E a programação do CCBB continua…

Nippon @ CCBB

Foto da exposição Nippon, que o CCBB abrigou em 2008

O mês de aniversário do CCBB RJ chegou ao fim (o que significa que eu completei 24 anos e um mês, heh), mas a programação do centro cultural mais charmoso da cidade (e falo isso com toda a sinceridade do mundo, sou e sempre fui apaixonada por aquele prédio) continua bom-ban-te. Quer ver só?

Artes cênicas

:: A temporada da ótima peça “Laranja azul” vai até o dia 3 de janeiro, sempre de quarta a domingo, sempre às 20h. Se você não leu meu post sobre a peça, só vou te lembrar que ela é encenada por Rogério Fróes, Rocco Pitanga e Pedro Brício e dirigida pelo Guilherme Leme. A história do inglês Joe Penhall passada em um hospital psiquiátrico é sensacional.

:: O projeto “Dramaturgias” tem sua edição no próximo dia 18 (quarta-feira). Os atores Isaac Bernat e Glaucio Gomes vão protagonizar uma leitura da peça “Dizer sim”, da autora argentina Griselda Gambaro sob direção de Henrique Tavares. Saiba como foi a última edição clicando aqui.

:: Pelo quarto ano consecutivo, a “Mostra Estudantil de Teatro” ocupa os teatros do CCBB RJ com uma extensa programação que vai de Brecht a Nelson Rodrigues adaptada por jovens talentos vindos da CAL, do Nós do Morro, do Tablado, da UNIRIO… as sessões vão até o dia 27 de novembro.

:: “Theatro Musical Brazileiro”: a releitura do premiadíssimo espetáculo de Luiz Antonio Martinez Correa também segue pelo CCBB até o início do ano que vem. Vale lembrar que o espetáculo marcou o início de toda uma produção de musicais na década de 80. Este relembra justamente a era de ouro dos musicais, entre 1860 e 1945. A supervisão é da Bibi Ferreira e a direção é de Fábio Pillar.

Música

:: A delicinha de evento que é o “Pode apostar!” termina já na semana que vem, com um show da excêntrica Silvia Machete que pro-me-te (ops, rimou). Reza a lenda que ela até vai tocar aquela versão in-crí-vel de “Sweet child o’mine” (sim, essa mesma), que você ouve aqui, no MySpace da moça. Ela sobe ao palco duas vezes no dia 17, às 12h30 e às 18h30. Não dá pra perder. Eu não pretendo. Não esquece que o evento rola em São Paulo e Brasília também.

:: Se você faz o estilo clássico, sugiro a série “Villa-Lobos: Serestas, Choros e Crianças – 50 anos de saudade”, que começa no próximo dia 24. Morto em 1959, o compositor brasileiro é homenageado em quatro concertos que vão do violão ao choro passando pela apresentação de crianças e jovens e a ponte entre o popular e o erudito. Todos com elenco de peso. Pra ver quem toca o quê e quando, clica aqui.

Cinema

:: Woody Allen continua reinando no CCBB até o final do mês. Eu já disse que “A elegância de Woody Allen” é a maior mostra em homenagem ao diretor já feita no mundo, né? E disse também que ela vai exibir to-dos os filmes dirigidos, roteirizados ou mesmo atuados por ele? E que os filmes são (e serão) exibidos em película? Disse, né? Então confere a programação aqui, as sinopses aqui e monta sua agenda.

:: Outro que merece respeito e vai ganhar uma retrospectiva é o diretor Pedro Almodóvar. Todo o drama, o calor, o exagero, o suingue, a obsessão e as maluquices do espanhol vão estar lá, na mostra “Planeta Almodóvar” a partir do dia 24 de novembro – e com entrada franca. A programação completa vai ser divulgada em breve, mas já dá pra imaginar que a coisa vai ser boa.

:: O francês Jean Vigo morreu cedo, aos 29, fez poucos filmes e mesmo assim merece ser lembrado. Em “A propósito de Jean Vigo”, os quatro filmes dirigidos por ele serão exibidos no CCBB. Vale lembrar que os filmes foram produzidos na década de 30 e, portanto, não são nada fáceis de se achar por aí. Olha a oportunidade batendo à porta. A mostra começou no dia 10 e vai até o dia 15. Corre.

