Monthly Archive for April, 2008

Tô quase desistindo…

… ou “Ser carioca é”.

Num dia daqueles em que você tem ZILHÕES de coisas pra resolver, a rede da sua operadora de telefonia celular (que, by the way, é a porcaria da Claro) passa a manhã inteira fora do ar. Você chega em casa e sua internet (que, by the way, é a bosta do Virtua) tá fora do ar. E, pra completar, a cereja do sundae, no fim do dia a luz cai (e aí todo morador do Rio de Janeiro sabe que a Light é uma merda mesmo).

Ontem foi o dia em que tudo caiu. Só faltou a bigorna Acme despencar sobre minha cabeça.

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Um show, duas bandas e uma estagiária intrometida

Nós somos monges que fugiram do São Bento

Somos punks que traíram o movimento

Somos o grupo mais maneiro do momento

Kelvin & a Banda Surda!


Depois de nós nada será como antes

Já não pagamos nossa conta em restaurantes

Até usamos uns acordes dissonantes

Kelvin & a Banda Surda!


Damos entrevista pra que ninguém entenda

Muito em breve nós nos tornaremos lenda

Na Inglaterra já nos deram uma comenda

Kelvin & a Banda Surda!


Sempre somos a capa da revista

Toda hora nós trocamos de baixista

Nosso roadie só namora estilista

Kelvin & a Banda Surda!


Somos isso e ainda seremos muito mais

Nós não tocamos em concertos pela paz

Nós já deixamos os Stones para trás

Kelvin & a Banda Surda!


Nós enchemos de bebida o camarim

Depois do show nossas festas não têm fim

As nossas fãs são das que sempre dizem sim

Kelvin & a Banda Surda!

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A Kelvin (para os íntimos) é tipo piada interna. Existe há dez anos, ninguém ali leva aquilo a sério e o público é formado basicamente por amigos dos cinco integrantes. Todos jornalistas. Ou seja, todos cheios de amigos. Então faça as contas, a Kelvin é a banda desconhecida mais conhecida do Rio de Janeiro. Ou seja, piada interna. Os shows – que costumam ser ANUAIS – sempre lotam de fãs histéricos e ex-estagiárias saudosas. Ontem, na Cinemathèque, foi assim. Se gritassem “quem foi estagiária do Eusébio levanta a mão!“, a platéia ia parecer estar num desses shows imperativos de música baiana (”joga a mão pra cima!“). Estagiária prendada que sou, fui eleita a buscadora oficial de cerveja pro Eusébio. E fiz isso com o mesmo afinco de quando o líquido era café e o palco era o escritório em trabalhávamos arduamente. Sabe como é, uma vez estagiária, sempre estagiária. Não é assim a música?

Enfim, o show foi sensa, poveza se divertiu com as letras tipo essa daí de cima ou “a vida me varreu pra baixo do tapete” ou “podia ser bem pior, eu podia estar casado contigo“. Além de, claro, o melhor refrão do século. Ouvir “eu sempre me fodo” em loop faz um bem pra alma maior que se identificar com o refrão de Creep durante a adolescência.

Em resumo, esse foi mais um grande show na vida de Eusébio Galvão, Ricardo Calazans, Silvio Essinger, Pedro Motta Lima e Luiz Augusto Otávio Alberto. Tomara que não seja o primeiro e último de 2008.

* Para resenha, consulte o excelente e super imparcial Raios Triplos. Aquilo sim é jornalismo de verdade.

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Aí depois veio o show do grandprix, que estava aproveitando a ocasião para lançar oficialmente o segundo ep de sua vasta carreira. Faz parte da banda o mesmo Luiz Augusto Otávio Alberto que toca na Kelvin. O menino, por um acaso do destino, é filho da mesma mãe e do mesmo pai que eu. Coincidência, né, gente?

Falando sério, o único acaso do show foi meu irmão ter me chamado pro palco. Em tantos anos nesta indústria vital isso nunca tinha ocorrido e eu só não fui pega com as calças na mão porque tinha acabado de sair do banheiro. Enfim, semi-alcoolizada que estava, lá fui eu subir no palco e assumir os microfones. Na primeira, eles tocavam Ainda Bem (que você confere no MySpace, ó), foi só um trechinho.

