Monthly Archive for November, 2007

Resenha Junkie

Uma pessoa versátil é aquela que janta no Miam Miam num dia e vai ao Rei dos Frangos Marítimos, ali no Beco das Sardinhas, no dia seguinte. Uma pessoa versátil e guerreira se dispõe a ir da mais alta à mais simples gastronomia sem pensar duas vezes, encarando os novos e bizarros sabores de salgadinhos da Elma Chips e se enchendo de curiosidade ao ver o comercial do Hot Pocket X-Burger.

Sim, aquele hamburguer da Sadia que vai ao microondas. Parece bizarra a mistura de pão + queijo + carne embalada para entrar no forno giratória e sair pronta pra ser degustada um minuto e meio depois. E é. A combinação de hamburguer com microondas remonta aos meus maiores traumas de infância, quando minha mãe, pra não deixar a casa fedendo, nos obrigava a fazer os disquinhos feitos com carne de quinta prensada no forno microondas. O resultado era uma carne rançosa e esturricada, com aparência e gosto detestáveis. Esse porém me fez relutar muito antes de tacar a caixinha no carrinho do supermercado.

Mas como eu sou guerreira e verdadeiros guerreiros não esmorecem jamais, lá fui eu pra casa testar minha nova aquisição culinária. Tira da caixinha, abre o saquinho, seta o tempo e voilá. Rapidinho minha fome e minha curiosidade – MONSTRUOSAS, diga-se – seriam saciadas. Incrivelmente, o hamburguer não chega nem a esturricar. Pelo contrário, continuou frio nas bordas. O queijo prensado, claro, derreteu. E o pão, hmmm, o pão. O cheirinho tava uma delícia, mas lá pelo miolo virou uma verdadeira pedra. Se eu jogase aquele pedaço na cabeça de alguém, provocaria um traumatismo craniano.

Não chega a ser ruim, mas esses probleminhas de preparo impedem a degustação 100% prazerosa da guloseima engordativa. O problema do hamburguer frio foi mole de resolver. Mais 20 segundinhos e a carne ficou perfeita. O problema continua sendo o pão, literalmente duro.

Desde minha primeira incursão a este fantástico mundo da comida de astronauta, já provei os três sabores disponíveis, com hamburguer de ave, carne bovina e calabresa. Aprovados, os três, pela perfeição com que se adequam àquelas horas de enorme preguiça proporcional à fome.

P.S.: Tudo bem que casal que engordava junto já não é mais um casal, mas isso não significa a morte do Uma Dupla da Pesada. Nando atualizou nosso cantinho empoeirado hoje, depois de um bom papo e de uma rodada de bolinhos de bacalhau regado a Heineken e Serra Malte. Pinta !

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Planeta Terra

Dois dias, 900km, mais de 10 horas dentro de um carro, quatro malucos, três bees, menos de quatro horas dormidas em um hotel e eu tô cansada pra caralho. Todo esse esforço pra conferir o Planeta Terra, festival do portal homônimo, que rolou no sábado em São Paulo. E olha que o Teenage Fanclub nem foi escalado, heh.

Mas vamos lá, festival de música, line-up interessante, pouca grana investida, oportunidade de viajar e encontrar com amigos queridos… por que não?

Lucy and the Popsonics, Pato Fu, e Supercordas eu passei. Tokyo Police Club? Nah, deixei pro único ser humano na face da terra que deve ter uma camiseta deles. E tava escrito Tóquio. Juro, eu vi. Enfim, digressiono. Era consenso no carro que não dava pra chegar tão cedo à Villa dos Galpões depois de tanta estrada. Era preciso descansar pra pegar o restante da maratona.

Depois de passar pelo Credicard Hall – que, à época do show do Oasis me pareceu ser o lugar mais distante do mundo – e de nos perder, chegamos à Villa dos Galpões no começo do show do Datarock e Instituto. O line-up extenso pulverizou o público e facilitou a entrada. Fila pequena, em cinco minutos já estávamos lá dentro. Um breve reconhecimento de área, marcação de ponto de encontro e fomos eu e Felipe pra tenda conferir o que tava rolando e o Datarock me chamou atenção…

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A partir daí, meus relatos são parecidíssimos com os do DJ Janco Tianno, já que assistimos a praticamente tudo juntos, com medo de nos perder no meio da multidão. Baixinho tem mais dificuldade pra ser achado, certo? Digressiono de novo. Eu desconhecia o duo norueguês, mas foi só ver aqueles caras de hoodie vermelho, pulando feito loucos e se divertindo a valer que virei fã. Foi fácil ganhar o público. E me ganharam facinho também. Se eu achava que o hit FaFaFa já tinha marcado todos os gols do show, os noruegueses – apesar de eu achar que o vocalista, Fredrik Saroea, tem um pézinho na LATINIDAD – mandaram ainda melhor. O que parecia ser o fim do show, com luzes se acendendo e o BG rolando virou um grande karaokê de (I’ve Had) The Time Of My Life, aquela do Grease que todo mundo já dançou em matinê. Dublagem, caras, bocas, fotos da galera e a festinha ficou completa.