Exposições

:: Os muitos trabalhos inspirados nas sombras de Regina Silveira continuam em exposição até o dia 3 de janeiro. Mas se você ainda não viu nem a mostra “Argentina hoy”, com o melhor da produção artística contemporânea dos nossos hermanos ou a bela retrospectiva das esculturas de Abelardo da Hora, sugiro não perder mais tempo: a primeira vai até o dia 22 e a segunda se encerra no dia 29.

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A programação do CCBB é extensa, dinâmica e sempre aparecem coisas bacanas que valem a visita ao centro. Pra ficar por dentro, acesse o novo site, agora com endereço fácil de guardar: http://www.bb.com.br/cultura. Vale pro Rio, São Paulo e Brasília.

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Woody Allen pra todos os gostos

woody_allenOcupar o posto de “maior mostra já feita sobre o Woody Allen” – no mundo – não é para qualquer um. O cara é um dos diretores mais  workaholics de toda a Hollywood, ultimamente tem feito questão de lançar um filme por ano e lá se vão muitos anos desde “Um assaltante bem trapalhão”. Querido por muitos, odiado por outros tantos, Woody Allen é daqueles que não se pode ignorar. Não à toa inspirou “A elegância de Woody Allen”, praticamente um festival temático de cinema em que o homenageado é aquele diretor franzino, engraçadinho, gago e judeu.

Em cartaz no CCBB RJ dos dias 3 ao dia 29 de novembro (e com data marcada para estrear no CCBB de São Paulo – de 18 de novembro a 13 de dezembro), a mostra traz, basicamente, tudo o que Woody Allen já fez na tela grande – e tudo exibido em película: filmes dirigidos por ele, filmes em que ele atuou, filmes que ele roteirizou e até filmes para os quais ele emprestou a voz – como é o caso da animação “Formiguinha Z”. O slogan poderia até ser “tudo o que você sempre quis saber sobre Woody Allen e teve vergonha de perguntar”, já que, né, é o tipo de coisa que você deveria nascer sabendo, mas se não nasceu, taí a segunda chance de se aprofundar.

A abertura da mostra contou com a primeira – e que seria única, por um bom tempo – exibição oficial no Brasil de “Whatever works” (ou “Tudo pode dar certo”), com um Larry David no papel de velho ateu insuportável e Evan Rachel Wood bancando a ninfetinha de formação conservadora, apesar de sua curiosidade em experimentar as tentações da cidade grande. Os dois formam um casal improvável – tanto que vão ganhar a reprovação dos pais dela, dois caipiras típicos que mudam sua visão estreita de mundo quando chegam a Nova York  (e assumem a missão de separar os dois). Como outros filmes do cineasta, parece um exercício de misantropia que acaba em uma celebração da vida – ou pelo menos, do que pode dar certo apesar da falta de sentido da existência.

YouTube Preview Image

A programação completa você confere aqui, mas adianto que vai ter “Manhattan”, “A Rosa Púrpura do Cairo”, “Annie Hall”, “Interiores”, “Zelig”, “Hannah e Suas Irmãs”, “Maridos e Esposas”, “Neblina e Sombras”, “Crimes e Pecados”, “Match Point” e“Tiros na Broadway”. Todos a R$ 6 a inteira. Tá bom ou quer mais?

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Por conta de um problema de alfândega ou coisa do tipo, a versão exibida de “Whatever works” para os convidados não foi a versão em película como tinha sido prometido e, por isso, a produção se comprometeu a se esforçar em fazer uma nova sessão – talvez aberta – com toda a pompa e a circunstância que tamanha elegância tem direito. Se rolar, fiquem espertos, porque o filme não tem data para estrear em circuito comercial no Brasil.

