Monthly Archive for June, 2007

Post pacotão número 35

Gotan Project

Na quinta-feira, o Canecão estava tão lotado, mas tão lotado, que o Rio de Janeiro inteiro já deve ter ouvido os relatos do show. É, eu tô atrasilda, então só quero registrar que foi maravilhoso. Lindo mesmo. O palco, o figurino, as projeções e o som estavam impecáveis. Deu pra recuperar o gostinho do show perdido no Timfa de 2003. Tomara que eles voltem mais vezes. Só não precisam demorar mais quatro anos.

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Good Vibrations

Já tinha passado o olho pelo Netvibes e fui incentivada pelo Nando a usar. O serviço é um agregador de feeds que funciona como um painel de controle da sua vida cibernética. Acabei testando, assim teria uma visão geral das mensagens não lidas no meu Gmail, do calendário, das fotos recentes do meu Flickr, da previsão do tempo das cidades que me interessam, das últimas notícias dos meus sites preferidos, post-its (ecológicos e que não descolam!), busca rápida no YouTube e Google (que pra mim nem vale tanto, já que uso essas funções do Firefox), acesso ao meu Del.icio.us, pude fazer uma agenda telefônica e de endereços online (já que eu não curti o Plaxo e precisava organizar tanto contato que já não cabia no celular) e ainda assinei os feeds de alguns dos meus blogs preferidos (infelizmente são poucos os que têm) e dos comentários dos meus blogs. Enfim, tudo rapidamente visualizado na minha página inicial.

Já tem gente utilizando a versão pública do Netvibes pra agregar as múltiplas personalidades de Internet. É o caso da revista Bíblia Wired e do Gnarls Barkley. A banda usa o site pra juntar o álbum de fotos, My Space, vídeos do YouTube, a tag do Flickr e o feed de notícias do site.

Acho prático.

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Objeto de desejo

Olha, apesar de respeitar e muito o Jack White, eu nunca fui grande fã de White Stripes. Até ouço, mas ainda prefiro Raconteurs, a banda lado B do irmão tricolor. Gosto mais ainda dos clipes da dupla, mas sei lá, tem a porta da Meg White, né?

Toda essa frescura só pra falar que eu estou fissurada na estratégia de venda do Icky Thump, último álbum lançado pela dupla. Seguindo a mais nova aposta da indústria para combater o download ilegal e a conseqüente derrota do cd na guerra das mídias, o WS lançou o disco em USB Drive. Sim, um pen drive que já vem com as músicas recém-lançadas em formato .m4a, compatível com o iPod. Mas, o melhor disso tudo, é que o pen drive do White Stripes é lindo. Em versões Jack ou Meg, os aparelhinhos parecem Matrioskas (as famosas bonecas russas), têm capacidade de 512mb (é, pouco mesmo) e estão sendo vendidos no site oficial da banda por U$57,50, preço muito mais alto que o de um cd - reparem que os antigos do WS estão à venda no mesmo site por U$15, em média. Mesmo com o preço salgado, há o limite máximo de dois por pessoa. Se você comprar o Jack e a Meg, ainda rola um descontinho de U$10. Foram postas a venda 3,333 unidades de cada um, só não falo pra você correr pra comprar o seu porque eles restringiram a venda aos Estados Unidos, logo, só nos resta babar.

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Abrindo os ouvidos

Que o Alexandre Herchcovitch é do róque, todo mundo já sabe. Que as roupas que ele assina vivem escapando pras influências de outros estilos, ninguém duvida. Na edição do São Paulo Fashion Week que acabou de acabar, Herchcovitch apareceu com as coleções masculina e feminina inspiradas em Black Metal e Tango, respectivamente, com trilhas assinadas por Max Blum, que é uma espécie de arroz de festa em trilha de desfile.

O destaque - como um todo, não só musicalmente - foi pra coleção masculina. Mesmo sendo um desfile de verão inspirado no Black Metal norueguês que - além dos cabeludos maquiados que AH pôs na passarela - me lembra instantaneamente de frio, muito frio. Contraditório, mas todo mundo achou lindo. Eu também, confesso. O som, impecável, misturou duas bandas novas, que saíram de lugares afastados do país do bacalhau.

A primeira, My Latest Novel é escocesa, lançou o primeiro álbum no ano passado e é cheia de referências de Arcade Fire, Architecture in Helsinki e, nos melhores momentos, Belle & Sebastian. As duas primeiras me lembram como as influências se criam rapidamente nos tempos de Internet, ficha que vem caindo desde que o Strokes começou a fazer filhos lá pelos idos de 2002. Destaque para a cover fofa de ‘I Know There’s An Answer‘, dos Beach Boys e pra ‘The Valour Still’, totalmente inspirada em ‘Bolero‘, de Ravel.

