Radiohead no Brasil

Sobre o show do Radiohead no Brasil eu falo com calma mais tarde, no momento estou ocupada parindo uma monografia sobre a banda e confesso que escrever sobre isso agora está me dando urticária. Aqui reproduzo um post escrito a quatro mãos com o Felipe Venetiglio publicado no blog da Hang The DJ. A fonte é quente e me contou uma situação que presenciou dentro da produtora que pode estar trazendo (enquanto não confirmarem oficialmente - com redundância - tudo é suposição) a banda para o Brasil.

“A produção dos shows do Radiohead no Brasil é da Planmusic, mesma empresa que trouxe os Rolling Stones pra praia de Copacabana e está trazendo o Elton John em Janeiro.

Sobre a banda de abertura, o próprio Luiz Oscar Niemeyer teria dito: nada de Sigur Rós*. As mais cotadas seriam Asian Dub Foundation e M.I.A..

Dos possíveis lugares no Rio: Maracanã é grande e caríssimo demais. Citibank Hall, Canecão e Vivo Rio seriam pequenos. Sobram Arena e Apoteose. Dados os relatos sobre o som da primeira, fico na torcida pela segunda.”

*Ainda bem!

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Para saber mais sobre os shows da turnê atual do Radiohead, vai lá ler o ótimo post do Carlão no não menos ótimo Tudo Está Rodando.

Cinema + Música II - A Missão

Como já adiantei aqui aos pulos de alegria, o Open Air está de volta, com novo nome, mas com a excelente programação de sempre. Não é à toa que conheço zilhões de pessoas que são eram órfãs do evento e agora têm motivo para comemorar. Este ano, o Claro Cine rola apenas no Rio de Janeiro, no bom e velho Jóquei Club - ufa, tava cansada de ir lá só para apostar nos cavalos, gastar em bazares de moda e ir em festinhas meia-boca - de 18 de novembro a 7 de dezembro.

Quase três semanas de bons filmes em um telão gigante ao ar livre emendados com festas e shows pra coroar a noite. Melhor só ficaria se o ingresso não custasse a exorbitância de R$ 36 (ou metade disso pra estudantes), mas como economizei com a falta de atrações internacionais interessantes, que geralmente recheiam o calendário do segundo semestre, dá para fazer uma vaquinha e ir em todos os filmes e festas que eu quero conferir.

Se liga na minha programação. Ah, sim, e antes que me chamem de contraditória por ter criticado os freaks pelo festival do Rio, aviso logo que com um filme escolhido a dedo por dia é mais fácil de se achar do que com uma programação gigantesca cheia de filme ruim. Mas enfim, digressiono…

:: No segundo dia do evento (e o primeiro aberto ao público), 19 de novembro, o filme é “Max Paine”, com Mark Whalberg e Mila Kunis (a Jackie de “That 70’s Show”). Mas o que me interessa meeeeesmo é o show que o Nação Zumbi vai dar em seguida. Preciso reparar a mancada de ter dormido - sim, de sonhar - no único show deles que eu fui. Como eu consegui dormir no meio daquela barulheira toda, só o cansaço explica.

:: No dia 22 de novembro, um sábado, a maratona começa cedo com o fofíssimo “Wall.E” (quem viu o filme nos cinemas deve imaginar o quão fantástico deve ser conferir a animação em um telão ainda maior, muito maior). Para melhorar o que já tava bom, o filme que vai passar mais tarde é “Be Kind, Rewind” (ou “Rebobine, por favor”), do Michel Gondry, com Jack Black no elenco. Como esse eu perdi no Festival (há!), não vou dar o mole de deixar passar. A atração musical do dia é a Moo, festa dedicada à música eletrônica capitaneada pelos DJs Diogo Reis e Eduardo Cristoph. Já fui em algumas edições na mansão das Casas Franklin do centro da cidade, e até que curti. E olha que eu não sou muito chegada a festa com música sem refrão pra cantar junto…

:: No domingo, 23, rola “Planeta Terror”, metade do Robert Rodriguez em sua joint venture com Quentin Tarantino (que, pelo visto, nunca vai ser exibida no Brasil. Pena!). Boa oportunidade pra dar uma nova chance ao filme de zumbis com muita violência e sangue de groselha que parei de ver na metade porque tava meio chato. E quem me conhece sabe que eu não costumo achar filmes de zumbis chatos, pelo contrário.