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Super bem feito e bem cuidado, o catálogo da mostra é uma compilação detalhada de toda a história de Woody Allen no cinema, com colaborações de Luis Fernando Verissimo, Lourenço Mutarelli, Moacyr Scliar, Angeli, Laerte, Elesbão, Arnaldo Branco (heh), Allan Sieber, André Dahmer, etc etc etc. É gente bacana demais reunida em um mesmo livro, dissertando sobre um mesmo tema.  Pretendo sortear um exemplar por aqui, fiquem ligados no Twitter para saber quando e como.

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Sombra

linhadesombra

Acepções | substantivo feminino 1    obscuridade produzida pela interceptação dos raios luminosos por um corpo opaco 2    espaço menos iluminado, onde não bate luz direta; escuro, obscuridade 2.1    local onde não bate sol  3  ausência de luz; escuridão 3.1    ausência da luz solar; noite, escuridão 3.2    Derivação: por metáfora.  ausência de conhecimentos, cultura, instrução, liberdade, justiça; obscurantismo, ignorância, despotismo 4    Rubrica: artes plásticas. parte mais escura de um desenho, gravura ou pintura, que reproduz os efeitos da ausência de luz na natureza e que dá relevo ao que está representado 4.1    Derivação: por metonímia. Rubrica: artes plásticas. tinta, ger. marrom muito escuro, com que se pintam as sombras  5    Derivação: por metonímia. produto de maquiagem us. para escurecer ou colorir certas partes do rosto, esp. na área dos olhos, ou acentuar certos traços, na maquiagem teatral 6    Derivação: sentido figurado. qualquer coisa que indique, mesmo remotamente, a existência ou possibilidade de (algo); indício, traço, sinal 7    Derivação: sentido figurado. algo existente em pequena quantidade; traço, início, rudimento 8    parte escurecida de (algo); mancha, nódoa 9    Derivação: sentido figurado. algo que obscurece ou mancha a biografia ou a reputação de alguém; mácula, nódoa, senão 10    forma escura produzida na superfície de um objeto pela interposição de outro objeto entre aquele e uma fonte de luz 11    Derivação: por analogia. ser, humano ou animal, que costuma ir atrás de alguém, acompanhá-lo aonde quer que vá  12    Derivação: sentido figurado. coisa que parece impalpável, imaterial; vulto 12.1    espírito desencarnado; alma, fantasma 13    Derivação: sentido figurado. Diacronismo: antigo. expressão fisionômica; aspecto, semblante, ar 14    pessoa ou coisa que perdeu seu antigo brilho, importância, poder etc. 15    Derivação: por metáfora. o que entristece, preocupa, amedronta 16    Derivação: por metáfora. Regionalismo: Portugal. Uso: informal.  casa de detenção; prisão, xadrez 17    Rubrica: radiologia. imagem resultante da interrupção de passagem de radiação, como ocorre em radiografia de formação radiopaca.

UFA.

Em todos esses dias passeando pelo CCBB, cumprindo meu papel de embaixadora dos 20 anos de lá, não vi uma pessoa sequer entrar no hall principal do prédio e não se assustar com a escuridão em que ele está. Observar a reação das pessoas diante da penumbra chega a ser um exercício divertido. Todo mundo que entra no centro cultural para, estranha o breu naquele espaço sempre tão bem iluminado e, quando finalmente olha pra cima, dá de cara com as pegadas de “Irruption”, projeção da exposição “Linha de sombra”, da artista plástica Regina Silveira.

Pintora, gravadora e professora, a gaúcha se utiliza das muitas definições do substantivo feminino “sombra” (entendeu a presença daquele bloco retirado do Houaiss ali em cima?) para compor instalações, pinturas, adesivos, ilustrações que ganham força quando ocupam paredes inteiras. Chamam atenção as ilustrações cujas sombras distorcidas vêm de outras figuras, como é o caso de “O paradoxo do santo”, em que a imagem de madeira quase infantil do apóstolo São Tiago a cavalo ganha a sombra de uma estátua beligerante do nosso Duque de Caxias.

O mais bacana de estar ali é ver as várias aplicações pro vasto conceito de sombra que Regina consegue obter. Na enorme exposição que ocupa o térreo, o primeiro e o segundo andar, você percebe que a sombra pode ser muito mais do que um jogo de luz e se diverte com as conclusões que ela tirou depois de tantos estudos.

