Monthly Archive for August, 2007

Então é BlogDay*

* Cantar como se estivesse cantando “então é natal…”

Então, né, 31/08, BlogDay. Eu prometi ao vivo no Atitude.com que ia fazer minha lista e tive que me dar o trabalho de escolher e indicar cinco blogs novos. Novos pra vocês, presumo, porque da minha lista final, quatro já eram velhos conhecidos. Outro conheci ontem, mas já me apaixonei.

Fui em blogs mais próximos, porque acho esse papo hippie de ter que escolher blogs em outras línguas, de diferentes culturas e imergir em um novo mundo via web meio nada a ver, fora que ia dar um trabalhão e o tempo tá escasso. Mas juro que me esforcei pra escolher cinco blogs diferentes do meu. E diferentes uns dos outros. Ah, vai, apreciem meu esforço!

Enfim, cliquem, leiam, repassem. Confiem no meu taco, pô.

Senhor Prendado: cozinhar é um dos meus passatempos preferidos. Mas é claro que comer vem antes. E as receitas que o designer de mão-cheia João Baptista da Costa Aguiar posta em seu blog me deixam salivando feito uma hiena faminta na frente do monitor. Receitas fáceis e sofisticadas com belas fotos das ótimas apresentações dos pratos fazem o Senhor Prendado um dos meus blogs preferidos.

AutoLiniers: outro país? Serve a Argentina? É de lá que saiu o cartunista Ricardo Liniers, que publica diariamente suas tirinhas Macanudo no jornal La Nación. Sou COMPLETAMENTE APAIXONADA pelas tirinhas, que chegam diariamente no meu e-mail. As tirinhas também vão parar automaticamente no blog AutoLiniers, fazendo com que qualquer um possa conferir a genialidade do autor. Sério, vão lá, virem fãs, que ele merece.


Superziper
: eu e minha coordenação motora de boneca-suzy não levamos jeito pra trabalhos manuais, mas ler o SuperZiper é uma delícia. A dupla de amigas Claudia Fajkarz e Andrea Onishi, que escrevem de Londres e São Paulo, respectivamente, faz tudo parecer tão simples, e tão interessante, que eu também morro de vontade de ser uma menina prendada.

Blog de Brinquedo: tudo bem, tudo bem, o Dado Ellis me indicou na lista dele do BlogDay. Mas que culpa eu tenho d’ele ter um blog delicioso? O nome já diz tudo. É um blog sobre brinquedos. Daqueles que fazem gente grande querer voltar a ser criança.

Wishlist: produtos de design? Produtos divertidos? Produtos aparentemente inúteis mas que vão te deixar loucos de vontade de ter? O Wishlist tem. Em inglês, o blog é capitaneado por brasileiros e traz dicas sensacionais de compras. Ou de must-haves. Já indicado aqui antes, o Wishlist é visita obrigatória.

É isso.

Além do Blog de Brinquedo, o Go to Heaven foi indicado pelo Lesma Lenta. Valeu!

Tag: BlogDay

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Boa notícia do dia

Essa é para todos aqueles que acham a tal calda de doce de leite do Mc Donalds a maior pilha errada do século. A partir de 9 de setembro, a cadeia do palhaço vai voltar a servir sorvetes com a boa e velha calda de caramelo.

Viram como reclamar adianta?

Acho que vou lançar uma campanha pela volta do Doritos natural. Não que eu não goste do de queijo nacho, mas de vez em quando é bom ter um Doritos sem gosto pra acompanhar o chili con carne, né?

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Liv na telinha

Só pra não dizer que não avisei: eu e Beto Largman estaremos ao vivo no programa Atitude.com, da TVE, a partir das 18h. O assunto? Blogs, é claro. Afinal, amanhã é BlogDay.

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Moda = cinema + música

Preciso confessar: eu amo a Totem. Com coleções claramente baseadas no rock dos anos 60 e 70, a Totem tem a música como maior porta-voz da marca. Contracultura, flower-power, mods, tudo já foi fonte de inspiração pra marca de Fred D’Orey, que entra estação, sai estação, traz estampas cada vez mais lindas.

Pois bem, de 29 de agosto a 2 de setembro, a grife promove uma mostra de cinema, com filmes que contam a história do rock e de bandas que fizeram história no rock. Tudo de graça, eles apenas incentivam a doação de um livro infantil. De quarta a domingo, duas sessões diárias, às 19h e às 21h, no auditório do Senac Copacabana, ali na Pompeu Loureiro, 45.

A mostra faz ode às edições de 63 a 66 do Newport Folk Festival, que teve Joan Baez, Bob Dylan e Peter, Paul & Mary, tributo a Tim e Jeff Buckley, o documentário de Mark Borthwick sobre Cat Power, o show dos Stones no T in The Park e o lendário This is Spinal Tap.

Tem mais, mas pra saber a programação certinha é mais fácil ir atrás do site.

A intenção disso tudo? Lançar a coleção de verão da marca. Com um festival de cinema. Dedicado à música.

Combinação interessante, não?