:: No dia 28 de novembro, portanto uma sexta, a boa é pegar o after com a festa Calzone, do esquemoso Bruno Natal com a participação do João Brasil e seus mashups cada vez mais incríveis. Tá acompanhando no MySpace? Não dá pra dar mole, o cara não quer deixar ninguém parado. Quer a prova? Vai ouvir “Big Lambada” e experimenta contar quantos clássicos diferentes você encontra em um só remix. Mais divertido que a série “Onde Está o Wally?”.

:: No dia seguinte, 29, como no sábado anterior são dois os filmes: e dessa vez é para assistir com a família. A animação “Ratatouille” abre o evento seguida pelo fresquinho “Mamma Mia!”. Esse vale pelo consumo irônico da coisa. Depois disso, Alexandre Matias - outra parte de O Esquema - volta ao Rio de Janeiro com sua excelente Gente Bonita, Clima de Paquera. Sem dúvidas, a melhor festa em que fui em 2008. Não parei de dançar um minuto! Quer dizer, só um, mas a culpa nem foi dos DJs ;)

:: Nos dias 2 e 3 de dezembro, reserve um espaço nas cadeiras do jóquei para deixar seu queixo cair no chão. O telão de 288 metros quadrados vai passar o já clássico “Sin City”, na terça, e “Batman - O Cavaleiro das Trevas”, na quarta. Tem dúvidas de que a experiência vai ser sensacional?

:: A sessão nostalgia ficou pro dia 4 de dezembro na sensacional dobradinha entre “Em Ritmo de Aventura”, com o rei, e o show do Lafayette e Os Tremendões. Com essa escalação, quem tremeu na base aqui fui eu.

:: O dia seguinte é da galera com um pouco mais de malícia. “Shine a Light”, documentário sobre os Rolling Stones dirigido por Martin Scorsese, abre a noite. A seqüência fica por conta da já tradicional Phunk!

Curtiu? Pois tem mais! Para ver a programação completa - que é bem maior que isso - clique aqui.

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Para ler também:

:: Moda + Cinema = Música

:: Nick Hornby for Kids

:: Cry Baby Cry

:: Mais um pouco sobre tudo

Yogoberry

"Não é sorvete, é Yogoberry"

No último verão senegalês carioca, eu e o Arnaldo Branco agradecíamos os favores e pagávamos as nossas apostas com Sorvete Itália. Devo ter adquirido alguns vários quilos a mais nessa brincadeira de “te compro um sorvete”. Até que enjoei. Como sempre, o calor se instalou no Rio ainda na primavera e já posso prever que o novo objeto de barganha da estação tem nome e endereço. O Yogoberry é uma lojinha em Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, entre Vinícius de Moraes e Joana Angélica) que se dedica a vender… iogurte natural.

Sim! Mais uma vez eu dou meu braço gastronômico a torcer e me pego apaixonada por uma iguaria da qual era impensável eu gostar. Eu de-tes-to iogurte natural. É, aquele puro, de potinho, que você compra quando quer emagrecer e ficar um pouquinho mais infeliz. A questão é que o Yogoberry trabalha com Frozen Iogurt, ou seja, sorvete de iogurte natural. E não é que assim a coisa funciona? Nas versões natural (duh!) e chá verde, você escolhe o tamanho do pote e o que quer usar de cobertura (que eles chamam de toppings): de lichia a morango, de sucrilhos a chocolate, passando por nozes e amêndoas. Caldas também são bem vindas. E o resultado é FANTÁSTICO, é leve e é gostoso mesmo, não é papo de louca por dieta, até porque, convenhamos, dieta infelizmente não é minha praia.

