Monthly Archive for July, 2008

Saquinho de pão na cabeça

É só olhar o mundo dos blogs – blogosfera nããããão! – pra reparar que as mulheres estão cada vez mais mulherzinhas. É. Mulherzinhas. Assumindo sem medo de ser feliz que gostam de moda, adoram truques de maquiagem e que, sim, somos consumistas. Eu confesso: faço parte do grupinho que se cuida pra poder se olhar no espelho, respirar fundo e se sentir segura.

Só que todo mundo sabe que tem dias que não dá. Por mais que você cuide da pele, os hormônios se encarregam de te sacanear, não há santo que dê jeito nos seus cabelos e suas olheiras te deixam parecida com o cachorro d’Os Batutinhas.

Para os dias de bad hair e bad todooresto, a amiga Lia Amancio indica a Ugly Bag. É quase como aquela piada machista sobre colocar um saquinho de pão na cabeça da Raimunda pra poder, erm, encará-la.

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E não é só isso! O site oficial recomenda o uso em terceiros, se liga só: this ugly bag is guaranteed to cure ugliness. Directions: Open bag and place over head of ugly person with face side facing forward. Instantly creates beauty where there is none. Note: For extra ugly persons, two bags may be necessary in case one breaks.

Maldade.

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Se você ficou interessado, a unidade custa menos de U$2. Pode ser um investimento.

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Doce vida proletária

Amiguinho me pediu um Top5 de coisas pra fazer no payday. Segundo ele, uma coisa meio assim “recebi, to cheio da grana, o que faço?”. Pra que ele queria isso eu não sei, mas eis minhas sinceras respostas:

1. Pagar as dívidas
2.
Torrar tudo
3.
Torrar tudo pagando dívidas
4.
Entrar no cheque especial depois de torrar tudo pagando dívidas achando que eu mereço um jantar num restaurante decente (leia-se: “caro”)
5.
Comprar uma roupa nova pra ir pro tal jantar, afinal, a ocasião pede.

É, minha vida é dura. E a de vocês?

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Os meus amigos não-jornalistas ficam DE CARA quando descobrem como é feito o serviço dos filmes, peças de teatro, restaurantes, museus, casas de show – etc etc etc – dos jornais. Sabe aquele monte de letrinhas que se acumulam nos cadernos de programação? Então. Pois eu vos digo, caros leitores, os chamados TIJOLINHOS são feitos na MUNHECA. Pois é. Chega lá o pobre repórter entubado ou o estagiário fodido e pega o título, descrição, dias da semana, horários, preços, endereço, telefone e o que mais se fizer necessário e lá vai ele formatar pra ficar no padrão do jornal em questã. E faz isso DUZENTAS vezes por semana, por aí.

O que eu não entendo é POR QUE nenhuma das redações dessa cidade – pelo menos até onde eu sei – não colocaram suas equipes de TI pra desenvolverem um software que faça pelo menos a metade do trabalho do repórter. Seria uma coisa simples: o funcionário cadastra os detalhes do evento e o programa gera o tijolinho pronto, já formatado. Continuaria dando um trabalho de corno, mas facilitaria (e seria bem mais fácil se as assessorias DE MERDA mandassem o serviço decentemente) a vida.

A idéia é tão simples e, aparentemente, tão prática. Alguém de tecnologia não tá a fim de colocar isso adiante e ficar rico, não?

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Aos poucos vou terminando de arrumar a casa. Vai vendo!

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Ser idiota é que deveria ser crime


Essa tira aí do Arnaldo sobre a campanha anti-pirataria foi vetada sem ser publicada no G1. O argumento dos editores é válido e compreensível, a última frase do último quadrinho ficou mesmo parecendo apologia ao crime, mesmo que não fosse essa a intenção por trás do roteiro. Mas vai dizer que não dá raiva toda vez que você, pobre espectador bem intencionado, vai na locadora, pega o filme original, bota pra rodar no DVD, senta no sofá munido de litros de Coca-Cola e de um balde de pipoca e tem que aturar aquele comercial IDIOTA que mostra uma família em volta da mesa do jantar e o pai retardado fica se achando O ESPERTÃO por ter comprado um DVD pirata no camelô? Vai dizer que você, que foi lá, fez a coisa certa, não estimulou a pirataria e nem fez “download ilegal”, não fica PUTO quando é impedido de dar fast forward nesse vídeo estúpido e é obrigado a aturar aquelas atuações pífias e aquele papinho politicamente correto mala para caralho? Eu, pelomenos, sendo MUITO SINCERA, tenho vontade de comprar todos os piratas DO MUNDO só de sacanagem.

Por isso, vos digo, que suas consciências não pesem a cada download feito. Se a campanha contra é imbecil desse jeito, a INDÚSTRIA merece mesmo é se ferrar.

(E sim, tenho preguiça de baixar filme e ver no computador, eu ainda uso as arcaicas locadoras de vídeo para esse fim).