Acepções
? substantivo feminino
1 obscuridade produzida pela interceptação dos raios luminosos por um corpo opaco
Ex.: este lado da casa estava imerso na s.
2 espaço menos iluminado, onde não bate luz direta; escuro, obscuridade
Ex.: a planta morreu porque não se dá bem na s.
2.1 local onde não bate sol
Ex.: <o lado da s. do campo de futebol, da arquibancada, da rua etc.> <ir pela s.>
3 ausência de luz; escuridão
Ex.: animal que vive eternamente na s., no fundo das cavernas
3.1 ausência da luz solar; noite, escuridão
Ex.: as regiões polares passam seis meses na s.
3.2 Derivação: por metáfora.
ausência de conhecimentos, cultura, instrução, liberdade, justiça; obscurantismo, ignorância, despotismo
4 Rubrica: artes plásticas.
parte mais escura de um desenho, gravura ou pintura, que reproduz os efeitos da ausência de luz na natureza e que dá relevo ao que está representado
Ex.: El Greco sabia explorar bem os efeitos de luz e s.
4.1 Derivação: por metonímia. Rubrica: artes plásticas.
tinta, ger. marrom muito escuro, com que se pintam as sombras
Ex.: dê-me um pouco de s.
5 Derivação: por metonímia.
produto de maquiagem us. para escurecer ou colorir certas partes do rosto, esp. na área dos olhos, ou acentuar certos traços, na maquiagem teatral
Ex.: <lápis de s.> <passou s. lilás nas pálpebras>
6 Derivação: sentido figurado.
qualquer coisa que indique, mesmo remotamente, a existência ou possibilidade de (algo); indício, traço, sinal
Ex.: <sem s. de dúvida> <não há nem s. de reconciliação>
7 Derivação: sentido figurado.
algo existente em pequena quantidade; traço, início, rudimento
Ex.: sentiu uma s. de ciúme
8 parte escurecida de (algo); mancha, nódoa
Ex.: limpou o borrão na página, mas ficou uma s. no lugar
9 Derivação: sentido figurado.
algo que obscurece ou mancha a biografia ou a reputação de alguém; mácula, nódoa, senão
Ex.: não se descobriu nenhuma s. no seu passado
10 forma escura produzida na superfície de um objeto pela interposição de outro objeto entre aquele e uma fonte de luz
Ex.: <fazia sombras com as mãos na parede para divertir as crianças> <ao pôr do sol, sua s. se projetava comprida na estrada>
11 Derivação: por analogia.
ser, humano ou animal, que costuma ir atrás de alguém, acompanhá-lo aonde quer que vá
Ex.: o irmão menor é a sua s.
12 Derivação: sentido figurado.
coisa que parece impalpável, imaterial; vulto
Ex.: viu duas s. passarem na penumbra do corredor
12.1 espírito desencarnado; alma, fantasma
Ex.: os antigos gregos acreditavam que as s. dos mortos iam para um reino subterrâneo
13 Derivação: sentido figurado. Diacronismo: antigo.
expressão fisionômica; aspecto, semblante, ar
Ex.: a agradável s. do anfitrião deixava todos à vontade
14 pessoa ou coisa que perdeu seu antigo brilho, importância, poder etc.
Ex.: o temível ditador não passa, hoje, de uma s.
15 Derivação: por metáfora.
o que entristece, preocupa, amedronta
16 Derivação: por metáfora. Regionalismo: Portugal. Uso: informal.
casa de detenção; prisão, xadrez
17 Rubrica: radiologia.
imagem resultante da interrupção de passagem de radiação, como ocorre em radiografia de formação radiopaca
sombras
? substantivo feminino plural
18 ausência total de luz; escuridão, trevas
Ex.: as s. da noite

