Monthly Archive for July, 2007

Preciso ganhar na loteria pt. 48683769376046

Alguns dias frios e chuvosos servem para organizar o Delicious. Outros dias frios e chuvosos servem pra navegar o Delicious em busca de novidades nos sites preferidos. Eis o resultado do garimpo deste domingão:

- As bijus de Lego do Shanalogic. Algumas vêm com um pequeno diamante encrustado, o que faz o preço ir para US$250 doletas. Mas vai dizer que não é divertido e nostálgico? Outro objeto de desejo é o Loveable Robot com fones de ouvido. Vale a conferida no site inteiro, dica da Lia.

- Daniella Ferreira, certa feita, me mandou o link com esse sapato dizendo que ele era minha cara. Nem preciso dizer que ella tem meu amor eterno, né? Além desse modelo fofo de bolinhas, a Rocket House tem esse, esse e esse. Não são lindos?

- Outra dica da Dani, a Hot Chocolate lançou coleção nova. Mais uma pra fazer a mulherada enlouquecer. Enlouquecer e me ligar ébria, às 3h da manhã, porque conheceu um venezuelano simpático que prometeu trazer os sapatos de presente quando voltasse para o Brasil.

- O Fred & Friends, ótima lojinha virtual de produtos de design – muitos deles divertidos – colocou várias coisas novas à venda. Coisas nem tão úteis assim, mas das quais você passa a precisar assim que bate o olho nelas. Sabe como é? Tem as almofadas da Gama-go, as Pillos e as tote bags Exposed, estampadas com uma chapa de Raio-X. A Cassette Tote virou sonho de consumo imediato.

- Os Mischa Sunglasses da Fredflare já estão no carrinho. Eu e Lindsay Lohan, acho fistáile.

- Eu já fiz matéria, comprei buttons, mas ainda não tenho um poster da Tara McPherson na minha parede. Aceito doações. Se alguém quiser me dar o do Beck, da PJ Harvey ou o do Elvis Costello, eu tô aceitando.

- Pra terminar, essa camisa é sonho de consumo pro marido, via Stereohype.

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Das dúvidas Pan-Americanas

- A cada apresentação das ginásticas rítmica e artística eu me pergunto como é que se ensina à meninada a pular daquele jeito. Sério, como é que se ensina a uma atleta a fazer um duplo twist carpado pela primeira vez? Como se demonstra isso? “Olha lá, filhinha, você corre, pega impulso, aí pula, dá três mortais, dobra a perna e cai”. É assim? Mesmo com tantos anos de experiência em ballet clássico e can-can, eu não visualizo.

- Como as pessoas descobrem que têm talento pra SALTAR COM VARA?

- Alguém da canoagem caiu na Lagoa? Existe adicional de insalubridade e seguro para os atletas que porventura possam cair na Rodrigo de Freitas, que, em tupi-guarani, deve significar “água imunda”?

Bela foto:

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Galvão, filma eu!

Ai. Aiaiai. Aiaiaiaiaiaiaiai. Em cima, em baixo, puxa e vai!

Lembra quando eu disse que eu amava meu local de trabalho porque minha chefe me deu o Smile, do Brian Wilson, autografado pelo homem?

Pois é, ontem a outra chefe me deu dois ingressos para assistir ao jogo de vôlei da seleção daquele que deveria ser presidente desse país, Bernardinho, meu ídolo. Depois de um dia corrido pra cacete, lá fui eu pro Maracanãzinho de verde – sem amarelo porque, como vocês sabem, eu não uso – com um Nando à tiracolo, já que mamãe não quis me acompanhar.

