Gotan Project
Na quinta-feira, o Canecão estava tão lotado, mas tão lotado, que o Rio de Janeiro inteiro já deve ter ouvido os relatos do show. É, eu tô atrasilda, então só quero registrar que foi maravilhoso. Lindo mesmo. O palco, o figurino, as projeções e o som estavam impecáveis. Deu pra recuperar o gostinho do show perdido no Timfa de 2003. Tomara que eles voltem mais vezes. Só não precisam demorar mais quatro anos.
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Good Vibrations
Já tinha passado o olho pelo Netvibes e fui incentivada pelo Nando a usar. O serviço é um agregador de feeds que funciona como um painel de controle da sua vida cibernética. Acabei testando, assim teria uma visão geral das mensagens não lidas no meu Gmail, do calendário, das fotos recentes do meu Flickr, da previsão do tempo das cidades que me interessam, das últimas notícias dos meus sites preferidos, post-its (ecológicos e que não descolam!), busca rápida no YouTube e Google (que pra mim nem vale tanto, já que uso essas funções do Firefox), acesso ao meu Del.icio.us, pude fazer uma agenda telefônica e de endereços online (já que eu não curti o Plaxo e precisava organizar tanto contato que já não cabia no celular) e ainda assinei os feeds de alguns dos meus blogs preferidos (infelizmente são poucos os que têm) e dos comentários dos meus blogs. Enfim, tudo rapidamente visualizado na minha página inicial.
Já tem gente utilizando a versão pública do Netvibes pra agregar as múltiplas personalidades de Internet. É o caso da revista Bíblia Wired e do Gnarls Barkley. A banda usa o site pra juntar o álbum de fotos, My Space, vídeos do YouTube, a tag do Flickr e o feed de notícias do site.
Acho prático.
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Objeto de desejo
Olha, apesar de respeitar e muito o Jack White, eu nunca fui grande fã de White Stripes. Até ouço, mas ainda prefiro Raconteurs, a banda lado B do irmão tricolor. Gosto mais ainda dos clipes da dupla, mas sei lá, tem a porta da Meg White, né?
Toda essa frescura só pra falar que eu estou fissurada na estratégia de venda do Icky Thump, último álbum lançado pela dupla. Seguindo a mais nova aposta da indústria para combater o download ilegal e a conseqüente derrota do cd na guerra das mídias, o WS lançou o disco em USB Drive. Sim, um pen drive que já vem com as músicas recém-lançadas em formato .m4a, compatível com o iPod. Mas, o melhor disso tudo, é que o pen drive do White Stripes é lindo. Em versões Jack ou Meg, os aparelhinhos parecem Matrioskas (as famosas bonecas russas), têm capacidade de 512mb (é, pouco mesmo) e estão sendo vendidos no site oficial da banda por U$57,50, preço muito mais alto que o de um cd - reparem que os antigos do WS estão à venda no mesmo site por U$15, em média. Mesmo com o preço salgado, há o limite máximo de dois por pessoa. Se você comprar o Jack e a Meg, ainda rola um descontinho de U$10. Foram postas a venda 3,333 unidades de cada um, só não falo pra você correr pra comprar o seu porque eles restringiram a venda aos Estados Unidos, logo, só nos resta babar.
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Abrindo os ouvidos
Que o Alexandre Herchcovitch é do róque, todo mundo já sabe. Que as roupas que ele assina vivem escapando pras influências de outros estilos, ninguém duvida. Na edição do São Paulo Fashion Week que acabou de acabar, Herchcovitch apareceu com as coleções masculina e feminina inspiradas em Black Metal e Tango, respectivamente, com trilhas assinadas por Max Blum, que é uma espécie de arroz de festa em trilha de desfile.
O destaque - como um todo, não só musicalmente - foi pra coleção masculina. Mesmo sendo um desfile de verão inspirado no Black Metal norueguês que - além dos cabeludos maquiados que AH pôs na passarela - me lembra instantaneamente de frio, muito frio. Contraditório, mas todo mundo achou lindo. Eu também, confesso. O som, impecável, misturou duas bandas novas, que saíram de lugares afastados do país do bacalhau.
A primeira, My Latest Novel é escocesa, lançou o primeiro álbum no ano passado e é cheia de referências de Arcade Fire, Architecture in Helsinki e, nos melhores momentos, Belle & Sebastian. As duas primeiras me lembram como as influências se criam rapidamente nos tempos de Internet, ficha que vem caindo desde que o Strokes começou a fazer filhos lá pelos idos de 2002. Destaque para a cover fofa de ‘I Know There’s An Answer‘, dos Beach Boys e pra ‘The Valour Still’, totalmente inspirada em ‘Bolero‘, de Ravel.
Os caras do Lullabye Arkestra são canadenses e refletem melhor o espírito da coleção proposta por AH. Enquanto os outros transitam pelo terreno indiezinho, esses metem o pé no metal. Foda é que a pior influência é a mesma. A melodia vocal do fim de ‘Bulldozer Of Love’ é irritantemente parecida com ‘Neighboorhood #2′, do Arcade Fire. De resto, é |m| de bater cabeça com gosto.
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Como continua dura a vida da bailarina…
Eu juro que queria compreender o funcionamento do cérebro humano. Principalmente quando eu esqueço a senha do Ticket Refeição - que eu uso diariamente - na boca do caixa do Mc Donalds. No mesmo dia, volto pra casa cantando “É o Amor”, de Zezé Di Camargo & Luciano, sem errar a letra.
Por que essas coisas acontecem, me diz? Por quê, meu Deus?










