Monthly Archive for October, 2008

Yogoberry

"Não é sorvete, é Yogoberry"

No último verão senegalês carioca, eu e o Arnaldo Branco agradecíamos os favores e pagávamos as nossas apostas com Sorvete Itália. Devo ter adquirido alguns vários quilos a mais nessa brincadeira de “te compro um sorvete”. Até que enjoei. Como sempre, o calor se instalou no Rio ainda na primavera e já posso prever que o novo objeto de barganha da estação tem nome e endereço. O Yogoberry é uma lojinha em Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, entre Vinícius de Moraes e Joana Angélica) que se dedica a vender… iogurte natural.

Sim! Mais uma vez eu dou meu braço gastronômico a torcer e me pego apaixonada por uma iguaria da qual era impensável eu gostar. Eu de-tes-to iogurte natural. É, aquele puro, de potinho, que você compra quando quer emagrecer e ficar um pouquinho mais infeliz. A questão é que o Yogoberry trabalha com Frozen Iogurt, ou seja, sorvete de iogurte natural. E não é que assim a coisa funciona? Nas versões natural (duh!) e chá verde, você escolhe o tamanho do pote e o que quer usar de cobertura (que eles chamam de toppings): de lichia a morango, de sucrilhos a chocolate, passando por nozes e amêndoas. Caldas também são bem vindas. E o resultado é FANTÁSTICO, é leve e é gostoso mesmo, não é papo de louca por dieta, até porque, convenhamos, dieta infelizmente não é minha praia.

Além do tal frozen, eles servem os já badalados Smoothies, que são os milk-shakes de iogurte natural batidos com fruta. Como se não bastasse a iguaria ser uma delícia, a decoração da lojinha é uma graça: as cadeiras de acrílico, o ambiente branquinho, as luminárias verdes e até o painel em Comic Sans são muito fofos. Daqueles lugares que te dão prazer de se estar.

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Ah, e a alegria não é só de quem passa por Ipanema! Soube que abriu uma nova filial do Yogoberry no Barrashopping. Na hora em que abrir uma no Downtown, perto do *localdetrabalho*, serei uma pessoa assumidamente mais feliz. Se alguém de cima estiver lendo isso, favor atender às minhas preces. Amém.

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Enquanto escrevia esse post, as tags “moda” e “verão” ecoavam na minha cabeça, até que lembrei: ainda existem sorveterias a quilo, a febre dos anos 90, por aí?

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Emmy The Great: sim, ela é ótima

Pulando de link em link para escrever o post sobre o novo projeto do Fatboy Slim, me deparei com uma das muitas integrantes do projeto BPA, a Emmy “The Great”. A tal “grande” é, por batismo, Emmy-Lee Moss, uma guria de 24 anos nascida em Hong Kong, naturalizada inglesa, que faz parte de um movimento da terra da rainha chamado de “anti-folk”. Numa espécie de jogo do contrário (ou “psicologia infantil”), a despeito do prefixo “anti”, tem muito de folk no som da menina (duh!).

As músicas que Emmy postou em sua página no MySpace foram ouvidas pouco mais de duas mil vezes, mas merecia a audição em loop de cada navegador errante que caiu por ali. A balada com jeito de cinqüentona “We Almost Had a Baby”, a fofa “Short Country Song” e “Mia”, do delicioso refrão “I always liked this singer / I remember how you were the one who told me that her name was either Mia or M.I.A”, são assinadas pela própria Emmy. Eu adorei, e você?

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De brinde, ao acessar o MySpace atrás do trabalho da sujeita, você leva duas covers incríveis: que tal ouvir “Where’s Is My Mind”, dos Pixies, em versão um banquinho, um violão, um ukulele e uma bela voz feminina? E “Burn Baby Burn”, do Ash, em clima de lual? Como influência, a mocinha ainda cita Rivers Cuomo, do Weezer, e Evan Dando, ex-Lemonheads, reis das melodias lá pelo meio da década de 90. Fora da música? Calvin e Haroldo, Tina Fey E Liz Lemon e Batman. Tem bom gosto, a menina.

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Na curta carreira, Emmy The Great já tocou com Martha Wainwright – sim, a irmã do Rufus, que também faz parte do BPA – e Kimya Dawson, aquela da trilha sonora de “Juno”, lembra? Pois é, além das (boas) referências que vieram pelo simpático apadrinhamento, as covers da Emmy me lembraram a de “Someday”, dos Strokes, feita pela Basia Bulat, que eu também já citei por aqui. Só melhora, né?