Além do tal frozen, eles servem os já badalados Smoothies, que são os milk-shakes de iogurte natural batidos com fruta. Como se não bastasse a iguaria ser uma delícia, a decoração da lojinha é uma graça: as cadeiras de acrílico, o ambiente branquinho, as luminárias verdes e até o painel em Comic Sans são muito fofos. Daqueles lugares que te dão prazer de se estar.

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Ah, e a alegria não é só de quem passa por Ipanema! Soube que abriu uma nova filial do Yogoberry no Barrashopping. Na hora em que abrir uma no Downtown, perto do *localdetrabalho*, serei uma pessoa assumidamente mais feliz. Se alguém de cima estiver lendo isso, favor atender às minhas preces. Amém.

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Enquanto escrevia esse post, as tags “moda” e “verão” ecoavam na minha cabeça, até que lembrei: ainda existem sorveterias a quilo, a febre dos anos 90, por aí?

Emmy The Great: sim, ela é ótima

Pulando de link em link para escrever o post sobre o novo projeto do Fatboy Slim, me deparei com uma das muitas integrantes do projeto BPA, a Emmy “The Great”. A tal “grande” é, por batismo, Emmy-Lee Moss, uma guria de 24 anos nascida em Hong Kong, naturalizada inglesa, que faz parte de um movimento da terra da rainha chamado de “anti-folk”. Numa espécie de jogo do contrário (ou “psicologia infantil”), a despeito do prefixo “anti”, tem muito de folk no som da menina (duh!).

As músicas que Emmy postou em sua página no MySpace foram ouvidas pouco mais de duas mil vezes, mas merecia a audição em loop de cada navegador errante que caiu por ali. A balada com jeito de cinqüentona “We Almost Had a Baby”, a fofa “Short Country Song” e “Mia”, do delicioso refrão “I always liked this singer / I remember how you were the one who told me that her name was either Mia or M.I.A”, são assinadas pela própria Emmy. Eu adorei, e você?

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De brinde, ao acessar o MySpace atrás do trabalho da sujeita, você leva duas covers incríveis: que tal ouvir “Where’s Is My Mind”, dos Pixies, em versão um banquinho, um violão, um ukulele e uma bela voz feminina? E “Burn Baby Burn”, do Ash, em clima de lual? Como influência, a mocinha ainda cita Rivers Cuomo, do Weezer, e Evan Dando, ex-Lemonheads, reis das melodias lá pelo meio da década de 90. Fora da música? Calvin e Haroldo, Tina Fey E Liz Lemon e Batman. Tem bom gosto, a menina.

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Na curta carreira, Emmy The Great já tocou com Martha Wainwright - sim, a irmã do Rufus, que também faz parte do BPA - e Kimya Dawson, aquela da trilha sonora de “Juno”, lembra? Pois é, além das (boas) referências que vieram pelo simpático apadrinhamento, as covers da Emmy me lembraram a de “Someday”, dos Strokes, feita pela Basia Bulat, que eu também já citei por aqui. Só melhora, né?

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Para ler também:

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:: Noel is blogging

:: Cry Baby Cry

:: Vanessa Paradis assassina

The Adidas Originals Festival

Se esse blog virasse um festival...

Se esse blog virasse um festival...

Gosta de pixel art, de música e de joguinhos? Pois prepare-se para viciar no Originals Festival, nova atração virtual da Adidas. Em época de festivais no Brasil (oi, Tim, oi, Planeta Terra!), o jogo chegou na hora certa. Por que? Ora, nele, você é o produtor de um grande festival de música. Depois de escolher a locação, você monta o line up com uma verba pré-estabelecida, cria o cartaz e faz a divulgação para conseguir o maior público possível. Sim, a divulgação é real, na internet e está sujeita à votação! O vencedor fatura duas passagens para o Meredith Music Festival, em Melbourne, na Austrália, em dezembro. Só tem um detalhe: para concorrer você precisa morar na Escandinávia. É, pois é.

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Em resumo, todos os fanáticos por música que - como eu, claro - ficam especulando sobre as atrações gringas que se apresentam por aqui e discutem a lista de shows de todo e qualquer festival podem dar vazão aos seus desejos mais ocultos e montar o line-up dos sonhos. Ou seja, pára de reclamar e põe a mão na massa!

