Cupcake (a loja!) no Rio

Não, não estou falando (de novo) dos bolinhos confeitados…

Se você, como eu, acompanha as produções que a Cris Guerra mostra diariamente no seu “Hoje vou assim”, já deve ter ouvido falar na loja Cupcake. Multimarcas de Belo Horizonte, a Cupcake sempre veste a Cris e elas deixam meninas do Brasil todo ba-ban-do nas roupas e acessórios. Pois as cariocas vão ter um motivo pra comemorar. A multimarcas vem só de passagem, mas já vai dar pra sentir um gostinho do que é que as mineiras têm.

Cris Guerra e suas roupas by Cupcake

No sábado, Renata Alamy aporta na La Cucaracha a partir das 13h promovendo um bazar só com peças em promoção e novidades que acabaram de chegar ao ateliê. Tem de tudo: camisetas, vestidos, carteiras, bolsa…. a vinda da Cupcake faz parte de um intercâmbio da loja do incansável Matias Maxx com a Mini Galeria, da capital mineira. No mesmo sábado, os mineiros apresentam a expo “Mini Coletivo”, com trabalhos de artistas como Angelina Camelo, Manuel Carvalho, Clara Valente, Paco Gennaro, Patricia Caetano, Binho Barreto, Denis Leroy, Onio, João Maciel, Daniel Shneider, além do bazar, é claro. Seguindo as tradições da lojinha da Teixeira de Melo, é claro que vai ter coquetel, a partir das 20h, com um monte de gente bacana espalhada pela calçada.

A estadia da Cupcake em terras cariocas não acaba aí. Do dia 28 de junho ao dia 3 de julho, Renata promove um atendimento especial com o mesmo clima do ateliê em Belo Horizonte. Para conhecer as peças vendidas pela marca, beber um prosecco e comer cupcakes no Jardim Botânico, tem que marcar hora pelo e-mail contato@lojacupcake.com.br.

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Para ler também: Cupcake mania

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Sobre jornalismo

Estava guardando (e aguardando ansiosamente) para daqui uma semana o momento de forte emoção em que tiraria o prefixo “proto” da frente do substantivo “jornalista” ali da descrição do blog e postaria sobre a satisfação (e o alívio!) de encerrar meu ciclo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, depois de quatro anos e meio cursando Comunicação Social. Alguns poucos que me acompanham nessa vida de blog há mais de sete anos viram todo o processo: desde o término do segundo grau até eu entrar na faculdade que eu queria, os estágios e até a minha contratação ainda com um semestre letivo inteiro pela frente.

Eis que uma semana antes do término das minhas aulas, o Supremo Tribunal Federal derruba a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Não vou dar o lead, porque o bafafá vocês devem ter acompanhado, mas resolvi abrir um espaço neste blog normalmente tão leve para falar de um assunto sério e dar minha opinião sobre essa polêmica toda.

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Perdi a conta de quantas vezes esse filme foi exibido na faculdade

Nunca vi essa gritaria toda por conta da regulamentação das profissões de designer e publicitário e o mercado é bem semelhante ao nosso, dos jornalistas. O que consigo concluir de todo esse bafafá é que muitas pessoas têm tratado o diploma como muleta, como se o canudo de papel fosse garantia de alguma coisa, sendo que, né, nunca foi.

Depois de quatro anos e meio de experiência acadêmica, posso afirmar que a faculdade de jornalismo ensina bastante coisa, sim, mas não tudo, e longe do essencial. Na metade do curso me dei conta de que num mundo ideal eu teria feito um curso técnico de dois anos e meio e me especializado em outra área, até mesmo poderia ter feito uma outra faculdade. Seria muito mais proveitoso e, acima de tudo, honesto. Mas o jogo não era assim e não será daqui pra frente, então joguemos como mandam as regras.