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Para ler também:

:: Clap your hands if you want some more

:: Noel is blogging

:: Cry Baby Cry

:: Vanessa Paradis assassina

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The Adidas Originals Festival

Se esse blog virasse um festival...

Se esse blog virasse um festival...

Gosta de pixel art, de música e de joguinhos? Pois prepare-se para viciar no Originals Festival, nova atração virtual da Adidas. Em época de festivais no Brasil (oi, Tim, oi, Planeta Terra!), o jogo chegou na hora certa. Por que? Ora, nele, você é o produtor de um grande festival de música. Depois de escolher a locação, você monta o line up com uma verba pré-estabelecida, cria o cartaz e faz a divulgação para conseguir o maior público possível. Sim, a divulgação é real, na internet e está sujeita à votação! O vencedor fatura duas passagens para o Meredith Music Festival, em Melbourne, na Austrália, em dezembro. Só tem um detalhe: para concorrer você precisa morar na Escandinávia. É, pois é.

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Em resumo, todos os fanáticos por música que – como eu, claro – ficam especulando sobre as atrações gringas que se apresentam por aqui e discutem a lista de shows de todo e qualquer festival podem dar vazão aos seus desejos mais ocultos e montar o line-up dos sonhos. Ou seja, pára de reclamar e põe a mão na massa!

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A lista de bandas com data disponível para o Adidas Originals Festival vai desde medalhões como Beatles e Beach Boys – de cachês altíssimos, claro – à galera mais nova como José González e The Kooks, passando por Radiohead, Pixies, Primal Scream, Morrissey… tem até os niteroienses do The Twelves, é muita gente! E pode reparar, vários dos nomes cotados por lá já passaram ou vão passar pelo Brasil.

Para fechar o festival, você precisa escolher um head-liner e sete outras atrações, além do after-party. E é aí que você descobre que o festival ideal é tarefa árdua de se cumprir, como deixar tanta banda boa de fora? Como escolher um e deixar outro de lado porque não cabe no orçamento? Dói, viu? Mesmo de brincadeirinha…

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O tal Meredith Music Festival deste ano – a 18ª edição – rola entre 12 e 14 de dezembro e traz MGMT – que tocam este fim de semana no Tim Festival! – The Datsuns, Architecture in Helsinki e mais um monte de atrações semi-desconhecidas. Vendo por esse ângulo, dá até pra não ficar chateado por não morar em um dos países escandinavos.

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Pois o meu Go to Heaven Festival tá bem melhor que a escalação australiana: Radiohead, Primal Scream, Pixies e BRMC são as atrações principais. The Go! Team, I’m From Barcelona, Hot Club de Paris e Au Revoir Simone animam a tarde. O after party fica por conta dos conterrâneos do The Twelves.

Diz aí, você iria ao meu festival? E a sua escalação, qual seria?

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Para ler também:

:: Dr. House responde

:: Imagem & Ação Musical

:: Mc Videogame

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À procura do Hot Philadelphia perfeito

Eu confesso: sou uma novata na arte da degustação de comida japonesa. Se você, querido leitor, lê este humilde blog há mais de um ano, sabe que minha primeira experiência bem sucedida com a culinária oriental foi há pouco tempo. De lá pra cá, muitos reais foram gastos para alimentar o novo vício em peixe cru, cuja ausência chega a me causar tremedeiras.

Imagem meramente ilustrativa. Eu nem sempre ando com a minha câmera, droga!

Imagem meramente ilustrativa. Eu nem sempre ando com a minha câmera, droga!

Poréééém, desde que me iniciei neste fantástico mundo tenho uma questão: sempre me falaram que o Hot Philadelphia – o rolinho de alga, arroz, cream cheese e salmão empanado e frito – era a porta de entrada perfeita para este submundo de cores e sabores. Só que taí uma coisa que nunca me cativou. Devo ter desbravado mais de dez restaurantes diferentes que serviam comida japonesa e sempre dedicava um espacinho no estômago para testar o tal Hot Philadelphia, sempre meio cabreira. Já tinha virado uma questão de honra encontrar o rolinho frito perfeito.