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A lista de bandas com data disponível para o Adidas Originals Festival vai desde medalhões como Beatles e Beach Boys - de cachês altíssimos, claro - à galera mais nova como José González e The Kooks, passando por Radiohead, Pixies, Primal Scream, Morrissey… tem até os niteroienses do The Twelves, é muita gente! E pode reparar, vários dos nomes cotados por lá já passaram ou vão passar pelo Brasil.

Para fechar o festival, você precisa escolher um head-liner e sete outras atrações, além do after-party. E é aí que você descobre que o festival ideal é tarefa árdua de se cumprir, como deixar tanta banda boa de fora? Como escolher um e deixar outro de lado porque não cabe no orçamento? Dói, viu? Mesmo de brincadeirinha…

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O tal Meredith Music Festival deste ano - a 18ª edição - rola entre 12 e 14 de dezembro e traz MGMT - que tocam este fim de semana no Tim Festival! - The Datsuns, Architecture in Helsinki e mais um monte de atrações semi-desconhecidas. Vendo por esse ângulo, dá até pra não ficar chateado por não morar em um dos países escandinavos.

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Pois o meu Go to Heaven Festival tá bem melhor que a escalação australiana: Radiohead, Primal Scream, Pixies e BRMC são as atrações principais. The Go! Team, I’m From Barcelona, Hot Club de Paris e Au Revoir Simone animam a tarde. O after party fica por conta dos conterrâneos do The Twelves.

Diz aí, você iria ao meu festival? E a sua escalação, qual seria?

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Para ler também:

:: Dr. House responde

:: Imagem & Ação Musical

:: Mc Videogame

À procura do Hot Philadelphia perfeito

Eu confesso: sou uma novata na arte da degustação de comida japonesa. Se você, querido leitor, lê este humilde blog há mais de um ano, sabe que minha primeira experiência bem sucedida com a culinária oriental foi há pouco tempo. De lá pra cá, muitos reais foram gastos para alimentar o novo vício em peixe cru, cuja ausência chega a me causar tremedeiras.

Imagem meramente ilustrativa. Eu nem sempre ando com a minha câmera, droga!

Imagem meramente ilustrativa. Eu nem sempre ando com a minha câmera, droga!

Poréééém, desde que me iniciei neste fantástico mundo tenho uma questão: sempre me falaram que o Hot Philadelphia - o rolinho de alga, arroz, cream cheese e salmão empanado e frito - era a porta de entrada perfeita para este submundo de cores e sabores. Só que taí uma coisa que nunca me cativou. Devo ter desbravado mais de dez restaurantes diferentes que serviam comida japonesa e sempre dedicava um espacinho no estômago para testar o tal Hot Philadelphia, sempre meio cabreira. Já tinha virado uma questão de honra encontrar o rolinho frito perfeito.

E eu acho que, finalmente, cheguei a dois candidatos fortíssimos ao posto. Os dois vindo de restaurantes pequenininhos e mega charmosos, quase vizinhos em Ipanema.

O primeiro é o hot - para os íntimos - do Minimok, que, como diz o nome, é mini e fica escondidinho ali na Vinícius de Moraes, entre a Visconde de Pirajá e a Barão da Torre. O rolinho foge do tradicional ao ser empanado com arroz de bifum cortadinho, que deixa tudo muito, mega, ultra, hiper crocante.

Não dá vontade de parar de comer, ainda mais porque eles são enrolados bem fininhos, impedindo que você queime sua boca com o cream cheese quente. Vocês hão de convir que manusear os hashis já não é fácil, pegar uma peça gigantesca e ter que colocar ela inteira e pelando na boca só complica a situação.

O outro candidato é o Hot Philadelphia do Boo Dah Sushi Bar, que fica na Teixeira de Mello, em frente à La Cucaracha. O restaurante acabou de abrir e segue os moldes do vizinho Minimok. Pequeno, aconchegante e bem decorado, fazendo valer a máxima de que comida japonesa também é pra ser comida com os olhos. O hot de lá é empanado com uma massa diferente da habitual, sequinha e crocante e que eu, muito esperta, esqueci de perguntar como era feita (mil perdões!). Mas o importante são os fatores “sequinha” e “crocante”, porque ninguém merece ter o paladar insultado por um troço borrachudo e encharcado de óleo, certo?

