Monthly Archive for August, 2008

Fafi Vasconcellos

Mesmo que o tempo ande escasso, eu sempre dou um jeito de curtir e compartilhar as mulherzices que encontro por aí.

Há alguns vários anos, estava eu feliz e saltitante em um festival de rock aqui no Rio e fui conferir os stands de moda montados pela produção. Acabei me apaixonando pelas criações de uma guria nova, a Fafi Vasconcellos, mas na falta de cheque, acabei levando só o cartão de visitas da estilista pra casa e nunca mais ouvi falar dela. Até que fui conferir a programação do último No Capricho – evento da revista adolescente – e reconheci aquela marca.

Acabei caindo no Flickr da moça e a boa notícia é que ela acabou de postar as imagens do catálogo da coleção do próximo verão. Preciso dizer que eu amei? Babados, drapeados, laços, cinturas marcadas, detalhes que deixam qualquer mulher viciada em meninices babando.

A partir de setembro, a coleção vai estar disponível na multimarcas Fulanas, no Leblon, e no Espaço Tudo é Moda, em Ipanema.

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Sobre a reclamação do post abaixo: hoje adentrei um ônibus no ponto final e a trocadora não tinha troco pros meus R$ 20. Óbvio. Em vez de ficar pianinho, reclamou. E o motorista indagou se eu achava que o coletivo era banco. Se eu não tivesse acordado muito serena – mesmo após uma noite mal dormida – eu juro que teria armado o maior barraco e desafiado o sem-mãe a me achar um estabelecimento aberto àquela hora da madrugada – leia-se, antes das 6h – pra que eu pudesse trocar o dinheiro.

Eu juro que quando eu tenho troco, faço o possível pra me livrar das moedas no ônibus e pagar minha passagem com os menores valores. Mas nem sempre é possível, eu que não sou banco e a obrigação de andar com troco não é minha. Sério, tô puta.

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Notícias do Rio

Quando se consulta um médico, espera-se que no mínimo ele tenha um estetoscópio. Quando se vai a um jornaleiro, espera-se que ele tenha os jornais do dia. Quando se pega um ônibus, espera-se que o trocador tenha troco, certo? Não aqui no Rio. A cidade maravilhosa enfrenta o incrível fenômeno da falta de troco nos meios de transporte públicos. Já até estou acostumada a ver cara feia do rodoviário quando chego com uma nota de R$ 10 pra pagar os R$ 2,10 da passagem… de manhã cedo, então, é esperar por horas até passageiros suficientes pagarem em dinheiro e não em Vale Transporte pra poder pegar o troco. E nota de R$ 20? Suba em um coletivo carioca munido de uma única nota de R$ 20 e sinta as más vibrações do trocador, que passa a querer que você e sua vigésima geração morram empalados com um tronco de Baobá. A coisa tá tão séria que dia desses dei R$ 2,25 e tive que esperar cerca de quinze minutos pra recuperar os QUINZE CENTAVOS que a empresa de ônibus me devia.

Sempre que isso acontece eu me pergunto: custa muito ao trocador andar com dinheiro trocado pra fazer jus ao nome da sua profissão?

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Como tudo tem seu lado bom, até o Rio de Janeiro, anota na agenda a boa do início da noite de amanhã caso você goste de toy art, grafite e estêncil.

Nesta sexta-feira tem mais um dos mega-eventos da La Cucaracha Corp. envolvendo tudo isso e mais um pouco. Dessa vez, o incansável Matias Maxx patrocina a perna carioca da THE BROTHERS IN ARMS TOUR, excursão que traz cinco artistas urbanos super pop para o Brasil por uma semana. Unidos no bundalelê pela terra do samba, da caipirinha e do futebol estão o grafiteiro e MC Kid Acne, da Inglaterra, Calma, que é de São Paulo mesmo e o americano Tristan Eaton – criador dos fantásticos bonequinhos Munny, Dunny e Fatcap, da KidRobot, à venda na La Cucaracha. Por problemas de visto, os outros dois integrantes da trupe, o francês 123 Klan e o americano David Flores não chegaram a tempo.

A idéia é juntar os três que chegaram ao Brasil para produzir trabalhos em conjunto ao vivo, em tempo real, e fazer pequenas exposições por onde eles passarem. Os caras estão aqui desde ontem, já beberam com a galera, já fizeram trabalho social conduzindo oficinas e pintando murais em favelas cariocas e amanhã vão fazer uma demonstraçãozinha de Live Paiting ali na Rua Teixeira de Melo, em Ipanema, em frente à La Cucaracha, a partir das 19h.

De sábado a terça eles estarão em São Paulo e no dia 23 eles aportam em Belo Horizonte, a cidade sem porto. Pra sentir o que os caras podem fazer, dá uma olhada nesse Flickr com a ação dos caras na ONG Galpão Aplauso, em Santo Cristo.

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Cry baby cry

Não é de agora que o rock para bebês tá na moda, afinal fãs de Weezer e Motörhead também procriam. E é por isso que a gente vê em todo canto roupinhas minúsculas com os nossos ídolos estampados, chocalhos em forma de instrumentos e com esse cenário todo armado, a tentação de colocar os fedelhos pra dormir ao som daquelas canções que amamos deve ser grande. Mas como conseguir essa façanha com quem não sabe nem falar “papai” e “mamãe” sem deixá-los ainda mais despertos pelo barulho das guitarras-baixo-bateria?