Podem me chamar de ingênua, mas não vejo, sinceramente, mal nenhum na decisão do Supremo. Acho até uma pena isso ter acontecido só agora, depois que eu meus pais gastei gastaram uma grana preta pagando meus estudos porque, de outro jeito, teria feito somente as matérias que prestavam, com os professores que me acrescentaram alguma coisa. Sim, eles existiram, foram verdadeiros mestres, que foram muito importantes para a minha evolução, mais do que as ementas podem prever. Mesmo assim, deixaria de lado as matérias obrigatórias de religião, a antropologia-para-fingir-que-tem, a sociologia-de-boteco e cadeiras semelhantes em que reina o pacto de mediocridade: os professores fingem ter sua importância e os alunos fingem que aprendem alguma coisa.  Se o diploma de jornalismo nunca tivesse sido obrigatório – vale lembrar que há até relativamente pouco tempo não existia faculdade de comunicação – eu teria puxado mais matérias de outros cursos. Deixei de fazer muita coisa de Desenho Industrial, Publicidade e Cinema porque aumentava muito a mensalidade e sobrecarregava a carga horária. Trabalho desde o segundo período, buscando melhorar meu preparo profissional (e pra pagar a cervejinha do fim de semana porque eu não sou de ferro) e não me sobrou muito tempo para me dedicar a cadeiras não-curriculares.

Pelo que eu entendi do mercado nesse pouco tempo que faço parte dele (e, principalmente, observando a trajetória dos meus amigos e colegas com quem trabalhei), os empregadores querem ver o trabalho que você tem para apresentar e não onde você se formou. Já notei que gente boa e que corre atrás (não adianta muito ser um sem o outro) não fica desempregada por muito tempo e não vai ser a não-obrigatoriedade do diploma que vai mudar isso. Só acredito que gente competente que não teve como se formar por circunstâncias da vida vai poder exercer o mesmo trabalho que eu sem nenhum ônus para mim ou para minha “dignidade profissional”. Um dos melhores exemplos para justificar isso é o Ricardo Schott, do saudoso Discoteca Básica, que, sendo psicólogo, é um dos jornalistas musicais que mais admiro. Certo de que psicologia não era o caminho, ele preferiu trabalhar a voltar para a faculdade. Acho o trabalho do Schott como jornalista tão incrível que me recuso a ficar ofendidinha só porque ele não tem o mesmo diploma que eu. Quer dizer, não tinha: por causa da obrigatoriedade, quando ele já trabalhava na área, o Schott teve que entrar para uma faculdade de jornalismo e só agora, aos 30 e alguns anos, ele está se formando.

Por isso tudo, acho uma tremenda besteira o argumento de quem acha que estudou quatro anos pra nada, parece mais discurso de quem comprou um título em vez de querer se especializar e, como disse lá em cima, esse título nem vale de nada, a não ser para quem almeja a vida acadêmica (duh) ou os concursos públicos. Aproveito até para fazer uma pesquisa: quantos jornalistas formados e bem colocados no mercado tiveram que apresentar o tal pedaço de papel na hora da entrevista? Sinceramente, o que vale mais? A sua formação ou a sua produção? O meio ou o fim?

Daqui pra frente, que a faculdade valha como um complemento pra formação. Quem quiser faz, quem achar que não precisa, ok. Se é bom ou não, o mercado vai dizer.

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E como o Go to Heaven não se faz de hard-news, o outro post de hoje é sobre a vinda do diretor Michel Gondry ao Rio.

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Michel Gondry chega ao Rio

Não sei se é efeito do Ano da França no Brasil, mas Michel Gondry está com passagem comprada para o Rio. Por conta da exposição “Rebobine, por favor”, em cartaz no CCBB carioca, o diretor vai participar de um debate em que vai falar do tal “Protocolo Gondry”, uma série de regras auto-impostas que permeiam todo o processo criativo do cara. E, pelo visto, a história vale a pena. Da cabeça desse francês maluco saiu o queridinho do mundo “Brilho Eterno de uma mente sem lembranças”, o meu queridinho “The Science of Sleep” e mais uma penca de clipes que marcou toda uma geração criada à base de muita MTV. Os dois filmes e alguns dos clipes serão exibidos durante o “Ciclo Gondry”, que faz parte da mostra.