Locuções
s. e água fresca
situação muito cômoda e confortável, em que não há dificuldades ou trabalhos duros
Ex.: s. e água fresca é o que todos querem
à s. de
1 abrigado do sol por (algo que faz sombra)
Ex.: descansar à s. de uma árvore
2 Derivação: sentido figurado.
protegido, ajudado por (alguém)
Ex.: viver à s. de um protetor
fazer s. a
Derivação: sentido figurado.
1 empanar, ofuscar o brilho, a glória de (algo ou alguém)
2 tentar prejudicar (alguém) em algum assunto
na s.
Derivação: sentido figurado.
1 de maneira oculta; às escondidas
2 sem aparecer, sem se identificar, anonimamente; na surdina
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
à s. de
1 abrigado do sol por (algo que faz sombra)
Ex.: descansar à s. de uma árvore
2 Derivação: sentido figurado.
protegido, ajudado por (alguém)
Ex.: viver à s. de um protetor
fazer s. a
Derivação: sentido figurado.
1 empanar, ofuscar o brilho, a glória de (algo ou alguém)
2 tentar prejudicar (alguém) em algum assunto
na s.
Derivação: sentido figurado.
1 de maneira oculta; às escondidas
2 sem aparecer, sem se identificar, anonimamente; na surdina
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
fazer s. a
Derivação: sentido figurado.
1 empanar, ofuscar o brilho, a glória de (algo ou alguém)
2 tentar prejudicar (alguém) em algum assunto
na s.
Derivação: sentido figurado.
1 de maneira oculta; às escondidas
2 sem aparecer, sem se identificar, anonimamente; na surdina
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
na s.
Derivação: sentido figurado.
1 de maneira oculta; às escondidas
2 sem aparecer, sem se identificar, anonimamente; na surdina
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa

Etimologia
orig.contrv.; prov. ligado ao lat. úmbra,ae ’sombra produzida por um corpo interposto entre a luz e a terra; sombreado, lugar à sombra, objeto que dá sombra’, donde ‘asilo, proteção’; ’sombra, p.opos. ao corpo que a produz’, donde ‘imagem sem consistência, aparência’; Corominas comenta que o -s-, agregado somente em português e espanhol, seria resultado do influxo de sol e seus derivados, por sol e sombra, solano ‘ensolarado’ e sombrio ’sombroso’ serem conceitos relativos, opostos e constantemente acoplados; Nascentes anota que o arc. soombra sugere um lat.vulg. *sulumbra (sub illa umbra ’sob esta sombra’), f. tb. sugerida por AGC; ver umbr(i/o)-; f.hist. sXIV sonbra, sXIV ssoonbra, sXV sombra

Sinônimos
como s.f.: ver sinonímia de abajur, fantasma, imperfeição e mistério; como s.f.pl.: ver sinonímia de claridade

Antônimos
como s.f.: brilho, clarão, luz; ver tb. sinonímia de perfeição; como s.f.pl.: ver sinonímia de claridade

Homônimos
sombra(fl.sombrar)

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Nina Becker

ninabecker“Meu nome é Nina Becker, eu canto, eu toco xilofone, eu arranho um violão”. No palco, a moça só não faz sapatear, mas dança, faz careta, cumprimenta a plateia, se diverte. Mais conhecida como uma das crooners da Orquestra Imperial, Nina subiu ao palco do Teatro II do CCBB na última terça e fez questão de se apresentar ao público. Afinal, o show fazia parte do projeto “Pode apostar!”, uma série de shows com “talentos emergentes da música brasileira”, ainda desconhecidos de um grande público.

Na plateia tinha de tudo, gente nova, gente mais velha, velhos conhecidos, curiosos, um monte de gente que – parecia – já estava bem habituada com o som da moça. Dizem que é “nova MPB”, mas no fim das contas acaba sendo uma deliciosa mistura de samba, rock, bossa nova, mpb, tropicalismos… tudojuntoaomesmotempoagora. Tudo coroado pela voz linda que ela tem. No repertório, Nina vai desde suas próprias composições – mais calmas, “delicadas”, como a própria define – a Jorge Mautner, de Tom Jobim a Serge Gainsbourg.

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Toda terça-feira, o Pode Apostar! leva um novo nome para duas sessões no CCBB, sempre às 12h30 e 18h30. Além de Nina Becker, já passaram pelo palco os rapazes do Fino Coletivo e Rodrigo Maranhão. Nas próximas terças assumem o posto Mariana Aydar e Marina de La Riva. Quem fecha o projeto é a excêntrica Silvia Machete, a mesma moça que abriu a série de shows no dia do aniversário do CCBB.