Só que aí veio o fim do show, Luiz Augusto Otávio Alberto já tinha botado a casa abaixo ao cantar Glory Box, e o fulano resolveu desenterrar Melhor Assim, música deles mais antiga que nossa querida avó Guilhermina. Pois enfim, até achei que ele estivesse sem voz e por isso me botou na roda. E confesso que tremi. Porque, né, gente, quem me conhece sabe que eu não sou nada tímida. Mas quem me conhece mesmo sabe que meu ponto fraco é justamente cantar na frente dos outros. Me joga em cima do palco pra dançar, pra fazer mímica, pra dar cambalhota, mas não me pede pra cantar. Mas foi santa a cerveja, que só me deixou tremer depois que desci do palco.

Dizem que não desafinei e as fotos mostram que eu até levo jeito pra coisa. Quer dizer, pelo menos pose eu tenho. Se bem que, hoje em dia, pra ter credencial de rockstar só basta a pose mesmo, então tô no lucro. É, é isso. Acho que achei minha verdadeira vocação. Só falta começar os escândalos baratos.

Manenho e manenha dando desgosto orgulho à família

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Mais pacote

Dia desses, um amigo questionou o porquê de os Moleskines – produto secular – estarem tão em alta. Resposta simples: alguém, num belo dia, lembrou da existência dos caderninhos, blogou e twittou. Logo tava todo mundo achando bonito. Quer um exemplo? Aconteceu o mesmo com as boas e velhas galochas, que agora voltaram como “rain boots“. Tudo questão de valorização do produto.

Antes que me apedrejem, eu tenho Moleskines e não me perdoei por não ter levado a galocha em pied de poule da Weelies, à venda na Amazon por justíssimos U$ 19. Mais que isso eu me recuso a pagar.

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American Apparel abrindo loja em São Paulo? Sim, é possível. Sim, é verdade. Sorte de quem mora lá. E do resto do Brasil quando as vendas online estiverem disponíveis diretamente dos Jardins sem os U$ 20 de frete internacional.

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Já virei fã dos Flip Books. Depois do La Mano de Diós, em que o célebre gol do Maradona que garantiu à seleção argentina o título da Copa de 86 é mostrado pela câmera normal e com REPLAY em um livrinho de bolso, outro item pra lista de desejos é o Rainbow in your hand que nada mais é que um arco-íris portátil, pra nunca mais faltar sorriso.

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Via Wishlist.

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Ah, sim. Ainda continuo na academia. O Rio de Janeiro ainda não foi inundado e eles continuam malucos. Depois de ju-ra-rem que meu ex-namorado era meu irmão, agora eles cismaram que meu irmão é meu namorado. Eu, hein, coisa mais desagradável!

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Hoje tem grandprix e Kelvin na Cinemathèque. Começa cedo, tá barato, é a boa dessa quinta-feira.

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grandprix no MySpace Brasil

Hoje é um grande dia. O grandprix, banda do meu irmão, muito querida por mim, finalmente vai lançar seu segundo ep de seis músicas. Dessa vez, de graça, em streaming e download no MySpace Brasil. E o material tá fino, hein. Gravação impecável, seleção de repertório idem, pra ouvir CLICA LÁ. Pra quem quiser ter o cd bonitinho, com essa capa linda feita pelo amado Nando Rocha, pra ouvir no som da sala enquanto folheia o encarte, em maio o ep sai encartado na revista MP3 World.

Enquanto isso, vai lá ouvir as músicas e volta aqui pra continuar lendo o post.

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Pronto? Então, gostou? Pois saiba que “Ainda bem” (minha preferida) está esperando pelo seu voto para entrar na programação da Rádio Cidade via web. Pra escolher, só entrar em www.cidadewebrock.com.br e clique em “pedido musical”. Molezinha.

Tudo bem que o grandprix não vende na Polishop, mas ainda não acabou! Pra comemorar o nascimento do segundo filho, quinta-feira que vem, depois do feriadão, rola show na Cinemathèque Jam Club, em Botafogo. No mesmo dia, rola show da grande Kelvin & a Banda Surda, que meu irmão passou a integrar no ano passado e que comemora os dez anos de existência e cretinice com seu aguardado show anual. Antes, depois e entre as duas bandas, DJ Janot nas carrapetas. Mais perto dou o serviço completo, só reserva a data aí na sua agenda, oke?