Os caras do Lullabye Arkestra são canadenses e refletem melhor o espírito da coleção proposta por AH. Enquanto os outros transitam pelo terreno indiezinho, esses metem o pé no metal. Foda é que a pior influência é a mesma. A melodia vocal do fim de ‘Bulldozer Of Love’ é irritantemente parecida com ‘Neighboorhood #2′, do Arcade Fire. De resto, é |m| de bater cabeça com gosto.

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Como continua dura a vida da bailarina…

Eu juro que queria compreender o funcionamento do cérebro humano. Principalmente quando eu esqueço a senha do Ticket Refeição - que eu uso diariamente - na boca do caixa do Mc Donalds. No mesmo dia, volto pra casa cantando “É o Amor”, de Zezé Di Camargo & Luciano, sem errar a letra.

Por que essas coisas acontecem, me diz? Por quê, meu Deus?

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Mc Donices

Verde de fome? Super Cheddar Pepperoni!

A despeito do trocadilho ruim e da rima proposital, a promoção do Shrek nas lojas do Mc Donalds é um verdadeiro sucesso. Primeiro, porque a fila de marmanjos comprando Mc Lanche Feliz pra levar os bonequinhos dos personagens - e não era pros filhos, aposto - é enorme em qualquer loja. Segundo porque o sanduíche promocional do Ogro mais querido do cinema é SENSACIONAL, daqueles que deviam ficar pra sempre no cardápio da cadeia de lanchonetes do mal (assim como o Mc Uruguai ou o Mc Alemanha, lembram?). O Super Cheddar Pepperoni é feito com hambúrguer-ogro de 150g (e não aquelas misérias borrachentas da casa), ementhal, cheddar, pepperoni, tomate e cebola. Tirando o tomate e a cebola, especialmente pra mim, é perfeito. Fora que o molho de Lemon Pepper que acompanha a batata - e é verde, óbvio - é uma diliça radiotiva.

E é claro que eu aderi ao Mc Lanche Feliz. Só que em vez de ganhar o Homem Biscoito - esgotado em tudo que era lugar, droga! - trouxe pra casa uma Bebê Ogra, que dá risadinha, grita e solta um ARROTO gutural. Filha de peixe…

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Mc Videogame

A julgar pela quantidade de adultos comprando Mc Lanches Felizes avidamente no Mc Donalds, acho que muita gente vai adorar o Mc Videogame. No joguinho, você dirige a empresa e é responsável por cuidar da parte de plantação de soja e criação de gado, cuida do abate, da loja e do departamento administrativo da empresa. Sim, you’re the boss. Só que, pra não levar a cadeia do palhaço à falência, você precisa abdicar da ética e utilizar métodos escusos (ah, vai, nada difícil pra quem já jogou GTA).

O lance é subornar o prefeito pra conseguir mais terras, destruir aldeias milenares, entupir os bois de hormônio e ração com restos de animais pra forçar a engorda, contratar e disciplinar cozinheiros que cospem na comida e fazer com que seus vendedores não espantem a clientela. No departamento administrativo, o lance é deixar os acionistas felizes. Não importa como você vai conseguir isso. Seja com campanhas de marketing duvidosas ou com subornos a ambientalistas, políticos e toda a sorte de chatos, você tem que obter resultados e dar conta de tudo isso em um tempo ínfimo.

Eu já fali o Mc Donalds umas 30 vezes. Prova de que o joguinho é mais viciante que aquela batata frita do demônio.

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Converse com o Paul

O site da Bizz é o mais mal programado do mundo, mas serviu pra me dar a melhor notícia do dia:

Todo moderninho, Paul McCartney inaugurou esta semana uma atração especial no site de seu novo disco, Memory Almost Full: a página de entrevista virtual. Funciona assim: você digita seu nome, recebe um alô de Paul e digita sua pergunta. Se o ex-Beatle entendê-la (tem que ser em inglês), ele responde em vídeo, na maior boa vontade.

O sistema é semelhante ao do Subservient Chicken, campanha online do Burger King que fez sucesso em 2004 na qual um frango obedecia às ordens do internauta. Obviamente não funciona às mil maravilhas: perguntado sobre Heather Mills ou Ringo Starr, Paul responde apenas “Não sei do que você está falando” ou “Não entendi sua pergunta”. Mas sobre memórias de seus tempos de Beatles e assuntos relacionados ao novo disco, ele dá respostas completas, tornando a brincadeira divertida. O internauta pode até pedir uma música – para a BIZZ, McCartney fez muxoxo mas concordou em tocar antigos hits de Eddie Cochran.