O debate rola nesse sábado, dia 20, das 12h às 14h na Sala de Cinema do CCBB. A entrada é gratuita, mas tem que retirar uma das 110 senhas uma hora antes lá na bilheteria do centro cultural. Para sacar melhor o que é a exposição “Rebobine, por favor”, dá uma olhada no meu post aqui e se o tempo estiver sobrando, aconselho a visita ao site do cara. Além de poder exercer o consumismo comprando até o que o Gondry escreve em papel higiênico (é sério), você pode pagar U$ 20 para mandar sua foto e ganhar um desenho inspirado nela feito pelo próprio. Os desenhos vão todos parar numa galeria no Flickr dele.

Se você tá interessado no que o cara tem pra falar, vale a pena fazer uma retrospectiva dos vídeos mais legais que ele dirigiu (para ver os que apresentarem a mensagem da “incorporação desabilitada”, é só clicar em cima do vídeo que você assiste direto na página do YouTube):

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Everlong, do Foo Fighters

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Knives Out, do Radiohead

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The Hardest Button to Button, do White Stripes

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Fell in love with a girl, também do White Stripes

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Dance Tonight, do Paul McCartney

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Let Forever Be, do Chemical Brothers

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Around the World, do Daft Punk

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Like a Rolling Stone, Rolling Stones

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Comida di Buteco

Diz o popular que “antes tarde do que nunca” e só ele pra justificar da maneira mais cara de pau possível meu total descaso com a segunda edição carioca do Comida di Buteco. Até agora. A quinze dias do fim do melhor concurso dedicado à baixa-gastronomia, resolvi tomar coragem e dar uma olhada nas iguarias participantes. Meu. Deus. Do. Céu. A tentativa de me manter longe da tentação se mostrou vã na primeira olhadela na lista de bares e suas receitas.

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Mas como resistir a simples idéia do purê de baroa com camarão do sempre-delícia Aconchego Carioca? E a mesma mistura na variação bolinho, lá do Salvação? Ou o kibe de peixe do Bar Urca? A barquete de salmão do Bracarense… o croquete de milho com camarão e cheddar do Gracioso ou mesmo o croquete de queijo empanado passado na farinha de torresmo, queijo parmesão e flocos de milho do Petit Paulette. Pelo bem da minha silhueta, quis passar longe, mas como minha gula é muito maior que minha força de vontade… não vai dar pra resistir.

Poderia discorrer por horas e horas acerca dos tira-gostos, mas… já estou 15 dias atrasada, vou preferir comer a falar. Você, que tá aí de bobeira pelo Rio, faça-se o favor de fazer o mesmo. Corre lá na lista de botecos, faça seu roteiro e prepare-se para a comilança.

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Para ler também:

:: O melhor de Botafogo

:: Bolinho de Arroz

:: Boteco Vip

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Botafogo ferve

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Oke, eu assumo: a-do-ro um guia. Guia de lugares que oferecem brindes aos aniversariantes (pauta minha na época d’O Dia), guia de lugares com banheiros bacanas (pauta vetada no mesmo jornal), guia de bolinhos de arroz de responsa… guia de tudo quanto é coisa. Me divirto fazendo – seja pra trabalho, pro blog ou pra amigos turistas no Rio – e me divirto lendo, é só diversão. Pois eis que recebo o release do bacaníssimo “O Melhor de Botafogo”. E não falo do time de futebol que só me traz desilusão, e sim do bairro carioca recheado de opções de tudo que você possa imaginar.

O site - criado para promover um empreendimento imobiliário da região – lista boates, cinemas, museus, teatros, restaurantes e bares do bairro. E são muitos. E são bacanas. Só faltou listar padaria, esse tipo de comércio cada vez mais raro, mas tão importante na vida do cidadão médio que curte um pão com manteiga na chapa e uma média pra alegrar o dia.