Assistir ao vivo a um dos esportes mais bonitos de se jogar é inexplicável, ver aqueles pequenos seres de dois metros de altura pulando o que deve ser equivalente ao meu tamanho é meio assustador. Ver o time do Brasil ganhar de Cuba, então, nem se fala, felicidade pura. Ginásio bem cheio, gente animada, olas históricas, valeu pelo Pan Americano inteiro, mesmo com um mísero cachorro-quente do Bobs no estômago e com a serenidade de nosso querido técnico estressadinho. Ah, sim, tô meio rouca de tanto gritar impropérios para o time rival – de “salafrário” e “corno manso” a “filho da puta“, teve de tudo. “Giba gostoso!” foi só uma vez, pra confirmar minha paixonite adolescente pelo nosso astro gente boa e maconheiro e pra tomar uma bronca do marido. Heh.

Com esse ingresso, amenizei um pouco da frustração pela porcaria da Ticketronic não ter funcionado quando eu tentei comprar os convites para os jogos.

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Nomes Adequados

Depois que começou a fazer edições temáticas, a Trip só melhorou. Mas ainda bem que não acabaram com a seção ‘Nomes Adequados’, uma das mais divertidas da revista. Já perdi horas vasculhando a coleção de Trips antigas do Nando em busca de pessoas cujos nomes se relacionem com a função delas no planeta terra. Depois disso, comecei a reparar em tudo que era nome. Vai que ele se adeqüava, né.

No início do ano, fui assistir à peça Mademoiselle Chanel, com a Marília Pêra, no Teatro Maison de France e ao ler o programa, estavá lá: Elisa Maria Conforto, camareira da montagem. Não pensei duas vezes. Mandamos.

E não é que publicaram? Pode ir lá conferir na edição #154, de abril deste ano, com o Dilbert ou uma pelada na capa (para variar). Elisa Maria Conforto é um nome adequado. E eu ganhei um ano de assinatura da Trip por conta da minha percepção aguçada.

Ah, sim. Ainda dá tempo de comprar a edição de Julho, capa do Hermano Vianna, um guru, na edição sobre educação. Tá do caralho.

* Valeu, , pela foto

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Mamãe, quero ser indie

Hoje começa o Indie Rock Festival, o ungooglable festival, segundo o Felipe, por conta do nome bem, errr, genérico. Hoje, sobem ao palco Lucas Sant’Anna, o ótimo Hurtmold e os fofos do Magic Numbers. Vô. Amanhã é a vez dos chatinhos do Rakes. Num vô.

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Falando em “vô” e “num vô”, os animadores de torcida do jogo ficaram fazendo a dança do siri e a dança dos políticos. Alguém viu se os hits do Pânico passaram na Globo?

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Mãe, tô na Globo!

Pra encerrar o pacotão de hoje, last, but not least, amanhã vou participar da estréia do chat do programa Urbano, nova atração da Multishow. Comandado pela fofa da Renata Simões, o programa realiza reuniões de pauta semanais via web sobre um determinado tema, com três convidados a cada edição.

A partir disso, a Renata vai pra rua desvendar as urbanidades discutidas, tudo é editado e vai ao ar no canal da Globosat. O onipresente Cardoso e o blogueiro Bruno Natal já gravaram suas participações.

Eu fui convidada para estar na estréia do chat ao vivo. A partir das 20h de amanhã, vocês podem conferir toda minha sagacidade, esperteza e beleza estonteante no site da Multishow, em companhia do Gustavo Mini, o publicitário-indie do Walverdes e do 1mpar, VJ belorizontino. Falaremos sobre tecnologia, Internet, gadgets e toda a geekness em geral.

Horas depois, às 23h15, o canal exibe a estréia do primeiro programa gravado, com com reprise no sábado, às 17h e no domingo, às 9h. Daqui a duas semanas, o programa do qual eu vou participar vai ao ar. Podexá que eu aviso.

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Por hoje é só, pessoal!

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Celulares, buscas, spams…

Trabalhei um tempo com a parte de gadgets em um site de tecnologia e mesmo em meio a tantos aparelhos cheios dos badulaques, nunca me interessei em ter celulares ultra-modernos. Primeiro, porque eu moro no Rio de Janeiro, não vou gastar meu suado dinheirinho em um minúsculo acessório que pode ser roubado na primeira esquina. Segundo, porque celular pra mim tem a função primordial de fazer e receber ligações, mandar e receber mensagens. Pro inferno com câmera ruim, tocador de mp3 com pouco espaço e funções que não cabem a um telefone. Sim, nesse caso, às favas com a convergência. Cada aparelho no seu, bolsa grande existe pra isso. Com a vantagem de que se roubam um, ainda sobram os outros.