Sensacional
é POUCO. A seção, chamada You Tell Me - quinta faixa do Memory Almost Full - traz o Paul, 65 years old, sentado em um banquinho encarando o Internauta. E se você demorar demais pra perguntar alguma coisa, ele fica entediado e reclama!

Perguntei sobre o John Lennon e ele me respondeu sobre os Wings, a prova de que até virtualmente o Paul tá gagá. A boa é pedir pra ele cantar, mas não adianta escolher a canção: mandei um “sing a song to me, one from Let It Be” e ele preferiu promover o novo álbum. Aliás, perguntei sobre o disco novo e o preguiçoso se limitou a dizer a data de lançamento. Porra, Paul, pra saber isso daí eu recorro ao Google! Mas beleza, é o Macca e ele tá conversando comigo. Aproveitei pra perguntar um clássico: “will you still need me when I’m sixty-four?” e o canalha se fez de desentendido, alegou ter dado um branco. Esqueça também perguntas sobre Heather Mills e o fim de casamento polêmico. Ele se reserva o direito de não responder.

Passarei o resto da minha vida conversando com o subservient Paul. Até tirarem o site do ar.

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Ah, se vocês quiserem falar sobre o fofo clipe de ‘Dance Tonight‘, ele responde na maior boa vontade. E ainda fala sobre as participações de Michel Gondry, o diretor, e Natalie Portman, a musa, que ele convidou pessoalmente se apresentando como o pai da Stella. Sabe como é, né? Ela é novinha, podia não saber quem era esse tal de Paul McCartney.

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And the winner is…

Quero, aqui, iniciar a campanha PORQUINHO DA ÍNDIA NA MALHAÇÃO. Vejam esse poder dramático, essa atuação primorosa, esse gênio da dramaturgia em ação!

Estou encantada.

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Pra quem aprendeu a editar HTML na mão

Não dá pra ser uma geek de carteirinha E viver sem esse par de brincos com tags [head], minha gente. Não dá.

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Via Wishlist, ótimo site de garimpo comandados por brasileiros. Fiquem certos de que minha lista de casamento será feita lá. Se alguém já quiser ir reservando a Psycho Curtain, a Abduction Lamp, as Nintendo Power Mints, a Pessimist Mug, o Waffle Keyboard, a Blood Pillow, o Towel Clip, as Crinkle Cups, a Matchlight, as Pets Mugs, as Stamp Mugs, o Mortadela Rug, a R2D2 Trashcan, o Thumb Thing, a Heart Shaped Frying Pan, os Coat Hooks, a Cheerleader Collection, a Tree Wall Rack, o Screwdriver Lollipop, o Slingshot Duck, as laser scissors (tem pra canhoto?), o Rakku, a Butt-Face Towel, o Hillary Clinton Egg Separator, a DB Fletcher’s Table, a…

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Esse eu faço questão de comprar e dar pro meu irmão. Treinaremos incessantemente em casa.

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A Brave Space já é paixão antiga, aprovada pela sogra arquiteta.

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Minha casa vai ser o máximo!

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Fim de carreira

PEDIDOS
O primeiro pedido de Liza (Minelli) no Brasil, sábado, foi um cigarro ao paparazzo de plantão no aeroporto. Ao ganhar o maço inteiro, abraçou o fotógrafo.
(Mônica Bergamo/FSP)

O que não é uma artista em decadência, não é, minha gente? Se continuar nesse ritmo, daqui a pouco vai marcar show em feira agropecuária do interior de São Paulo.

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Acordar e atravessar a cidade só pra entregar trabalho de faculdade é coisa que ninguém merece. Mas terminar a manhã no Parque Lage - passeando, namorando, tirando um cochilo - almoçar aquela maravilha de salmão do Nanquim, ganhar uma caixinha de After Eight de sobremesa e comprar o ingresso do Gotan Project salvam qualquer dia.

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I was look to my honey*

O Dead air Space, blog oficial do Radiohead, disponibilizou um videozinho bem legal com a edição das emendas das tapes de estúdio. O produtor Nigel Godrich pegou o que ia ser jogado fora e juntou tudo, numa colagem maluca que antecipa o que serão as canções do novo álbum da banda. Vale a pena.

* Trecho da versão de Creep, do gênio Richard Cheese

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