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Toy art, música e celulares

Matias Maxx manda avisar: já chegaram os toy arts da Kidrobot, Ox-Op e Jamungo na La Cucaracha, ali na Teixeira de Melo, em Ipanema.

Tem as Blind Boxes, tem a Enid, a trupe do Gorillaz completa, tem os Munnies e os Labbits de 5″, do Kozik, que estão aí em cima e são meu sonho de consumo (aliás, meu aniversário já já chega, hein?). Confere só.

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Ouvindo Au Revoir Simone sem parar. As meninas do Brooklin fazem um misto de tweepop com música eletrônica. Te confundi? Então escuta só: tem MySpace e tem disco completo pra ouvir em streaming no Deezer (ex-Blogmusik). Stars é o hit, mas também, com um verso como “you make wanna measure stars in the backyard with a calculator and a ruler baby“, não tem como não ser.

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Meu guru, mentor e pai virtual, José Bessa, acaba de colocar no ar o Hub, espécie de fotolog com cliques do cotidiano, aqueles que a gente não resiste em fazer com o celular.

A idéia surgiu de um pequeno grupo que trocava imagens via telefone e resolveram enviar as fotos direto para o site. Inagaki e Nix fazem parte. Bem interessante, saca só.

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Enchendo lingüiça

Cadê tempo para atualizar o blog? Não tenho! Muitos textos pra ler, livros pra colocar em dia, muito trabalho, muita coisa mesmo.

Resolvi postar a matéria que escrevi para o trabalho final de Redação em Jornalismo Impresso, para o professor Chico Otávio, d’O Globo. O lance era falar sobre os festivais de música que rolaram no país e a conotação política e social embutida neles. O gancho? O Live Earth, claro. Tá meio datada, mas me valeu um 10, ufa.

O texto fez parte de um trabalho em grupo, que ainda pariu uma matéria sobre aquecimento global e um box sobre o histórico dos festivais de música no Brasil. O que reproduzo abaixo é minha parte. Tá enorme, eu sei, mas o número de caracteres foi estabelecido pelos superiores.

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Live Earth chega ao Rio: o encontro entre música e política nos festivais no Brasil

No dia 7 de julho de 2007, cerca de cem artistas se apresentarão em nove cidades espalhadas pelos cinco continentes. A idéia é unir cidadãos do Rio de Janeiro, Sidney, Tóquio, Xangai, Joanesburgo, Londres, Hamburgo, Istambul e Nova Iorque em torno de uma causa comum: o famigerado aquecimento global. A série de shows chamada de Live Earth foi idealizada pelo ex-vice-presidente americano e (talvez) futuro candidato à Presidência dos Estados Unidos Al Gore, que tem se aventurado pelas causas ambientalistas. O projeto se vale do prestígio e da fama de nomes da música para angariar adeptos em prol da conscientização ambiental. Por aqui, a praia de Copacabana sediará shows gratuitos do rapper americano Pharrell Williams, de Lenny Kravitz e da cantora Macy Gray, que dividirão palco com os locais Xuxa, O Rappa, Jota Quest, Jorge Ben Jor, Vanessa da Mata, Maria Rita, Marcelo D2, Adriana Calcanhoto e Alcione. Tem para todos os gostos.

Não é de hoje que o Brasil serve de cenário para festivais de música com cunho político e social. Se agora a discussão é o meio ambiente, em 2001, cerca de 1,5 milhão de pessoas compareceu à Cidade do Rock, para assistir às dezenas de shows programados para os sete dias de Rock In Rio III. Na ocasião, a intenção era pedir por um mundo melhor, tarefa que paralisou mais de 3,5 mil emissoras de televisão e rádio do país durante três minutos em 12 de janeiro daquele ano. Mesmo com a integração de diversas ONGs ao evento, a causa social era só um slogan se comparada às muitas atrações internacionais que pisaram em solo carioca. De Britney Spears a Iron Maiden, de Foo Fighters a Oasis, de Silverchair ao Red Hot Chilli Peppers, passando por nomes nacionais como Cássia Eller, Gilberto Gil e Sepultura. O público parecia bem mais preocupado em participar do maior festival de música realizado no país do que militar por causas nobres como a paz mundial.

Treze anos antes, em 1988, o Festival da Anistia Internacional, chamado de ‘Human Rights Now’ incluiu o estádio do Parque Antártica, em São Paulo, na turnê internacional que realizou 20 apresentações beneficentes entre os meses de setembro e outubro. De acordo com a produção, a intenção não era apenas arrecadar fundos, mas também estimular a consciência mundial no aniversário de 40 anos da publicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e chamar atenção para a situação dos presos políticos mundo afora. Ganhou o público de cidades como Londres, Paris e Nova Déli que viram Bruce Springsteen, Peter Gabriel, Tracy Chapman e Youssou N’dour juntos. Ao todo, a excursão percorreu 16 países. Na apresentação paulista, a trupe bem-intencionada teve a companhia do cantor Milton Nascimento.