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Você é o que você come

Tá rolando por aí um link do site alemão Pundo3000.com, em que a equipe fez comparações fotográficas entre as imagens que aparecem nas embalagens de produtos alimentícios e o que realmente vem dentro da embalagem.

Óbvio que o resultado das cem fotos é decepcionante, se alguém esperava algo diferente disso, tá precisando assistir a Um Dia de Fúria, com o Michael Douglas. Mais especificamente aquela cena em que ele pede um hamburguer igual ao da foto do cardápio da rede de fast food e, claro, isso não acontece.

Enfim, de novidade na história toda a gente percebe que alemão tem talento pra enlatar/congelar as coisas mais esdrúxulas possíveis. As combinações mais improváveis que a feijoada pronta da Sadia – que também é de embrulhar o estômago – estão por toda parte. É por isso mesmo que eu não fiquei nem um pouco surpresa com o resultado da pesquisa. Alguém em algum momento achou que poderia sair algo de bom de uma embalagem que contém um troço parecido com uma barra de cereais recheada com uma LINGUIÇA?

‘Bora combinar que quem acha maneira a idéia de consumir salsichão congelado que vem na mesma caixa que uma espécie de creme de vegetal não-identificado e batatas cozidas tem mais é que ser passado pra trás mesmo. Mais que indignada com a propaganda enganosa, eu fiquei foi com nojinho.

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Nova modalidade de despacho

E aí que você acorda num sábado chuvoso, percebe que precisa tirar dinheiro e dá de cara com um DESPACHO DE MACUMBA dentro do banco, em frente a uma das cabines. Com direito a galinha morta, farinha esparramada e uma garrafa pela metade de Teacher’s. Sim, dentro do banco. Não, a agência não ficava numa esquina.

Voltei correndo pra pegar a câmera e registrar o momento, mas quando cheguei era tarde demais. Uns pivetes já tinham ensacado a galinha e sobraram <concretismo> apenas umas penas </concretismo> pra contar história. Aposto que amanhã sai foto no Ancelmo Góis.

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Nunca se sabe quando se vai precisar, né…

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As trilhas sonoras de todos os trabalhos de audiovisual na faculdade SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE ficaram na minha mão. E aí que eu tô com um programa de rádio pra terminar e CISMEI que precisava da versão original de Nel Blu Dipinto Di Blu, também conhecida por “Volare” pra usar de BG. Sim, música italiana. Não, não é dos Gipsy Kings. Também não é do Nico Fidenco. Ser filha de um cara criado por uma avó vinda do país da bota me ensinou que a alegre canção é do Domenico Modugno, número 1 no Hot-100 da Billboard no ano de 1958, cê cridita? Pois é. Aí que fiquei feito uma louca catando isso Internet afora. Demorou, mas consegui. Graças ao Orkut e a um ser humano cafona que postou o link no Rapidshare pro quarto volume de uma coletânea chamada Moments of Love vendida pelo Polishop (sim, zeroonzequatorzezeromeia).

A questão é que no caminho dessa longa e árdua busca, dei de cara com tantas outras versões que achei um pecado não compartilhar. Encontrei no Seedpod, por exemplo, o Alex Chilton, do Big Star, coverizando a canção. O fanfarrão do Paul McCartney também arriscou o italiano durante um show em Roma, saca só:

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Achei até um arquivo de videokê da canção na versão mais famosa, dos Gipsy Kings, com a letra em embromation, pra facilitar o jogo daqueles que não são exatamente familiarizados com o idioma. Vai treinando:

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Pra terminar o listão, como não poderia deixar de ser, os maiores representantes da música italiana atual, habitués do programa do Gugu. Com vocês, Laura Pausini e Eros Ramazotti!

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É isso, divirtam-se. Depois que a música grudar mais que carrapato em suas cabecinhas, vocês vão acabar concordando comigo que o melhor do post foi mesmo a tirinha do Liniers ali em cima. :P

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