E eu acho que, finalmente, cheguei a dois candidatos fortíssimos ao posto. Os dois vindo de restaurantes pequenininhos e mega charmosos, quase vizinhos em Ipanema.

O primeiro é o hot – para os íntimos – do Minimok, que, como diz o nome, é mini e fica escondidinho ali na Vinícius de Moraes, entre a Visconde de Pirajá e a Barão da Torre. O rolinho foge do tradicional ao ser empanado com arroz de bifum cortadinho, que deixa tudo muito, mega, ultra, hiper crocante.

Não dá vontade de parar de comer, ainda mais porque eles são enrolados bem fininhos, impedindo que você queime sua boca com o cream cheese quente. Vocês hão de convir que manusear os hashis já não é fácil, pegar uma peça gigantesca e ter que colocar ela inteira e pelando na boca só complica a situação.

O outro candidato é o Hot Philadelphia do Boo Dah Sushi Bar, que fica na Teixeira de Mello, em frente à La Cucaracha. O restaurante acabou de abrir e segue os moldes do vizinho Minimok. Pequeno, aconchegante e bem decorado, fazendo valer a máxima de que comida japonesa também é pra ser comida com os olhos. O hot de lá é empanado com uma massa diferente da habitual, sequinha e crocante e que eu, muito esperta, esqueci de perguntar como era feita (mil perdões!). Mas o importante são os fatores “sequinha” e “crocante”, porque ninguém merece ter o paladar insultado por um troço borrachudo e encharcado de óleo, certo?

Pois então, a iguaria nipônica do Boo Dah é sequinha, crocante e com o must de levar uma dose a mais de cream cheese em cada peça depois de cortada. Ou seja, os hots chegam à mesa com um pinguinho extra de queijo pastoso que faz toda a diferença.

Apesar de ainda preferir me entupir de sashimis e sushis, vou continuar na busca por novos e incríveis Hot Philadelphias, mas com a certeza de que superar esses dois vai ser difícil.

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Uma das coisas que notei no Minimok foi a música ambiente: tava rolando um Minimal como o que andou na moda nas festas de música eletrônica por aí. Só concluí que o som funciona muito mais como trilha de jantar do que em pista de dança. Sabe como é, nada contra… mas quando eu tô dançando, sinto falta de refrão pra cantar junto.

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Como eu contei aqui, o local escolhido para a minha primeira incursão à culinária japonesa foi o tijucano Mitsuba. Lá, fui recebida pelo simpaticíssimo dono da casa que, entre mil histórias deliciosas, me contou que o Hot Philadelphia era uma licença poética brasileira. Um adendo carioca ao menu japonês, para falar a verdade. Ele contou que, durante os anos 90, o Rio sofreu com uma crise de intoxicação por peixes. Não tenho memórias do episódio, já que não morava aqui e não sei precisar bem o que aconteceu. Só consigo imaginar que os restaurantes japoneses, esses que servem peixe cru, devem ter perdido muitos clientes na época: quem é que vai se arriscar em meio a uma situação dessas? Por isso, os sushimen passaram a investir na criação de pratos quentes, empanaram o Philadelphia – que já era uma releitura por si só – e tascaram na frigideira. O resultado, se vocês não são frescos como eu fui, vocês já devem conhecer. :)

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Para ler também:

:: Boteco da Garrafa

:: Você é o que você come

:: Mexican Wine

:: Resenha junkie

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Porn Safe For Work: novo filão?

Na busca por clipes legais, eis que fui apresentada ao novo vídeo do novo projeto do sempre arroz de festa Fatboy Slim. “Toejam” leva a assinatura de Brighton Port Authority – ou simplesmente BPA, o tal novo projeto capitaneado por Norman Cook – e tem participação do rapper Dizzee Rascal e do ex-Talking Heads David Byrne. O clipe mostra uma festa do cabide, cheia de gente bonita, em clima de paquera e muita azaração. Em resumo, todo mundo nu e se querendo. A graça da coisa toda tá na coreografia feita com as tarjas de censura aos genitais, peitos e bundas da galera em ação. Melhor que explicar, só vendo:

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Como você deve se lembrar, no começo do mês, a internet parou para comentar o vídeo promocional da campanha dos 30 anos da Diesel. O tal promo de putaria SAFE FOR WORK, mostrava reis e rainhas da pornografia mundial, como Peter North, Tiffany Mynx, Chloe Nicole, Nina Hartley e Amber Lynn em ação, mas tudo era camuflado para parecer uma inocente brincadeirinha de criança. Se alguém não viu isso e nostalgia precoce é o que dá ibope na internet, então vamos lá:

YouTube Preview Image

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A ligação entre os dois vídeos de pseudo-putaria é o diretor: Keith Schofield é responsável por essas duas belezinhas, além de outros vídeos sensacionais como “Move”, do Cansei de Ser Sexy e “Bad Blood”, do Supergrass, que faturou o UK Music Video Awards como melhor clipe de rock deste ano (e concorreu com o fantástico “Grip”, do ZZZ, que eu já recomendei aqui). Taí um nome pra se ficar ligado.

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“He’s Frank”, música do BPA com participação especial de Iggy Pop nos vocais, está na trilha da terceira temporada de “Heroes”. Vai lá e dá um confere no MySpace do projeto. A música é boa.

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Para ler também:

:: Not Safe For Work

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Ganheeei!

Avental Brastemp by Ronaldo Fraga

Avental Brastemp by Ronaldo Fraga

Eu sempre tive AVERSÃO a concursos culturais. Preferia ficar a mercê de sorteios a ter que testar minha capacidade de dar respostas engraçadinhas/espertinhas para ganhar alguma coisa. Por outro lado, sempre AMEI ganhar brindes como qualquer ser humano, diga-se. E movida pela chance de ganhar este avental ma-ra-vi-lho-so e exclusivo do não menos maravilhoso Ronaldo Fraga, lá fui eu queimar a mufa pra pensar em algo decente para responder à pergunta: “Qual o primeiro prato que você cozinharia na estréia do seu avental Brastemp by Ronaldo Fraga?”

O mimo da cozinha fashion estava sendo oferecido pelo projeto Brastemp Host Club, que convocou os maiores festeiros da alta sociedade do Recife para provarem quem é que dá a melhor recepção. E, mesmo que eu não levasse fé no meu jeito para a coisa, resolvi arriscar, caprichei na cara de pau e mandei um tosquinho: “Prêt-a-porter”: com esse autêntico Ronaldo Fraga, qualquer prato estaria pronto-para-servir. Horrível, eu sei, mas era um avental liiindo do Ronaldo Fraga, pô, tá valendo.

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Minha esperança de faturar o tal avental só aumentou quando vi respostas de gente que, erm, não pegou o espírito da coisa. Teve jogral, teve poesia, teve rima, teve informação demais… quer ver só?

:: De entrada “Modernidade” com pitadas generosas de “Classe”. O prato principal será “Beleza” ao molho de “Ego”, acompanhado de um bom vinho de “felicidade”.Tudo isso para combinar com o Avental Brastemp by Ronaldo Fraga!
:: Um Strogonoff de Esperança servido com batatas gratinadas ao tempero de carinho.

:: Faria um prato de yakssoba a base de de ingredientes que faria minha esposa ter apetite sesual como amendoins, assim ela morreria de desejo deme ver só de avental.

:: Viveria um momento nostálgico em homenagem ao meu primeiro triunfo culinário. Com direito a convidados, poema e muita emoção: Prepararia um magnífico ovinho frito, que em tantas madrugadas foi a minha salvação. Deliciosa presença, capaz de transformar qualquer gororoba em saborosa refeição. Deixando registrado o meu agradecimento e afeto, ao querido bife do olhão.


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Depois disso, nem preciso dizer que – mesmo com a falta de GRAÇA na minha resposta – faturei o exclusivo Ronaldo Fraga e que meus dias de Amélia na cozinha serão muito mais divertidos. Valeu, Brastemp! Pra quem nunca ganhou nem uma mariola mordida em concursos, sorteios e jogos de azar isso é o equivalente a um cofre do Tio Patinhas lotado de moedas de ouro. :)

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E só depois de enviada a resposta e divulgado o resultado descobri que a própria Brastemp tem um produto chamado “Prêt-a-porter”, um desodorizador que serve para tirar o fedor de cigarro e afins das roupas. Eu, que sempre fui uma militante contra o fumo em locais fechados, adorei a idéia. Mas em se tratando do Rio e de suas casas noturnas, acho que eu ia precisar era de um desodorizador humano, pra entrar nele e sair menos fedida graças ao cigarro alheio.