Estes exemplos contrastam com episódios políticos espontâneos ocorridos na história dos festivais brasileiros de música. “A institucionalização dos festivais de música é um movimento recente na história do Brasil. A indústria fonográfica percebeu o potencial de venda que um evento de grande porte pode ter. As boas intenções estão cada vez mais ligadas ao marketing”, critica o jornalista musical e professor universitário Arthur Dapieve. “O caso do Live Earth é parecido. Até há quem se preocupe com o aquecimento global, mas ninguém vai à praia exclusivamente por causa disso, vai para ver os artistas se apresentarem. Aqueles que não ligam nem um pouco para a causa acabam achando que já estão fazendo alguma coisa por estarem presentes. É como se fosse um alento”, completa.

No ano de 1985, durante a primeira edição do Rock In Rio que, ao contrário de seu irmão mais novo não levantou nenhuma bandeira, o público presenciou um momento marcante da política nacional. “Tancredo Neves foi eleito em 15 de janeiro daquele ano, em meio ao festival. O Brasil seria enfim governado por um opositor à ditadura depois de tantos anos de governo militar”, explica o jornalista musical Sérgio Martins. “Antes de anunciar a primeira banda, o apresentador soltou um grito de esperança: ‘Vamos acreditar que vai mudar’. Logo depois, Paula Toller, vocalista do Kid Abelha, subiu ao palco enrolada em uma bandeira do Brasil”, completa. Na mesma noite, o Barão Vermelho de Cazuza tocou “Pro Dia Nascer Feliz”, música que ganhou outra conotação diante do contexto político, ao ter o verso-título trocado por “pro Brasil nascer feliz”, “um Brasil novo”, segundo Cazuza. Na Cidade do Rock, 50 mil pessoas acompanharam a canção, repetida com a mesma emoção cinco dias depois, na segunda apresentação do Barão Vermelho no Rock In Rio. “Eles tocaram a música certa, na hora certa, no lugar certo. Foi catártico”, confirma Dapieve.

Enquanto essas manifestações comemoravam o iminente fim da Ditadura Militar, os anos de chumbo também foram marcados por protestos em forma de música. A chamada “era dos festivais”, transmitidos entre 1965 e 1972 pela extinta TV Excelsior e pelas redes Record e Globo, revelou nomes da música que se destacaram na luta política no país. Geraldo Vandré foi o artista mais expressivo. “Vandré já tinha mostrado sua preocupação com a questão social com ‘Disparada’, sucesso na voz de Jair Rodrigues que falava dos sertanejos do Brasil. Mas ‘Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores’ marcou uma posição revolucionária”, relembra Paulo César Araújo, jornalista, historiador e autor dos livros ‘Eu Não Sou Cachorro Não’ e ‘Roberto Carlos em Detalhes’. Os versos de “Pra Não Dizer…”, apresentada no III Festival Internacional da Canção de 1968, criticavam duramente os militares e convocavam a população brasileira a sair da inércia e lutar pelos seus direitos. “Vandré foi o compositor síntese do engajamento político do Brasil e usou os festivais para expressar essa personalidade. Com os versos ‘Há soldados armados, amados ou não / Quase todos perdidos de armas na mão / Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição / De morrer pela pátria e viver sem razão’ ele fez um retrato da época”.

No mesmo ano e festival, Caetano Veloso concorreu com ‘É Proibido Proibir’, que confundiu muitos brasileiros. “Interpretada como uma canção de protesto à ditadura, ela foi inspirada nas manifestações parisienses de maio de 68, tema sugerido pelo ex-empresário de Caetano, Guilherme Araújo. Naquele momento, Caetano estava preocupado mais com a questão estética”, explicou Paulo César. “Apesar de ter sido revelado pelos festivais, Chico Buarque não fez deles palco de seu engajamento político. A crítica ‘Apesar de Você’ foi lançada em 70, dois anos depois que ele deixou de se apresentar”, completou.

A música, que desde sempre acompanhou movimentos políticos e culturais mundo afora, segue essa tendência mutante em eventos de grande porte. Engajados ou não, sinceros ou não, ganha o público, que pode se deleitar, se emocionar e se divertir com importantes apresentações em solo brasileiro. Ganham também as produções, que arrastam mais e mais pessoas para parecer que estão torcendo por uma causa nobre.

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Dobradinha

O Rio de Janeiro é foda.

Tem épocas que não se tem nada de bom pra fazer. Reunir gente legal em um só lugar às vezes parece missão impossível. Eis que numa terça-feira dois queridos resolvem lançar seus livros. Em locais diferentes.

Às 19h, Ciça Giannetti recebe os amigos e admiradores para o coquetel do lançamento de ‘Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi’, na Cinemathèque, ali em Botafogo.

A partir das 20h, Arnaldo Branco e Gabriel Góes comemoram a chegada ao mundo da graphic novel baseada em Beijo No Asfalto, do Nelsão. A festa acontece na La Cucaracha, do incansável Matias Maxx.

O jeito é fazer como eu: vire dois e apareça em ambos.

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Meninos, eu vi: em breve notícias sobre a gravação do vídeo de Rockstar Baby, primeiro clipe do Cabaret.

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