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Acho que ninguém levou a sério quando eu disse aos quatro ventos que estou colecionando o álbum de figurinhas do Wall-e. E o primeiro que disser que eu tô velha pra isso eu mando catar coquinho e relembrar a FEBRE que foi o álbum da última Copa do Mundo. Em minha defesa, o Wall-e é muito mais carismático que as seleções brasileira e uruguaia JUNTAS. Aliás, tô sendo até generosa. Que quase TODAS AS SELEÇÕES.

Pra quem estiver colecionando figurinhas e quiser trocar comigo – ainda mais agora que os Correios resolveram deixar de palhaçada e greve acabou – abri uma página especialmente pra isso. Aqui estão listadas as figurinhas que me faltam e as que eu tenho repetidas. Se algum carioca quiser marcar uma partida de bafo, tamos aí.

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Aviso importante: o podcast do Raios Triplos – blog preferido da casa – já está no ar. Vai lá pra ouvir o Eusébio, o Sílvio e o Calaza falando besteira. Eu não gosto de podcasts e nem ouvi, mas se for tão divertido quando os papos em mesa de bar com esses caras, tá valendo.

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Boas vindas

O primeiro post na casa nova era pra ser algo DECENTE, mas os dias têm sido tão corridos – e só com coisas boas, veja só! – que o aviso vai ser só rapidinho mesmo.

Ainda falta fazer os últimos ajustes na reforma geral do meu barraco virtual, mas aos poucos a coisa sai. O header foi feito de forma amadora por mim usando o Multicolr Search Lab – um aplicativo GENIAL que busca fotos no Flickr a partir da combinação de cores que você escolher -, o Photoshop e muita paciência.

Sejam bem-vindos! :)

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Muitas coisas em uma

E aí que o Cabaret foi tocar ao vivo no Programa do Jô e a corujice é tanta, mas tanta, que mesmo caindo de sono eu esperei até duas da manhã pra ver os meninos fazerem uma bela performance de Copacabana Full-Time. Se você não viu, já tá no YouTube, ó, confere só:

YouTube Preview Image

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Os incansáveis Matias Maxx e Vanessonic mandam avisar que o sabadão carioca é dia de Mercado Cucaracha. A dupla invade o Circo Voador com estandes de moda, design, decoração, toy art, hair design, acessórios etc etc etc, além de campeonato de Guitar Hero, Live Paiting e Laser Tag, oficina de intervenção urbana, discotecagem de Matias Maxx, Juca, Saens Peña (Festa Phunk) e MPC (Digital Dubs), shows da Mallu Magalhães (ê, vou conferir Tchubaruba ao vivo!) e Supercordas, exibição dos badalados vídeos de moda do GemaTV, exposição do trabalho sensacional do ilustrador curitibano Rafael Silveira, que mistura fotografias com intervenções à tinta óleo (e o resultado é de babar, como você pode ver no flyer ao lado) e – como diriam os comerciais de TV – MUITO MAIS!

A brincadeira começa cedo pra quem quiser curtir a bombante night carioca [/ironia] depois disso: os portões do Circo Voador abrem às 16h e a entrada custa R$20 (ou R$10 estudante ou com o flyer) até às 20h e R$30 (R$15 estudante) depois disso.

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Todo mundo já avisou que Wall-e é lindo, então nem vou me alongar sobre o filme. O que quase ninguém comentou foi a animação da Pixar que é exibida antes do filme começar: Presto é HILÁRIO, recomendo fortemente. Mas enfim, só introduzi o assunto do filme pra avisar que ganhei o álbum de figurinhas do Wall-e no cinema e num surto infantilóide resolvi começar a colecionar. Se você está na mesma situação que eu, é favor avisar. Já tenho figurinhas repetidas e quero fazer trocas. Roubar pedindo as que faltam pra editora é muito, muito, muito loser.

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O cartunista argentino Ricardo Liniers é gênio, não canso de repetir. Tirinhas da vez:

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Pra terminar: aproveitando que o fim de semana tá aí e todo mundo quer se arrumar na vida, uma excelente indicação de canastrice é o Vai que Cola, site de compilação de cantadas. Visita, escolha as suas e tenta a sorte. Se der certo, volta lá pra contar.

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Nick Hornby for kids

Quando eu li Nick Hornby pela primeira vez… bem, I was a kid. Tinha 16 anos quando botei as minhas mãozinhas proto-indies no Alta Fidelidade e vocês podem imaginar o estrago que aquilo fez na minha cabeça. Virei fã. E então fui conhecer o Nick Hornby futebolista, o Nick Hornby mulher, o Nick Hornby pai, o Nick Hornby suicida etc etc etc. Agora chegou a vez de conhecer o Nick Hornby adolescente.

Lançado no Brasil em maio, Slam conta a história do menino Sam, 15 pra 16 anos, skatista e fã de Tony Hawk a ponto de conversar com o poster do ídolo pendurado na parede do seu quarto. Sam é quase uma versão masculina de Juno, e acaba engravidando a namorada – a primeira – por um descuido. A história se desenrola com os percalços da gravidez de Alícia, da reação dos pais do casal e de todos os conflitos que um adolescente numa situação dessas enfrenta.