De lá, parti pra esperar pela Lily Allen. Fazendo jus à pontualidade inerente à sua procedência, miss Allen subiu ao palco às 22h, pulando ao som da sensacional LDN. A baixinha era só sorrisos dentro do vestido roxo com um laçarote enorme na frente, empunhando o microfone espalhafatosamente fluorescente. Ali tive a sensação de que ela ganharia a noite, mas o som, baixo, não colaborou. Algum problema maior causou um delay chatinho entre as músicas, que a mocinha compensou falando besteira e divertindo quem tava a fim de prestar atenção. Lily bebeu, acendeu o cigarro e falou, falou, falou. De “fuck my bush” pro presidente dos EUA à confissão de que tinha bebido um pouco demais, culpando o álcool pelo esquecimento de várias letras, Lily esbanjou simpatia. E foi o carisma absurdo que ela exala que salvou o show dos problemas técnicos do som e da memória fraca da cantora. Covers? Sim, ela já provou que é boa nisso. Lily mandou Gangsters, do Specials; Everybody’s Changing do Keane e Heart of Glass, que ela já tinha cantado com a Debbie Harry por aí. Lily provou que é a popstar que ela mesmo disse ser por ter feito um show super despretensioso – por ser o último de uma turnê de dois anos – e cheio de falhas ser uma delícia. Continuo fã.

Quando Lily se despediu, ainda rolava o finalzinho do show do Cansei de Ser Sexy. Ou CSS, pros entendidos. Como não era meu caso, foi hora de ir ao banheiro e encontrar amigos. Logo depois, subia ao palco principal o lendário Devo.

Assisti ao começo chutador de bundas, o que afastou toda e qualquer possibilidade de eu achar aquela reunião de tiozinhos um espetáculo de vergonha alheia. Sabe aula de rock? Mas eu cheguei a baixar na tenda do Rapture, fiquei por uma música, tive um ataque claustrofóbico e lá fui eu conferir o fim do Devo. Novamente, aula de rock. Saí de lá com a sensação de que todas essas bandecas deveriam ter visto o que aquelas seis mil pessoas viram pra saber como empunhar uma guitarra de maneira honrada. Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah!

Dali, já quebrada, dolorida, moída e com sono, o jeito foi esperar pelo show do Kasabian, aquela banda da qual só tinha ouvido o primeiro cd. E não tinha gostado, o que me desmotivou a ir atrás do segundo, lançado esse ano. Mas tudo bem, eu estava em bando e precisava esperar. E não é que mordi a língua, meu bem? Com absurda meia hora de atraso (vejam bem, único show atrasado do festival!), os moços de Leicester me surpreenderam já na abertura com citação a Enio Morricone, emendada com uma versão pesadíssima do hit Shoot The Runner. Ali eles já conquistaram minha atenção. As referências às bandas de madchester que eles colecionam ficam mais claras ao vivo. E confesso que ouvir uma banda do chamado novo rock que não chupa Gang of Four e/ou Talking Heads e sim Primal Scream e Happy Mondays, com um pézinho no Oasis e até ecos de Verve, como Tianno bem frisou, me fez sentir um alívio enorme. É bom encontrar alguém com outras referências nesse mundo, não é mesmo, minha gente? Ainda mais quando citam PS e Kinks na mesma música. Foi demais pro meu coraçãozinho. Os caras tomaram o palco, mantiveram a pose de roquestrelas que aprenderam com seus antecessores e me fizeram correr pra ouvir o disco no iPod assim que entrei no carro. É, ao vivo é realmente mil vezes melhor. Que bom que eu paguei pra ver.

O saldo do festival foi extremamente positivo. Sem atrasos, sem filas, bebidas baratas, atendentes simpáticos, banheiros suficientes e com papel higiênico (mas faltou pia!) e estrutura bem montada. O esquema em dois palcos com pequenas diferenças de horário funcionou super bem, evitando que um lugar ficasse cheio demais e outro vazio. Com isso, nada de aperto ou claustrofobia. Sujeira? Nenhuma, toda hora via um servente catando os copos que o pessoal deixava pelo chão. Simpatia? Todo o staff parecia esbanjar. Não dá pra reclamar, né? Pelo contrário, resta torcer pra ter mais em 2008.

