Post apenas para avisar que finalmente o FOIM, o blog da Natália, está no ar.
Um pouco sobre tudo.
A cada tropeção, a cada torção de tornozelo, cada vez que o salto do meu sapato fica preso eu me pergunto de quem foi a idéia estúpida de revestir as calçadas dessa cidade com pedras portuguesas.
Elas desprendem com facilidade, se transformam em arma pra guerra entre camelôs e policiais, criam buracos nas calçadas e deformam com as raízes das árvores.
Tem dias que andar pelas ruas do Rio de Janeiro é uma verdadeira arte. E o Rubem Fonseca que me desculpe, mas eu não aguento mais essa merda.
Azar é: a luz acaba no momento em que eu estava saindo de casa. Sim, desci 12 andares de escada. No escuro.
Mais azar ainda: seis horas depois, quando voltei pra casa, a luz ainda não tinha voltado. 12 andares pra subir. No escuro.
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Só não fiquei mais puta porque me movi de casa por uma boa causa. Assistir ao Science of Sleep, ou Sonhando Acordado, filme doidão do Michel Gondry (ou MAICOL, como disseram umas esquisitinhas na porta do cinema. Alô, ele é francês!), foi a boa da noite fria de segunda-feira.
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Nos primeiros minutos de filme, a constatação: toda mulher merece um Gael García Bernal falando em francês. Toda.
O filme, sobre o delírio de um rapaz mexicano que vai encontrar com a mãe na França depois da morte do pai e se confunde todo porque nunca sabe se está sonhando ou se está vivendo a realidade, é um pout-pourri de efeitos e sacadinhas geniais que o Gondry usou em vááááários clipes antológicos.
Lembra das mãos enormes de Dave Grohl em Everlong? Gael ganha um par dessas durante um sonho louco. Fora as referências a vários outros clipes do portfólio do Monsieur Gondry, de Björk a White Stripes. Tá tudo ali.
Ah, a história é linda, emocionante, cheia de piadas divertidas. Não vou contar, não.
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Menção honrosa para a versão de After Hours, do Velvet Underground, que Stepháne e amigos – todos vestidos de bichinhos – tocam durante um sonho. Vou catar o vídeo e ponho aqui.
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Comentário escrotinho: como é que pode a filha da Jane Birkin sair daquele jeito? A Charlotte é foda, o disco dela é maravilhoso, mas a bichinha não tem um terço da beleza da mãe, hein? Tudo bem que metade dos genes dela vieram do pai, que de bonita só tinha a voz, mas é sacanagem, né, não?
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E essa foi minha primeira – e talvez única – incursão ao Festival do Rio desde que vim morar na cidade maravilhosa. Mas só porque foi no Palácio, a sala é enorme e era tranqüilo comprar ingresso via Internet, do conforto do meu lar. Tenho preguicinha dessa mobilização toda, sabe?
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Mudando completamente de assunto.
A loja Vírus é uma PERDIÇÃO pra quem gosta de All Star (Kelly não conta), mas eu adoraria que o sistema de busca deles fosse feito através de tags.
Exemplo? Estou atrás de um All Star de cano médio. Vermelho, de preferência. Queria poder visualizar todas as opções de modelos do site dentro desses pré-requisitos, o que não é possível. Se rolasse busca por tags, tudo seria mais fácil. Tô mal acostumada com esse papo de Web 2.0.
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E por hoje é só, pessoal.
Eu sempre fui uma chata pra comer. Admito. Fresca mesmo, mimadinha de pai e mãe. Por muito tempo minha alimentação se baseou na tríade carne-queijo-massa. E seus desdobramentos. Mas sem cebola e clorofila, por favor. Alho também não. Faz mal pro meu estômago.
De uns tempos pra cá, inexplicavelmente, comecei a ficar mais DESTEMIDA na hora de experimentar comidas. O espírito “se for ruim eu tomo uma Coca-cola” baixou em mim de uma tal maneira, que até geléia de pimentão – coisa que eu ABOMINO – eu provei esses dias. E não é que achei bom, menina? A geléia. Pimentão eu já comi e continuo achando um terror.
