Nessa época do ano começa o fogo no rabo dos cinéfilos cariocas. O motivo? A aproximação do Festival do Rio. Sim, o badalado festival de cinema que faz a galerinha roer as unhas de ansiedade enquanto lê as sinopses dos trocentos filmes que serão exibidos na cidade. Aí todo mundo faz suas enormes listas, madruga pra enfrentar as enormes filas e comprar zilhares de ingressos na esperança de que assistir a mais de 50 filmes em duas semanas vá mudar suas vidas pra sempre.
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Em seis anos de Rio, conto nos dedos os filmes que peguei no festival: um. Na edição do ano passado tomei coragem pra descer 12 andares de escada num dia sem luz no meu prédio e debaixo de chuva fui até o quase-extinto Palácio para ver Science of Sleep, do francês Michel Gondry (ou MAIQUEL GÔNDREI, como ouvi uma anglicista falando). Dei sorte… segui minha intuição de que o filme não seria exibido no circuito comercial e acertei. O filme é maravilhoso.
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E já que o assunto é cinema, o que me deixou bem interessadinha foi a segunda edição da mostra de cinema Rock & Totem. Como eu já disse antes, não bastava fazer cada coleção mais incrível que a outra sempre inspiradas em movimentos musicais, o simpático Fred D’Orey, criador da Totem, ainda toma iniciativas como essa. De quarta a domingo, o espaço do Senac de Copacabana exibe gratuitamente (ou em troca de um livro infantil, como queira) 11 filmes sobre música com show bônus do Vulgo Qinho e os Cara (que me provam que banda brasileira não sabe escolher nome) na abertura.
“All My Loving”, “Groupies” e “Born to Boogie” já estão na minha lista. A programação completa você confere no site oficial do evento.
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Coincidentemente, a Lilian indicou um blog de downloads de filmes underground que tem um acervo sensacional de filmes de música. Rock, folk, blues, punk, cinebiografias… tá tudo lá, no Arapa Rock Motor.










“Fred d’Orey toma iniciativas como essa = faz uma puta ação de branding pra marca”.
E não “Fred d’Orey toma iniciativas como essa = puxa, que cara legal fazendo isso pela gente”.
Ok?
Sim, eu trabalho pra concorrência. Hêhê.
Eu me vendo pra publicidade, Nina. Fred D’Orey pode ter a pior das intenções marketeiras, mas se o resultado é bom, me compra facinho!
;)
tenho que concordar, o resultado é sempre bom.
e que nao me ouçam por aqui, mas i (heart) totem.
bêjo beibe.
Fred D’Orey é um cara de bom gosto e de ótimas intenções.
Tem que ser muito ignóbil, mesquinho e zé ruela para achar que ele faz isso só pelo marketing.
Existem dez mil opções mais péla-saco e provavelmente mais eficientes para fazer marketing.
O Fred faz o festival porque tem amor genuíno por cultura.
E não sou amigo dele nem trabalho para ele, OK?
Apenas conheço a trajetória do cara.
Eu vi 32 filmes em duas semanas e isso mudou minha vida. O lance é que não é só o Festival: é toda uma coisa que envolve o Festival, o seu planejamento, fazer apostas. Eu adoro apostar minhas fichas em alguma coisa, então é melhor que seja num filme do que num macho tranqueira qualquer. Haha.
Não tem muita explicação. Cada filme é um filme, cada Festival é um Festival, sei lá. Eu não trocaria cada minuto que passei em filas e em salas por nada. Até dos filmes ruins eu tenho história pra contar :)
E, ÓBVIO, já estou com o rabo em chamas pra fazer minha lista desse ano. Heh.
Você é a única pessoa que eu perdôo por isso, De Brito. A exceção que confirma a regra. E só porque suas justificativas (inclusive a parte do macho) são SUPER válidas.