Esta é primeira vez em quatro meses que eu deito pra dormir longe dele. Só não digo que será uma longa noite porque já são meia noite e eu acordo às 5h da manhã. O que eu sei é que vou sentir falta daquele abraço.
Um pouco sobre tudo.
Simpatia pra mim sempre foi subterfúgio de tia solteirona desesperada pra tentar arrumar namorado. Aquelas paradas de mel e maçã, fita branca amarrada, aquela coisa de revista Astral, uma breguice só. Agora eu trabalho em um jornal popular e diariamente me deparo com simpatias. Ao contrário daquelas que iludem corações solitários mundo afora, as dicas dos astros para as pessoas são um tanto incomuns. A “Simpatia para manter o bronzeado” que se resumiria apenas em “CONTINUE PEGANDO SOL” se transforma em uma receita de gororoba de ovo com mel pra passar na pele. “Simpatia para tirar o mau cheiro da casa”, que envolve um procedimento patético em vez de uma simples faxina. Precisa de “simpatia para a orelha parar de crescer”? Tem! Chama o Pitanguy? Nãããão, passa uma tesoura atrás da orelha e joga no mar! Mas a pior de todas, a que fez meu queixo arrastar NO CHÃO foi a “Simpatia para seu ônibus não ser incendiado por bandido”. Deu vontade de chorar, de esbofetear o pai de santo, de dar na cara por ser tão descarado. Vai fazer troça com a sua mãe, filho da puta!
Muito axé pra vocês.
Entraram aqui procurando por cosas (sic) boas da internet. Obrigada, querido, não precisava tanto.
Essa estante foi feita pra mim e pra minha futura casinha. Preciso urgentemente.
Depois de um dia do cão, você espera 10 minutos pelo ônibus, paga a passagem com dinheiro porque o seu RioCard resolveu não funcionar, senta em seu banco e o carro não arranca. Aí você percebe que uma velha louca – e rouca – está enchendo o saco do motorista para levá-la até o Balança, Mas Não Cai. O motorista retruca, diz que não pode. A mulher insiste. O motorista se nega. A mulher insiste. Os passageiros começam a gritar, ela diz que dali não sai. Alguém cita o fiscal. Ela diz que encara o fiscal. Mais gritaria. O motorista diz que não anda enquanto ela não descer. “Eu sou mãe de santo!”. “Bom pra senhora”. “Eu te deixo broxa, nem punheta tu toca mais”. “Meu santo é forte”. Ela dá meia volta e desce. Partimos.