Febre de 39,5º, alternando momentos de tremedeira com outros em que me esvaio em suor e ensopo camisetas em seqüência, garganta fechada por simpáticas plaquinhas de pus, dores de cabeça, muita dor na coluna, falta de apetite, sooooooooooooooooono, muito sooooooooooono. Conclusão? Três dias de molho e ter que ouvir de um médico lunático que carnaval só em 2009. Ah, sim. Tudo bem que eu não tô podendo abusar, mas não me desafia, doutor. Vamos ver quem é que perdeu o carnaval aqui. Você com o seu plantão ou eu com meus 22 aninhos? Pois sim.
Volto quando eu voltar ao normal. Beijos.
P.S.: enquanto eu me limito a comer sopinhas de água suja e a tomar Danoninho, encho os olhos babando nas harmonizações de cerveja que o cervejólogo Edu Passarelli recomenda no blog dele. É um tal de risoto pra cá, tartare pra lá, receitas sensacionais que só estão esperando eu me recuperar desse baixo astral e voltar a ter paladar pra serem testadas. Me aguardem!
O Very Short List - newsletter gringa com dicas de coisas legais pra ler, ver e ouvir que inspirou o Radar55 - chamou a moça de the coolest pop songstress of the New Year. Se é a mais legal desse 2008 que acabou de começar, só os próximos 12 meses dirão, mas que a cantora canadense Basia Bulat é MUITO legal, disso não dá pra duvidar.
O primeiro álbum dela, Oh, My Darling, de 2007, é uma delícia. Seguindo a linha da conterrânea Feist, Basia faz um folk-pop de ouvir sorrindo. O destaque fica pra Before I Knew, canção cheia de palminhas que abre o disco, Little Waltz, que, como diz o nome, é uma valsa melancólica e a despretensiosa cover de Someday, dos Strokes, que tá lá no MySpace. Não é o tipo de música que vá mudar a vida de alguém, mas um sorrisinho ou outro você vai abrir.
O responsável por uma das lojas mais legais do Rio, a La Cucaracha, em Ipanema, manda avisar dos próximos eventos da intensa programação de férias do simpático espacinho ali da Teixeira de Melo. Se liga:
Amanhã, sexta-feira, o designer americano Gary Baseman dá o ar da sua graça autografando livros e cartazes e apresentando as toy arts que fizeram dele o queridinho da América. O encontro vai ser regado a cachaça Janeiro, cortesia pra quem colar lá.
No fim da tarde de sábado, a música invade a calçada em frente à loja com os Monstros do Ula-Ula convidando as bandas Jack Moreira e Os Selvagens e Os Azuis.
Pra fechar o fim de semana, domingo rola a segunda edição do Bazar Clandestino. A loja se une ao pub de Copacabana em um evento que combina diversas marcas legais da cidade, exposição de Debs Grahl, som dos DJs Juca e Matias Maxx, show do coletivo Rimas e Tintas, distribuição de drinks feitos com Cachaça Janeiro e sorteio de kits da La Cucaracha.
Tem pra todos os gostos e todas as agendas, o serviço você confere nos flyers aí embaixo.
Deixa eu contar uma historinha: adoro encontrar referências nas coisas que leio/ouço/assisto. Coisas como Turn My Back On The Sun, música do último disco do Big Star (In Space, de 2005), me emocionam pela clara homenagem a Wouldn’t Be Nice, dos Beach Boys. Coisas curiosas como sacar que a melodia vocal do refrão de D.A.N.C.E. do Justice é idêntica a uma ponte de música da Madonna com a Britney Spears também me divertem horrores.
Eis que ontem, ao baixar uma coletânea de hits do Stone Temple Pilots pra matar as saudades dos anos 90, percebi que Sex Type Thing, primeiro single da banda, lá da época do Core, em 1992, tinha algo de muito parecido com alguma coisa que eu ouvi recentemente. Não precisei queimar muito a mufa pra lembrar de Stripper, single das novatas Soho Dolls, cujo riff inicial é IDÊNTICO ao da música do Scott Weiland. Não que eu me importe com “plágios” - sou fã de Oasis, né - mas que a coisa toda ficou mais engraçada agora, ficou. Estão aí os vídeos que não me deixam mentir.


Crianças, aprendam uma lição: esse negócio de ficar seis anos sem fazer qualquer tipo de exercício físico é um perigo e Papai do Céu castiga. Castiga mandando uma dor muscular absurda, daquelas que Dorflex nenhum dá conta, e te faz protagonizar cenas constrangedoras como andar feito um pato cagado e ter sérias dificuldades pra subir e descer degraus, bem como pra sentar e levantar.
Perdão pelo papo repetitivo sobre academia, mas com essa dor toda que eu tô sentindo, não consigo fazer nada mais interessante.

Anthem For The Year 2000

Learn To Fly

The Kids Aren’t Alright

Scar Tissue
2001 foi um ano bom. Nostalgia precoce é isso aí.
Cariocas do meu coração, dias de chuva intensa se aproximam pra melar o seu verão. Cansada de ficar cansada com uma simples subidinha de escada, me matriculei em uma academia de ginástica. Sim, eu, Lívia Brandão, puxarei ferros diariamente em prol da minha saúde e de um corpitcho mais sarado. Guardem esta data, 14 de janeiro, como a de um marco na minha vida, a data em que abandonei o sedentarismo que me assola há seis anos e resolvi voltar a mexer o popozão. Ah, e saiam de casa com guarda-chuva. Nunca se sabe…
P.S.: o melhor é chegar na academia acompanhada do seu ex-namorado, já aluno, te perguntarem se vocês são irmãos e ganhar desconto de 10% nas mensalidades só por ser ex.