De lá, caímos na pilha errada de ir até o Clube Belfiore, pilha errada de um amigo que jurou de pés juntos que o pessoal do Rapture estava indo pra lá. E eu com isso, né? Mas acabei seguindo o fluxo e fui. Depois de 1h lá dentro, tendo escutado Tainted Love, Personal Jesus, Walk Like An Egyptian, Here Comes Your Man e It’s The End of The World As We Know It (And I Feel Fine) e uma cantada que incluía a palavra BAGUETE, decidimos ir embora e dormir quatro horinhas pra curtir um pouco mais de São Paulo antes de voltar pra casa. E, na real, eu nem queria voltar, como acontece sempre que piso na terra de concreto e poluída que tão bem me faz. Mas o dever me chamou e até que foi divertido jogar EU NUNCA presa num engarrafamento na serra das Araras.

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Acrilize-se

Eu adoro plástico. Adoro borracha. Adoro um material sintético, em resumo. E, com esses antecedentes, é claro que eu ia amar as bijus de acrílico do Alegra Studio. A coleção Acrilize seu Verão tá cheia de brincos, colares e broches em acrílico recortado com desenhos lindíssimos.

A arquiteta Gracielle Meldau, de Santa Catarina, se inspirou na art nouveau, no cinema dos anos 40 e 50, no flúor da década de 80 e que tá em alta e juntou isso tudo com o sertão nordestino. Parece maluquice, mas o resultado ficou bem legal. Pra conferir as peças, dá um pulo no Flickr e/ou no blog da marca.

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Eu ainda acredito na humanidade

Parece história de cinema. Patrick Moberg, um mocinho nova-iorquino, pegou o metrô às 21h30 do dia 4 de novembro e esbarrou com uma linda menina. A menina dos sonhos dele, segundo o site NY Girl of my Dreams, criado logo em seguida para tentar encontrar a mocinha que o deixou de quatro em pleno vagão.

Para facilitar o reconhecimento, um desenho dele e dela, reconstituindo como eles estavam vestidos na ocasião e como eles aparentam ser. Horário, linha, vagão, percurso, tudo estava descrito lá. Três dias depois, ou seja, hoje, apareceu a mensagem de que um amigo da tal mocinha teria reconhecido a descrição e colocou os dois em contato.

O site, aparentemente, perdeu seu propósito. Patrick disse que agora era a vez deles deixarem rolar e ver o que acontecerá. E que isso não é da conta de ninguérm.

Parece história de cinema, mas pode ser apenas uma ação viral. Será?

De qualquer forma, acho fofo.

Dica da Frufru.

Update:divulgaram que a garota dos sonhos de Patrick tá gazeteando trabalho pra participar das gravações do filme de Sex and The City como figurante. Viral do filme? Dica da Nina.

Update II: Falando em viral de filme, a equipe de marketing da Espalhe está espalhando fofocas sobre blogueiros famosos pelos AdSenses da vida para promover o lançamento da série Gossip Girl, que, como o título diz, fala sobre adolescentes ricas e fuxiqueiras. Gostei da idéia.

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Momento "morri"

The British are coming in a big way as Rhino presents the first-ever comprehensive survey of U.K. indie music with the king’s ransom-sized, 4-CD THE BRIT BOX: U.K. INDIE, SHOEGAZE, AND BRIT-POP GEMS OF THE LAST MILLENNIUM. It gathers 78 key tastemaker recordings from U.K. performers spanning the last 15 years of the 20th century, chronologically sequenced over four packed discs. This celebration of cool Britannia is housed in bloody awesome box shaped like a classic red U.K. telephone booth -with working lights – and comes with a matching phone kiosk-shaped collectible keychain!