Eis que ontem um bastião da cabeça-durice tombou: resolvi ir a um restaurante japonês. Pois é. Deu vontade de comer peixe-cru. Tudo por culpa da temakeria que abriu no Múltipla Escolha lá na faculdade, que me fez ter a curiosidade de experimentar um daqueles sorvetes de peixe. Até que o salmão au naturel desceu bem. Com um litro de teryaki por cima. Mas desceu. E desceu gostosinho, o entry-level. Diferentemente das minhas duas incursões anteriores à culinária nipônica. Eu juro que eu quase vomitei. Tudo bem que numa delas eu fui a um restaurante xexelento da Liberdade em que japonesas rudes e mudas serviam a comida com uma boa vontade de embrulhar o estômago. O lugar mais parecia fachada de uma escola de treinamento da Yakuza, mas digressiono.
Então, né, minha gente, eu fui a um restaurante japonês por vontade própria. Ninguém me arrastou. Eu falei: “vamos?”. Ele respondeu, incrédulo: “vamos!”. Então fomos. E comecei pelo super bem recomendado Mitsuba.
Gengibre em conserva, guioza, combinado, hot filadélfia, sorvete frito… tudo intercalado com o agradável papo do dono da casa, que explicou a filosofia de lá, recomendou pratos, falou sobre os peixes e contou que o Hot Filadélfia só é enrolado no arroz depois de frito, pra não empapuçar de óleo. Tanta simpatia e cuidado ajudaram a descontrair e a perder a frescurite aguda que me impedia de comer sushis e sashimis e makimonos e tudo o mais.
Pronto. Ferrou-se. Virei adepta.
E agora como até pedra.
Eu sou neurótica. Toda a vez que mando um e-mail, checo o destinatário antes de meter o dedão no send. Pode ser um simples “bom dia”, mas o hábito me salvou de várias possíveis gafes.
Não sei se a palavra GAFE é adequada pra historinha que presenciei hoje, mas…
E-mail do trabalho aberto, chega uma nova mensagem. “Cuidado“, dizia o subject. “Ai, que saco, mais um aviso de vírus”, pensei.
Quando abro, o título do longo texto que se seguia era bem curioso: “transei com meu colega de trabalho“.
Ahn?
“Sou professora a 13 anos e nunca tinha me envolvido com ninguém até então.No mês de junho de 2006 fui chamada p trabalhar numa escola p suprir uma necessidade de 6 meses.Quando iniciei nessa escola achei todos muito legais, mas teve uma pessoa que foi mais q especial a q vou chamar de Edson, ele sempre foi muito atencioso comigo , desde o princípio, e sempre q ficávamos de aula vaga conversávamos e fomos aumentando o grau da nossa amizade.Começou inclusive rolar uma “química” entre nós.E como eu sou casada e ele tb ficava difícilde concretizar algo mais “caliente” entre nós .Daí q eu tive uma idéia…”
Sim, minha gente, era um conto erótico. A história, a partir daí, só piorava. Até que piorou mais do que eu pensei ser possível: o e-mail era ilustrado com fotos. Da suposta professora. Em poses GINECOLÓGICAS.
Fui checar o destinatário. Era o e-mail GERAL do escritório. O que significa que cerca de 80 pessoas receberam a infame mensagem. E isso inclui desde o estagiário até a presidente da empresa.
Várias pessoas prenderam a respiração. Minutos depois, chega outro e-mail com um pedido de desculpas. A vergonha alheia pairou pelo ar.
Era mais fácil dizer que clicou num link com vírus que se espalhou pelos contatos. Talvez teria sido menos constrangedor. Pro sujeito e pra todo o resto.
MORAL DA HISTÓRIA: jamais mandem um e-mail sem checar se ele está indo pra pessoa certa, crianças.
Como de boba eu só tenho a cara, tô aqui curtindo meu inferno astral já pensando nos presentes. Quer me agradar, acha que eu mereço, precisa de uma idéia pra me presentear? Lá vamos nós, então:
- Toda a coleção do Nelson Rodrigues que a Agir tem colocado na praça. As capas são lindas e já saiu A vida como ela é, O Casamento, O óbvio Ululante, O Berro Impresso das Manchetes e Elas Gostam de Apanhar. Não comprei nenhum. Boa pedida.
- Falando em coleção… a do Ítalo Calvino publicada pela Companhia das Letras também merece destaque na estante. As capas são lindas e, dela, só tenho o Cavaleiro Inexistente. As Cidades Invisíveis, Se um Viajante Numa Noite de Inverno, Todas as Cosmicômicas e a nova edição de Palomar são boas pedidas.
- Tem um tênis sneaker listrado de preto e branco na New Order que me chamou de mamãe. Preço acessível. Calço 35.