Quem não é do Rio não precisa ficar de bode: a programação – com estes e outros nomes, como Curumin – também vai passar pelo CCBB São Paulo e pelo CCBB Brasília.

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Falando em CCBB, agora está mais fácil de achar a programação cultural do espaço na internet. Dá uma olhada: http://www.bb.com.br/cultura.

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Wine + records = love

dereksaraUm casal de roteiristas americanos. Ele, Derek, ama música e coleciona vinis. Ela, Sara, ama vinhos. O que eles fizeram? Um site que semanalmente sugere a “harmonização” de um disco da coleção do rapaz com um dos vinhos preferidos da moça (todos “populares”, de preço cabível em qualquer bolso, ela gosta de frisar). Bacana, né?

O “Vine-yl” (”The Bastard Love-Child of a Wine Geek and a Record Freak”) tem um visual super tosquinho, super caseiro e isso é que é bacana. Um exemplo, Derek escolheu o “Moonpix” da Cat Power e Sara sugeriu um Yves Cuilleron Syrah. Depois de cada um resenhar sua seleção, chegaram a uma conclusão: “enfumaçado, cheio de alma, subestimado e precis, com uma leve sugestão de doçura prolongada. Você está falando do vinho ou das letras da Chan Marshall?”.

Em outra ocasião, Derek escolheu o “The Early Beatles” e Sara foi de “Ipsum”, da vinícola espanhola Hermanos Del Villar. “Tem a sensação de que você é o único que não está jogando The Beatles Rockband nesse momento? Entre para o clube. Mas quer saber? É difícil segurar uma taça quando você está tocando guitarra”.

Para acompanhar a trilha de “A garota de rosa shocking”, do recém-falecido John Hughes, Sara homenageou o diretor justamente com um vinho rosé. “Por que ficar para sempre no ginásio se crescer significa beber vinhos como este? Nós sempre teremos os filmes, as memórias e as músicas. Um brinde às atitudes graciosas, obrigada pela convivência, John”.

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Para deixar a coisa toda mais literal ainda, cada post (eles atualizam toda quinta-feira), vem com um verso de música que cite vinhos. Afinal, jazz, rock, blues… tudo coisa de beberão.

“It’s like trying to drink whiskey from a bottle of wine…” - Elton John, “Honky Cats”

“…little girl, showing them what laughter’s all about. Where did all the wine go?”Danger Mouse & Sparklehorse, “Little Girl”

“We always stuck with white wine, we stayed away from red”Loudon Wainwright III, “White Winos”

“To try and forget you, I’ve turned to the wine…”The Byrds, “You’re Still On My Mind”

“She keeps Moet et Chandon in a pretty cabinet…”
- Queen, “Killer Queen”

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Como não são bobos, nem nada, Derek e Sara abriram uma lojinha na Amazon.com onde listam todos os discos que resenham (e que estão disponíveis em CD, obviamente). Para quem curte uma experiência real (leia-se, quem gosta de garimpar sebos mundo afora atrás de suas próprias raridades), eles ainda indicam uma penca de lojas nos Estados Unidos e Europa. Loja de disco, essa coisa tão antiga… com os vinhos é a mesma coisa: Sara listou seus empórios preferidos.

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Além do site, o casal mantém um blog sobre filmes, séries, livros, shows e outros assuntos correlatos ao do site-mãe. Pra quem quiser ficar por dentro das atualizações, basta seguir o Twitter do projeto. A dica do site veio do Adoro Brechó.

