Ou é loucura, ou excesso de noites mal dormidas.
Há alguns dias, dentro do ônibus, vi um sujeito que eu jurei ser um menino que estudei na 6ª série, ainda em Minas Gerais. Pisquei os olhos, arregalei bem e vi que o passante não tinha nada a ver com quem eu pensava que era. À tarde, saindo do trabalho, vi uma menina saindo de uma loja que parecia familiar com uma que pegava o mesmo ônibus escolar que eu. Obviamente não era, a menina deve morar em Caxambu ainda, era pagodeira e não teria motivos para estar saindo da U2, loja de moderninho endinheirado. Pela última vez no dia, encarei um menino, saindo do Bar do Adão, que mais parecia o Balada, amigo de tantos amigos. Também não era.
Fui pra casa meio atormentada, assustada com essa série de reconhecimentos estranhos, improváveis e equivocados.
Preciso de um médico.








