… ou “Diarinho de um dia atípico”
Fim de semana? Que fim de semana? Ih, já foi e eu nem vi. Também, quem manda passar dezoito horas na rua? Sim. Dezoito. Saí de casa às 8h da manhã de sábado rumo a uma Lagoa ensolarada para ter aulas de História da Moda com a ótima Paula Acioli. Às 13h, o destino foi o Golden Room do Copacabana Palace conhecer o Mr. Gore (que de tanto botox tá uma mistura de Brian Wilson com Zé Dirceu) e, de quebra, dar de cara com uma Xuxa laranja cagando na concordância. Coitados dos baixinhos, meu Deus.
Às 16h, já azul de fome e com a bunda torneada de tanto subir e descer escada, esperei pelo Nando. Já não sentia as pernas, a mão formigava, a cabeça doía e a pressão? Lá no pé. Nunca devorei aquele camarão safado com tanto gosto. De lá, Santa Teresa, para descobrir que quero morar no Parque das Ruínas com mais 15 pessoas em uma comunidade de designers. Designers são legais, como aquela casa. Melhor ainda se tivesse portas. Senhor, o que é aquela vista de 360º do Rio de Janeiro? Com Heinneken, melhor ainda. Frio, pessoas legais, “o que aquele maluco tá cheirando?”, mais frio, chill out pelas ruas de ST e Lapa. Quem precisa ir pra casa e descansar antes do show do Nação Zumbi, né? Quem? ‘Bora aproveitar e encher os tubos de cerveja. Show do Nação. Eu já não era ninguém àquela altura. Não andava, me arrastava. Em um cantinho, encostei e dormi. Dormi placidamente ao som da guitarra esporrenta do Lúcio Maia. Casa da Matriz? No way. Casa, enfim.
Hoje eu sou o retrato fiel da derrota. Me amassa, faz uma bolinha e joga fora.
Alguém faz amanhã ser sábado? Tô cansada demais pra encarar uma segunda-feira.









Velhos tempos do Edifício Galaxy. Linda vista, lindo lugar, festas estranhas e gente esquisita.
Enquanto isso, a gripe e a alergia me consumiam…
Você precisa descansar, creeatoora!
Descanso? Isso existe?
:-)
Sério, eu deito a cabeça no travesseiro e me lembro de mais um gazilhão de pendências, incluindo encontrar uma casa!
:B