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A laranja é azul…

… e todo o resto é branco, asséptico. Assim como os jalecos que cada um que vai assistir à peça “Laranja azul”, em cartaz no CCBB, recebe antes de entrar no teatro e se sentar na plateia/arquibancada forrada de branco. O cenário é incrível. Nós, os espectadores, nos dividimos em dois e nos sentamos em volta da “sala”, um espaço montado no meio do palco, fechado, todo de vidro, onde se passa a ação. Lá fica sala dos psiquiatras de uma clínica. É lá que eles discutem a situação de um interno, um esquizofrênico negro, vindo da periferia. Eles lá, como ratos de laboratórios. E nós de fora, apenas observando.

laranjaazulUm dos médicos é Dr. Foster (Rogério Fróes), diretor da clínica. Um senhor. Anos de trabalho nas costas. O outro, Dr. Greg (Pedro Brício), o típico residente idealista. Eles divergem sobre o diagnóstico de um paciente, Christian (Rocco Pitanga) e, conforme as discussões vão se acirrando, vemos que há muito mais por trás disso do que apenas a causa médica: política, dinheiro, preconceito racial, preconceito de classes, preconceito com a situação mental do paciente, realização pessoal. Cada um defende o seu, enquanto Christian fica de um lado pro outro, sem saber qual caminho seguir.

A peça é ágil (e rápida, tem apenas uma hora de duração) e coloca todo mundo pra pensar no quanto os interesses de cada um podem se sobrepor ao bem de outrem. Sabe soco no estômago? É o tipo de coisa que todo mundo evita pensar, mas ao encarar a realidade, fica em choque.

O texto, inédito por aqui e premiadíssimo lá fora, é do inglês Joe Penhall e o material virou um prato cheio da mão do ator-diretor Guilherme Leme. Estive na estreia na última quintae a temporada vai de quarta a domingo, sempre às 20h, até o dia 3 de janeiro. Para saber mais, visite o site do CCBB RJ.

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Dramaturgias no CCBB

Desde junho, o CCBB do Rio de Janeiro está desenvolvendo o projeto “Dramaturgias”. Uma vez por mês, um grupo de atores se reúne para fazer a leitura de uma peça de autores contemporâneos russos, argentinos, uruguaios e franceses. Sem cenário, sem figurinos, sem objetos, sem marcação de cena, sem cortina vermelha. Apenas os atores, suas vozes e suas interpretações de textos pouco conhecidos no Brasil.

Para outubro, mês que o CCBB completa 20 anos de história, estava marcado “Concerto de aniversário”, do argentino Eduardo Rovner, até então inédito nos teatros brasileiros. Uma peça curta, de apenas 35 minutos, mas instigante do começo ao fim.

Quatro anciãos, músicos que compõe um quarteto de cordas, se preparam para executar um concerto de Beethoven na televisão. Falam sobre arte enquanto ensaiam para a apresentação, com um preciosismo que beira a histeria.

A perfeição na execução da obra é sua única meta, e todos os obstáculos que se interpõem em seu caminho devem ser removidos - mesmo que isso custe vidas humanas. A dramaturgia do autor argentino desenha um universo de contradições, nos colocando diante de questões incontornáveis”.

Dirigida por Felipe Vidal, a leitura tinha como elenco programado os experientes Otávio Augusto, Nelson Xavier, Nildo Parente e Regina Gutman. No fim das contas, só ela compareceu e leu o texto ao lado dos desconhecidos (por mim) – mas excelentes – Afonso Henrique Soares, José Karini, Lucas Gouvêa e Victor Nalin. Mesmo com a economia de gestos comum a uma leitura,  quase uma rádionovela, o grupo me fez entrar na história daqueles quatro velhinhos tão cegamente apaixonados por Beethoven que, por isso, se dão o direito a várias atitudes nonsense. Assassinato, tortura, indiferença e até zoofilia: cabe tudo naquela metáfora à ditadura Argentina, já decrépita como os tais velhos, quando o texto foi encenado pela primeira vez, em 1983. Humor negro puro. Para quem perdeu a história, mas quer ler o roteiro, ele está disponível em inglês no site oficial de Rovner.

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A última edição de “Dramaturgias” é no dia 18 de novembro. Sob direção de Henrique Tavares, Isaac Bernat e Glaucio Gomes leem “Dizer sim”, da também argentina Griselda Gambaro.

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O blog CCBB 20 anos continua sendo atualizado pelas coleguinhas Marina Santa Helena, de São Paulo, e Lu Monte, de Brasília.

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