Isso tudo é só pra falar que eu fui obrigada a trocar de celular pela terceira vez na vida (raro isso, né?). Obrigada, depois que meu Nokia 2100 velho de guerra perdeu a alegria e resolveu parar de vibrar, além de a bateria não aguentar uma ligação que fosse. A despedida foi dura, mas consegui encontrar um substituto condizente. Lançamento (!?) da Nokia, o modelo 2310 é a coisa mais simples do mundo, apesar de ter RÁDIO FM (muito true, diz aí). Lembra muito o falecido, com a diferença que é colorido e o toque é polifônico. Graças a entrada USB, consegui baixar um RING RING normalzinho pra servir de toque e deixei a tela o menos aviadada possível.

Por enquanto, tudo funcionando normalmente, bateria durando cinco dias, uma coisa espetacular. O único problema são os joguinhos. Ele não veio com Snake II. Saudade do meu velho Nokia 3320.

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Vou mudar o nome desse blog, tirar a contagem de números. A quantidade de gente que entra aqui procurando por queimaduras de 1º, 2º e 3º graus tá me assustando.

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Caixa de spam do Gmail lotada, hora da limpeza. Você seleciona tudo e em vez apagar pra sempre aquela quantidade dantesca de mensagens indesejadas, mete o dedão em NOT SPAM, que fica justamente no mesmo lugar que o botão DELETE deveria estar e manda tudo direto pra sua caixa de entrada. Isso é desesperador.

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Falsas esperanças

Sur-re-al.

Insone, navegando pela Internet, vi ACM morrer, ressuscitar, ser desacreditado e voltar como uma criancinha saudável.

O desgraçado não desencarna!

Pronto. Agora foi. Direto pro inferno, espero. E com escala em Congonhas!

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Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro

Ontem finalmente foi dia de conferir Subversões, temporada de shows do Wander Wildner e Sérgio Serra, do Ultraje a Rigor dentro do projeto Terças Desplugadas, na Cinemathèque. Ainda não tinha conferido a nova casa do grupo Casa da Matriz, e essa foi a melhor oportunidade.

*Momento “Uma Dupla da Pesada“*

Azul de fome depois de um dia de labuta, pedi um sanduíche de filé frango com provolone, molho honey mustard, ervas finas e batatas fritas. Nando e Natália também pediram o mesmo prato, olho gordo triplo diante de algo que parecia ser muito interessante. A promessa foi melhor que o resultado final. O que deveria ter saído uma bomba saborosa, veio sem gracinha pra caramba. O provolone era fraco e, por ervas finas, eu deveria ter entendido “salsinha”. E mais. Rolou um gostinho de gorgonzola que me incomodou pra cacete. Perguntei pros dois se eles lembravam de ter visto o queijo mofado na descrição do prato no cardápio. Nada. Os dois ainda retrucaram que o deles não tinha gosto nenhum de gorgonzola. A cada mordida, eu ficava mais intrigada. Cheguei a abrir o sanduíche, mas a escuridão da casa não permitiu que eu visse chongas. No final, dei um pedaço pro Nando. “Seu sanduíche tá mesmo com gosto de gorgonzola!“. Nat resolveu tirar e prova e BINGO. Alguém entende? Não? Nem eu!