* How soon is Now? – The Smiths
* Lorelei – Cocteau Twins
* Primitive Painters – Felt
* Somewhere in China – Shop Assistants
* My Biggest Thrill – The Mighty Lemon Drops
* Just Like Heaven – The Cure
* Lips Like Sugar – Echo & The Bunnymen
* April Skies – The Jesus And Mary Chain
* Walkin’ With Jesus (sound Of confusion) – Spacemen 3
* Crash – The Primitives
* Unbearable – The Wonder Stuff
* She Bangs The Drums – The Stone Roses
* The Only One I Know – The Charlatans UK
* Step On – Happy Mondays
* Loaded (Single Version) – Primal Scream
* This is How it Feels – Inspiral Carpets
* Obscurity Knocks – The Trash Can Sinatras
* There She Goes – The La’s
* Here’s Where The Story Ends – The Sundays
* Vapour Trail – Ride
* Sight Of You – Pale Saints
* Only shallow – My Bloody Valentine
* For Love – Lush
* Flying – The Telescopes
* Pearl – Chapterhouse
* I Want To Touch You – Catherine Wheel
* Trip & slide – Bleach
* Coast is clear – Curve
* You – Five Thirty
* This River Will Never Run Dry – Moose
* (Thought i’d Died) And Gone To Heaven – The Family Cat
* (Don’t cut Me Down) Mary Quant in Blue – The Dylans
* 0-0 A.E.T. (No score After Extra Time) – Thousand Yard Stare
* Grey cell Green – Ned’s Atomic Dustbin
* Shoot You Down – Birdland
* Stay Beautiful – Manic Street Preachers
* Star sign (Single Version) – Teenage Fanclub
* Metal Mickey – Suede
* Duel (Radio Edit) – Swervedriver
* Breakfast – Eugenius
* Barfly – Superstar
* Regret – New Order
* Laid – James
* Kite – Nick Heyward
* Lazarus – The Boo Radleys
* You’re in A Bad Way – Saint Etienne
* Wow & Flutter – Stereolab
* Tracy Jacks – Blur
* Live Forever – Oasis
* Common People – Pulp
* Speeed King – These Animal Men
* Wallflower – Mega City Four
* Insomniac – Echobelly
* Sleep Well Tonight – Gene
* Sleeping in – Menswear
* Alright – Supergrass
* Alright – Cast
* Stutter – Elastica
* In A Room – Dodgy
* Girl From Mars – Ash
* Sale Of The Century – Sleeper
* Sleep – Marion
* Tattva – Kula Shaker
* The Riverboat song – Ocean Colour Scene
* You’re Gorgeous – Babybird
* Slight Return – The Bluetones
* Something 4 The Weekend – Super Furry Animals
* Something For The Weekend – The Divine Comedy
* Brimful Of Asha – Cornershop
* Service – Silver Sun
* Ladies And Gentlemen We Are Floating in Space – Spiritualized
* Wide Open space – Mansun
* Step into My World – Hurricane #1
* Lucky Man – The Verve
* Untouchable – Rialto
* Mulder And scully – Catatonia
* You Don’t care About Us – Placebo
* Oh Jim – Gay Dad

U$ 68. Tá encomendado já. Eu amo a Rhino, cara. Amo.

*****

Mudando de assunto: quando você, aos 22 anos, se sente velha em um lugar, isso é indício do quê?

*****

E quando você sai desse lugar e vai pra outro cuja freqüência é de faixa etária mais elevada e gasta R$ 30 em água?

*****

Voltando ao assunto: do Ride entrou Vapour Trail, mas vamos de Twisterella, que essa é uma das grandes canções já feitas neste universo.

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Any minute you will feel
The chemistry
Vibrations in the brain
Can’t ever be explained
Slip away and out of sigh
Feel the magnet of a night
The circus lights you see
Is where you have to be
If I’ve seen it all before
Why’s this bus taking me back again
If I don’t need anymore
Why’s this bus taking me back again

Feel the weight of letting go
Feel more lightness than you’ve ever known
You can’t see when light`s so strong
You can’t see when light is gone

*****

Buscas do dia:

- como mandar projetos pedindo ajuda a ronaldinho gaucho: não sei.
- simpatia para conquistar um noruegues: também não sei, nunca conquistei um. Mas tem diferença entre conquistar norueguês e finlandês, por exemplo?
- simpatias para arrumar namorado urgentemente: não sei. Ê desespero!
- msn de mariana namorada de igor filho de zeze: não sei. Ah, esse é mineiro.
- como e o saco que e colocado no estomago no rio de janeiro: err… não sei?

Mas o mais fantástico é isso aqui, ó:

Visitante querido, se você já sabe o endereço do blog, salva nos favoritos. Não precisa alugar o Google pra isso. Deus tem mais o que fazer!

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Gaîté Parisienne

Athené Tamisier em ação em um número de can-can em Florianópolis.

Pequena homenagem àquela que foi responsável por muitos dos melhores momentos da minha vida, em cima de um palco e fora dele, em Caxambu ou nas viagens que fizemos. Minha grande mestre e guru, me ensinou muita coisa e é culpada por muito do que eu sou hoje. Infelizmente eu já não consigo mais dançar assim e não tenho o preparo físico daqueles anos pra aguentar o tranco de dançar um número inteiro de can-can, mas o vestido igual a esse da foto continua aqui no armário, pra despertar boas lembranças cada vez que o vejo.

Obrigada por tudo.

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