Como todo Nick Hornby, o texto é leve, é fluido e é irônico. Mas é… infanto-juvenil, claro. Só que o desfile de referências-pop comum na literatura do inglês continua por lá: tudo bem que o Teenage Fanclub e o Stevie Wonder deram lugar a Robbie Williams e Britney Spears. Só que também tem o Big Mac, o iPod, o XBox, o YouTube… a essência da coisa se faz presente como só ele sabe fazer, a grande diferença é que dessa vez o livro se destina a quem só ouviu falar em Bob Dylan porque a Mallu Magalhães deu entrevista pro programa da Marimoon na MTV dizendo que curte o cara. Deu pra entender?

A melhor sacada do livro são os momentos em que Sam desabafa com seu Tony Hawk de papel. Para que ele pudesse responder aos questionamentos de seu fã em apuros, Nick Hornby usou trechos da autobiografia Hawk – Profissão: Skatista. É como se cada aflição do personagem principal encontrasse resposta em algo que Tony Hawk escreveu. O resultado nem sempre é satisfatório para o menino, mas rende ótimos momentos pro leitor. Pra quem quiser conferir, o primeiro capítulo (em inglês) tá aqui, ó.

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“Ele não era eu. Mas era quem eu queria ser, o que faz dele a melhor versão de mim mesmo”. Sam, sobre Tony Hawk.

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Da série “No Brasil não fazem essas coisas“. A Penguin Books, editora do Nick Hornby no Reino Unido, se juntou com o programa The Christian O’Connell Breakfast Show da rádio Virgin para promover Slam. Os fãs do cara só precisaram criar uma trilha sonora para o livro, escolhendo cinco músicas que tivessem a ver com a história. O vencedor foi escolhido e anunciado pelo próprio Hornby em abril e engordou a conta bancária em £5 mil. As músicas que ele escolheu? Pois é, também fiquei curiosa pra saber. Revirei a internet em busca da resposta e não encontrei. Se você tiver mais sorte que eu, posta a lista aí nos comentários, faz favor. Se não, pode fazer sua própria trilha pro livro e colocar aqui, que tal?

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A essa altura do campeonato todo mundo deve saber que o Nick Hornby tem um blog. Se não sabe, o link é esse aqui.

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Na lista de próximas leituras finalmente coloquei o Porno, do Irvine Welsh (Trainspotting te diz alguma coisa?). Foi só pegar aquele tijolo rosa pra lembrar que, na época do lançamento do livro, estava eu numa livraria quando um pai engravatado entrou lá com a filhinha pequena e passou por mim e por um display cheio de exemplares de Porno empilhados. A garota se soltou das mãos do pai, saiu correndo, sacou um livro e foi mostrar pra ele aos gritos de “olha a boneca! Eu quero a boneca!“. Só que a boneca que ilustra a capa é… uma boneca inflável. Roxo de vergonha, o pai levou um tempinho pra conseguir explicar pro seu anjinho loiro que aquela era erm, ahn… uma boneca para adultos.

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MTV Art Breaks

Os consumidores de cultura pop que viveram os anos 90 se acostumaram com as curtas vinhetas que a MTV exibia durante a programação. Aqueles vídeos de 30 ou 15 segundos sobre qualquer coisa ou até mesmo sobre o nada fazem parte do inconsciente coletivo de toda uma geração. Já estamos em 2008, a primeira década do novo século já tá acabando, a MTV mudou e já não liga mais pra música, mas as vinhetas continuam lá, marcando a identidade do canal.

Pois então, os IDs da MTV finalmente ganharam uma exposição multimídia só pra eles, uma mostra que se propõe a analisar a influência da estética da MTV na cultura contemporânea. De hoje até o dia 31 de agosto, a Tecnopop e o Oi Futuro promovem a exposição Artbreaks – A MTV e a cultura visual contemporânea no simpático e modernoso espaço da empresa de telefonia ali no Largo do Machado/Catete/Flamengo (nunca sei ao certo). 200 vinhetas que totalizam 1h30 foram selecionadas para serem exibidas em telões, classificadas em 36 tags (olha os 00’s aí, gente!) que o público pode escolher e assistir a um bloco inteiro sobre cada tema. Estão expostos trabalhos de designers e animadores que tiveram liberdade de criar e reinventar em cima da marca do canal, mutante e mutável como o seu público-alvo.

É sensacional ficar sentado revendo aqueles vídeos que nossa memória arquivou em algum canto e não deixava à mostra e perceber o quanto aquilo o ritmo frenético e incerto daquelas imagens influenciou tudo o que a gente vê nas telecomunicações hoje.

Art Breaks – A MTV e a Cultura Visual Contemporânea

Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo – Tel.: (21) 3131.3060

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