*Fim do momento “Uma Dupla da Pesada“*

Subimos para o simpático andar de cima, onde fica o palco pra shows. Mesinhas, projetos de sofás gigantes, almofadas, banheiro arrumadinho, mas igualmente escuro – muito escuro, a ponto de eu não conseguir reconhecer amigos. Quando abriu-se uma fresta de luz, Wander Wildner, de camisa de Augustinho, e Sérgio Serra, “subiram” ao palquinho intimista. Por quase duas horas, uma seleção sensacional e bizarra de covers fez a horda que lotava o ambiente (que fedia a fumaça de cigarro, como todas as casas do Grupo Matriz. Eles não conhecem exaustor não?) vibrar. Wander jurou que não ia tocar músicas próprias. A versão de ‘Bebendo Vinho’, segundo ele, era uma cover de Ira!, roubando a piadinha que eu tinha feito minutos antes. Replicantes e Graforréia também entraram na jogada. Versões literais e acústicas de ‘Candy’ e ‘The Passenger’ (diferentíssima da do Capital Inicial), do Iggy Pop e ‘I Used To Love Her, But I Had To Kill Her’, sim, do Guns’n'Roses homenagearam o rock. O r&b brega da Mariah Carey foi representado por ‘Without You’ (Can’t liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiive) e até o sambão de Martinho da Vila teve vez com uma versão SURREAL e sofrida de ‘Madalena do Jucú’, aquela que é o bem-querer. O show terminou com a participação do também gaúcho Flu, que ganhou até ‘parabéns pra você’ por conta de mais um ano completado.

A temporada segue pelas duas próximas terças, quando o show migra para o Astronete, em São Paulo. À dupla WW e Sérgio junta-se Thunderbird, para a sorte da paulistada. No mínimo vai ser divertido.

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Quando eu tiver fotos e vídeos do show, faço o post em homenagem ao caralho alado, que rendeu a maior quantidade de trocadilhos por metro cúbico do ano. Menezes ficaria orgulhoso. Sim, é piada interna. Mas acalmem-se, vocês vão entender.

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Imprensa porca

A cobertura da imprensa a cada tragédia que acontece no Brasil me enoja. A sanha dos repórteres e editores para conseguir aspas de familiares de pessoas mortas em acidentes de grande proporção é um desrespeito tão grande que eu não consigo aceitar. Pra que colocar o dedo na ferida de quem está passando por um momento de desgraça? Saber se a TAM está dando suporte às famílias das vítimas? Ora, a TAM mesmo pode responder. Saber como é a dor da perda? Isso não é óbvio? Pra que tanta aflição pra ouvir um “fulano era uma pessoa maravilhosa” e correlatos? Sério, pra quê? Isso interessa mesmo a alguém? Eu, pelo menos, quero saber a extensão da merda toda e as causas do acidente. Saber quais as providências que enfim serão tomadas pra evitar novas tragédias. Eu não quero saber dos parentes e amigos. Eu respeito a dor alheia.

O que está acontecendo agora me fez lembrar do caso do grave acidente de carro na Lagoa, em que cinco jovens morreram de forma estúpida depois de pisarem no acelerador cheio de álcool nas idéias. Uma das fotos que ilustravam a matéria d’O Globo mostrava o pai de uma das meninas mortas no acidente, chorando desesperado em cima do corpo da filha, arremessado a muitos metros do local da batida. Se eu fosse parente ou amigo da família e visse um fotógrafo vindo pra cima nessas horas, eu teria vontade de espancar o cara. E olha que estamos falando de alguém que trabalha com isso, que já cansou de acompanhar fotógrafo em matéria, que estuda o funcionamento da profissão de jornalista e que respeita o trabalho dos verdadeiros profissionais. Mesmo assim. Eu também respeito a dor alheia.

Ao relatar minha indignação com o caso em uma aula, ouvi uma menina dizer que essas imagens fortes eram importantes para educar os jovens e dar o exemplo de como ficam pais que perdem seus filhos em acidentes trágicos. E desde quando o papel do jornal é educar? Quem educa é pai e mãe, escola dá instrução e ajuda quando pode. Aconteceu. Jornal informa, certo? Então que me contem o que foi, quando foi, como foi, porque foi, quem foi, onde foi. Fico satisfeita com isso. Até porque, pela gravidade do acidente, é presumível a dor das pessoas próximas. A exposição dessa dor em um clique de um momento tão chocante, eu dispenso.

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