:: Somando os atrasos dos vôos da ida e da volta de Belo Horizonte, passei mais tempo mofando no aeroporto do que no ar. 39 minutos é sacanagem, é o tempo do comandante se apresentar pra dez minutos depois anunciar o pouso.
:: A companhia de viagens que emitiu as passagens só podia estar de sacanagem com a minha cara quando me botou sentada em cima da asa, na ida e na volta. E aí que eu fiquei sem graça de me declarar INAPTA a abrir a porta de emergência lateral e passei a viagem sentada a 90º apreciando a bela paisagem da turbina.
:: Fora que chegar com uma hora de antecedência no aeroporto, passando uma friaca do cacete à noite e descobrir que o vôo tá atrasado DE NOVO e que a lan house fecharia em 15 minutos foi demais pro meu coração. Tédio é pouco. Ainda bem que eu tinha levado um arsenal de livros e revistas, já prevendo a trolha.
:: O ser humano que batizou o aeroporto de Confins com este nome era um abençoado. Longe? Ele fica na PUTAQUEOPARIU. A 43km da cidade e 80 paus de táxi, quase morri no trajeto. Um horror.
:: Ponto turístico da cidade e questão de 9 entre 10 apostilas de física do segundo grau, a Rua do Amendoim é um engodo. Depois de duzentas tentativas de ver o carro andar na direção contrária, desistimos. Valeu pela vista da Praça do Papa.
:: A imagem que eu fazia de Belo Horizonte era completamente diferente da que eu vi. Cidade limpa, prédios antigos e bizarramente bem conservados, coisa rara de se ver aqui no Rio. Tudo parecia ter sido restaurado ontem, a julgar pela falta de pichações e pela conseqüente pintura impecável.
:: O Museu de Artes e Ofícios está entre um dos mais legais que já fui. Coleção permanente sobre os ofícios do século XVIII ao século XX, cheia daquelas velharias que mamãe adora e onde eu me diverti. O prédio da Praça da Estação de Belo Horizonte foi o primeiro a chamar minha atenção na cidade, tamanha beleza e imponência. Por dentro, então, só melhora. E ainda rola uma vaca da Cow Parade mineira, a Vaca Fuxiqueira.
:: Falando em Cow Parade, combinei com o Igor que a cobertura da edição carioca ficará por minha conta. Assim como ele, pretendo sair atrás de TODAS as vacas que estarão espalhadas pela cidade entre 5 de setembro e 4 de novembro e fotografar uma por uma.
:: O Instituto Moreira Sales do Rio é tão fora de mão, mas tão fora de mão, que aproveitei pra conferir a exposição de fotos do Marc Ferrez que perdi por aqui na filial de Beagá.
:: O apartamento do Igor é uma graça. Tão bonitinho ver meu bebê se virando sozinho. Aliás, estar com o Igor por pouco mais de 24h me fez voltar ao Rio com outro ânimo. Faz bem ter os amigos por perto, sabe? Faz bem.
:: Estou apaixonada pelo Café com Letras, ali na Savassi. Misto de restaurante e livraria, o ambiente é ótimo, a comida é deliciosa e o preço é melhor ainda. Fora que a simpatia dos mineiros conta pontos extras, sempre. Hoje eu entendo bem porque sofri tanto ao trocar aquele estado pela terra dos blasés cariocas. Claramente.
:: Outro lugar maravilhoso é o Café do Museu, no Museu Histórico Abílio Barreto. Cheguei tarde para conferir o acervo, mas tive tempo de sobra pra um belo lanche. Apesar do clima “pra pedir alguém em casamento”, eu e Igor passamos o tempo falando besteiras, obviamente.
:: E quando eu pensava que ia sair de Belo Horizonte com as mãos abanando, uma inocente passada no shopping pra comprar um Flogoral pra tentar recuperar parte de minha garganta rendeu um tênis da Nike maravilhoso pra ele e um sapato pra mim, que eu não sou de ferro.
:: Ó, Minas Gerais… ó, Minas Gerais… quem te conhece não esquece jamais. Ó, Minas Gerais…