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Para ler também:

:: Para calçar, para vestir, para ler

:: Você é o que você come

:: Separadas no nascimento

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Liniers chega ao Brasil

E a gente dança pra comemorar!

Extra! Extra! Como Deus e o mundo já tinham adiantado, finalmente os livros do cartunista argentino Ricardo Liniers vão ser lançados no Brasil. A Editora Zarabatana comprou, traduziu e vai publicar a série Macanudo, com a compilação das melhores tiras que Liniers manda diariamente para o jornal La Nacion.

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Invejinha de quem vai

No lançamento, o Liniers em pessoa – meninas, ele é um gatinho! – fará uma noite de autógrafos em São Paulo (e só em São Paulo, droga), na próxima quarta (22). Se algum leitor daqui estiver por lá, ficarei muito agradecida se puder pegar um autógrafo do sujeito para mim. Não vai ser nos meus Macanudos argentinos, mas tá valendo. :P

Para os interessados, segue o serviço en español:

14:00/17:00     Firma de ejemplares en HQ Mix.
Praça F. D. Roosevelt, 142 – Consolação
São Paulo
Teléfono: 11 3259.1528

19:00/20:30     Presentación en Fnac-Pinheiros.

20:30/22:00     Firma de ejemplares en Fnac-Pinheiros.
Av. Pedroso de Morais, 858 – Pinheiros
São Paulo

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Classe, elegância e compostura

A animação com o lançamento do Macanudo é por saber que mais e mais brasileiros vão conhecer o trabalho incrível desse cara. Eu sempre brinco que o Liniers sintetiza a vida em três, dois, um quadrinho e volta e meia posto algumas das suas tiras MARAVILHOSAS por aqui. A dica para os admiradores é acompanhar o feed do Auto Liniers, blog que republica as tirinhas que saem no La Nacion automaticamente. Isso porque o jornal disponibiliza via e-mail o conteúdo escolhido pelo usuário cadastrado. O cara recebe e automaticamente a tirinha do dia é publicada no blog. Quem preferir, pode receber o material direto do jornal, como eu faço. Todos os dias pela manhã abro um sorriso com um novo Macanudo no meu e-mail. Não tem mau humor que resista.

UPDATE: O Bruno compartilhou o feed das tirinhas diárias, oba!

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E mesmo tendo todo o material que engrossa as edições do Macanudo em primeira mão no meu e-mail, não me furto em comprar as edições impressas. Os livros quadradinhos merecem e é sempre bom poder folhear e rever as tiras do argentino. Tá aí uma prova de que a Internet não atrapalha quando o conteúdo vale.

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Não esqueço: conheci o Liniers no primeiro dia de 2006 quando o querido Nando Rocha voltou de Buenos Aires com o primeiro volume do Macanudo, que agora é lançado por aqui, e o Bonjour na mala. Foi amor à primeira vista. Desde então, os outros Macanudos vieram para a minha estante e já babei no Cuadernos 1985-1995, com os sketchebooks do Liniers, também trazido pelo Nando. A admiração pelo cara é tanta, mas tanta, que cogitei transformar as tiras que animam minhas manhãs em trabalho acadêmico. Por isso, aproveitem a oportunidade de ouro e DEVOREM os Macanudos que serão lançados por aqui. Prestigiem, comprem, leiam, se apaixonem. E se alguém achar a tirinha do Mexicano Existencialista que grita “Ay, mamacita!“, por favor, me mande!

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Li essa tirinha em algum lugar, nunca mais me esqueci, mas não acho de novo para compartilhar com o mundo. Não sei se ela foi publicada em algum dos Macanudos, se no Bonjour ou se é um dos 780 e-mails que tenho no meu label com filtro para os e-mails que chegam do La Nacion. Sei que sempre dou risada lembrando do mexicano sentado e pensativo durante os dois primeiros quadros e exclamando um singelo “Ay, mamacita!” no terceiro. É lindo, sério.

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Como recordar é viver, já falei e mostrei os quadrinhos de Liniers em posts passados, é só clicar nos links abaixos para conferir:

:: Liniers

:: 38 dias sem ver as tirinhas do Liniers

:: Frangos

:: Nunca se sabe quando se vai precisar, né…

:: Chiquito!

:: Muitas coisas em uma

:: Drops

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