Pois então, a iguaria nipônica do Boo Dah é sequinha, crocante e com o must de levar uma dose a mais de cream cheese em cada peça depois de cortada. Ou seja, os hots chegam à mesa com um pinguinho extra de queijo pastoso que faz toda a diferença.

Apesar de ainda preferir me entupir de sashimis e sushis, vou continuar na busca por novos e incríveis Hot Philadelphias, mas com a certeza de que superar esses dois vai ser difícil.

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Uma das coisas que notei no Minimok foi a música ambiente: tava rolando um Minimal como o que andou na moda nas festas de música eletrônica por aí. Só concluí que o som funciona muito mais como trilha de jantar do que em pista de dança. Sabe como é, nada contra… mas quando eu tô dançando, sinto falta de refrão pra cantar junto.

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Como eu contei aqui, o local escolhido para a minha primeira incursão à culinária japonesa foi o tijucano Mitsuba. Lá, fui recebida pelo simpaticíssimo dono da casa que, entre mil histórias deliciosas, me contou que o Hot Philadelphia era uma licença poética brasileira. Um adendo carioca ao menu japonês, para falar a verdade. Ele contou que, durante os anos 90, o Rio sofreu com uma crise de intoxicação por peixes. Não tenho memórias do episódio, já que não morava aqui e não sei precisar bem o que aconteceu. Só consigo imaginar que os restaurantes japoneses, esses que servem peixe cru, devem ter perdido muitos clientes na época: quem é que vai se arriscar em meio a uma situação dessas? Por isso, os sushimen passaram a investir na criação de pratos quentes, empanaram o Philadelphia - que já era uma releitura por si só - e tascaram na frigideira. O resultado, se vocês não são frescos como eu fui, vocês já devem conhecer. :)

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Para ler também:

:: Boteco da Garrafa

:: Você é o que você come

:: Mexican Wine

:: Resenha junkie

Porn Safe For Work: novo filão?

Na busca por clipes legais, eis que fui apresentada ao novo vídeo do novo projeto do sempre arroz de festa Fatboy Slim. “Toejam” leva a assinatura de Brighton Port Authority - ou simplesmente BPA, o tal novo projeto capitaneado por Norman Cook - e tem participação do rapper Dizzee Rascal e do ex-Talking Heads David Byrne. O clipe mostra uma festa do cabide, cheia de gente bonita, em clima de paquera e muita azaração. Em resumo, todo mundo nu e se querendo. A graça da coisa toda tá na coreografia feita com as tarjas de censura aos genitais, peitos e bundas da galera em ação. Melhor que explicar, só vendo:

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Como você deve se lembrar, no começo do mês, a internet parou para comentar o vídeo promocional da campanha dos 30 anos da Diesel. O tal promo de putaria SAFE FOR WORK, mostrava reis e rainhas da pornografia mundial, como Peter North, Tiffany Mynx, Chloe Nicole, Nina Hartley e Amber Lynn em ação, mas tudo era camuflado para parecer uma inocente brincadeirinha de criança. Se alguém não viu isso e nostalgia precoce é o que dá ibope na internet, então vamos lá:

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A ligação entre os dois vídeos de pseudo-putaria é o diretor: Keith Schofield é responsável por essas duas belezinhas, além de outros vídeos sensacionais como “Move”, do Cansei de Ser Sexy e “Bad Blood”, do Supergrass, que faturou o UK Music Video Awards como melhor clipe de rock deste ano (e concorreu com o fantástico “Grip”, do ZZZ, que eu já recomendei aqui). Taí um nome pra se ficar ligado.

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“He’s Frank”, música do BPA com participação especial de Iggy Pop nos vocais, está na trilha da terceira temporada de “Heroes”. Vai lá e dá um confere no MySpace do projeto. A música é boa.

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Para ler também:

:: Not Safe For Work