rápida cobertura do Bem Resolvida.

:: As fotos que ilustram o post são de Carlos Zambrotti, da AgNews, gentilmente malocadas do Ego (e algumas do Chic). Valeu aí, chefinha.

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Julia Valle

O barato da internet é que, mesmo que ela seja infinita, as coincidências da vida acabam nos levando de volta a páginas, trabalhos e pessoas.

Um exemplo: há muitos e muitos anos eu conheci a Julia Valle, uma mocinha de Belo Horizonte – e fã de Blur – em um canal do IRC (pois é…). Como às vezes acontece, o tempo me fez ficar sem notícias dela, mas no ano passado esbarrei de novo com a guria pelo mundinho virtual e vi que ela estava desenvolvendo um trabalho incrível em moda, como sempre caminhou para fazer. Na época, eu trabalhava em um jornal aqui do Rio, sugeri como pauta, mas a história nunca foi pra frente e mais uma vez deixei a Julia passar.

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Ramalhete: acessório para cabelo feito em couro

Eis que navegando agora caí novamente no portfolio dela e me encantei com as coisas que já tinham me encantado em outros tempos. Só que dessa vez o registro não passa.

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BADgeNEWS: as más notícias que se transformam em belas peças

Os acessórios e roupas criados por Julia são, como ela, delicados. Designer e modista, ela consegue tirar de madeira, couro, jornal e papel formas sutis e femininas. Sou fã dos laços e buttons de madeira trabalhados com desenhos em nanquim, da coleção Ramalhete (de acessórios em couro) e do projeto BADgeNEWS, que tira da dureza das notícias dos jornais peças estampadas em flores e recortes de papel branco.

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Buttons de madeira pintados com nanquim

Outros destaques inusitados são o uso de cabelos (?!) para confeccionar acessórios e bordados, e as roupas de papel, que criam e se recriam em recortes e linhas. O trabalho da Julia vale (sem trocadilhos!) a visita ao portfolio para esmiuçar tudo com a calma que a dedicação que ele merece. E sem perder de vista.

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Acessórios feitos de cabelo

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