Como a história não fica só no entretenimento, há ainda uma lista de serviços que conta com academias, agências bancárias e dos correios, clínicas médicas, postos de gasolina… Tudo apontado com mapinha do Google (indicando a distância do tal condomínio, que no caso dos não-pretensos-moradores é só ignorar) e, dependendo do caso, vem com mini-resenha sobre o lugar, além do contato.

A seleção foi feita através de pesquisas por Botafogo e, por se tratar de uma ação de marketing, não se sabe se o site será atualizado conforme as mudanças do bairro. A idéia é tão bacana, que deveria, sim, ir à frente. Mas enquanto ele estiver com cheiro de novo, vale muito a visita para desbravar virtualmente Botafogo antes de sair batendo perna por lá. Aliás, bem que alguém poderia se aventurar a listar outros bairros da cidade, né? Os curiosos agradecem.

BlogBlogs.Com.Br

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Bolinho de arroz

Hit do reaproveitamento das sobras caseiras, o bolinho de arroz está ganhando espaço nos cardápios dos bares e restaurantes do Rio. A iguaria, simples, esperta e gostosa, antes ficava restrita aos lares onde é comum a matriarca atarefada errar na conta do arroz e ficar com pena de jogar aquele montão que sobrou fora. Lavoisier explica: é mais ou menos a mesma lógica dos restaurantes a quilo que funcionam como pizarria rodízio à noite. A comida até se cria, mas o que sobra dela obviamente se transforma.

Ignorando a procedência ou mesmo a intenção por trás da receita, o popular bolinho de arroz pode fazer a festa de muitos glutões que, como eu, adoram uma comida com gostinho de casa. Por isso mesmo, andei provando vários exemplares por aí – aqui no Rio, no caso – para dar o meu aval. Dizem as boas línguas que o do Ritz, em São Paulo, é imbatível. Como ainda não pude degustar de tão não-nobre iguaria, espero que os cariocas trilhem o mesmo caminho.

Joaquina Bar: o bolinho de arroz temperado servido ao molho de tomate apimentado em porção com seis disputa a tapa (trocadilho gastronômico incluso) com a lula à dorê ao molho aiöli pela minha preferência entre os petiscos da casa.

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Joaquina

Boteco da Garrafa: é o super star da rede de bares do povo do Belmonte. Vendido à unidade de tamanho generoso, vem crocante por fora e cheio de queijo por dentro. I said cheeeese. Já vale, né?

Samoa Rio: até o mezzo-japa, mezzo-carioca se rendeu ao hype. Feita com arroz de sushi e peixe do dia, a porção com seis bolinhos vale muito a pena para abrir os trabalhos (justiça seja feita. Provei pela segunda vez depois de ter escrito esse post e achei que ele merecia mais algumas palavras: parece um bolinho de bacalhau, mas no lugar da batata você coloca o arroz. O tempero? Ótimo! Baita gostinho de páprica).

Meza Bar: mais arrumadinho, o papo aqui é bolinho de risoto de açafrão servido ao pesto de manjericão. Invecionice demais em cima do básico? Pode apostar que vale a pena. Quer ver? Dá uma olhada na receita que eles disponibilizaram no site do bar.

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Ingredientes

1kg de arroz arbório
200ml de vinho branco
1 cebola
40g de açafrão em pó
20g de queijo minas padrão
100g de queijo parmesão
1l de caldo de carne
100g de manteiga
50ml de óleo
Sal e pimenta a gosto
30ml de pesto de manjericão (N. da E.: é fácil de fazer, só bater as folhas de um maço bonito de manjericão com bastante azeite de qualidade e queijo parmesão. As medidas? Vai no olhômetro!)

Modo de fazer

Picar cebola, refogar na panela com óleo. Adicionar o arroz arbório e refogar na panela por 30 segundos sempre mexendo. Misturar o açafrão. Declacear com o vinho branco e deixar evaporar, adicionar caldo de carne até o arroz estar pronto. Adicionar manteiga e parmesão e mexer até que eles estejam incorporados ao risotto. Temperar com sal e pimenta. Adicionar gelo à panela para cortar o cozimento. Espalhar o risotto em uma assadeira e levar à geladeira para esfriar por, pelo menos, uma hora. Cortar o queijo em cubinhos de 1 cm. Enrolar as bolinhas de risotto com o queijo no meio e passar na farinha de panko, no ovo batido e então na farinha panko novamente. Fritar em óleo quente.