Para os pais roqueiros e babões, o selo Rockabye Baby vem lançando a coleção “Lullaby Renditions of…” com versões “para bebês” de bandas como Led Zeppelin, U2, Queens of the Stone Age, Tool, Ramones, AC/DC, Pixies, Beatles, Beach Boys etc etc etc. No lugar dos instrumentos-padrão, xilofone, pianinhos, melotrons e é isso aí. A simplicidade que as músicas das nossas vidas ganham ao serem regravadas como músicas de ninar é pra deixar qualquer marmanjo – pai ou não – cheio de lágrimas nos olhos e pra viciar os pequenos a, desde o berço, ouvirem música boa.

De 2006 pra cá já foram lançados 24 discos, assinados por Michael Armstrong. Em cada um deles, uma brincadeirinha envolvendo a banda e histórias de criança: no do Metallica, Enter Sandman e a prece infantil são citações obrigatórias; na página do Coldplay, uma piada com maçãs e o Chris Martin (que batizou a filha de Apple). Lagriminhas escorreram ao ver que no Green Day a frase era “say good riddance to a cranky baby. Welcome to paradise“. No do Nirvana, o questionamento: “Smells Like Teen Spirit?” Smells like nap time”. Entendeu o nível de fofurice da coisa?

Pois tem mais. As capas são um show à parte. Lembram as capas e símbolos das bandas escolhidas, mas recheadas de ursinhos, porquinhos (no caso do Pink Floyd. Pescou?) e outros desenhos de criança que adaptam a cara das bandas pro universo infantil. Dá vontade de comprar tudo, até pra daqui a uns dez anos virar pros rebentos e falar “isso aqui é um CD e é assim que a gente ouvia música no meu tempo“.

Pra conferir antes de sair baixando tudo (porque eu sei que é isso que você vai fazer. Sim, foi o que eu fiz), dá uma olhada no MySpace da Rockabye Baby e tenha bons sonhos.

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Além de garantir um soninho gostoso – eu recomendo – os discos da Rockabye Baby ainda trazem uma esperança pra humanidade! Em março desse ano o casal Nicole Richie e Joel Madden (sim, um dos gêmeos do Good Charlotte) contaram à revista People que o disco que Harlow, a filha deles, mais ouve, é o Lullaby Renditions of Nirvana! Será que a pirralha se livra de crescer emo feito pai e brega feito o avô? A checar daqui a uns 15 anos.

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Mudando de assunto rapidinho antes de ir embora: depois dizem que eu sou reclamona, mas aluguei 2 Dias em Paris pra rever (sim, já tinha visto no cinema e, portanto, pago os devidos impostos pelo filme) e quando dei o play dei de cara também com QUATRO comerciais anti-pirataria. Sim. Quatro. E não dava pra pular. Cada um pior que o outro. Antes do filme. E aí, como eu fico? Começo a baixar filmes pra me livrar deles? Bom, ‘cês tão de prova de que eu tentei.

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Insomnia

Fã é uma coisa estressada, né, gente? O post abaixo rendeu uma polêmica… enfim. Se vocês, fãs de Muse, dizem que o cara não dubla, que ele não usa efeitos vocais e que tem a “passagem da traquéia mais estreita” (WTF?!), então tá, ele não faz nada disso, ok? Eu devo estar cega, devo ter sonhado e acabou. Agora parem de se importar com a opinião da porra de um blog, sim?

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Lembrando, sempre, que o xiszinho lá em cima tá à disposição de quem não curtir, melhor que gastar digital colocando comentáááários enoooooooooormes e mal escritos (em sua maioria) que eu apenas vou selecionar e deletar. Dois cliques, trabalho nenhum.

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Aliás, essa semana tá todo mundo estressado. Já vi badvibe em lista discussão, bad vibe em blog, badvibe no Twitter. Vamos todos dar as mãos e tomar um copão de água com açúcar pra relaxar? Pra quem ainda tá reclamando:


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Se vocês acham que estão me enchendo o saco comentando mil vezes no blog, preciso informar que CHATO MESMO é ver meu ônibus passar láááá do outro lado enquanto o sinal está fechado para eu poder atravessar a rua. Isso sim irrita.

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Esse negócio de passar a sexta-feira em casa assistindo novela com mamãe me fez perceber que Joventino Leôncio – Marcos Winter – de Pantanal era super in usando o modelo Wayfarer da Ray Ban que tem bombado nos rostos da galera moderna mundo afora. A diferença é que era o começo dos anos 90 e ele interpretava um peão mauriçola e não um designer/publicitário/estilista/promoter/jornalista.

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Ah, sim, e essa minha percepção que pode ter errado quanto à dublagem de Matt Bellamy me fez me divertir com a possibilidade de ter ouvido um “porra, Juma!” (ou “porra” vírgula qualquer coisa) saindo da boca do mesmo Marcos Winter se dirigindo à personagem de Cristiana Oliveira.

Enquanto alguns se estressam, eu me divirto. Aliás, me diverti horrores no show do Muse.

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E só pra não dizer que não falei de flores:

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Tenham um bom fim de semana. :)

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