
Isso aí em cima é a capa do primeiro disco solo do ex-Hermano Marcelo Camelo, “Sou”. Antes que você pense que a Liv fã de Los Hermanos struke back e resolveu fazer uma resenha do trabalho daquele que já foi líder de uma das bandas queridinhas da sua adolescência, aviso logo que não me dei e não pretendo me dar este trabalho. O último álbum dos cariocas, o tal do “4″, me traumatizou o suficiente pra que eu quisesse passar longe de qualquer registro sonoro posterior vindo deles. Confesso que não consegui… ouvi uma das músicas novas e, bom, deixa pra lá que esse não é o assunto do post.
Quando o álbum foi disponibilizado na Internet, a primeira coisa que eu reparei foi que resolveram usar a mugshot do Camelo como foto de divulgação – qual foi a do delito eu não sei, mas que isso é foto de delegacia, só pode. A segunda, mas não menos importante, foi a palavra “nós” colocada de cabeça pra baixo formando “sou”, em tipografia e papel de jornal, que estampa a capa do disco. Cheguei a ficar emocionada com o resultado, tão simples, mas tão bonito. Aí que fui avisada que o pai da obra se chama Rodrigo Linares, amigo do querido Dahmer e de meu excelentíssimo namorado.
Linares tem o jornal como matéria prima e, curiosamente, descobri que ele é jornalista, meu veterano. Das páginas frágeis, ele tira palavras que formam poemas, pedaços que viram mandalas – pequenas, médias, enoooormes – e dá um sentido diferente àquele amontoado de papel que vai pro lixo após a leitura. Infelizmente, o Linares não tem um site com registros da obra dele, mas só de ver o que saiu sobre ele aqui e ali dá pra ter uma idéia do trabalho.









Ah, vá, o 4 tem algumas músicas boas sim.
90% do Amarante, mas ainda assim.
Juro que não achei nenhuma, peguei uma birra desse disco…
O mugshot não é do episódio do avião com o cara do… Detonautas? Xotaquest (acho que não)… Nem lembro mais que banda era, mas rolou uma porrada bonita. Lembra?
Chorão, do Charlie Brown Jr.! Pela cara inchada, também imagino que a foto deva ter sido tirada PÓS SOCO NO NARIZ…
É o lance da briga no avião foi com o Chorão. hauhauah agora essa foto do Maomé tá boa..
Parabéns pelo blog conheci agora, vou entrar sempre.
Gente, essa foto tá parecendo mugshot de um mendigo, né?! Eu também fiquei traumatizada com o 4. Por sorte meu marido baixou ele pra mim antes de eu comprar (porque eu conservo este hábito antiquado de comprar cd antes de ouvir quando gosto da banda). Ouvi a primeira vez e foi um horror! Ouvi a segunda e a terceira e a quarta na maior boa vontade, vendo se era o caso de ir percebendo o álbum aos poucos, mas não deu. Achei ruim, falei.
O trabalho do Rodrigo Linares é interessante, mas essa capa do disco do Camelo é concretista demais pro meu gosto. De todo modo, eu cederia meu poema concretino CÚ de bom grado -combinaria mais com a mugshot do Camelo que esse sou/nós. (=
1- Bom, não entrarei no mérito do 4 (“do” 4, não “de” 4!), porque para mim as músicas do Camelo (exceto Morena) neste disco estão entre as melhores de todas da banda. Só que ele chegou a um estilo muito próprio, de modo que acho que isso traumatizou os Hermanos, pois a diferença de Amarante e Camelo é tão gritante que obrigaram a se separar.
2 – Quando o cara é bonito, sofre preconceito por ser mais um rostinho bonito, quando é “feio” e quer assumir a feiúra como beleza, o pessoal quer que ele seja bonito?
3 – o assunto do post é outro, e justamente o que mais me chamou atenção – bela poesia esta, a de olhar de outro ângulo as coisas e, às vezes de cabeça para baixo, vê-las como realmente são. Um método da arte contemporânea muito bem utilizado – lembra um pouco o trabalho do Jorge Macchi.
Mas esta da capa ficou linda mesmo.
a capa foi genial! simples e ambígua, adorei!
pena q quem usou foi um artista tão pobre…