Gattopardo: o tradicional bar carioca serve porção com nove bolinhos de arroz (que estão mais para croquetes!) super simples, para se comer com Tabasco. A boa é acompanhar a entrada com um dos chopes artesanais feitos pela própria casa.

Boteco Vip: o bar, recomendadíssimo por esta que vos fala, também tem sua versão. O bolinho de arroz vem recheado com sardinha refogada e molho de páprica. Foi o único da lista que não provei, mas vindo de onde vem, não duvido que seja excelente.

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Boteco Vip

*** UPDATE! ***

Bazzar Café: o bistrô que vem acoplado em tudo quanto é Livraria da Travessa também incluiu o petisco no cardápio na forma de bolinho de risoto com gorgonzola e molho de damasco. Em formato de cigarrete, servido em uma torre de quatro bolinhos empilhados, dizem que é pra comer com garfo e faca, mas aí eu já achei exagero. Para quem curte muito gorgonzola, deve ser um prato (ou uma entrada) cheio. Para quem não é fã do queijo feito eu, quebra aquele galho na hora de tapear o estômago, mesmo com tanta frescura. Afinal, é arroz.

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No fim das contas e de toda essa comilança, a conclusão a que eu consigo chegar é que não importa de quem sejam os restos, um bolinho de arroz bem feito dispensa até o conhecimento prévio de sua trajetória na cozinha. Quem quiser indicar bolinhos de arroz imperdíveis, os comentários são serventia da casa.

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Stand-up comedy

Já falei, já cantei, já gritei aos quatro ventos: eu não gosto de stand-up comedy. E antes que os órfãos de “Seinfeld” me joguem pedras, explico. A porcentagem de seres humanos que sabe contar piada é ínfima e se você não for o Costinha ou o Ary Toledo, é muito difícil que as pessoas achem suas divagações vazias proferidas entre crises de gagueira engraçadas.

É sério, tem muita gente que antes de subir em cima de um palco, se prostrar na frente de um microfone e discorrer seus textos mal decorados deveria colocar a mão na consciência e refletir se a sua mãe e seus amigos riem das suas pretensas piadas porque você é realmente engraçado ou fazem isso porque gostam de você. E a segunda opção é a que sempre rola.

Enquanto neguinho dá murro em ponta de faca insistindo em algo que não sabe fazer direito, tem gente abençoada por Deus, que entra ali naquela porcentagem mínima de gente naturalmente engraçada e com referências suficientes pra se fazer entender. Um deles é Wander Wildner, o homem, o mito, que além de muso absoluto do underground brasileiro, é engraçado para cara***lho Daqueles que podem contar a piada do pintinho sem cu mil vezes que ela jamais vai se exaurir.

A prova? Na semana santa, Wander fez mais um show no Rio. E como show do Wander Wildner nunca é ruim, lá fui eu conferir a 39567830958305920402ª apresentação do cara. Acústico, sozinho, ele mandou alguns de seus hits, mas reinou quando parou a música e desatou a contar histórias. Falando sobre como Humberto Gessinger subiu na vida e foi o primeiro a deixar Porto Alegre para trás, contando a história do tal cachorro Vênus ou sobre como é filho da puta por não pagar os amigos que tocam com ele, Wander é infinitamente superior que qualquer papinho mole sobre cigarros ou o constrangimento provocado por conversas de elevador *bocejos*.

Quer ver? Gravei um trecho do falatório de Mr. Wildner e as risadas ao fundo são mais auto-explicativas que qualquer claque. O cara é bom (mas sugiro ouvir com fone que a qualidade do áudio não tá lá essas coisas).

http://www.vimeo.com/4756490

Isto posto, lanço aqui uma campanha: além de tocar, Wander poderia muito bem sair em turnê de stand-up – ou, no caso, sit down. Volta, Wander!

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